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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da vigilância para prevenção de acidentes de trabalho: contribuição da ergonomia da atividade]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From surveillance to work-related accident prevention: the contribution of the ergonomics of the activity]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Work-related accidents are complex phenomena determined by the work organization process, the dimensions of which are usually invisible to surveillance agents. The scope of this paper was a case study based on documentary evidence to analyze and compare the success of an intervention conducted at a meat processing and packaging factory, by focusing on checking health and safety norms in 1997, and incorporating ergonomic concepts in 2008. In 1997, surveillance actions focused primarily on visible risk factors. Despite fulfilling sanitation requirements, the company still had an annual accident rate of 26% in 2008, which motivated the search for a new approach. In 2008, it was seen that accidents were caused by a vicious cycle involving intense work, technical inadequacy, absenteeism and high turnover (84%) that led the company to recruit inexperienced workers. This scenario was aggravated by authoritarian management practices. The ergonomics of the activity contributed to the understanding of organizational causes -thus superseding the normative aspects of traditional surveillance - which revealed the importance of ensuring that surveillance actions for prevention are more effective.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acidente de trabalho]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Da   vigil&acirc;ncia para preven&ccedil;&atilde;o de acidentes de trabalho: contribui&ccedil;&atilde;o   da ergonomia da atividade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>From   surveillance to work-related accident prevention:  the   contribution of the ergonomics of the activity</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rodolfo   Andrade de Gouveia Vilela<sup>I</sup>;  Ildeberto   Muniz de Almeida<sup>II</sup>;  Renata   Wey Berti Mendes<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Faculdade Sa&uacute;de P&uacute;blica,   Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Dr. Arnaldo 715, Cerqueira Cesar. 01246-904&nbsp;   S&atilde;o Paulo&nbsp; SP. <a href="mailto:ravilela@usp.br">ravilela@usp.br</a><br />     <sup>II</sup>Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica,   Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de   Mesquita Filho<br />     <sup>III</sup>Centro de Refer&ecirc;ncia em Sa&uacute;de   do Trabalhador (Cerest), Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Piracicaba</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   acidentes s&atilde;o fen&ocirc;menos complexos, cuja determina&ccedil;&atilde;o situa-se na organiza&ccedil;&atilde;o do   trabalho, dimens&atilde;o invis&iacute;vel aos agentes de vigil&acirc;ncia. O objetivo deste artigo   &eacute; analisar e comparar o alcance das interven&ccedil;&otilde;es realizadas em uma empresa   frigor&iacute;fica, em 1997, baseada na checagem de normas de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a, e em   2008, quando se incorpora a ergonomia da atividade. Foi realizado estudo de   caso com an&aacute;lise documental referente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o de 1997 e an&aacute;lise   ergon&ocirc;mica do trabalho adotada em 2008. Em 1997 as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia   incidiram principalmente sobre os fatores de risco vis&iacute;veis. Mesmo cumprindo as   exig&ecirc;ncias, a empresa continuava, em 2008, com propor&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia anual de   26% de acidentes, o que motivou a busca da nova abordagem. Verificou-se, em   2008, que a g&ecirc;nese dos acidentes era provocada por um circulo vicioso: trabalho   intenso; inadequa&ccedil;&atilde;o de meios t&eacute;cnicos; absente&iacute;smo e rotatividade (84% ao ano)   com recrutamento de inexperientes. Esse quadro &eacute; agravado por pr&aacute;ticas   autorit&aacute;rias. A ergonomia da atividade contribuiu para compreender as causas organizacionais   ultrapassando os aspectos normativos da vigil&acirc;ncia tradicional, o que indica   sua import&acirc;ncia para tornar mais efetivas as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia para a   preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:&nbsp; </b><i>Acidente   de trabalho, Vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de do trabalhador, Ergonomia da atividade,   Frigor&iacute;fico de abate de bovinos e su&iacute;nos</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Work-related accidents are complex phenomena   determined by the work organization process, the dimensions of which are   usually invisible to surveillance agents. The scope of this paper was a case   study based on documentary evidence to analyze and compare the success of an   intervention conducted at a meat processing and packaging factory, by focusing   on checking health and safety norms in 1997, and incorporating ergonomic concepts   in 2008. In 1997, surveillance actions focused primarily on visible risk factors.   Despite fulfilling sanitation requirements, the company still had an annual   accident rate of 26% in 2008, which motivated the search for a new approach. In   2008, it was seen that accidents were caused by a vicious cycle involving   intense work, technical inadequacy, absenteeism and high turnover (84%) that   led the company to recruit inexperienced workers. This scenario was aggravated   by authoritarian management practices. The ergonomics of the activity   contributed to the understanding of organizational causes &#150;thus superseding the   normative aspects of traditional surveillance &#150; which revealed the importance   of ensuring that surveillance actions for prevention are more effective.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:&nbsp; </b><i>Work-related accident, Worker's health   surveillance, Ergonomic activity, Meat processing and packaging company</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   acidentes do trabalho constituem o principal agravo &agrave; sa&uacute;de dos trabalhadores,   com elevados custos sociais e econ&ocirc;micos que podem chegar a 10% do PIB (Produto   Interno Bruto)<sup>1 </sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses   acidentes s&atilde;o influenciados por aspectos da situa&ccedil;&atilde;o imediata de trabalho como   o maquin&aacute;rio, a tarefa, o meio t&eacute;cnico ou material, mas tamb&eacute;m pelas rela&ccedil;&otilde;es   de trabalho<sup>2</sup>, cuja determina&ccedil;&atilde;o situa-se na sua organiza&ccedil;&atilde;o<sup>3,4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A despeito das cr&iacute;ticas &agrave;s abordagens tradicio&shy;nais, ainda   prevalece uma vis&atilde;o reducionista e tendenciosa de que esses eventos possuem uma   ou poucas causas decorrentes de falhas dos operadores (erro humano, ato   inseguro, comportamento fora do padr&atilde;o, etc.) associadas ao descumprimento de   normas e padr&otilde;es de seguran&ccedil;a ou a falhas t&eacute;cnicas e materiais<sup>5,6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse enfoque herdado de disciplinas cl&aacute;ssicas como a Higiene   e Sa&uacute;de Ocupacional &eacute; insuficiente para explicar o processo causal dos   acidentes e da nocividade, o que limita as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia e   preven&ccedil;&atilde;o, ao deixar intocados os determinantes desses eventos<sup>7-9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de do trabalhador no SUS (Sistema &Uacute;nico de   Sa&uacute;de) tem sido abordada em perspectiva sociot&eacute;cnica, na qual a preven&ccedil;&atilde;o pode   surgir de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas articuladas interinstitucionalmente, de modo a   analisar e a intervir nos fatores determinantes e condicionantes dos problemas   de sa&uacute;de relacionados aos processos de trabalho<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A despeito de avan&ccedil;os pr&aacute;ticos e te&oacute;ricos, um dos grandes   desafios dos agentes p&uacute;blicos &eacute; identificar os determinantes dos acidentes e da   nocividade e, a partir desse diagn&oacute;stico, desencadear