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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Autopercepção de saúde em adolescentes, adultos e idosos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this study was to verify the prevalence and associated factors of self-reported health status as regular/bad. A cross-sectional, population-based study was conducted in Pelotas. The sample size comprised 820 adolescents, 2715 adults and 385 elderly. Self-reported health status was investigated via the question: "How do you rate your health?" Data on demographics, socioeconomic, behavioral, and health-related characteristics of individuals were gathered. Adjusted prevalence ratios were estimated through the Poisson regression. Prevalence of reporting health status as regular or bad was 12.1%, 22.3% and 49.4% in adolescents, adults and the elderly, respectively. Adolescents with lower economic status and schooling had higher prevalence of regular/bad self-reported health. Among adults and the elderly, women and older men with lower economic status and some morbidity presented a higher proportion of regular/bad self-reported health. In conclusion, individuals perceive health not only as the absence of a disease, but also as a construct related to social, demographic and, to a lesser extent, behavioral aspects. Health approaches must recognize this fact and transcend the simplistic model where health is dichotomized into the sick and the non-sick.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Autopercepção de saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Autopercep&ccedil;&atilde;o   de sa&uacute;de em adolescentes, adultos e idosos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Self-reported health status in adolescents,   adults and the elderly</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Felipe   Fossati Reichert<sup>I</sup>;  Mathias   Roberto Loch<sup>II</sup>;  Marcelo   Fernandes Capilheira<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Grupo de Estudos em   Epidemiologia da Atividade F&iacute;sica, Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica,   Universidade Federal de Pelotas. Rua Luis de Cam&otilde;es 625, Tr&ecirc;s Vendas.   96055-630 Pelotas RS. <a href="mailto:ffreichert@gmail.com">ffreichert@gmail.com</a><br />   <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em   Sa&uacute;de Coletiva, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Universidade Estadual de   Londrina<br />   <sup>III</sup>Faculdade de Medicina,   Universidade Federal de Pelotas</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo   deste estudo foi verificar a preval&ecirc;ncia e os fatores associados a   autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim em adolescentes, adultos e idosos. O estudo   foi transversal, de base populacional, realizado em Pelotas. A amostra   compreendeu 820 adolescentes, 2715 adultos e 385 idosos. Autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de   foi investigada pela pergunta: "Como o Sr(a) considera sua sa&uacute;de?"   Caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas, comportamentais e de sa&uacute;de foram   coletadas. Raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia ajustada foram estimadas pela Regress&atilde;o de   Poisson. A preval&ecirc;ncia de autopercep&ccedil;&atilde;o regular ou ruim de sa&uacute;de foi de 12,1%,   22,3% e 49,4% entre adolescentes, adultos e idosos, respectivamente. Adolescentes   com menor n&iacute;vel econ&ocirc;mico e com escolaridade n&atilde;o adequada relataram pior   autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Entre os adultos e idosos, relataram pior autopercep&ccedil;&atilde;o   de sa&uacute;de: as mulheres, aqueles com maior faixa et&aacute;ria, menor n&iacute;vel econ&ocirc;mico e   os que possu&iacute;am alguma morbidade. Conclui-se que a popula&ccedil;&atilde;o percebe sa&uacute;de n&atilde;o   apenas como aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a, mas tamb&eacute;m como um constructo relacionado com   aspectos sociais e demogr&aacute;ficos, e em menor magnitude, com aspectos   comportamentais. Abordagens em sa&uacute;de devem superar o modelo simplista onde   sa&uacute;de &eacute; dicotomizada em doente e n&atilde;o-doente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chaves:</b> Autopercep&ccedil;&atilde;o   de sa&uacute;de, Preval&ecirc;ncia, Fatores associados, Fatores de risco, Epidemiologia</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The scope of this study was to verify the   prevalence and associated factors of self-reported health status as   regular/bad. A cross-sectional, population-based study was conducted in   Pelotas. The sample size comprised 820 adolescents, 2715 adults and 385   elderly. Self-reported health status was investigated via the