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<journal-title><![CDATA[Revista Brasileira de Epidemiologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Disponibilidade de "açúcares de adição" no Brasil: distribuição, fontes alimentares e tendência temporal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To describe the regional and socio-economic distribution of consumption of added sugar in Brazil in 2002/03, particularly products, sources of sugar and trends in the past 15 years. METHODS: The study used data from Household Budget Surveys since the 1980s about the type and quantity of food and beverages bought by Brazilian families. Different indicators were analyzed: % of sugar calories over the total diet energy and caloric % of table sugar fractions and sugar added to processed food/ sugar calories of diet. RESULTS: In 2002/03, of the total energy available for consumption, 16.7% came from added sugar in all regional and socio-economic strata. The table sugar/ sugar added to processed food ratio was inversely proportional to increase in income. Although this proportion fell in the past 15 years, sugar added to processed food doubled, especially in terms of consumption of soft drinks and cookies. CONCLUSIONS: Brazilians consume more sugar than the recommended levels determined by the WHO and the sources of consumption of sugar have changed significantly.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS  ORIGINAIS</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Disponibilidade  de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" no Brasil: distribui&ccedil;&atilde;o,  fontes alimentares e tend&ecirc;ncia temporal</b> </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Renata  Bertazzi Levy<sup>I, II</sup>; Rafael Moreira Claro<sup>II</sup>; Daniel Henrique  Bandoni<sup>II, III</sup>; Lenise Mondini<sup>IV</sup>; Carlos Augusto Monteiro<sup>II,  V</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Departamento  de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o  Paulo (USP)    <br> <sup>II</sup>N&uacute;cleo de Pesquisas Epidemiol&oacute;gicas  em Nutri&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de da Universidade de S&atilde;o Paulo (NUPENS/USP)    <br>  <sup>III</sup>Departamento de Sa&uacute;de, Cl&iacute;nica e Institui&ccedil;&otilde;es,  Instituto de Sa&uacute;de e Sociedade da UNIFESP    <br> <sup>IV</sup>Instituto de  Economia Agr&iacute;cola da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado  de S&atilde;o Paulo    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>V</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o da  Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP)</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVOS:</b>  Estimar o consumo de "a&ccedil;&uacute;car de adi&ccedil;&atilde;o" pela popula&ccedil;&atilde;o  brasileira, nos estratos regionais e socioecon&ocirc;micos, destacando suas principais  fontes alimentares e verificar a tend&ecirc;ncia do seu consumo nas &uacute;ltimas  d&eacute;cadas.    <br> <b>M&Eacute;TODOS:</b> Contou-se com informa&ccedil;&otilde;es  das Pesquisas de Or&ccedil;amentos Familiares a partir da d&eacute;cada de 80  sobre o tipo e a quantidade de alimentos e bebidas adquiridos pelas fam&iacute;lias  brasileiras. Os indicadores analisados foram: % das calorias de a&ccedil;&uacute;car  no total cal&oacute;rico da dieta e % cal&oacute;rico das fra&ccedil;&otilde;es  de a&ccedil;&uacute;car de mesa e de a&ccedil;&uacute;car adicionado aos alimentos  pela ind&uacute;stria/kcal a&ccedil;&uacute;car da dieta.     <br> <b>RESULTADOS:</b>  Em 2002/03, 16,7% das calorias totais eram provenientes de "a&ccedil;&uacute;car  de adi&ccedil;&atilde;o" e sua participa&ccedil;&atilde;o mostrou-se elevada em  todos os estratos regionais e de renda. A raz&atilde;o a&ccedil;&uacute;car de  mesa/a&ccedil;&uacute;car adicionado pela ind&uacute;stria se inverte com o aumento  da renda. A participa&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car de mesa nos &uacute;ltimos  15 anos foi reduzida, enquanto a contribui&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car  adicionado aos alimentos dobrou, especialmente por meio do consumo de refrigerantes  e biscoitos.    <br> <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> O consumo de a&ccedil;&uacute;car no  Brasil excede largamente a recomenda&ccedil;&atilde;o da OMS e verificou-se importante  altera&ccedil;&atilde;o nas fontes de consumo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>  A&ccedil;&uacute;car. A&ccedil;&uacute;car adicionado. Ind&uacute;stria do a&ccedil;&uacute;car.  Brasil. Pesquisa de Or&ccedil;amentos Familiares.</font></p><hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quimicamente,  o termo "a&ccedil;&uacute;cares" refere-se a um grupo de compostos constitu&iacute;dos  por &aacute;tomos de carbono, hidrog&ecirc;nio e oxig&ecirc;nio e que se subdividem  em monossacar&iacute;deos - como glicose, frutose e galactose - e dissacar&iacute;deos  - como sacarose (glicose mais frutose) e lactose (glicose mais galactose)<sup>1</sup>.  