a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para enfrentar a elevada acidentalidade no Munic&iacute;pio de   Piracicaba, o PST (Programa de Sa&uacute;de do Trabalhador) promove a&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o   e vigil&acirc;ncia em articula&ccedil;&atilde;o interinstitucional com participa&ccedil;&atilde;o de sindicatos   de trabalhadores e do MTE (Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego) desde o ano de   1997<sup>11</sup>. Essa articula&ccedil;&atilde;o vem sendo ampliada e, em 2003, o PST j&aacute;   habilitado como Cerest Piracicaba (Centro de Refer&ecirc;ncia em Sa&uacute;de do   Trabalhador), incluiu a academia em projeto conjunto de pesquisa em pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas, viabilizando o Sivat (Sistema de Vigil&acirc;ncia de Acidentes de   Trabalho), que consiste na notifica&ccedil;&atilde;o dos eventos nas unidades de urg&ecirc;ncia,   processamento dos dados e interven&ccedil;&atilde;o nos casos graves e fatais, ou nas   empresas com maior propor&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De 2006 a 2009, foi desenvolvido o segundo projeto de   pesquisa com apoio da Fapesp (Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o   Paulo), tendo como objeto aprimorar o Sivat. Para tanto foi incorporada a   contribui&ccedil;&atilde;o da ergonomia da atividade<sup>13,14</sup>, resultando, entre   outros produtos, na elabora&ccedil;&atilde;o do MAPA (Modelo de An&aacute;lise e Preven&ccedil;&atilde;o de   Acidentes)<sup>15</sup>, desenvolvido para melhor compreender por que empresas   com elevadas propor&ccedil;&otilde;es de incid&ecirc;ncia de AT, mesmo sendo objeto de a&ccedil;&otilde;es   sistem&aacute;ticas de vigil&acirc;ncia, n&atilde;o abaixavam esses &iacute;ndices. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre essas empresas, destacava-se um frigor&iacute;fico de abate de   bovinos e su&iacute;nos, objeto de interven&ccedil;&atilde;o analisada no presente artigo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em n&iacute;vel nacional, esse ramo vem apresentando aumento do   risco de acidentes medido pela incid&ecirc;ncia anual que era de 41,2 por mil   ocupados em 2002 e cresceu para 46,3 por mil em 2005, sendo a faca o principal   objeto causador, envolvida em 43,3% dos casos<sup>16</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do presente artigo &eacute; analisar e comparar o alcance   das interven&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia de acidentes de trabalho realizadas na empresa   frigor&iacute;fica, em dois momentos: 1997, quando se praticou a vigil&acirc;ncia centrada   na checagem de itens de legisla&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e seguran&ccedil;a; e, em 2008, quando se   incorporou o olhar da ergonomia da atividade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Trabalhador preconizam a   import&acirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o do processo e a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho em sua   rela&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de. No entanto essa diretriz n&atilde;o se traduz em uma metodologia   dominada pelos profissionais desses servi&ccedil;os. Uma refer&ecirc;ncia comum nas &aacute;reas do   trabalho e da sa&uacute;de s&atilde;o as NRs (Normas Regulamentadoras) definidas pela Portaria   3214/78<sup>17</sup> do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego e usadas como base   para regular as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e preven&ccedil;&atilde;o de riscos (seguran&ccedil;a em   m&aacute;quinas, trabalho em altura, eletricidade, prote&ccedil;&otilde;es individuais e coletivas,   riscos ambientais, ergonomia, etc.). No entanto, para aprofundar a busca de   determinantes, especialmente os organizacionais, &eacute; preciso se voltar &agrave; NR 17,   raramente utilizada, que prev&ecirc; a rea&shy;liza&ccedil;&atilde;o da An&aacute;lise Ergon&ocirc;mica do Trabalho,   metodologia que requer estudo minucioso do processo e da organiza&ccedil;&atilde;o do   trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nossa hip&oacute;tese sugere que ter desconsiderado no passado os   aspectos da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e pr&aacute;ticas gerenciais consideradas   prop&iacute;cias aos acidentes pode ter contribu&iacute;do para a persist&ecirc;ncia da elevada acidentalidade   na organiza&ccedil;&atilde;o estudada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da   Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia   e conceitos empregados </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise   de documentos do PST possibilitou resgatar o hist&oacute;rico da interven&ccedil;&atilde;o na empresa.   A interven&ccedil;&atilde;o de 1997 foi realizada em articula&ccedil;&atilde;o do PST com o auditor fiscal   do MTE e representantes do Sindicato dos Trabalhadores. Naquele ano,   realizou-se observa&ccedil;&atilde;o do processo produtivo e verifica&ccedil;&atilde;o de perigos e riscos.   Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho foram fotografadas e classificadas de acordo com itens   das NRs, combinadas com itens do C&oacute;digo Sanit&aacute;rio Federal (Lei 6.437/1977)<sup>18</sup>.   Por&eacute;m as inspe&ccedil;&otilde;es foram acompanhadas por representantes da empresa,   dificultando a livre manifesta&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seguida, foram lavrados autos de infra&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria,   concedendo-se prazos para o atendimento das exig&ecirc;ncias. Situa&ccedil;&otilde;es de risco   grave e iminente geraram interdi&ccedil;&otilde;es para corre&ccedil;&atilde;o imediata. Condi&ccedil;&otilde;es menos cr&iacute;ticas   foram objeto de mesas redondas, definindo-se cronogramas para cumprimento dos   prazos. Os compromissos e os prazos n&atilde;o atendidos geraram penalidades   administrativas pelo PST e encaminhamento ao MPT (Minist&eacute;rio P&uacute;blico do   Trabalho) da 15ª Regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2008, o Cerest realizou an&aacute;lise em profundidade na empresa   com base na ergonomia da atividade<sup>13,14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A abordagem foi escolhida por possibilitar compreender o   trabalho humano em situa&ccedil;&atilde;o real. O conhecimento da rela&ccedil;&atilde;o trabalho-sa&uacute;de &eacute;   obtido na intera&ccedil;&atilde;o do pesquisador com o operador, numa abordagem de baixo para   cima. Ela tem como pressuposto a diferencia&ccedil;&atilde;o entre o trabalho prescrito &#150;   designado de tarefa como sendo aquilo que &eacute; pedido &#150; e o trabalho real ou   atividade &#150; o que &eacute; feito pelo operador para dar conta do que lhe &eacute; pedido. A   atividade de trabalho &eacute; uma estrat&eacute;gia de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o real de   trabalho, objeto de prescri&ccedil;&atilde;o. A dist&acirc;ncia entre o trabalho prescrito e o real   &eacute; a manifesta&ccedil;&atilde;o concreta da contradi&ccedil;&atilde;o sempre presente no ato de trabalho:   entre o que &eacute; pedido e o que a coisa pede<sup>13</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse m&eacute;todo mostra que o operador n&atilde;o &eacute; neutro diante dos   constrangimentos surgidos na sua rela&ccedil;&atilde;o com o trabalho. Ou seja, ele   desenvolve estrat&eacute;gias, modos operat&oacute;rios e regula&ccedil;&otilde;es para se adaptar e   atender as exig&ecirc;ncias de produ&ccedil;&atilde;o, levando em conta o seu estado interno, o   menor custo energ&eacute;tico e cognitivo, a sua seguran&ccedil;a e a do sistema<sup>7</sup>.   