question: "How do   you rate your health?" Data on demographics, socioeconomic, behavioral, and   health-related characteristics of individuals were gathered. Adjusted   prevalence ratios were estimated through the Poisson regression. Prevalence of   reporting health status as regular or bad was 12.1%, 22.3% and 49.4% in   adolescents, adults and the elderly, respectively. Adolescents with lower   economic status and schooling had higher prevalence of regular/bad   self-reported health. Among adults and the elderly, women and older men with   lower economic status and some morbidity presented a higher proportion of   regular/bad self-reported health. In conclusion, individuals perceive health   not only as the absence of a disease, but also as a construct related to   social, demographic and, to a lesser extent, behavioral aspects. Health   approaches must recognize this fact and transcend the simplistic model where   health is dichotomized into the sick and the non-sick. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key   words:</b> Self-reported health status, Prevalence,   Associated factors, Risk factors, Epidemiology</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   percep&ccedil;&atilde;o subjetiva da sa&uacute;de tem sido explorada em estudos epidemiol&oacute;gicos. Tal   vari&aacute;vel &eacute; simples de ser obtida e fornece informa&ccedil;&otilde;es importantes acerca da   popula&ccedil;&atilde;o estudada. Pesquisas demonstram associa&ccedil;&atilde;o entre esta medida subjetiva   e indicadores objetivos de sa&uacute;de, tanto em delineamentos transversais, quanto   longitudinais<sup>1-4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que aspectos culturais, psicol&oacute;gicos, sociais,   entre outros, podem influenciar a percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos, &eacute; razo&aacute;vel   ter como hip&oacute;tese que, especialmente em pa&iacute;ses em desenvolvimento, onde h&aacute;   forte desigualdade social, as diferen&ccedil;as econ&ocirc;micas e sociais, e at&eacute; mesmo   comportamentais, podem produzir padr&otilde;es de autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de diferenciados   entre sujeitos com diferentes condi&ccedil;&otilde;es e caracter&iacute;sticas. Estudo realizado na   Su&eacute;cia<sup>5</sup> demonstrou que a autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de variou de acordo com   a etnia, e que essas diferen&ccedil;as foram consideravelmente reduzidas ap&oacute;s controle   por fatores econ&ocirc;micos e psicossociais, sugerindo que estes sejam importantes   determinantes da autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, estudo por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico, realizado em   todas as capitais brasileiras, observou que a preval&ecirc;ncia de sujeitos que   referiram sua condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de como ruim (em uma escala que inclu&iacute;a as op&ccedil;&otilde;es:   excelente, boa, regular e ruim) variou de 3,0% em Belo Horizonte (Minas Gerais)   a 7,1% em Salvador (Bahia)<sup>6</sup>. Ainda no contexto brasileiro,   investiga&ccedil;&atilde;o com trabalhadores da ind&uacute;stria de Santa Catarina observou que   mulheres, pessoas com maior faixa et&aacute;ria, menor renda familiar e escolaridade,   que n&atilde;o praticavam atividade f&iacute;sica no lazer e que referiram uma pior percep&ccedil;&atilde;o   da qualidade do sono e de estresse, apresentavam maior preval&ecirc;ncia de percep&ccedil;&atilde;o   negativa de sa&uacute;de<sup>2</sup>. Ainda no Brasil, outros   trabalhos investigaram especificamente a percep&ccedil;&atilde;o em adolescentes<sup>7-9</sup> e idosos<sup>10,11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que os fatores associados &agrave; autopercep&ccedil;&atilde;o de   sa&uacute;de podem diferir segundo faixa et&aacute;ria, os objetivos deste estudo foram: a)   explorar a autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de em adolescentes, adultos e idosos e b)   estudar a associa&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas,   comportamentais e indicadoras de morbidade com autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi   realizado um estudo transversal na cidade de Pelotas, localizada no extremo sul   do Brasil. A amostra, representativa da &aacute;rea urbana, foi selecionada em dois   est&aacute;gios. Primeiramente, todos os setores censit&aacute;rios da &aacute;rea urbana foram listados   (n = 404) de acordo com a renda mensal do chefe de fam&iacute;lia. Destes, 144 foram   selecionados com probabilidade proporcional ao tamanho. Dentro de cada setor   selecionado, adotou-se uma estrat&eacute;gia sistem&aacute;tica para sele&ccedil;&atilde;o de 10   domic&iacute;lios. Todos os moradores de 10 anos ou mais residentes nos domic&iacute;lios   