<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1413-8123</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência & Saúde Coletiva]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Ciênc. saúde coletiva]]></abbrev-journal-title>
<issn>1413-8123</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1413-81232012001000027</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S1413-81232012001000027</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento de médicos e enfermeiros obstetras sobre a prevenção dos defeitos no tubo neural]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Knowledge of physicians and obstetric nurses about the prevention of neural tube defects]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Conceição]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ricardo Campelo da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marcella Amaral Horta]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dornela]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leonardo Lima]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Plínio Santos]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castellano Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Didier Silveira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Djalma Rabelo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Calado]]></surname>
<given-names><![CDATA[Adriano Almeida]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Murillo Bastos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Juiz de Fora MG]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Enfermagem ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade Gama Filho  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Universidade de Pernambuco Faculdade de Medicina ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>10</numero>
<fpage>2795</fpage>
<lpage>2803</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-81232012001000027&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1413-81232012001000027&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1413-81232012001000027&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Foi avaliado o nível de conhecimento de médicos e enfermeiros obstetras sobre a utilização de ácido fólico (AF) para a prevenção dos defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN). Estudo descritivo transversal no qual 118 voluntários (95 médicos e 23 enfermeiros), responderam um questionário com 21 perguntas sobre a prevenção dos DFTN. Os dados foram analisados em função do conhecimento relatado, das recomendações preconizadas pelo Ministério da Saúde (MS) e das evidências científicas (EC) disponíveis sobre o assunto investigado. O nível de conhecimento baseado nas EC e nas recomendações do MS foi diferente (4,64 ± 0,20 vs 5,55 ± 0,15; p < 0,001; Média ± EPM). Não houve diferença entre o nível de conhecimento quando comparado à formação dos mesmos, ao tempo que realizam atendimento pré-natal e entre as duas classes de profissionais avalia­dos. Houve diferença entre o nível de conhecimento relatado e o baseado nas EC (6,76 ± 0,18 vs 4,64 ± 0,15; p < 0,001) e o baseado nas recomendações do MS (6,76 ± 0,18 vs 5,55 ± 0,20; p < 0,001), 94,1% dos profissionais conhecem o papel do ácido fólico, contudo, 64,2% relataram não saber quando iniciar a suplementação no pré-natal. Frente ao exposto foi verificado que a grande maioria dos avaliados relatou conhecer a importância do AF na prevenção do DFTN, porém, existe ainda desconhecimento sobre o assunto investigado.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this study was to evaluate the knowledge of obstetricians and obstetric nurses about folic acid in the prevention of neural tube defects (NTD). A cross-sectional study was conducted in which 118 volunteers (95 physicians and 23 nurses) answered a questionnaire with 21 questions about prevention of NTD. The data were analyzed according to the reported knowledge, the recommendations made by the Brazilian Ministry of Health (MOH) and the scientific evidence (SE) available in the literature on the topic. The knowledge based on the SE and recommendations of MOH was different (4.64 ± 0.20 vs. 5.55 ± 0.15, p <0.001, Mean ± SEM). There was no difference between the knowledge of respondents compared to their training, the time spent in prenatal care and between the two classes of professionals evaluated. There were differences between the reported knowledge and that based on SE (6.76 ± 0.18 vs. 4.64 ± 0.15, p <0.001) and based on the MOH recommendations (6.76 ± 0.18 vs. 5.55 ± 0.20, p <0.001). Thus, the conclusion reached was that 94.1% of those evaluated reported knowing the importance of folic acid in preventing NTD, though 64.2% reported that they did not know when to begin administration of the supplement.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ácido fólico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Defeitos do fechamento do tubo neural]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Prevenção]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Folic acid]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Neural tube closure defects]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Prevention]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conhecimento   de m&eacute;dicos e enfermeiros obstetras sobre a   preven&ccedil;&atilde;o dos defeitos no tubo neural</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Knowledge   of physicians and obstetric nurses  about   the prevention of neural tube defects</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ricardo   Campelo da Concei&ccedil;&atilde;o<sup>I</sup>;  Marcella Amaral Horta Barbosa<sup>II</sup>;  Leonardo Lima Dornela<sup>II</sup>;  Pl&iacute;nio Santos Ramos<sup>III</sup>;  Didier Silveira Castellano Filho<sup>I</sup>;  Djalma Rabelo Ricardo<sup>IV</sup>;  Adriano Almeida Calado<sup>V</sup>;  Jos&eacute; Murillo Bastos Netto<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas e   da Sa&uacute;de de Juiz de Fora. BR 040 Km796, Salvaterra. 