Entende-se por operador o agente direto da produ&ccedil;&atilde;o. No caso espec&iacute;fico do   frigor&iacute;fico, trata-se de trabalhadores do setor de matan&ccedil;a e os respons&aacute;veis   pelo desmanche e preparo das pe&ccedil;as dos animais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por estrat&eacute;gia, entende-se o plano desenvolvido pelo operador   para conseguir seus objetivos. S&atilde;o os caminhos que devem orientar o operador no   curso da a&ccedil;&atilde;o, mantidas as condi&ccedil;&otilde;es idealizadas: materiais, intera&ccedil;&atilde;o com   colegas, exig&ecirc;ncias temporais, etc. Por modo operat&oacute;rio, entende-se a maneira   espec&iacute;fica que cada operador adota na execu&ccedil;&atilde;o da tarefa, como o gestual   utilizado, a velocidade empregada, a maneira de segurar e de cortar, ou seja,   'como ele faz para fazer'<sup>14</sup>. Mudan&ccedil;as nas condi&ccedil;&otilde;es e aspectos   associados &agrave;s estrat&eacute;gias escolhidas exigem ajustes nos modos operat&oacute;rios   podendo afetar a seguran&ccedil;a no trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A metodologia usada em 2008 consistiu na combina&ccedil;&atilde;o dos   seguintes instrumentos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- An&aacute;lise da demanda e sele&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es a analisar;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- An&aacute;lise Coletiva do Trabalho<sup>19</sup> (ACT) com a   participa&ccedil;&atilde;o de 53 trabalhadores do setor de matan&ccedil;a. Ela consiste em reuni&atilde;o   em grupo onde os trabalhadores explicam detalhadamente como &eacute; realizado seu   trabalho, suas dificuldades, seu modo operat&oacute;rio e as estrat&eacute;gias e regula&ccedil;&otilde;es   que utilizam para dar conta da produ&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o real. Em pouco tempo, essa   an&aacute;lise produz riqueza de informa&ccedil;&otilde;es objetivas e, simultaneamente, significa   oportunidade para os trabalhadores expressarem sua subjetividade. A reuni&atilde;o de   aproximadamente duas horas foi realizada no interior da empresa em   hor&aacute;rio de trabalho, tendo como requisito a n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o de chefias,   encarregados e membros do SESMT (Servi&ccedil;o Especializado de Seguran&ccedil;a e Medicina   do Trabalho). Durante a ACT foram registradas verbaliza&ccedil;&otilde;es, posteriormente   analisadas pela equipe; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Observa&ccedil;&otilde;es do processo de trabalho, combinada com a   an&aacute;lise de documentos e coleta de verbaliza&ccedil;&otilde;es dos operadores em situa&ccedil;&atilde;o real   de trabalho, com a finalidade de compreender os modos operat&oacute;rios e as   estrat&eacute;gias usadas pelos mesmos; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Checagem de instala&ccedil;&otilde;es tendo como refer&ecirc;ncia as normas de   sa&uacute;de e seguran&ccedil;a vigentes; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Sele&ccedil;&atilde;o de acidentes mais frequentes do setor matan&ccedil;a,   considerado priorit&aacute;rio com base nos dados da empresa e do Sivat; e an&aacute;lise dos   mesmos usando o MAPA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- O MAPA utiliza roteiro com as seguintes etapas: (a)   Identifica&ccedil;&atilde;o das empresas e das v&iacute;timas; (b) Descri&ccedil;&atilde;o do trabalho normal (sem   acidentes); (c) Descri&ccedil;&atilde;o do acidente propriamente dito que se subdivide em   (c1) an&aacute;lise de mudan&ccedil;as e (c2) an&aacute;lise das barreiras de seu funcionamento na   preven&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o do operador; (d) medidas adotadas pela empresa depois do   acidente; (e) an&aacute;lise de aspectos gerenciais e organizacionais; (f) an&aacute;lise da   gest&atilde;o de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalho; (g) an&aacute;lise da gest&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o, que   pode se desdobrar na gest&atilde;o de manuten&ccedil;&atilde;o, de pessoal, de materiais, de   projetos etc.; (h) s&iacute;ntese conclusiva sobre as origens do acidente; (i)   recomenda&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As recomenda&ccedil;&otilde;es extra&iacute;das do diagn&oacute;stico s&atilde;o apresentadas   aos atores envolvidos (empresa, sindicato, Minist&eacute;rio do Trabalho) com a   finalidade de desencadear processo de negocia&ccedil;&atilde;o em defesa de melhorias na   situa&ccedil;&atilde;o existente. A pesquisa interven&ccedil;&atilde;o foi conduzida por quatro t&eacute;cnicos do   Cerest, todos capacitados no uso do MAPA. Dois t&eacute;cnicos possu&iacute;am especializa&ccedil;&atilde;o   em ergonomia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho de campo demandou cerca de quatro meses em tempo   parcial. O estudo foi supervisionado e seus resultados foram periodicamente   apresentados e discutidos com a equipe de pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/csc/v17n10/a29fig01.jpg">Figura 1</a> traz diagrama s&iacute;ntese da metodologia adotada em   2008. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A Primeira a&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia (1997) </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1997, o frigor&iacute;fico apresentava propor&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia   anual de AT de 22,05%, a terceira pior posi&ccedil;&atilde;o entre as empresas do munic&iacute;pio.   As causas imediatas dos AT eram manuseio de facas, realiza&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a e   movimenta&ccedil;&atilde;o de peso, conforme banco de dados das CAT (Comunica&ccedil;&otilde;es de   Acidentes de Trabalho), processadas pelo PST de Piracicaba. A propor&ccedil;&atilde;o de   incid&ecirc;ncia anual de AT foi calculada com base nos acidentes t&iacute;picos registrados   pelas CAT, emitidas pela empresa no per&iacute;odo de 1997 a 2008, e adotada como o   indicador de risco. Esse indicador &eacute; calculado como segue: (n&uacute;mero de AT no ano   / n&uacute;mero m&eacute;dio de funcion&aacute;rios no ano) x100.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O frigor&iacute;fico estudado &eacute; uma empresa de m&eacute;dio porte de abate   de bovinos e su&iacute;nos. Os animais s&atilde;o transportados dos currais para o setor de   matan&ccedil;a e, ap&oacute;s o abate, s&atilde;o pendurados por meio de correntes e ganchos em   transportador a&eacute;reo mecanizado, denominado <i>n&oacute;ria</i>, que   conduz os animais durante todo o processo de desmanche. A n&oacute;ria assegura o   deslocamento cont&iacute;nuo das pe&ccedil;as dos animais at&eacute; chegar &agrave; c&acirc;mara fria ("tendal")   e &agrave; &aacute;rea de expedi&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as de carne. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na ocasi&atilde;o do estudo, os bovinos eram mortos com pistola   autom&aacute;tica, enquanto os su&iacute;nos eram mortos &agrave; faca. A n&oacute;ria possu&iacute;a velocidade   constante de 10 metros por minuto. Os dois fluxos de desmanche de bovinos e   su&iacute;nos, com exce&ccedil;&atilde;o do abate, ocorriam nos mesmos postos de trabalho, sendo que   o abate dos bovinos (de 300 a 600 bois ao dia) era realizado pela manh&atilde;; e o   dos su&iacute;nos (300 a 500 ao dia), realizado pelos mesmos operadores, no per&iacute;odo da   tarde.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1997, foi realizada a primeira interven&ccedil;&atilde;o conforme   descrito na metodologia. Ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de risco grave e   iminente, e decorridos os prazos concedidos aos demais itens, foi realizada, em   1999, nova inspe&ccedil;&atilde;o para checagem completa do cumprimento das exig&ecirc;ncias. O n&atilde;o   atendimento de alguns itens resultou na aplica&ccedil;&atilde;o de penalidade de multa pelo   PST. A empresa foi monitorada e autuada at&eacute; 2007, quando ainda continuava com   elevada taxa de incid&ecirc;ncia de acidentes. No per&iacute;odo estudado (1997 a 2008), a   m&eacute;dia de acidentes t&iacute;picos por ano foi de 84, para m&eacute;dia anual de 320   funcion&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#gra01">Gr&aacute;fico 1</a> mostra a evolu&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o anual de   incid&ecirc;ncia de AT na empresa. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="gra01" id="gra01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n10/a29gra01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A linha de tend&ecirc;ncia mostra leve crescimento de risco de AT,   a despeito das a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia no per&iacute;odo de 1997 a 2008. A s&eacute;rie hist&oacute;rica   evidencia a import&acirc;ncia de an&aacute;lise cr&iacute;tica dessas interven&ccedil;&otilde;es, de modo a   entender suas limita&ccedil;&otilde;es com vistas a seu aprimoramento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe ressaltar que n&atilde;o ocorreram no per&iacute;odo altera&ccedil;&otilde;es   significativas no processo de trabalho, seja nos aspectos t&eacute;cnicos materiais   seja na forma de gest&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e de seguran&ccedil;a, capazes de explicar a evolu&ccedil;&atilde;o   dos riscos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No <a href="/img/revistas/csc/v17n10/a29qua01.jpg">Quadro 1</a>, as duas colunas do lado esquerdo sintetizam o   resultado da primeira a&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia de 1997. Na primeira, constam as   exig&ecirc;ncias do PST, conforme registros em autos de infra&ccedil;&atilde;o e termos de interdi&ccedil;&atilde;o.   