amostrados eram eleg&iacute;veis para o estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">C&aacute;lculos de tamanho de amostra foram realizados tendo como   base o menor grupo et&aacute;rio estudado (idosos). As an&aacute;lises realizadas t&ecirc;m poder   de pelo menos 80% para detectar raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia de 1,50, estimando-se uma   preval&ecirc;ncia do desfecho no grupo exposto de 45%, frequ&ecirc;ncia de exposi&ccedil;&atilde;o de   50%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A vari&aacute;vel dependente (autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de) foi avaliada   pela quest&atilde;o: <i>Como voc&ecirc; considera a sua sa&uacute;de? </i>As   seguintes op&ccedil;&otilde;es de resposta foram lidas para o entrevistado: <i>excelente,     muito boa, boa, regular e ruim</i>. Para fins de an&aacute;lise, as   categorias foram reagrupadas, dicotomicamente, em regular/ruim e   excelente/muito boa/boa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As vari&aacute;veis explorat&oacute;rias investigadas dentro de cada faixa   et&aacute;ria (adolescentes &#150; 10 a 19 anos, adultos &#150; 20 a 64 anos e idosos &#150; &ge; 65 anos) foram agrupadas em demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas, comportamentais e   de morbidade. Dentre as demogr&aacute;ficas, investigou-se sexo, idade, cor da pele e   religi&atilde;o nos tr&ecirc;s grupos et&aacute;rios e situa&ccedil;&atilde;o conjugal em adultos e idosos. O   n&iacute;vel econ&ocirc;mico e a escolaridade foram investigados em toda a amostra.   Tabagismo (investigado nos tr&ecirc;s grupos et&aacute;rios) e pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica   no lazer (investigada apenas entre adultos e idosos) foram as vari&aacute;veis   comportamentais exploradas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s morbidades, o estado nutricional foi   investigado nos tr&ecirc;s grupos et&aacute;rios, enquanto que osteoporose, hipertens&atilde;o,   diabetes, doen&ccedil;a card&iacute;aca, doen&ccedil;a cr&ocirc;nica do pulm&atilde;o, e c&acirc;ncer foram investigadas   apenas em adultos e idosos. As vari&aacute;veis de morbidade (exceto obesidade) foram   investigadas atrav&eacute;s do autorrelato de diagn&oacute;stico m&eacute;dico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cor da pele foi definida de acordo com a observa&ccedil;&atilde;o do   entrevistador (e posteriormente dicotomizada em branca ou n&atilde;o branca). O n&iacute;vel   econ&ocirc;mico foi estimado segundo crit&eacute;rio de classifica&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica Brasil<sup>12</sup>,   a qual considera a escolaridade do chefe da fam&iacute;lia, n&uacute;mero de determinados   eletrodom&eacute;sticos no domic&iacute;lio e presen&ccedil;a de empregado mensalista na resid&ecirc;ncia   para classificar as fam&iacute;lias em n&iacute;veis A (mais alto), B, C, D ou E (mais   baixo). Entre os adolescentes, esta vari&aacute;vel foi recategorizada em grupos A/B,   C, D/E em virtude do baixo n&uacute;mero de fam&iacute;lias nos extremos. A escolaridade foi   avaliada a partir dos anos completos de estudo em adultos e idosos e entre   adolescentes foi constru&iacute;da uma vari&aacute;vel indicativa de escolaridade adequada ou   inadequada para a idade. Escolaridade inadequada foi considerada quando com dez   anos de idade o adolescente ainda n&atilde;o houvesse conclu&iacute;do a segunda s&eacute;rie do   ensino fundamental, com 11 anos a terceira s&eacute;rie e assim sucessivamente.   Aqueles que fumaram pelo menos um cigarro ao dia por pelo menos um m&ecirc;s foram   considerados fumantes. A pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas no lazer foi investigada   em adultos e idosos pela se&ccedil;&atilde;o de lazer da vers&atilde;o longa do Question&aacute;rio   Internacional de Atividade F&iacute;sica (IPAQ)<sup>13</sup>. Foram considerados   praticantes de atividade f&iacute;sica aqueles que atingiram 150min/sem de atividades   f&iacute;sicas moderadas ou vigorosas, sendo que o tempo em atividades vigorosas foi   multiplicado por dois. O estado nutricional foi avaliado pelo &iacute;ndice de massa   corporal (IMC), o qual &eacute; calculado pelo quociente do peso (kg) pela estatura (m)   ao quadrado. Adolescentes tiveram o peso e estatura&nbsp; mensurados, enquanto que   em adultos e idosos estas vari&aacute;veis foram autorrelatadas. A classifica&ccedil;&atilde;o do   estado nutricional seguiu as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de<sup>14</sup>.   