36045-410 &nbsp;Juiz de Fora&nbsp;   MG. <a href="mailto:jmurillo@uropedjf.com.br">jmurillo@uropedjf.com.br</a><br />     <sup>II</sup>Faculdade de Enfermagem,   Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)<br />     <sup>III</sup>Hospital e Maternidade   Therezinha de Jesus<br />     <sup>IV</sup>Universidade Gama Filho<br />     <sup>V</sup>Faculdade de Medicina,   Universidade de Pernambuco (UPE)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi   avaliado o n&iacute;vel de conhecimento de m&eacute;dicos e enfermeiros obstetras sobre a   utiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;cido f&oacute;lico (AF) para a preven&ccedil;&atilde;o dos defeitos do fechamento do   tubo neural (DFTN). Estudo descritivo transversal no qual 118 volunt&aacute;rios (95   m&eacute;dicos e 23 enfermeiros), responderam um question&aacute;rio com 21 perguntas sobre a   preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN. Os dados foram analisados em fun&ccedil;&atilde;o do conhecimento   relatado, das recomenda&ccedil;&otilde;es preconizadas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) e das   evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas (EC) dispon&iacute;veis sobre o assunto investigado. O n&iacute;vel de   conhecimento baseado nas EC e nas recomenda&ccedil;&otilde;es do MS foi diferente (4,64 &plusmn;   0,20 vs 5,55 &plusmn; 0,15; p &lt; 0,001; M&eacute;dia &plusmn; EPM). N&atilde;o houve diferen&ccedil;a entre o   n&iacute;vel de conhecimento quando comparado &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos mesmos, ao tempo que   realizam atendimento pr&eacute;-natal e entre as duas classes de profissionais   avalia&shy;dos. Houve diferen&ccedil;a entre o n&iacute;vel de conhecimento relatado e o baseado   nas EC (6,76 &plusmn; 0,18 vs 4,64 &plusmn; 0,15; p &lt; 0,001) e o baseado nas recomenda&ccedil;&otilde;es   do MS (6,76 &plusmn; 0,18 vs 5,55 &plusmn; 0,20; p &lt; 0,001), 94,1% dos profissionais   conhecem o papel do &aacute;cido f&oacute;lico, contudo, 64,2% relataram n&atilde;o saber quando   iniciar a suplementa&ccedil;&atilde;o no pr&eacute;-natal. Frente ao exposto foi verificado que a   grande maioria dos avaliados relatou conhecer a import&acirc;ncia do AF na preven&ccedil;&atilde;o   do DFTN, por&eacute;m, existe ainda desconhecimento sobre o assunto investigado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:&nbsp; </b><i>&Aacute;cido   f&oacute;lico, Defeitos do fechamento do tubo neural, Preven&ccedil;&atilde;o</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The scope of this study was   to evaluate the knowledge of obstetricians and   obstetric nurses about folic acid in the prevention of neural tube defects   (NTD). A cross-sectional study was conducted in which   118 volunteers (95 physicians and 23 nurses)   answered a questionnaire with 21 questions about prevention of NTD. The data   were analyzed according to the reported knowledge, the recommendations made by   the Brazilian Ministry of Health (MOH) and the scientific evidence (SE)   available in the literature on the topic. The   knowledge based on the SE and recommendations of MOH was different (4.64 &plusmn; 0.20   vs. 5.55 &plusmn; 0.15, p &lt;0.001, Mean &plusmn; SEM). There was no difference between the   knowledge of respondents compared to their training, the time spent in prenatal   care and between the two classes of professionals evaluated. There were   differences between the reported knowledge and that based on SE (6.76 &plusmn; 0.18   vs. 4.64 &plusmn; 0.15, p &lt;0.001) and based on the MOH recommendations (6.76 &plusmn; 0.18   vs. 5.55 &plusmn; 0.20, p &lt;0.001). Thus, the conclusion reached was that 94.1% of   those evaluated reported knowing the importance of folic acid in preventing   NTD, though 64.2% reported that they did not know when to begin administration   of the supplement.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:&nbsp; </b><i>Folic acid, Neural tube closure defects,   Prevention</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) est&atilde;o entre as malforma&ccedil;&otilde;es   cong&ecirc;nitas mais frequentes, sendo que, a anencefalia e o disrafismo espinhal   representam 95% dos casos, e a encefalocele, 5%<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos Estados Unidos, o gasto m&eacute;dio estimado com uma crian&ccedil;a   nascida com DFTN, por toda a vida, &eacute; de aproximadamente US$ 294.000,00<sup>3</sup>.   Embora varie consideravelmente nas diversas regi&otilde;es geogr&aacute;ficas, a incid&ecirc;ncia   dos DFTN, se situa em torno de 1/1.000 nascidos vivos<sup>3,4</sup> e cerca de   95% das mulheres com filhos afetados por DFTN n&atilde;o apresentam antecedentes   pessoais ou familiares<sup>5,6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &aacute;cido f&oacute;lico (AF) &eacute; considerado um nutriente essencial ao   ser humano, atuando como coenzima no metabolismo de amino&aacute;cidos, purinas,   pirimidinas e &aacute;cidos nucl&eacute;icos, sendo vital para a divis&atilde;o celular e para a s&iacute;ntese   de prote&iacute;nas. Atualmente a defici&ecirc;ncia de AF &eacute; considerada o mais importante   fator de risco para o desenvolvimento dos DFTN<sup>7,8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As evidencias cient&iacute;ficas (EC) recomendam a suplementa&ccedil;&atilde;o de   0,4 mg/dia de AF para a preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN, em adendo recomendam a   suplementa&ccedil;&atilde;o de 4 mg/dia para as pacientes com um hist&oacute;rico de DFTN em   gesta&ccedil;&atilde;o anterior<sup>5,8-12</sup>. J&aacute; o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) recomenda que   mulheres com possibilidade de engravidar devem fazer uso de 5 mg/dia de AF,   iniciando 60 a 90 dias antes da concep&ccedil;&atilde;o e mantendo durante toda a gesta&ccedil;&atilde;o.   Face ao exposto parece que existe uma diverg&ecirc;ncia entre a comunidade   cient&iacute;fica, aqui representada pelas EC, e as recomenda&ccedil;&otilde;es do MS na utiliza&ccedil;&atilde;o   do AF para a preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN, portanto, o objetivo do presente estudo foi   avaliar o n&iacute;vel de conhecimento de m&eacute;dicos e enfermeiros obstetras sobre a   utiliza&ccedil;&atilde;o do AF na preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Amostra </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram avaliados 118 profissionais de sa&uacute;de, entre m&eacute;dicos   obstetras (95) e enfermeiros obstetras (23) correspondendo a 50% e 72%,   respectivamente, de todos os profissionais atuantes na cidade de Juiz de Fora   (MG), munic&iacute;pio polo da Macrorregi&atilde;o Sudeste em Sa&uacute;de, que conta com uma   popula&ccedil;&atilde;o referenciada de 1.577.484 habitantes, entre dezembro de 2008 a julho   de 2009. Os profissionais tinham idades entre 23 e 78 anos e m&eacute;dia de 44 &plusmn; 12   anos (m&eacute;dia &plusmn; dp); eram formados em m&eacute;dia h&aacute; 18 anos; e atuavam em institui&ccedil;&otilde;es   p&uacute;blicas e privadas de sa&uacute;de, maternidades e consult&oacute;rios m&eacute;dicos. Todos os   volunt&aacute;rios leram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido   (TCLE), aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Coleta dos dados </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a coleta dos dados foi elaborado um question&aacute;rio com 21   quest&otilde;es, por dois m&eacute;dicos obstetras autores deste estudo, cujo atributo   central foi avaliar o n&iacute;vel de conhecimento