A segunda coluna mostra a situa&ccedil;&atilde;o de cumprimento das referidas exig&ecirc;ncias,   conforme inspe&ccedil;&atilde;o realizada no ano de 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A interven&ccedil;&atilde;o realizada no ano de 1997 incidiu sobre 11 itens   referentes &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e materiais, aqueles vis&iacute;veis aos agentes de   inspe&ccedil;&atilde;o; e quatro referentes aos aspectos de gest&atilde;o em sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do   trabalho, os previstos na legisla&ccedil;&atilde;o vigente. Observa-se que a dimens&atilde;o   organizacional e de gerenciamento da produ&ccedil;&atilde;o, como a quest&atilde;o da intensidade do   trabalho, n&atilde;o aparece na primeira interven&ccedil;&atilde;o. No tocante ao gerenciamento dos   riscos, verifica-se que as exig&ecirc;ncias recaem sobre aspectos previstos na   legisla&ccedil;&atilde;o, como a implanta&ccedil;&atilde;o de PPRA (Programas de Preven&ccedil;&atilde;o de Riscos   Ambientais) e de PCMSO (Programa de Controle M&eacute;dico de Sa&uacute;de Ocupacional), que   se mostraram burocr&aacute;ticos, n&atilde;o resultando em melhorias das condi&ccedil;&otilde;es de   trabalho e seguran&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Para compreender os acidentes &eacute; preciso  compreender o trabalho -  A pesquisa / interven&ccedil;&atilde;o de 2008 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2008, a empresa continuava entre as primeiras colocadas no   ranking de acidentalidade do munic&iacute;pio com propor&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia de 26% ao   ano, ainda maior do que a de 1997 (23% ao ano), segundo os dados das CAT. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos dados da empresa apontou o setor de matan&ccedil;a   como priorit&aacute;rio com propor&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia estimada em 49% em 2008, tendo   como causa imediata principal o manuseio de facas. As m&atilde;os e os membros   inferiores foram as principais partes do corpo atingidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por ser linha de desmanche t&iacute;pica, que associa fragmenta&ccedil;&atilde;o   da tarefa com transporte mecanizado pela n&oacute;ria, o trabalho de um operador   depende da sua posi&ccedil;&atilde;o como explicado na verbaliza&ccedil;&atilde;o do operador: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <i>Se acontecer alguma coisa atrapalha a linha   inteira; um depende do outro </i>&#91;...&#93;<i> se um     atrasar, o outro tem que correr e fazer o servi&ccedil;o</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fator relevante para a atividade &eacute; a velocidade da n&oacute;ria.&nbsp;   Ela &eacute; mantida a 10 m/min ao longo de todo o processo, para todos os postos de   trabalho, independentemente das tarefas dos operadores. No final da linha, onde   se faz a inspe&ccedil;&atilde;o, a exig&ecirc;ncia &eacute; mais cognitiva e de observa&ccedil;&atilde;o. A&iacute;, a   velocidade da n&oacute;ria parece adequada. Por&eacute;m, no in&iacute;cio da linha, em que a   atividade consiste em cortar, sangrar e cortar de novo, a velocidade se mostra   excessiva. Dada a falta de margem de manobra, a alternativa que resta aos   operadores para cumprir as metas impostas &eacute; a acelera&ccedil;&atilde;o de modos operat&oacute;rios,   aumentando as chances de cansa&ccedil;o e de erros com preju&iacute;zos potenciais &agrave;   qualidade e &agrave; seguran&ccedil;a do trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A divis&atilde;o das tarefas se d&aacute; de acordo com compet&ecirc;ncias   pr&aacute;ticas dos operadores. Para a fun&ccedil;&atilde;o de magarefe, que &eacute; a de separar o couro   da carne do animal, h&aacute; exig&ecirc;ncia de experi&ecirc;ncia e destreza para cortes precisos,   pois n&atilde;o se pode cortar nem o couro nem a carne. Para todas as outras fun&ccedil;&otilde;es   no setor de matan&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; exigida experi&ecirc;ncia. A forma&ccedil;&atilde;o consiste em   aprendizado pr&aacute;tico, obtido com os colegas, sem per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o, tendo o   operador que dar conta da tarefa em ritmo acelerado, acompanhando a n&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <i>N&atilde;o tem treinamento </i>&#91;...&#93;<i> dois dias   e a gente j&aacute; est&aacute; com a faca na m&atilde;o </i>&#91;...&#93;<i> eles d&atilde;o     a faca e manda se virar... O acidente acontece mais com quem     n&atilde;o tem pr&aacute;tica.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora a refer&ecirc;ncia &agrave; falta de treinamentos assuma contornos   mais precisos ao ser associada &agrave; habilidade manual requerida na atividade, sua   utiliza&ccedil;&atilde;o embute a chance de incompreens&otilde;es sobre aspectos da complexidade do   trabalho real no frigor&iacute;fico e da forma&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para a sua realiza&ccedil;&atilde;o.   Dar a faca e mandar se virar ap&oacute;s dois dias acompanhando o trabalho de   experientes n&atilde;o &eacute; suficiente para que os novatos desenvolvam as habilidades   requeridas pela atividade, em particular, aquele aprendizado que permite   acelerar modos operat&oacute;rios sem cometer erros e sem aumentar as chances de   acidente. A fala do operador revela sua consci&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o a esse fato, mas   precisa ser acompanhada da explicita&ccedil;&atilde;o da incompreens&atilde;o da ger&ecirc;ncia sobre a   forma&ccedil;&atilde;o requerida para essa atividade. As pr&aacute;ticas denunciadas sugerem que o   trabalho em quest&atilde;o &eacute; visto como manual e sem dificuldades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse aspecto pode estar associado &agrave; maior acidentalidade dos   novatos. As habilidades em quest&atilde;o s&atilde;o adquiridas com a experi&ecirc;ncia e incluem:   precis&atilde;o para cortar, movimentos r&aacute;pidos com m&atilde;os, bra&ccedil;os e dedos. Ou seja, &eacute;   necess&aacute;rio que o trabalhador tenha um acompanhamento e adequa&ccedil;&atilde;o da tarefa   enquanto ele desenvolve a compet&ecirc;ncia t&aacute;cita para o trabalho. Durante a fase de   desenvolvimento dessas habilidades, a velocidade da n&oacute;ria no posto do iniciante   deveria ser menor. O mesmo vale para aqueles que s&atilde;o antigos de empresa, mas   que est&atilde;o fazendo o servi&ccedil;o pela primeira vez, substituindo colega. As falas a   seguir mostram que os operadores t&ecirc;m consci&ecirc;ncia das necessidades de treinamento:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>- O lugar menos ruim &eacute; aonde n&oacute;s estamos   acostumados a trabalhar</i>... <i>Muita gente n&atilde;o gosta de     substituir o colega, o servi&ccedil;o fica mais dif&iacute;cil n&atilde;o tendo pr&aacute;tica</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <i>Quando faz pela primeira vez &eacute; ruim, cansa mais</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cansa&ccedil;o explicitado pelos trabalhadores mostrou-se   relevante para a an&aacute;lise das causas dos AT. Quando a equipe buscou compreender   a fadiga relatada, encontrou dados reveladores junto ao SESMT (Servi&ccedil;o Especializado   em Seguran&ccedil;a e Medicina do Trabalho) da empresa: a maior causa definida de   afastamento segundo CID-10 &eacute; a do grupo M que trata das doen&ccedil;as do sistema   m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico e do tecido conjuntivo, respons&aacute;vel por 27,2% dos   afastamentos. Em entrevistas, esses sintomas se confirmaram: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>- A gente falta por causa de dor, d&oacute;i as costas,   bra&ccedil;o, ombro, cabe&ccedil;a</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As faltas e os afastamentos geram o rod&iacute;zio de tarefas como   dito anteriormente, sem planejamento, e frequentemente alguns trabalhadores s&atilde;o   colocados em postos para os quais n&atilde;o possuem as habilidades necess&aacute;rias.   