Adolescentes acima do percentil 85 para idade e sexo foram classificados como   tendo excesso de peso e adultos e idosos acima de 24,9kg/m<sup>2</sup> e   29,9kg/m<sup>2</sup> foram classificados como tendo sobrepeso e obesidade,   respectivamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram coletados por entrevistadoras selecionadas   ap&oacute;s treinamento. Indiv&iacute;duos que n&atilde;o foram entrevistados ap&oacute;s pelo menos tr&ecirc;s   visitas da entrevistadora e uma de um supervisor de campo, foram considerados   como perdas ou recusas. Os question&aacute;rios foram codificados, revisados e   duplamente digitados no programa Epi-Info 6.04d. A an&aacute;lise foi realizada   atrav&eacute;s do programa Stata 9.2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a estimativa de raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia ajustada, foi   utilizada a regress&atilde;o de Poisson. Esta an&aacute;lise multivari&aacute;vel seguiu um modelo   hier&aacute;rquico com as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e socioecon&ocirc;micas em um n&iacute;vel distal,   as comportamentais no n&iacute;vel intermedi&aacute;rio e as vari&aacute;veis de morbidade no n&iacute;vel   proximal. Ajustes foram realizados para vari&aacute;veis do mesmo n&iacute;vel ou n&iacute;vel mais   distal que apresentaram um valor p &lt; 0,2. Entre os adultos foi explorada a   associa&ccedil;&atilde;o entre a idade e o desfecho. An&aacute;lise equivalente para adolescentes e   idosos n&atilde;o foi conduzida devido &agrave; baixa heterogeneidade da idade. Todas as   an&aacute;lises levaram em considera&ccedil;&atilde;o o efeito de delineamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O comit&ecirc; de &Eacute;tica da Faculdade de Medicina da Universidade   Federal de Pelotas aprovou o projeto deste estudo e consentimentos informados   foram obtidos de cada participante.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&uacute;mero   de adolescentes, adultos e idosos avaliados foi, respectivamente, de 820, 2715   e 385. Considerando toda a amostra, a maioria foi composta por mulheres   (55,3%), brancos (79,4%) e foi classificada nos grupos econ&ocirc;micos C, D e E   (74,8%). O percentual de perdas e recusas totalizou 3,5%. Outras   caracter&iacute;sticas da amostra s&atilde;o apresentadas nas <a href="/img/revistas/csc/v17n12/a20tab01.jpg">Tabelas 1</a> (adolescentes), 2   (adultos) e 3 (idosos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#fig01">Figura 1</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o das respostas para a   pergunta referente &agrave; autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de para os tr&ecirc;s grupos et&aacute;rios   estudados. Observa-se uma associa&ccedil;&atilde;o positiva da autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim   de acordo com o avan&ccedil;ar da idade. Nos adolescentes, 12,1% (IC<sub>95%</sub>:   9,9% - 14,4%) apresentaram autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim, enquanto que   entre adultos esta propor&ccedil;&atilde;o foi de 22,3% (IC<sub>95%</sub>: 20,8% - 23,9%) e   entre idosos de 49,4% (IC<sub>95%</sub>: 44,3% - 54,4%) (<a href="#fig01">Figura 1</a>). </font></p>       <p><a name="fig01" id="fig01"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n12/a20fig01.jpg"></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/csc/v17n12/a20tab01.jpg">Tabela 1</a> tamb&eacute;m apresenta a associa&ccedil;&atilde;o bruta e a ajustada   entre autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e vari&aacute;veis independentes nos adolescentes. Na   an&aacute;lise ajustada, o n&iacute;vel econ&ocirc;mico e a escolaridade estiveram inversamente   associados com o desfecho. Sexo, cor da pele, religi&atilde;o e IMC n&atilde;o estiveram   associadas com autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Na an&aacute;lise bruta, a preval&ecirc;ncia de   autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim foi superior entre fumantes comparado aos   n&atilde;o fumantes, mas essa associa&ccedil;&atilde;o perdeu signific&acirc;ncia na an&aacute;lise ajustada.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/csc/v17n12/a20tab02.jpg">Tabela 2</a> apresenta a associa&ccedil;&atilde;o entre autopercep&ccedil;&atilde;o de   sa&uacute;de e exposi&ccedil;&otilde;es nos adultos. Vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas (sexo e idade),   socioecon&ocirc;micas (n&iacute;vel econ&ocirc;mico e escolaridade), comportamentais (tabagismo) e   de morbidade (hipertens&atilde;o, diabetes, doen&ccedil;a card&iacute;aca, doen&ccedil;a cr&ocirc;nica do pulm&atilde;o   e c&acirc;ncer) estiveram associadas com o desfecho nas an&aacute;lises bruta e ajustada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/csc/v17n12/a20tab03.jpg">Tabela 3</a> apresenta a associa&ccedil;&atilde;o entre autopercep&ccedil;&atilde;o de   sa&uacute;de e exposi&ccedil;&otilde;es nos idosos. De maneira geral, as associa&ccedil;&otilde;es foram similares   &agrave;s observadas com adultos. Preval&ecirc;ncia superior de autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de   regular/ruim foi observada em mulheres e aqueles com presen&ccedil;a de determinadas   morbidades. Al&eacute;m disso, quanto maior a escolaridade, menor a preval&ecirc;ncia de autopercep&ccedil;&atilde;o   de sa&uacute;de regular/ruim. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#fig02">Figura 2</a> demonstra uma forte associa&ccedil;&atilde;o linear entre n&uacute;mero   de morbidades relatadas e autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de em adultos e idosos: quanto   maior o n&uacute;mero de morbidades relatadas, maior a preval&ecirc;ncia de percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de   regular/ruim.</font></p>     <p><a name="fig02" id="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n12/a20fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este   estudo investigou a autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de em adolescentes, adultos e idosos,   de Pelotas, cidade do sul do Brasil. A inclus&atilde;o de vari&aacute;veis desta natureza, em   estudos epidemiol&oacute;gicos, &eacute; importante, haja vista a necessidade de se entender   a sa&uacute;de como uma condi&ccedil;&atilde;o complexa e multifatorial e, mais do que isso,   compreender a dimens&atilde;o subjetiva da sa&uacute;de humana. A similaridade da   distribui&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e econ&ocirc;micas entre amostra e os dados do   censo do IBGE para a cidade<sup>15</sup>, bem como os procedimentos   metodol&oacute;gicos adotados evidenciam a representatividade do estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo demonstrou que as mulheres adultas e idosas   percebem de maneira mais negativa a sua sa&uacute;de do que os homens. Estes   resultados s&atilde;o similares aos encontrados com trabalhadores da ind&uacute;stria do   estado de Santa Catarina<sup>2</sup> e tamb&eacute;m com o relat&oacute;rio Vigitel<sup>6</sup>,   que mostrou que, nas capitais brasileiras, 6,7% das mulheres referiram como   ruim o seu estado de sa&uacute;de, contra 2,7% dos homens. Alves e Rodrigues<sup>10</sup> verificaram, na an&aacute;lise bruta, que as idosas apresentaram maior frequ&ecirc;ncia de   autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de ruim em compara&ccedil;&atilde;o aos idosos. Por&eacute;m, destaca-se que a   constru&ccedil;&atilde;o dos modelos estat&iacute;sticos no estudo de Alves e Rodrigues<sup>10</sup> e no presente estudo foi diferente. Enquanto no referido trabalho<sup>10</sup> o efeito de sexo sobre o desfecho foi verificado com a presen&ccedil;a de mediadores   na an&aacute;lise multivari&aacute;vel (presen&ccedil;a de morbidades), no presente estudo apenas   fatores de confus&atilde;o foram considerados. Todavia, para fins de compara&ccedil;&atilde;o,   analisamos o efeito de sexo incluindo as vari&aacute;veis de morbidade no modelo   estat&iacute;stico e os resultados continuaram indicando maior chance de idosas   perceberem a sa&uacute;de como regular/ ruim comparado aos idosos. Outros estudos s&atilde;o   necess&aacute;rios para compreender melhor a rela&ccedil;&atilde;o entre sexo, presen&ccedil;a de   morbidades e autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.&nbsp; Entre os adolescentes, este estudo n&atilde;o   constatou diferen&ccedil;a na autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de conforme sexo, diferentemente de   outros estudos envolvendo adolescentes, onde as mo&ccedil;as apresentaram uma pior   percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do que os rapazes<sup>7,8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cor da pele esteve associada com a percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de   somente entre os adultos, na an&aacute;lise bruta. Na an&aacute;lise ajustada, nenhuma   associa&ccedil;&atilde;o foi observada, refor&ccedil;ando a hip&oacute;tese que os melhores indicadores de   sa&uacute;de apresentados por pessoas de pele branca s&atilde;o mediados por quest&otilde;es   culturais e sociais, que quando controladas, fazem diminuir as diferen&ccedil;as.   Estudos demonstraram que indiv&iacute;duos de cor da pele branca em geral apresentam   melhor condi&ccedil;&atilde;o social e econ&ocirc;mica, t&ecirc;m maior acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de e   apresentam menor preval&ecirc;ncia de determinados comportamentos negativos   relacionados &agrave; sa&uacute;de<sup>16,17</sup>. De qualquer modo, este tema precisa ser   aprofundado, inclusive para contribuir com a redu&ccedil;&atilde;o destas iniquidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados obtidos neste estudo tamb&eacute;m possibilitaram explorar   a rela&ccedil;&atilde;o entre idade e autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Quanto mais velho o grupo   et&aacute;rio, maior foi a preval&ecirc;ncia de autopercep&ccedil;&atilde;o regular/ruim de sa&uacute;de. Considerando   apenas os adultos (idade entre 20 e 64 anos), entre os quais igualmente foi   feita a divis&atilde;o por idade, esta rela&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ficou evidenciada, sendo que   melhor percep&ccedil;&atilde;o foi observada entre os adultos de menor faixa et&aacute;ria (20 a 29   anos). Estes achados s&atilde;o similares aos de Fonseca et al.