dos profissionais sobre a   utiliza&ccedil;&atilde;o do AF na preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN, sendo que as quest&otilde;es de n&uacute;mero um a   sete contemplam a descri&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas dos profissionais   (<a href="/img/revistas/csc/v17n10/a27qua01.jpg">Quadro 1</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os procedimentos adotados para a coleta dos dados foram: a)   os volunt&aacute;rios da pesquisa foram convidados pelo pesquisador a participar de um   estudo, sendo informados de que responderiam a um question&aacute;rio sobre um tema   relacionado &agrave; sua &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, sem que soubessem, previamente, o   tema abordado; b) no momento em que o question&aacute;rio era entregue ao volunt&aacute;rio,   o mesmo era informado, pelo pesquisador ou colaborador, sobre o tema e os   objetivos da pesquisa, e, em seguida, se de acordo, assinava o TCLE; c) o   volunt&aacute;rio era informado de que suas respostas n&atilde;o poderiam conter qualquer   tipo de identifica&ccedil;&atilde;o, nem mesmo para o pesquisador, devendo estas serem   respondidas em total privacidade; d) o tempo m&aacute;ximo para o preenchimento do instrumento   foi de 10 minutos. Durante este tempo o pesquisador aguardava, &agrave; dist&acirc;ncia, sem   participar do processo; e) ao t&eacute;rmino do preenchimento, o question&aacute;rio era   introduzido, pelo volunt&aacute;rio em uma urna lacrada. Somente depois de conclu&iacute;da   toda a coleta de dados, as urnas lacradas foram abertas pelo pesquisador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Procedimento de an&aacute;lise dos dados </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&iacute;vel de conhecimento foi avaliado por dois enfoques, sendo   um baseado no que preconizam as EC sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o do AF na preven&ccedil;&atilde;o dos   DFTN<sup>5,7,8,13</sup> e o outro no que recomenda o MS<sup>14,15</sup>. Isto   posto, foi desenvolvido uma escala de pontua&ccedil;&atilde;o para cada resposta levando em   considera&ccedil;&atilde;o a import&acirc;ncia de cada pergunta dentro do instrumento. Os valores   atribu&iacute;dos para cada vari&aacute;vel avaliada (pergunta) foram validados por dois   especialistas independentes e em sistema de revis&atilde;o por pares (<a href="/img/revistas/csc/v17n10/a27qua02.jpg">Quadro 2</a>). As   perguntas de 1 a 7, 9, 12, 14 e 15 n&atilde;o est&atilde;o relacionadas com o conhecimento em   quest&atilde;o e sim com as caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas do entrevistado, bem como a   autoavalia&ccedil;&atilde;o de seu conhecimento sobre o assunto, da&iacute; n&atilde;o serem pontuadas. Em   adendo, o n&iacute;vel de conhecimento dos profissionais investigados foi autoavaliado   por meio da pergunta n&uacute;mero 9 do question&aacute;rio (<a href="/img/revistas/csc/v17n10/a27qua01.jpg">Quadro 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise estat&iacute;stica </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente foi testada a normalidade (Kolmogorov-Smirnov)   dos dados validando ou n&atilde;o a utiliza&ccedil;&atilde;o da estat&iacute;stica param&eacute;trica. Para a   tend&ecirc;ncia central foram calculadas as m&eacute;dias e para a variabilidade foram   utilizados, desvio-padr&atilde;o e erro padr&atilde;o da m&eacute;dia, respectivamente, nas an&aacute;lises   descritivas e inferenciais. Foi realizada a compara&ccedil;&atilde;o para verificar se havia   diferen&ccedil;as entre os n&iacute;veis de conhecimento, utilizando o teste-<i>t</i> emparelhado   e n&atilde;o emparelhado e <i>oneway</i> Anova seguido de compara&ccedil;&otilde;es <i>post hoc</i> de   Bonferroni, quando apropriado, ou teste de Wilcoxon / Man Whitney e o teste de   Kruskal Wallis, para as an&aacute;lises param&eacute;tricas e n&atilde;o param&eacute;tricas,   respectivamente. Para todas as an&aacute;lises foram considerados 5% como n&iacute;vel de   signific&acirc;ncia e utilizamos o <i>software</i> SPSS (vers&atilde;o 17, <i>SPSS</i>, Chicago).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   resultados descritivos das vari&aacute;veis analisadas assim como as caracter&iacute;sticas   demogr&aacute;ficas est&atilde;o apresentados na <a href="#tab01">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab01" id="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n10/a27tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&iacute;vel de conhecimento, dado pela pontua&ccedil;&atilde;o obtida no   question&aacute;rio, baseado em EC e nas recomenda&ccedil;&otilde;es do MS foram diferentes (4,64 &plusmn;   0,20 <i>vs </i>5,55   &plusmn; 0,15; p &lt; 0,001; M&eacute;dia &plusmn; EPM) (<a href="#gra01">Gr&aacute;fico 1</a>).</font></p>     <p><a name="gra01" id="gra01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n10/a27gra01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os participantes do estudo, ao responderem a pergunta nove do <a href="/img/revistas/csc/v17n10/a27qua01.jpg">Quadro 1</a>, apresentaram um conhecimento relatado m&eacute;dio acerca do assunto de 6,76   &plusmn; 0,18 (m&eacute;dia &plusmn; EPM). Em adendo, houve diferen&ccedil;a significativa entre o n&iacute;vel de   conhecimento relatado (nota dada na autoavalia&ccedil;&atilde;o) e o baseado nas EC (6,76 &plusmn;   0,18 <i>vs</i> 4,64 &plusmn;   0,15; p &lt; 0,001; M&eacute;dia &plusmn; EPM), assim como foi encontrada diferen&ccedil;a entre o   n&iacute;vel de conhecimento relatado e baseado nas recomenda&ccedil;&otilde;es do MS (6,76 &plusmn; 0,18 <i>vs</i> 5,55 &plusmn;   0,20; p &lt; 0,001; M&eacute;dia &plusmn; EPM) (<a href="/img/revistas/csc/v17n10/a27gra02.jpg">Gr&aacute;fico 2</a>). Contudo, o n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o   influenciou o conhecimento dos profissionais no que se refere ao assunto investigado,   tanto basea&shy;do nas EC quanto no MS (p = 0,77 e p = 0,97, respectivamente). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tempo que os profissionais realizam atendimento pr&eacute;-natal   parece n&atilde;o influenciar no n&iacute;vel de conhecimento baseado em EC e nas   recomenda&ccedil;&otilde;es do MS (4,40 &plusmn; 0,31 vs 4,71 &plusmn; 0,17; p = 0,65, e 5,73 &plusmn; 0,23 vs   4,93 &plusmn; 0,34; p = 0,26, respectivamente). Al&eacute;m disso, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a entre   o n&iacute;vel de conhecimento baseado em EC em fun&ccedil;&atilde;o do profissional entrevistado   (M&eacute;dico ou Enfermeiro), assim como para as recomenda&ccedil;&otilde;es do MS (4,74 &plusmn; 0,17 vs   4,21 &plusmn; 0,31; p = 0,17, e 5,56 &plusmn; 0,23 vs 5,50 &plusmn; 0,41; p = 0,92,   respectivamente).