Algumas verbaliza&ccedil;&otilde;es durante as entrevistas nos apontaram esse fato: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <i>Quando a gente vai cobrir um colega n&oacute;s n&atilde;o temos   seguran&ccedil;a</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro fator importante na causa do cansa&ccedil;o &eacute; a necessidade de   os trabalhadores realizarem outras tarefas depois do abate. Ao t&eacute;rmino dessa   tarefa, antes do t&eacute;rmino da jornada de trabalho, os operadores s&atilde;o designados   para auxiliar colegas em outros setores da empresa, tais como: sala de mocot&oacute;,   limpeza geral, c&acirc;mara fria, sala de vergalh&atilde;o, desossa de cabe&ccedil;a, sala de   es&ocirc;fago etc. N&atilde;o lhes &eacute; dado o direito de recusar auxiliar nesses setores,   pois, se houver recusa, recebem penaliza&ccedil;&otilde;es popularmente conhecidas como   "ganchos", como explicado a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gest&atilde;o autorit&aacute;ria </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A gest&atilde;o na empresa &eacute; de tipo familiar e autorit&aacute;ria,   praticada diretamente pelos propriet&aacute;rios que participam de atividades de   supervis&atilde;o e gest&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O autoritarismo &eacute; comprovado por pr&aacute;ticas de suspens&otilde;es do   trabalho e puni&ccedil;&otilde;es com dedu&ccedil;&otilde;es dos sal&aacute;rios mensais, denominadas "ganchos"   que ocorrem em v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Nos casos de atraso dos trabalhadores, o port&atilde;o &eacute; fechado e   o trabalhador &eacute; impedido de entrar, implicando na perda do sal&aacute;rio do dia e da   cesta b&aacute;sica; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Como mecanismo de controle de qualidade e produtividade: <i>Se voc&ecirc;   n&atilde;o fizer do jeito certo vai tomar gancho</i>; </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Na falta de membro da equipe, outro trabalhador &eacute; designado   para cobrir o posto do faltante, sem direito &agrave; recusa, sob pena de aplica&ccedil;&atilde;o da   puni&ccedil;&atilde;o ("gancho"); </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Os EPIs (equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual), mesmo   obrigat&oacute;rios, s&oacute; podem ser substitu&iacute;dos depois de decorridos tr&ecirc;s meses de uso.   Em casos de danos ou desgaste antes desse prazo, s&atilde;o fornecidos mediante o   desconto no sal&aacute;rio do funcion&aacute;rio. Essa pr&aacute;tica se estende &agrave; reposi&ccedil;&atilde;o de   ferramentas manuais como facas e amoladores: <i>A gente vai pegar outra </i>&#91;luva&#93;<i>, eles     falam que ainda est&aacute; boa, mas est&aacute; espetando, </i>&#91;...&#93;<i> se       insistir pra trocar eles trocam, mas desconta do sal&aacute;rio...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Os operadores da matan&ccedil;a s&oacute; podem ir para casa ap&oacute;s o   t&eacute;rmino do processamento de toda carne abatida no dia, o que implica em pr&aacute;tica   compuls&oacute;ria de horas extras, sob pena de "gancho", principalmente nos per&iacute;odos   de maior demanda. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalhador punido com o gancho fica impedido de voltar ao   trabalho, muitas vezes, por mais de um dia. Os colegas deslocados para   substitu&iacute;-los, n&atilde;o tendo as mesmas habilidades, apresentam mais chances de   erros n&atilde;o recuperados e de acidentes. O gancho tamb&eacute;m gera insatisfa&ccedil;&atilde;o nos   trabalhadores por implicar em perda de sal&aacute;rio dos dias afastados e da cesta b&aacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Car&ecirc;ncia e inadequa&ccedil;&atilde;o  de meios materiais </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inadequa&ccedil;&atilde;o de equipamentos de abate e movimenta&ccedil;&atilde;o de   animais e de prote&ccedil;&atilde;o individual enseja variabilidades a serem recuperadas   pelos operadores. Os preju&iacute;zos associados a esses problemas n&atilde;o costumam ser   avaliados ou considerados no sistema. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o uso e o desgaste do corte, as facas perdem o fio,   tornam-se "rombudas" e exigem mais for&ccedil;a na opera&ccedil;&atilde;o. Desse modo, podem   derrapar no corpo do animal e aumentar as chances de acidentes especialmente   com operadores inexperientes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos grupos e na intera&ccedil;&atilde;o com operadores, foi revelado que   algo semelhante ocorre com as luvas de prote&ccedil;&atilde;o. Com o tempo de uso, h&aacute;   desgaste e a abertura dos elos de a&ccedil;o, provocando o aparecimento de pontas que   ferem as m&atilde;os dos trabalhadores e espetam a carne dos animais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <i>Quando a luva fica velha ela cria umas farpas que   grudam na m&atilde;o da gente e fica espetando o dia inteiro... da&iacute; n&atilde;o d&aacute; pra usar</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As luvas dificultam a apreens&atilde;o da faca e a pega de partes   dos animais, conflitando com exig&ecirc;ncias da tarefa e contribuindo para a baixa   ades&atilde;o dos trabalhadores ao seu uso. O almoxarifado de EPIs localizado a 200   metros do setor de matan&ccedil;a torna mais dif&iacute;cil sua substitui&ccedil;&atilde;o. A situa&ccedil;&atilde;o se   agrava por se tratar de atividade que imp&otilde;e desmanche em fluxo cont&iacute;nuo com   restri&ccedil;&otilde;es &agrave;s sa&iacute;das antes dos intervalos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra variabilidade poss&iacute;vel &eacute; que a pistola pneum&aacute;tica n&atilde;o   mata o boi de imediato, deixando-o apenas atordoado e exigindo que o   trabalhador termine a tarefa &agrave; faca, adentrando na &aacute;rea de circula&ccedil;&atilde;o dos   animais para esfaque&aacute;-lo ou amarr&aacute;-lo novamente &agrave;s correntes de sustenta&ccedil;&atilde;o da   n&oacute;ria. A situa&ccedil;&atilde;o pode ser caracterizada de risco iminente devido aos golpes e   coices dos animais: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <i>&Agrave;s vezes o boi ainda est&aacute; vivo e, quando isso   acontece, temos que parar para matar novamente. </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse &eacute; tamb&eacute;m o caso das carretilhas que prendem as correntes   que amarram as patas do boi &agrave; n&oacute;ria. Por falta de manuten&ccedil;&atilde;o preventiva, elas   se desgastam e podem favorecer a queda do animal sobre o trabalhador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <i>Se o boi estiver muito vivo pode escapar, &eacute;   dif&iacute;cil </i>&#91;...&#93;<i> se amarrar errado tamb&eacute;m pode escapar.