<sup>2</sup>, em cujo   estudo a preval&ecirc;ncia de percep&ccedil;&atilde;o negativa de sa&uacute;de foi menor entre os sujeitos   com at&eacute; 29 anos de idade, e maior entre os que tinham 40 ou mais anos e com os   dados do Vigitel<sup>6</sup>, que constatou aumento na propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos   que referiram percep&ccedil;&atilde;o ruim de sa&uacute;de com o aumento da idade. Esta associa&ccedil;&atilde;o   forte e positiva entre idade e autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim &eacute; coerente   com a no&ccedil;&atilde;o que a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as aumenta com o avan&ccedil;ar da idade, e os   indiv&iacute;duos associam, pelo menos parcialmente, sa&uacute;de com presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de   doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel econ&ocirc;mico, constatou-se que aqueles com   o menor foram os que perceberam de maneira mais negativa a sua sa&uacute;de. Do mesmo   modo, aqueles com menor escolaridade apresentaram este mesmo padr&atilde;o com o   desfecho investigado. Resultados similares foram encontrados por Hern&agrave;ndez et   al.<sup>18</sup>, Vigitel<sup>6</sup> e Alves e Rodrigues<sup>10</sup> e   refor&ccedil;am a import&acirc;ncia dos determinantes sociais e econ&ocirc;micos como aspectos de   grande influ&ecirc;ncia na determina&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de pessoas e popula&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o apenas   nos indicadores objetivos, mas tamb&eacute;m envolvendo a percep&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preval&ecirc;ncia de autopercep&ccedil;&atilde;o regular/ruim de sa&uacute;de foi   maior entre hipertensos e cardiopatas. Ap&oacute;s controle para fatores de confus&atilde;o, a   vari&aacute;vel diabetes perdeu signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Pode-se observar que as raz&otilde;es   de preval&ecirc;ncias das tr&ecirc;s morbidades na an&aacute;lise ajustada foram similares. Al&eacute;m   disso, cerca de dois ter&ccedil;os dos indiv&iacute;duos diab&eacute;ticos tamb&eacute;m apresentaram   hipertens&atilde;o. Ao se repetir a an&aacute;lise sem controlar para a vari&aacute;vel hipertens&atilde;o,   a diabetes esteve significativamente associada &agrave; autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de (dados   n&atilde;o apresentados).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao IMC, nenhuma associa&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise ajustada   foi observada com o desfecho. Este resultado &eacute; diferente do encontrado entre   industri&aacute;rios do estado de SC<sup>2</sup>, onde foi constatado que os sujeitos   nos extremos da distribui&ccedil;&atilde;o do IMC (ou seja, que apresentavam baixo peso ou   obesidade) apresentavam pior autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do que os indiv&iacute;duos nas   categorias intermedi&aacute;rias de IMC (sujeitos com peso normal, ou mesmo com   sobrepeso). Deve-se observar que indiv&iacute;duos com IMC acima de 30kg/m<sup>2</sup> no presente estudo tamb&eacute;m apresentaram maior preval&ecirc;ncia de autopercep&ccedil;&atilde;o de   sa&uacute;de regular/ruim, perdendo signific&acirc;ncia apenas na an&aacute;lise multivari&aacute;vel,   devido principalmente ao ajuste para presen&ccedil;a de morbidades (fator n&atilde;o   investigado no estudo com industri&aacute;rios de SC). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas vari&aacute;veis comportamentais, vale destacar que o tabagismo   se mostrou associado &agrave; autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de (exce&ccedil;&atilde;o feita aos idosos). Entre   adolescentes e entre adultos foi constatada pior autopercep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de entre   os fumantes, o que refor&ccedil;a a id&eacute;ia que atualmente a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o   interpreta o h&aacute;bito de fumar como algo negativo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, mesmo que   muitos ainda apresentem dificuldades para abandonar este h&aacute;bito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quest&atilde;o utilizada para determina&ccedil;&atilde;o de autopercep&ccedil;&atilde;o