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos   grupos de pesquisa demonstram que a suplementa&ccedil;&atilde;o de AF periconcepcional e   durante todo o primeiro trimestre da gravidez, reduz em 50 a 70% o risco de   ocorr&ecirc;ncia e recorr&ecirc;ncia dos DFTN<sup>3,8,16-20</sup>. Mesmo sendo extremamente   importante a suplementa&ccedil;&atilde;o com AF para a preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN foi observado que   existem algumas diverg&ecirc;ncias entre o que preconizam as EC e as recomenda&ccedil;&otilde;es do   MS, em fun&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo de in&iacute;cio, dosagem ideal e o tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o do AF   na preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN<sup>5,7-11,13-15</sup>. Em seu Manual T&eacute;cnico de   Pr&eacute;-Natal e Puerp&eacute;rio<sup>14</sup> &#150; o MS preconiza uma dose de 5 mg/dia de AF   para preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN enquanto a grande maioria das EC determina que essa   dosagem seja 0,4 mg/dia<sup>5,7,8,13</sup>. Cabe destacar que, nesse mesmo   documento, o MS atesta que a referida dose poderia, quando associada ao sulfato   ferroso, prevenir a anemia, justificando, talvez, a diverg&ecirc;ncia entre os   valores recomendados e as EC, permanecendo assim um &oacute;bice na tem&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os profissionais que participaram do estudo demonstraram   maior n&iacute;vel de conhecimento baseado nas recomenda&ccedil;&otilde;es do MS. Provavelmente,   isso se deve &agrave; forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica desses profissionais que enfatizam,   prioritariamente, as diretrizes dos manuais do MS em detrimento das EC, que   necessitam de acesso a bases de dados especializadas, quase sempre apresentadas   no idioma ingl&ecirc;s. Essa busca da informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, muitas vezes &eacute;   dificultada pela falta de infraestrutura das escolas ou, talvez, pela   defici&ecirc;ncia no curr&iacute;culo de algumas institui&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o mant&ecirc;m em sua grade   curricular a disciplina que <i>permeia</i> a tomada de decis&atilde;o baseada   em evid&ecirc;ncias como, por exemplo, a Metodologia da Pesquisa Cient&iacute;fica. Al&eacute;m   disso, os resultados demonstram que o n&iacute;vel de conhecimento dos participantes   do estudo quanto &agrave; preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN utilizando a suplementa&ccedil;&atilde;o de AF &eacute; baixo,   corroborando os resultados de outros dois estudos<sup>21,22</sup> realizados   anteriormente com o mesmo objetivo por outros grupos de pesquisa, que tamb&eacute;m   evidenciaram a falta de conhecimento dos profissionais de sa&uacute;de frente ao   assunto investigado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conhecimento relatado pelos participantes do estudo foi   maior ao que realmente foi avaliado tanto em fun&ccedil;&atilde;o das EC quanto nas   recomenda&ccedil;&otilde;es do MS, demonstrando, dessa forma, que os profissionais superestimam   seus conhecimentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do AF na preven&ccedil;&atilde;o do DFTN. No   presente estudo, a forma&ccedil;&atilde;o dos participantes n&atilde;o influenciou no n&iacute;vel de   conhecimento baseado em EC e nem nas recomenda&ccedil;&otilde;es do MS. Contudo, os   profissionais com doutorado apresentaram maior m&eacute;dia no n&iacute;vel de conhecimento   baseado em EC, provavelmente devido &agrave; maior facilidade de acesso &agrave;s EC (m&eacute;dia =   5,1) e a maior independ&ecirc;ncia investigadora. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foi observado neste estudo diferen&ccedil;a entre o   tempo em que o profissional realiza pr&eacute;-natal e os n&iacute;veis de conhecimento   baseados em EC e no MS, ou seja, o tempo que o profissional realiza a atividade   de atendimento &agrave;s gestantes parece n&atilde;o ser um fator determinante para um maior   conhecimento do tema investigado. Estes achados corroboram a impress&atilde;o de   outros estudos, como o realizado por Abu-Hammad et al.<sup>21</sup>, no qual os   profissionais com mais de 15 anos de formados n&atilde;o possu&iacute;am maior conhecimento   sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de AF. Em contrapartida, Miranda et al.<sup>22</sup> demonstraram em um estudo realizado em dois hospitais de Porto Rico, sendo um   p&uacute;blico e o outro privado, com m&eacute;dicos obstetras, pediatras e cl&iacute;nicos gerais,   que quanto maior o tempo de profiss&atilde;o maior o conhecimento acerca da   administra&ccedil;&atilde;o do AF na preven&ccedil;&atilde;o do DFTN. Cabe ressaltar, que os profissionais   m&eacute;dicos que apresentaram maior conhecimento trabalhavam no hospital p&uacute;blico que   naquele pa&iacute;s &eacute; mais rigoroso na implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas governamentais,   posto que a institui&ccedil;&atilde;o &eacute; utilizada para treinamento de outros profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando comparado o conhecimento dos m&eacute;dicos e enfermeiros n&atilde;o   foram observadas diferen&ccedil;as, provavelmente, porque as recomenda&ccedil;&otilde;es   governamentais para a condu&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal s&atilde;o as mesmas para todos os   envolvidos nesse tipo de assist&ecirc;ncia. Os dados deste trabalho corroboram os   dados de outros dois estudos<sup>21,22</sup> que abordaram diretamente a mesma   tem&aacute;tica e n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;a entre o n&iacute;vel de conhecimento sobre a   utiliza&ccedil;&atilde;o do AF para a preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN entre diferentes especialidades   m&eacute;dicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados deste estudo demonstraram que 94,1% dos   avaliados relataram possuir conhecimento sobre o assunto, resultados estes   semelhantes a outro estudo conduzido por grupo israelense, no qual 93% dos entrevistados   relatam conhecer o papel do AF na preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN<sup>21</sup>. N&atilde;o   obstante, neste estudo, apenas 11,9% afirmaram j&aacute; ter recebido algum tipo de   capacita&ccedil;&atilde;o sobre o assunto e 73,6% erraram ao relatar n&atilde;o ser necess&aacute;rio   aumentar a dose do AF em mulheres com antecedentes de DFTN, divergindo das EC<sup>23</sup> que preconizam o aumento da dose nestes casos. Quando questionados sobre o   per&iacute;odo de in&iacute;cio da sua utiliza&ccedil;&atilde;o, 64,2% n&atilde;o sabiam ou erraram a resposta,   sendo que 33,8% responderam que o per&iacute;odo ideal para o inicio da suplementa&ccedil;&atilde;o   &eacute; de 60 a 90 dias antes da concep&ccedil;&atilde;o, como recomendado pelo MS e apenas 2%   responderam segundo as EC. Essas respostas demonstram que existe um   desconhecimento da maioria dos profissionais sobre a &eacute;poca do fechamento do   tubo neural que ocorre, aproximadamente, entre 22º e o 28º dia. Esses &iacute;ndices   foram superiores aos encontrados em profissionais israelenses (53%)<sup>21</sup>.   