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No abate de su&iacute;nos, &eacute; necess&aacute;rio que se amarre o animal ainda   vivo em correntes ligadas &agrave; n&oacute;ria e mat&aacute;-lo com punhal. O processo arcaico   exige muita for&ccedil;a nos membros superiores e favorece a ocorr&ecirc;ncia de AT e   patologias do sistema m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A nocividade do trabalho apresenta como um dos efeitos a   elevada rotatividade da for&ccedil;a de trabalho. Com base nos dados fornecidos pela   empresa, o IR (&Iacute;ndice de Rotatividade), foi calculado em 84% no ano de 2008. O   IR de base anual &eacute; calculado como segue: {&#91;(admiss&otilde;es + demiss&otilde;es)/2&#93;/efetivo   m&eacute;dio ano}x100. Para o ano de 2008, o IR na empresa foi assim calculado: {&#91;(332   + 309)/2&#93;/381,3}x100 = 84%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise de um acidente comum no setor </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="/img/revistas/csc/v17n10/a29qua02.jpg">Quadro 2</a> mostra s&iacute;ntese de acidente   analisado com o MAPA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O acidente ocorreu com trabalhador que estava em seu primeiro   dia na raspagem de pelos dos su&iacute;nos, ap&oacute;s ser remanejado para substituir colega   demitido. O acidente consistiu em um gesto que foi al&eacute;m do previsto e atingiu o   outro bra&ccedil;o do operador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No frigor&iacute;fico, a velocidade da n&oacute;ria determina que o   operador realize seus movimentos de forma r&aacute;pida e acelerada, em cerca de seis   segundos. Na pr&aacute;tica, a aquisi&ccedil;&atilde;o da capacidade de acelerar o modo operat&oacute;rio   est&aacute; associada ao desenvolvimento de "automatismos", sem necessitar mobilizar a   aten&ccedil;&atilde;o, aprender atalhos ou a elimina&ccedil;&atilde;o de gestos in&uacute;teis, etc. A aquisi&ccedil;&atilde;o   dessa habilidade vem com a experi&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das consequ&ecirc;ncias disso &eacute; que apenas conhecer a sequ&ecirc;ncia   de movimentos a serem realizados n&atilde;o significa saber fazer o trabalho. Em   outras palavras, o trabalho n&atilde;o &eacute; t&atilde;o simples como pode parecer ao observador   externo ou ao gestor de pessoal. Por sua vez, o uso das luvas se revela dificultador   do desenvolvimento e da ado&ccedil;&atilde;o do modo operat&oacute;rio nas condi&ccedil;&otilde;es exigidas no   frigor&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise de barreiras revela tratar-se de acidente durante   opera&ccedil;&atilde;o habitual que exige modo operat&oacute;rio perigoso adotado em condi&ccedil;&otilde;es de   acelera&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise de mudan&ccedil;as revela dois aspectos principais que se   mostram interligados: o fracasso de gesto habitual e a realiza&ccedil;&atilde;o de tarefa por   operador n&atilde;o habitual. O fato de o novato precisar realizar a tarefa no mesmo   tempo em que os colegas experientes a fazem aumentam as chances de mudan&ccedil;as em   modo operat&oacute;rio capazes de levar ao acidente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preven&ccedil;&atilde;o aqui precisa explorar aspectos da gest&atilde;o de   pessoal, em especial os remanejamentos improvisados e as pr&aacute;ticas associadas ao   aumento do absente&iacute;smo e da rotatividade.&nbsp; A mera defini&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de   remanejamentos &eacute; insuficiente para lidar com a acidentalidade nesse sistema.   Uma das estrat&eacute;gias &uacute;teis nesse sentido parece ser a de incentivar discuss&otilde;es   sobre a atividade dos depiladores, mostrando ser enganosa a id&eacute;ia de que seja   trabalho <i>manual simples</i> capaz de ser realizado por <i>qualquer     um</i> a qualquer momento e sem aprendizagem espec&iacute;fica. A aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades de   acelera&ccedil;&atilde;o de modos operat&oacute;rios na tarefa &eacute; importante. H&aacute; necessidade de   estudos que permitam definir as melhores condi&ccedil;&otilde;es de equil&iacute;brio entre ritmo e   compet&ecirc;ncias dos trabalhadores ou at&eacute; a ado&ccedil;&atilde;o de novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o   do trabalho que eliminem a imposi&ccedil;&atilde;o de metas inating&iacute;veis e de controles   r&iacute;gidos como os mantidos at&eacute; ent&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse acidente, a contribui&ccedil;&atilde;o da amplia&ccedil;&atilde;o conceitual da   an&aacute;lise veio, sobretudo, com a incorpora&ccedil;&atilde;o de achados provenientes da AET   realizada como ponto de partida da interven&ccedil;&atilde;o na empresa. Por isso a explora&ccedil;&atilde;o   da contribui&ccedil;&atilde;o desses aspectos nas origens de acidentes ficou facilitada e   deve ser aproveitada na busca da constru&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es sociais para a   preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O Diagn&oacute;stico e as recomenda&ccedil;&otilde;es </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constatou-se que o processo de g&ecirc;nese dos acidentes &eacute;   provocado por rede de fatores em intera&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o por atos inseguros ou   condi&ccedil;&otilde;es inseguras, conforme conclus&otilde;es habituais do SESMT da empresa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A elevada acidentalidade est&aacute; associada por um lado ao   trabalho intenso, determinado pelo baixo efetivo associado &agrave; rapidez da n&oacute;ria e   &agrave; precariedade de meios t&eacute;cnicos e materiais, como o sistema arcaico de abate,   a inadequa&ccedil;&atilde;o das luvas &agrave;s exig&ecirc;ncias da tarefa e a precariza&ccedil;&atilde;o no sistema de   fixa&ccedil;&atilde;o e eleva&ccedil;&atilde;o dos animais. Por outro lado, o trabalho intenso gera fadiga,   que leva ao absente&iacute;smo e &agrave; rotatividade sem planejamentos. Diante das faltas   ou demiss&otilde;es, a empresa convoca inexperientes que se acidentam. Esse c&iacute;rculo   vicioso &eacute; agravado por rela&ccedil;&otilde;es de trabalho autorit&aacute;rias, que diminuem as   margens de regula&ccedil;&atilde;o dos operadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir do diagn&oacute;stico, elaboraram-se recomenda&ccedil;&otilde;es que   foram apresentadas em Mesa Redonda, da qual participaram o Cerest, a dire&ccedil;&atilde;o da   empresa, o sindicato dos trabalhadores e Auditor do MTE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas recomenda&ccedil;&otilde;es foram aceitas e outras rejeitadas pela   dire&ccedil;&atilde;o da empresa, conforme se verifica nas duas colunas do lado direito do <a href="/img/revistas/csc/v17n10/a29qua01.jpg">Quadro 1</a>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O diagn&oacute;stico permitiu a amplia&ccedil;&atilde;o do leque de exig&ecirc;ncias,   quando comparado com o de 1997. A nova abordagem incide sobre dimens&otilde;es n&atilde;o   observadas anteriormente, como os aspectos do gerenciamento da produ&ccedil;&atilde;o com a   necessidade de equacionar o efetivo com a carga de trabalho e a quest&atilde;o do   autoritarismo, antes invis&iacute;veis para a equipe. A nova exig&ecirc;ncia alcan&ccedil;a pontos   centrais relativos ao abate e exige altera&ccedil;&otilde;es de modo a diminuir a for&ccedil;a   f&iacute;sica e a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de elevado risco, tanto no aprisionamento como   no abate manual de animais. A resposta da empresa parece demonstrar maior   ades&atilde;o a alguns aspectos t&eacute;cnicos materiais, em detrimento de alterar as   pr&aacute;ticas autorit&aacute;rias como os "ganchos".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="/img/revistas/csc/v17n10/a29qua03.jpg">Quadro 3</a> possibilita   compara&ccedil;&atilde;o entre as duas abordagens mostrando que a nova proposta de   interven&ccedil;&atilde;o tem alcance maior do que anterior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo permitiu comparar duas abordagens de vigil&acirc;ncia em   acidentes de trabalho numa mesma empresa. Na primeira, a interven&ccedil;&atilde;o incide   basicamente em itens constantes das Normas Regulamentadoras, n&atilde;o alcan&ccedil;ando   aspectos da dimens&atilde;o organizacional e outros determinantes dos eventos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante 10 anos, mesmo atendendo boa parte das exig&ecirc;ncias dos   &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, a empresa permaneceu entre as 20 com maiores propor&ccedil;&otilde;es de   incid&ecirc;ncia de AT no munic&iacute;pio, o que pode ser explicado, dentre outros fatores,   pela limita&ccedil;&atilde;o das exig&ecirc;ncias formuladas. Esses achados parecem revelar limites   e insufici&ecirc;ncias do paradigma cl&aacute;ssico. A cren&ccedil;a de que a seguran&ccedil;a seria   determinada pelo cumprimento de normas e prescri&ccedil;&otilde;es revela-se insustent&aacute;vel.   