de   sa&uacute;de no presente estudo utilizou como op&ccedil;&otilde;es de resposta uma escala com cinco   categorias: excelente, muito boa, boa, regular ou ruim. A op&ccedil;&atilde;o por uma das   categorias &eacute; subjetiva e pode estar fortemente associada ao entendimento que o   indiv&iacute;duo tem de sa&uacute;de. Estudos recentes avan&ccedil;am neste aspecto, e buscam   compreender o que indiv&iacute;duos com diferentes idades e condi&ccedil;&otilde;es entendem por   sa&uacute;de<sup>19,20</sup>. Al&eacute;m do mais, vale mencionar que a categoria "percep&ccedil;&atilde;o"   &eacute; utilizada &#150; e pode assumir diferentes significados &#150; em &aacute;reas do conhecimento   distintas. No presente estudo assumiu-se que &eacute; atrav&eacute;s da percep&ccedil;&atilde;o do   indiv&iacute;duo que este organiza e interpreta suas impress&otilde;es sensoriais. Assim,   acredita-se que a autoavalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de reflita uma percep&ccedil;&atilde;o integrada do   indiv&iacute;duo, que inclua as dimens&otilde;es biol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas e sociais<sup>21</sup>.&nbsp;&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em suma, os dados apresentados evidenciam que a popula&ccedil;&atilde;o   percebe sa&uacute;de n&atilde;o apenas como aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a, mas tamb&eacute;m como um constructo   relacionado com aspectos sociais e demogr&aacute;ficos, e em menor magnitude, com   aspectos comportamentais. Portanto, abordagens em sa&uacute;de devem reconhecer esse   fato e superar o modelo simplista onde a sa&uacute;de &eacute; dicotomizada em doente e   n&atilde;o-doente. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FF   Reichert concebeu a ideia, realizou as an&aacute;lises e redigiu o manuscrito. MR Loch   contribuiu na escrita e revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica. MF Capilheira participou da   coleta dos dados e escrita do texto. Todos os autores aprovaram a vers&atilde;o final   do artigo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Sundquist J, Johansson SE. Self reported poor   health and low educational level predictors for mortality: a population based   follow up study of 39.156 people in Sweeden. <i>J     Epidemiol Community Health </i>1997; 51(1):35-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633802&pid=S1413-8123201200120002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Fonseca SA, Blank VLG, Barros MVG, Nahas MV. Percep&ccedil;&atilde;o de   sa&uacute;de e fatores associados em industri&aacute;rios de Santa Catarina, Brasil. <i>Cad Saude     Publica</i> 2008; 24(3):567-576.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633804&pid=S1413-8123201200120002000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Szwarcwald CL, Souza-Junior PR, Esteves MA, Damacena GN,   Viacava F. Socio-demographic determinants of self-rated health in Brazil. <i>Cad Saude     Publica</i> 2005; 21(Supl. 1):54-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633806&pid=S1413-8123201200120002000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Franks P, Gold MR, Fiscella K. Sociodemographics,   self-rated health, and mortality in the US. <i>Soc Sci     Med</i> 2003; 56(12):2505-2514.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633808&pid=S1413-8123201200120002000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Lindstrom M, Sundquist J, Ostergren PO. Ethnic   differences in self reported health in Malmo in southern Sweden. <i>J     Epidemiol Community Health</i> 2001; 55(2):97-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633810&pid=S1413-8123201200120002000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). Vigitel Brasil 2006: Vigil&acirc;ncia de fatores de risco e   prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico: estimativas sobre   freq&uuml;&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio demogr&aacute;fica de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o para   doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal   em 2006. Bras&iacute;lia: MS; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633812&pid=S1413-8123201200120002000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Sousa TFS, Silva KS, Garcia LMT, Del Duca GF, Oliveira ESA,   Nahas MV. Autoavali&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e fatores associados em adolescentes do Estado   de Santa Catarina, Brasil. <i>Rev Paul Pediatr</i> 2010;   28(4): 333-339.