Contudo, neste estudo, os profissionais responderam ao question&aacute;rio em suas   resid&ecirc;ncias, o que possibilitou a consulta de fontes bibliogr&aacute;ficas, o que pode   ter interferido sobremaneira nos resultados do estudo, al&eacute;m de a amostra ser   constitu&iacute;da apenas por m&eacute;dicos. Ao investigar a dose adequada de AF, 68,6% dos   participantes responderam 5 mg/dia, conforme recomenda&ccedil;&atilde;o do MS, sendo que, 28%   n&atilde;o sabiam ou erraram a dose/dia recomendada, valores esses inferiores aos   obtidos no estudo realizado em Porto Rico, no qual 62% dos m&eacute;dicos avaliados   n&atilde;o sabiam qual a dose correta para a suplementa&ccedil;&atilde;o com AF<sup>22</sup>. Quanto   ao tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o do AF, 68,6% responderam que deve ser administrado no   primeiro trimestre da gesta&ccedil;&atilde;o, conforme as EC. Nessa quest&atilde;o, prevaleceu o   conhecimento baseado em EC, diferentemente do observado nas respostas   anteriores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante desses resultados que avaliaram o conhecimento real e   o conhecimento relatado pelos profissionais investigados, foi constatado que   apesar dos participantes afirmarem que conhecem o papel do AF na preven&ccedil;&atilde;o dos   DFTN, isto n&atilde;o foi demonstrado pelos resultados deste estudo, assim como os   outros estudos que investigaram o conhecimento de m&eacute;dicos sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de   AF<sup>21,22</sup>. Foi observado tamb&eacute;m que h&aacute; prevalecimento do conhecimento   baseado nas recomenda&ccedil;&otilde;es do MS, em detrimento daquele baseado nas EC. Al&eacute;m   disso, algumas defici&ecirc;ncias graves foram observadas no conhecimento dos   profissionais como, por exemplo, o per&iacute;odo de in&iacute;cio da suplementa&ccedil;&atilde;o do AF. Os   resultados tamb&eacute;m apontam que a falta de capacita&ccedil;&atilde;o profissional sobre o   assunto pode ser uma das principais causas dessa grande diferen&ccedil;a de   conhecimento relatado em rela&ccedil;&atilde;o ao conhecimento avaliado. Uma poss&iacute;vel   limita&ccedil;&atilde;o do presente estudo foi o fato de n&atilde;o serem avaliados m&eacute;dicos do   programa de sa&uacute;de da fam&iacute;lia que realizam pr&eacute;-natal de baixo risco. Cabe ainda   ressaltar que, quanto &agrave; quest&atilde;o da mudan&ccedil;a na dosagem do AF em pacientes com   hist&oacute;rico de DFTN, de acordo com as evid&ecirc;ncias encontradas na literatura   m&eacute;dica, essa dose deve ser aumentada 10 vezes, por&eacute;m como o minist&eacute;rio da sa&uacute;de   j&aacute; indica uma dose bastante elevada, realmente n&atilde;o existe necessidade em   alterar a dose. Fato esse que pode ser observado na interpreta&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es   19, 20 e 21 do instrumento utilizado no estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados obtidos aqui indicam a necessidade de pr&aacute;ticas   de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o permanente dos profissionais   envolvidos no atendimento &agrave; mulher. Considerando-se que mais da metade das   gesta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o planejadas, como encontrado em estudo realizado em nosso   n&uacute;cleo de pesquisa com gestantes atendidas na rede p&uacute;blica, destacamos a   import&acirc;ncia fundamental de esclarecer &agrave; popula&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; necessidade da   utiliza&ccedil;&atilde;o do &aacute;cido f&oacute;lico na preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN. Alertando que a preven&ccedil;&atilde;o,   para ser efetiva, deve ser iniciada no per&iacute;odo pr&eacute;-concepcional e prolongar-se   at&eacute; o t&eacute;rmino do primeiro trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando os elevados custos financeiros relacionados ao   tratamento e acompanhamento dos pacientes com DFTN, al&eacute;m das graves   consequ&ecirc;ncias pessoais, familiares e sociais, contrapondo-se &agrave; efici&ecirc;ncia e ao   baixo custo da preven&ccedil;&atilde;o, esperamos que este trabalho possa, de forma efetiva,   contribuir para a elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de sa&uacute;de p&uacute;blica, que interfiram   diretamente na preven&ccedil;&atilde;o dessas graves anomalias cong&ecirc;nitas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora a   grande maioria dos profissionais avaliados tenha relatado conhecer o papel do   AF na preven&ccedil;&atilde;o dos DFTN, existe importante n&iacute;vel de desconhecimento de m&eacute;dicos   e enfermeiros obstetras sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o do AF quanto ao tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o,   o inicio da suplementa&ccedil;&atilde;o e a dosagem ideal, pontos relevantes na preven&ccedil;&atilde;o dos   DFTN. Em adendo, o n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o, a profiss&atilde;o e o tempo de experi&ecirc;ncia em   atendimento pr&eacute;-natal n&atilde;o influenciaram o conhecimento sobre o papel do AF na   preven&ccedil;&atilde;o do DFTN. Portanto, s&atilde;o necess&aacute;rias pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que objetivam a   capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais que atuam no atendimento da mulher para minimizar   os riscos de tais anomalias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RC   Concei&ccedil;&atilde;o, MAH Barbosa, LL Dornela, PS Ramos, DS Castellano Filho, DR Ricardo,   AA Calado e JM Bastos Netto participaram igualmente de todas as etapas de   elabora&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Aguiar MJ, Campos AS, Aguiar RA, Lana AM,   Magalhaes RL, Babeto LT. Neural tube defects and associated factors in liveborn   and stillborn infants. <i>J Pediatr</i> 2003; 79(2):129-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644904&pid=S1413-8123201200100002700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Koren G, Goh I. Increasing folate supplementation   for selected groups of Canadian women. J <i>Obstet     Gynaecol Can</i> 2007; 29(1):992-996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644906&pid=S1413-8123201200100002700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Botto LD, Moore CA, Khoury MJ, Erickson JD.   Neural-tube defects. <i>N Engl J Med</i> 1999; 341(20): 1509-1519.