Na vida real, a ades&atilde;o &agrave;s regras pode se dar de forma burocr&aacute;tica e sem   impactos na seguran&ccedil;a real como, aparentemente, ocorreu nessa empresa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo de 2008 possibilitou compreender o c&iacute;rculo vicioso   dos acidentes e seus determinantes que necessitam ser alterados para se   alcan&ccedil;ar a preven&ccedil;&atilde;o. Os achados s&atilde;o compat&iacute;veis com conceitos atuais que   mostram a participa&ccedil;&atilde;o decisiva dos aspectos organizacionais na g&ecirc;nese dos   acidentes<sup>3,4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para as disciplinas cl&aacute;ssicas como a Medicina do Trabalho e   Higiene e Sa&uacute;de Ocupacional, o risco &eacute; visto pelos especialistas de modo   externo ao trabalho e isolado da atividade. Enquanto isso, na abordagem da ergonomia,   ele &eacute; visto como rela&ccedil;&atilde;o que emana do real, s&oacute; apreendido com a ajuda do   saber-fazer dos operadores, exigindo olhar e metodologia apropriados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As contribui&ccedil;&otilde;es da medicina social latino-americana auxiliam   na explica&ccedil;&atilde;o de macrodetermina&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o trabalho-sa&uacute;de, no entanto   revelam-se insuficientes no n&iacute;vel singular das rela&ccedil;&otilde;es entre indiv&iacute;duo e situa&ccedil;&otilde;es   de trabalho. Sem negar a explica&ccedil;&atilde;o macro, essa pesquisa traz elementos que   mostram a centralidade da atividade de trabalho para a compreens&atilde;o   das media&ccedil;&otilde;es presentes na rela&ccedil;&atilde;o entre macrodeterminantes, o fazer e a sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Wisner<sup>13&nbsp; </sup>a ergonomia &eacute; a arte (t&eacute;cnica)   na qual s&atilde;o utilizados o saber tecnocient&iacute;fico e o saber dos trabalhadores   sobre sua pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de trabalho. "Seu princ&iacute;pio &eacute; em si revolucion&aacute;rio,   pois faz pensar que os intelectuais e cientistas t&ecirc;m algo a aprender a partir   do comportamento e do discurso dos trabalhadores"<sup>13</sup>. Tendo em vista   sua invisibilidade, o acesso &agrave; atividade requisita novo olhar, nova escuta e   portanto nova modalidade de intera&ccedil;&atilde;o com os operadores. Um olhar etnogr&aacute;fico<sup>20 </sup>distinto do olhar externo do especialista.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A legisla&ccedil;&atilde;o vigente possibilita aos agentes p&uacute;blicos   intervir sobre a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho como prev&ecirc; o C&oacute;digo Sanit&aacute;rio do   Estado de S&atilde;o Paulo<sup>21</sup> e a NR 17 &#150; ergonomia<sup>17</sup>. No entanto   o acesso &agrave; dimens&atilde;o organizacional requer metodologia espec&iacute;fica, viabilizada   pela inclus&atilde;o da academia nas articula&ccedil;&otilde;es que possibilitou a capacita&ccedil;&atilde;o da   equipe e a execu&ccedil;&atilde;o de projetos de pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A a&ccedil;&atilde;o de 1997, mesmo apoiada em indicadores epidemiol&oacute;gicos   e acompanhada pelo controle social, seguiu ainda o modelo de a&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia   tipo Comando &#150; Controle Estatal que normalmente gera condutas defensivas,   restritas, pontuais e limitadas ao j&aacute; normatizado, o que a aproxima   do modelo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o tradicional<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; a pesquisa interven&ccedil;&atilde;o de 2008, mesmo em ambiente   autorit&aacute;rio e hostil como o da empresa estudada, criou ambiente mais prop&iacute;cio   ao di&aacute;logo e &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o, indispens&aacute;veis para a compreens&atilde;o, a ades&atilde;o e a   transforma&ccedil;&atilde;o da realidade, o que a aproxima da abordagem de sa&uacute;de p&uacute;blica   adotada pelo NIOSH para pesquisa/interven&ccedil;&atilde;o nos acidentes considerados   priorit&aacute;rios conforme Stout<sup>23</sup>. Segundo o autor, essa abordagem   compreende as seguintes etapas: identifica&ccedil;&atilde;o e prioriza&ccedil;&atilde;o de problemas   atrav&eacute;s de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia; quantifica&ccedil;&atilde;o e prioriza&ccedil;&atilde;o dos   fatores de risco atrav&eacute;s da pesquisa anal&iacute;tica; identifica&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias j&aacute;   existentes ou desenvolvimento de novas estrat&eacute;gias ou tecnologias para prevenir   acidentes de trabalho; transfer&ecirc;ncia e implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de controle de   acidentes mais efetivas; avalia&ccedil;&atilde;o e monitoramento da interven&ccedil;&atilde;o. Stout<sup>23</sup> explica ainda que o modelo utiliza abordagem organizacional e multidisciplinar,   incluindo parcerias com profissionais, ind&uacute;strias e agentes p&uacute;blicos, uma vez   que a pesquisa realizada de modo isolado pode falhar em gerar impacto nos   locais de trabalho e que &eacute; frequente verificar que as recomenda&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o   transformadas em a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sem abrir m&atilde;o de medidas coercitivas, ineren&shy;tes &agrave; a&ccedil;&atilde;o   estatal para preservar o interesse coletivo, o estudo indica a necessidade de   amplia&ccedil;&atilde;o das abordagens e do olhar dos agentes de vigil&acirc;ncia para que acertem   nos alvos principais, aumentando a efici&ecirc;ncia e o alcance das interven&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A metodologia empregada em 2008 mesmo incorporando elementos   da anterior, ao dar visibilidade a dimens&otilde;es latentes como a organizacional,   mostra-se mais apropriada aos objetivos preventivos, o que indica sua   import&acirc;ncia para a &aacute;rea da Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Trabalhador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O dom&iacute;nio da metodologia proposta pressup&otilde;e investimento na   forma&ccedil;&atilde;o das equipes para o conhecimento dos conceitos e m&eacute;todos da ergonomia   da atividade e para a an&aacute;lise de acidentes usando o MAPA. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indicadores epidemiol&oacute;gicos sobre a acidentalidade   permitiram, desde o primeiro per&iacute;odo em 1997, selecionar a empresa como um dos   alvos priorit&aacute;rios para a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o. S&oacute; no segundo momento, quando se   articulou a informa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica com o instrumental anal&iacute;tico (MAPA e   ergonomia da atividade), conseguiu-se dar visibilidade aos determinantes   organizacionais dos acidentes, aumentando o repert&oacute;rio da equipe para o enfrentamento   da complexidade dos fen&ocirc;menos tratados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O caso refor&ccedil;a as diretrizes da Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do   Trabalhador, uma vez que o conhecimento do trabalho real e a interven&ccedil;&atilde;o   preventiva s&oacute; s&atilde;o poss&iacute;veis com a participa&ccedil;&atilde;o ativa do trabalhador nos locais   de trabalho. Infelizmente essa participa&ccedil;&atilde;o ocorre de modo ainda limitado pelos   constrangimentos de contexto autorit&aacute;rio de subordina&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e   pela aus&ecirc;ncia de organiza&ccedil;&atilde;o sindical aut&ocirc;noma. Apesar disso, trabalhadores   desenvolveram confian&ccedil;a na equipe, o que permitiu acesso a informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o   coletadas na abordagem tradicional e a diversas rela&ccedil;&otilde;es entre esses achados e   a acidentalidade. No entanto esses atores ainda n&atilde;o se colocam na posi&ccedil;&atilde;o de   protagonistas principais da luta pela sa&uacute;de no trabalho, papel hoje ocupado   principalmente por atores dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos como o Cerest, a representa&ccedil;&atilde;o   local do MTE e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Novos estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para avaliar o alcance da nova   abordagem, seus impactos na altera&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o acident&aacute;ria na empresa e em   outras organiza&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RAG   Viela, IM Almeida e RWB Mendes participaram da elabora&ccedil;&atilde;o do manuscrito em   todas fases. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clarice   A. Bragantini, Priscila G. S. Rodrigues e Andr&eacute; F. Martins do Cerest Piracicaba   pela participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa de campo. Agradecimentos aos auditores do MTE,   Gil Vicente F. Ricardi e Antenor J. Varolla, pelo apoio e a&ccedil;&otilde;es   interinstitucionais.