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633814&pid=S1413-8123201200120002000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Loch MR, Possamai CL. Associa&ccedil;&atilde;o entre percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e   comportamentos relacionados &agrave; sa&uacute;de em adolescentes escolares de Florian&oacute;polis,   SC. <i>Cienc     Cuid Sa&uacute;de</i> 2007; 6(Supl. 2):377-383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633816&pid=S1413-8123201200120002000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Souza EM, Abr&atilde;o FPS, Motta IA, Almeida JO. Autopercep&ccedil;&atilde;o do   estado de sa&uacute;de: um estudo de preval&ecirc;ncia com adolescentes de Ceil&acirc;ndia,   Distrito Federal, Brasil. <i>Comum Ci&ecirc;n Sa&uacute;de</i> 2006;   17(1):9-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633818&pid=S1413-8123201200120002000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Alves LS, Rodrigues RN. Determinantes da autopercep&ccedil;&atilde;o de   sa&uacute;de entre idosos do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Brasil. <i>Rev Panam     Salud Publica</i> 2005; 17(5/6):333-341.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633820&pid=S1413-8123201200120002000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Lima-Costa MF, Firmo JOA, Uch&ocirc;a E. A estrutura da   auto-avalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de entre idosos: Projeto Bambu&iacute;. <i>Rev Saude     Publica</i> 2004; 38(6):827-834.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633822&pid=S1413-8123201200120002000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). <i>Crit&eacute;rio de   Classifica&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: ABEP; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633824&pid=S1413-8123201200120002000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Craig CL, Marshall AL, Sjostrom M, Bauman AE,   Booth ML, Ainsworth BE, Pratt M, Ekelund U, Yngve A, Sallis JF, Oja P.   International physical activity questionnaire:12-country reability and   validity. <i>Med Sci Sports Exerc</i> 2003;   35(8):1381-1395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633826&pid=S1413-8123201200120002000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. World Health Organization (WHO). <i>Physical   status: </i>the use and interpretation of anthropometry.   Report of a WHO Expert Committee. Geneva: World Health Organ Tech Rep Ser;   1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633828&pid=S1413-8123201200120002000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Censo   2000. &#91;site na Internet&#93;. &#91;acessado 2012 out 15&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.com.br/home/estatistica/populacao/default_censo_2000.shtm" target="_blank">http://www.ibge.com.br/home/estatistica/populacao/default_censo_2000.shtm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633830&pid=S1413-8123201200120002000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Barnes LL, Mendes de Leon CF, Bienias JL, Evans   DA. A longitudinal study of black-white differences in social resources. <i>J     Gerontol B Psychol Sci Soc Sci</i> 2004; 59(3):146-153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633831&pid=S1413-8123201200120002000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Barros FC, Victora CG, Horta BL. Ethnicity and   infant health in Southern Brazil. A birth cohort study. <i>Int     J Epidemiol</i> 2001; 30(5):1001-1008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633833&pid=S1413-8123201200120002000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Hern&agrave;ndez M, Herrero R, S&agrave;nchez C, Montagut L. Autopercepci&oacute;n   de salud en ancianos no institucionalizados. <i>Atenci&oacute;n Primaria</i> 2001;   28(2):91-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633835&pid=S1413-8123201200120002000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Garbin CAS, Garbin AJI, Moimaz SAS, Gon&ccedil;alves PE. A sa&uacute;de na   percep&ccedil;&atilde;o do adolescente. <i>Physis </i>2009; 19(1):227-238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633837&pid=S1413-8123201200120002000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Fonseca MGUP, Firmo JOA, Loyola Filho AI, Uch&ocirc;a E. Papel da   autonomia na auto-avalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do idoso. <i>Rev Saude     Publica</i> 2010; 44(1):159-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633839&pid=S1413-8123201200120002000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Jylh&auml; M, Guralnik JM, Ferrucci L, Jokela J,   Heikkinen E. Is self-rated health comparable across cultures and genders? <i>J     Gerontol B Psychol Sci Soc Sci</i> 1998; 53(3):S144-S152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1633841&pid=S1413-8123201200120002000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo apresentado em 22/06/2011<br />   Aprovado em 28/07/2011<br />   Vers&atilde;o final apresentada em 04/10/2011</font></p>     ]]></body>
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