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644908&pid=S1413-8123201200100002700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Melvin EC, George TM, Worley G, Franklin A,   Mackey J, Viles K, Shah N, Drake CR, Enterline DS, McLone D, Nye J, Oakes WJ,   McLaughlin C, Walker ML, Peterson P, Brei T, Buran C, Aben J, Ohm B, Bermans I,   Qumsiyeh M, Vance J, Pericak-Vance MA, Speer MC. Genetic studies in neural tube   defects. NTD Collaborative Group. <i>Pediatr Neurosurg</i> 2000; 32(1):1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644910&pid=S1413-8123201200100002700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Center of Desease Control. Centers for Disease   Control and Prevention. <i>Preventing Neural Tube Birth     Defects</i>: A Prevention Model and Resource Guide. 4<sup>th</sup> ed. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644912&pid=S1413-8123201200100002700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Locksmith GJ, Duff P. Preventing neural tube   defects: the importance of periconceptional folic acid supplements. <i>Obstet     Gynecol</i> 1998; 91(6):1027-1034.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644914&pid=S1413-8123201200100002700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Kondo A, Kamihira O, Ozawa H. Neural tube   defects: prevalence, etiology and prevention. <i>Int J Urol</i> 2009; 16(1):49-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644916&pid=S1413-8123201200100002700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. United State Preventive Services Task Force.   Folic acid for the prevention of neural tube defects: U.S. Preventive Services   Task Force recommendation statement. <i>Ann Intern     Med</i> 2009; 150(9):626-631.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644918&pid=S1413-8123201200100002700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. American Academy of Family Physicians. <i>Summary   of Recommendations for Clinical and Preventive Services</i>.   2008. &#91;serial on the Internet&#93;. &#91;acessado 2008 set 18&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aafp.org/online/en/home/clinical/exam.html" target="_blank">www.aafp.org/online/en/home/clinical/exam.html</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644920&pid=S1413-8123201200100002700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. ACOG Committee on Practice Bulletins. Clinical   management guidelines for obstetrician-gynecologists. <i>Obstet     Gynecol</i> 2003; 102(1):203-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644921&pid=S1413-8123201200100002700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Centers for Disease Control and Prevention (CDC).   Use of supplements containing folic acid among women of childbearing age-United   States, 2007. <i>Morb Mortal Wkly Rep</i> 2008; 57(1):5-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644923&pid=S1413-8123201200100002700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Royal College of Obstetricians and   Gynaecologists. Periconceptional folic acid and food fortification in the   prevention of neural tube defects. <i>SAC Opinion Paper </i>2003;   (4):1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644925&pid=S1413-8123201200100002700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Wolff T, Witkop CT, Miller T, Syed SB. Folic acid   supplementation for the prevention of neural tube defects: an update of the   evidence for the U.S. Preventive Services Task Force. <i>Ann     Intern Med</i> 2009; 150(9):632-639.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644927&pid=S1413-8123201200100002700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave;   Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas Estrat&eacute;gicas. <i>Manual     T&eacute;cnico - Pr&eacute;-Natal e Puerp&eacute;rio - Aten&ccedil;&atilde;o Qualificada e Humanizada</i>.   Bras&iacute;lia: MS; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644929&pid=S1413-8123201200100002700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Federa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Associa&ccedil;&otilde;es de Ginecologia e   Obstret&iacute;cia (Febrasgo). <i>Manual de Orienta&ccedil;&atilde;o - Assist&ecirc;ncia Pr&eacute;-Natal</i>. Rio de   Janeiro: Febrasgo Editora; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644931&pid=S1413-8123201200100002700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Berry RJ, Li Z, Erickson JD, Li S, Moore CA, Wang   H, Mulinare J, Zhao P, Wong LY, Gindler J, Hong SX, Correa A. Prevention of   neural-tube defects with folic acid in China. China-U.S. Collaborative Project   for Neural Tube Defect Prevention. <i>N Engl J Med</i> 1999; 341(20):1485-1490.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644933&pid=S1413-8123201200100002700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Czeizel AE, Dobo M, Vargha P. Hungarian   cohort-controlled trial of periconceptional multivitamin supplementation shows   a reduction in certain congenital abnormalities. <i>Birth     Defects Res A Clin Mol Teratol</i> 2004; 70(11):853-861.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644935&pid=S1413-8123201200100002700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. De Wals P, Tairou F, Van Allen MI, Uh SH, Lowry   RB, Sibbald B, Evans JA, Van den Hof MC, Zimmer P, Crowley M, Fernandez B, Lee   NS, Niyonsenga T. Reduction in neural-tube defects after folic acid   fortification in Canada. <i>N Engl J Med</i> 2007; 357(2): 135-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644937&pid=S1413-8123201200100002700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Goh YI, Bollano E, Einarson TR, Koren G. Prenatal   multivitamin supplementation and rates of congenital anomalies: a   meta-analysis. <i>J Obstet Gynaecol Can</i> 2006; 28(8):680-689.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644939&pid=S1413-8123201200100002700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Lumley J, Watson L, Watson M, Bower C.   Periconceptional supplementation with folate and/or multivitamins for   preventing neural tube defects. <i>Cochrane Database Syst Rev</i> 2001; (4):CD001056.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644941&pid=S1413-8123201200100002700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Abu-Hammad T, Dreiher J, Vardy DA, Cohen AD.   Physicians' knowledge and attitudes regarding periconceptional folic acid   supplementation: a survey in Southern Israel. <i>Med Sci     Monit</i> 2008; 14(5):CR262-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644943&pid=S1413-8123201200100002700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Miranda A, Davila Torres RR, Gorrin Peralta JJ,   Montes de Longo I. Puerto Rican primary physicians' knowledge about folic acid   supplementation for the prevention of neural tube defects. <i>Birth     Defects Res A Clin Mol Teratol</i> 2003; 67(12):971-973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644945&pid=S1413-8123201200100002700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Grosse SD, Collins JS. Folic acid supplementation   and neural tube defect recurrence prevention. <i>Birth     Defects Res A Clin Mol Teratol</i> 2007; 79(11):737-742.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644947&pid=S1413-8123201200100002700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo   apresentado em 11/07/2011<br />   Aprovado em 30/08/2011<br />   Vers&atilde;o final em 09/09/2011</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aguiar]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[AS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aguiar]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lana]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magalhaes]]></surname>