&nbsp; Projeto apoiado pela linha de pesquisa em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas   (FAPESP).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Santana VS, Ara&uacute;jo-Filho JB, Albuquerque-Oliveira PR,   Barbosa-Branco A. Acidentes de trabalho: custos previdenci&aacute;rios e dias de   trabalho perdidos. <i>Rev Saude Publica</i> 2006;   40(6):1004-1012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645349&pid=S1413-8123201200100002900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Laflamme L. A Better Understanding of Occupational   Accident Genesis to improve Safety in the Workplace. <i>Journal     of Occupational Accident</i> 1990; 12(1-3):155-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645351&pid=S1413-8123201200100002900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Llory, M. <i>Acidentes Industriais o Custo do Sil&ecirc;ncio</i>. Rio de   Janeiro: MultiMais; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645353&pid=S1413-8123201200100002900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Reason JT. <i>Managing   the risks of organizational Accidents</i>. 6<sup>th</sup> Ed. Burlington: Ashgate; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645355&pid=S1413-8123201200100002900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Vilela RAG, Iguti MA, Almeida IM. Culpa da V&iacute;tima um modelo   para perpetuar a impunidade nos Acidentes de Trabalho. <i>Cad Saude     Publica </i>2004; 20(2): 570-579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645357&pid=S1413-8123201200100002900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Almeida IM. Trajet&oacute;ria da an&aacute;lise de acidentes: o paradigma   tradicional e os prim&oacute;rdios da amplia&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise. <i>Interface     Comunic Sa&uacute;de Educ</i> 2006; 10(19):185-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645359&pid=S1413-8123201200100002900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Assun&ccedil;&atilde;o AA, Lima FAP. A contribui&ccedil;&atilde;o da ergonomia para a   identifica&ccedil;&atilde;o, redu&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o da nocividade do trabalho. In: Mendes R,   organizador. <i>Patologia do Trabalho</i>. Rio de   Janeiro: Atheneu; 2003. p. 1768-1789.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645361&pid=S1413-8123201200100002900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Laurell AC, Noriega M. <i>Processo de Produ&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de   Trabalho e desgaste Oper&aacute;rio.</i> S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645363&pid=S1413-8123201200100002900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Mendes R, Dias EC. Da medicina do trabalho &agrave; sa&uacute;de do   trabalhador. <i>Rev Saude Publica</i> 1991;   25(5): 341-349.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645365&pid=S1413-8123201200100002900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria n.º 3.120 de 01 de   julho de 1998. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 1998; 14   jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645367&pid=S1413-8123201200100002900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Vilela RAG, Ricardi GVF, Iguti AM. Experi&ecirc;ncia do Programa de   Sa&uacute;de do Trabalhador de Piracicaba: Desafios da Vigil&acirc;ncia em Acidentes do   Trabalho. <i>Inf Epidemiol&oacute;gico SUS</i> 2001; 10(2):81-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645369&pid=S1413-8123201200100002900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Cordeiro R, Vilela RAG, Medeiros MAT, Gon&ccedil;alves CGO,   Bragantini CA, Varolla AJ, Stephan C. O sistema de vigil&acirc;ncia de acidentes do   trabalho de Piracicaba, S&atilde;o Paulo (SP). <i>Cad Saude Publica</i> 2005;   21(5):1574-1583.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645371&pid=S1413-8123201200100002900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Wisner A. <i>Por dentro do trabalho ergonomia: m&eacute;todos e   t&eacute;cnicas. </i>S&atilde;o Paulo (SP): Obor&eacute;/FTD; 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645373&pid=S1413-8123201200100002900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Gu&eacute;rin F, Laville A, Daniellou F, Duraffourg J, Kerguelen A. <i>Compreender   o trabalho para transform&aacute;-lo. </i>A pr&aacute;tica da Ergonomia. 2ª   Edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Edgard Bl&uuml;cher; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645375&pid=S1413-8123201200100002900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Almeida IM, Vilela RAG. <i>Modelo de An&aacute;lise e   Preven&ccedil;&atilde;o de Acidentes de Trabalho &#150; MAPA</i>. Piracicaba: Cerest   Piracicaba; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645377&pid=S1413-8123201200100002900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Vasconcellos MC, Pignatti MG, Pignati WA. Emprego e acidentes   de trabalho na ind&uacute;stria frigor&iacute;fica em &aacute;reas de expans&atilde;o do agroneg&oacute;cio, Mato   Grosso, Brasil. <i>Sa&uacute;de e Sociedade</i> 2009;   18(4):662-672.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645379&pid=S1413-8123201200100002900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Brasil. Minist&eacute;rio do Trabalho. Portaria MTB Nº 3.214, de 8   de junho de 1978. Aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do Cap&iacute;tulo V,   T&iacute;tulo II, da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho, relativas a Seguran&ccedil;a e   Medicina do Trabalho. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 1978; 6   jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645381&pid=S1413-8123201200100002900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Brasil. Lei Federal nº 6.437, de 20 de agosto de 1977.   Configura infra&ccedil;&otilde;es &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria federal, estabelece as san&ccedil;&otilde;es respectivas,   e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 1977; 24   ago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645383&pid=S1413-8123201200100002900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Oliveira RC. O trabalho do antrop&oacute;logo: olhar,   ouvir, escrever. In: <i>O trabalho do antrop&oacute;logo</i>. 2ª   Edi&ccedil;&atilde;o. SP: UNESP; 2000. p. 17-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645385&pid=S1413-8123201200100002900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Ferreira LL. Analise Coletiva do trabalho. <i>Rev Bras   Sa&uacute;de Ocup </i>1993; (21):7-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645387&pid=S1413-8123201200100002900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. S&atilde;o Paulo. Decreto Nº 12.342, de 27 de setembro de 1978.   Aprova o Regulamento a que se refere o artigo 22 do Decreto-Lei n.º 211, de 30   de mar&ccedil;o de 1970, que disp&otilde;e sobre normas de promo&ccedil;&atilde;o, preserva&ccedil;&atilde;o e   recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no campo de compet&ecirc;ncia da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de. <i>Secretaria     do Governo</i> 1978; 27 set.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645389&pid=S1413-8123201200100002900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Vasconcelos LCF, Ribeiro, FSN. Investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e   interven&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria em sa&uacute;de do trabalhador: o planejamento segundo bases   operacionais. <i>Cad Saude Publica </i>1995;   13(2):269-275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645391&pid=S1413-8123201200100002900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Stout NA. The public health approach to   occupational injury research: From surveillance to prevention. <i>Safety     Science</i> 2008; 46(2):230&#150;233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1645393&pid=S1413-8123201200100002900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo   apresentado em 20/07/2011<br />   Aprovado em 27/07/2011<br />   Vers&atilde;o final aprovada em 20/09/2011 </font></p>      ]]></body><back>
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<year>1990</year>
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