<given-names><![CDATA[RL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Babeto]]></surname>
<given-names><![CDATA[LT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neural tube defects and associated factors in liveborn and stillborn infants]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pediatr]]></source>
<year>2003</year>
<volume>79</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>129-134</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Koren]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goh]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Increasing folate supplementation for selected groups of Canadian women]]></article-title>
<source><![CDATA[J Obstet Gynaecol Can]]></source>
<year>2007</year>
<volume>29</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>992-996</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Botto]]></surname>
<given-names><![CDATA[LD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moore]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Khoury]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Erickson]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neural-tube defects]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>1999</year>
<volume>341</volume>
<numero>20</numero>
<issue>20</issue>
<page-range>1509-1519</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Melvin]]></surname>
<given-names><![CDATA[EC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[George]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Worley]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Franklin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mackey]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Viles]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shah]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Drake]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Enterline]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McLone]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nye]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oakes]]></surname>
<given-names><![CDATA[WJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McLaughlin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walker]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peterson]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brei]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buran]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aben]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ohm]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bermans]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Qumsiyeh]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vance]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pericak-Vance]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Speer]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Genetic studies in neural tube defects]]></article-title>
<source><![CDATA[NTD Collaborative Group. Pediatr Neurosurg]]></source>
<year>2000</year>
<volume>32</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Center of Desease Control</collab>
<source><![CDATA[Centers for Disease Control and Prevention. Preventing Neural Tube Birth Defects: A Prevention Model and Resource Guide]]></source>
<year>2002</year>
<edition>4</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Atlanta ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centers for Disease Control and Prevention]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Locksmith]]></surname>
<given-names><![CDATA[GJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duff]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preventing neural tube defects: the importance of periconceptional folic acid supplements]]></article-title>
<source><![CDATA[Obstet Gynecol]]></source>
<year>1998</year>
<volume>91</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1027-1034</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kondo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kamihira]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ozawa]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neural tube defects: prevalence, etiology and prevention]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Urol]]></source>
<year>2009</year>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>49-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>United State Preventive Services Task Force</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Folic acid for the prevention of neural tube defects: U.S. Preventive Services Task Force recommendation statement]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Intern Med]]></source>
<year>2009</year>
<volume>150</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>626-631</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>American Academy of Family Physicians</collab>
<source><![CDATA[Summary of Recommendations for Clinical and Preventive Services]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>ACOG Committee on Practice Bulletins</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical management guidelines for obstetrician-gynecologists]]></article-title>
<source><![CDATA[Obstet Gynecol]]></source>
<year>2003</year>
<volume>102</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>203-213</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Centers for Disease Control and Prevention (CDC)</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Use of supplements containing folic acid among women of childbearing age-United States, 2007]]></article-title>
<source><![CDATA[Morb Mortal Wkly Rep]]></source>
<year>2008</year>
<volume>57</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>5-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Royal College of Obstetricians and Gynaecologists</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Periconceptional folic acid and food fortification in the prevention of neural tube defects]]></article-title>
<source><![CDATA[SAC Opinion Paper]]></source>
<year>2003</year>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>1-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wolff]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Witkop]]></surname>
<given-names><![CDATA[CT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Syed]]></surname>
<given-names><![CDATA[SB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Folic acid supplementation for the prevention of neural tube defects: an update of the evidence for the U]]></article-title>
<source><![CDATA[S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med]]></source>
<year>2009</year>
<volume>150</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>632-639</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Brasil^dMinistério da Saúde (MS). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas</collab>
<source><![CDATA[Manual Técnico - Pré-Natal e Puerpério - Atenção Qualificada e Humanizada]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstretícia (Febrasgo)</collab>
<source><![CDATA[Manual de Orientação - Assistência Pré-Natal]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Febrasgo Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berry]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Erickson]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moore]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wang]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mulinare]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zhao]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wong]]></surname>
<given-names><![CDATA[LY]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gindler]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hong]]></surname>
<given-names><![CDATA[SX]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Correa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevention of neural-tube defects with folic acid in China]]></article-title>
<source><![CDATA[China-U.S. Collaborative Project for Neural Tube Defect Prevention. N Engl J Med]]></source>
<year>1999</year>
<volume>341</volume>
<numero>20</numero>
<issue>20</issue>
<page-range>1485-1490</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Czeizel]]></surname>
<given-names><![CDATA[AE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dobo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vargha]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hungarian cohort-controlled trial of periconceptional multivitamin supplementation shows a reduction in certain congenital abnormalities]]></article-title>
<source><![CDATA[Birth Defects Res A Clin Mol Teratol]]></source>
<year>2004</year>
<volume>70</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>853-861</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[De Wals]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tairou]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Allen]]></surname>
<given-names><![CDATA[MI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Uh]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lowry]]></surname>
<given-names><![CDATA[RB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sibbald]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Evans]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van den Hof]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zimmer]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crowley]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandez]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[NS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Niyonsenga]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reduction in neural-tube defects after folic acid fortification in Canada]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>2007</year>
<volume>357</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>135-142</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goh]]></surname>
<given-names><![CDATA[YI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bollano]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Einarson]]></surname>
<given-names><![CDATA[TR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koren]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prenatal multivitamin supplementation and rates of congenital anomalies: a meta-analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[J Obstet Gynaecol Can]]></source>
<year>2006</year>
<volume>28</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>680-689</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lumley]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Watson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Watson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bower]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Periconceptional supplementation with folate and/or multivitamins for preventing neural tube defects]]></article-title>
<source><![CDATA[Cochrane Database Syst Rev]]></source>
<year>2001</year>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>CD001056</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abu-Hammad]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dreiher]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vardy]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[AD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physicians' knowledge and attitudes regarding periconceptional folic acid supplementation: a survey in Southern Israel]]></article-title>
<source><![CDATA[Med Sci Monit]]></source>
<year>2008</year>
<volume>14</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>CR262-267</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Davila Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[RR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gorrin Peralta]]></surname>
<given-names><![CDATA[JJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Montes de Longo]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Puerto Rican primary physicians' knowledge about folic acid supplementation for the prevention of neural tube defects]]></article-title>
<source><![CDATA[Birth Defects Res A Clin Mol Teratol]]></source>
<year>2003</year>
<volume>67</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>971-973</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grosse]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Folic acid supplementation and neural tube defect recurrence prevention]]></article-title>
<source><![CDATA[Birth Defects Res A Clin Mol Teratol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>79</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>737-742</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