Do ponto de vista do seu efeito sobre a sa&uacute;de, importa destacar dois tipos  de a&ccedil;&uacute;cares: aqueles encontrados naturalmente nos alimentos, como  a frutose e a sacarose presentes nas frutas e a lactose presente no leite, e aqueles  extra&iacute;dos de alimentos (cana de a&ccedil;&uacute;car, beterraba e milho)  para posterior uso em prepara&ccedil;&otilde;es culin&aacute;rias ou na elabora&ccedil;&atilde;o  de alimentos processados. A este &uacute;ltimo grupo de a&ccedil;&uacute;cares  d&aacute;-se o nome de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"<sup>2</sup>.  Neste artigo usaremos a denomina&ccedil;&atilde;o "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o".</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enquanto  n&atilde;o h&aacute; registro de malef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de decorrentes  do consumo de a&ccedil;&uacute;cares naturalmente presentes nos alimentos, acumulam-se  evid&ecirc;ncias de que a presen&ccedil;a de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  na dieta est&aacute; associada ao aumento do risco de v&aacute;rias doen&ccedil;as,  incluindo a c&aacute;rie dental, a obesidade e outras doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas  n&atilde;o transmiss&iacute;veis. Por essa raz&atilde;o, as recomenda&ccedil;&otilde;es  nutricionais da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de estipulam que  o consumo de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" n&atilde;o ultrapasse  10% do total de calorias da dieta. Os mecanismos que ligam o consumo de "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o" a problemas de sa&uacute;de s&atilde;o v&aacute;rios,  incluindo a corros&atilde;o do esmalte dent&aacute;rio por &aacute;cidos resultantes  do metabolismo dos a&ccedil;&uacute;cares por bact&eacute;rias<sup>1,3</sup>,  o comprometimento da auto-regula&ccedil;&atilde;o do balan&ccedil;o energ&eacute;tico  (fome/saciedade), seja ele determinado pelo aumento da densidade energ&eacute;tica  da dieta ou pela ingest&atilde;o de calorias na forma l&iacute;quida<sup>1,4-8</sup>,  e o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de triglicer&iacute;deos e diminui&ccedil;&atilde;o  da concentra&ccedil;&atilde;o da lipoprote&iacute;na de alta densidade<sup>9,10</sup>.  Al&eacute;m disso, o consumo elevado de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  pode ser associado a uma diminui&ccedil;&atilde;o no teor de prote&iacute;nas  e de micro-nutrientes na dieta<sup>11-13</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">S&atilde;o  escassas as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis sobre o consumo de "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o" pela popula&ccedil;&atilde;o, particularmente em pa&iacute;ses  em desenvolvimento. O presente estudo objetiva estimar o consumo de "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o" no Brasil, descrever suas principais fontes na alimenta&ccedil;&atilde;o  e sua distribui&ccedil;&atilde;o regional e socioecon&ocirc;mica e, ainda, estabelecer  sua evolu&ccedil;&atilde;o nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  dados utilizados neste estudo s&atilde;o origin&aacute;rios de Pesquisas de Or&ccedil;amentos  Familiares (POF) realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica  (IBGE) nos per&iacute;odos de mar&ccedil;o de 1987 a fevereiro de 1988, de outubro  de 1995 a setembro de 1996, e de junho de 2002 a julho de 2003. Neste &uacute;ltimo  inqu&eacute;rito contou-se com amostra probabil&iacute;stica de todo territ&oacute;rio  nacional, com 48.470 domic&iacute;lios estudados (sendo 13.848 deles localizados  nas &aacute;reas metropolitanas). Nos inqu&eacute;ritos anteriores, as amostras  probabil&iacute;sticas referem-se ao conjunto de domic&iacute;lios das regi&otilde;es  metropolitanas do pa&iacute;s (Bel&eacute;m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo  Horizonte, Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Goi&acirc;nia  e Bras&iacute;lia), com 13.611 domic&iacute;lios estudados em 1987/88 e 16.014  em 1995/96. Os procedimentos amostrais complexos utilizados nas pesquisas foram  descritos em detalhes em publica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas<sup>14-16</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  informa&ccedil;&otilde;es referentes aos alimentos adquiridos em cada domic&iacute;lio  foram obtidas utilizando-se a caderneta de despesa coletiva da pesquisa. Nesta  caderneta foram registradas todas as aquisi&ccedil;&otilde;es de alimentos feitas  durante um per&iacute;odo de sete dias consecutivos, incluindo quantidade, unidade  de medida com seu equivalente em peso ou volume, valor da despesa, local de compra  e a forma de obten&ccedil;&atilde;o do alimento.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na  presente investiga&ccedil;&atilde;o optou-se por adotar conjuntos de domic&iacute;lios  como unidade de estudo, considerando que a caracteriza&ccedil;&atilde;o adequada  do padr&atilde;o de aquisi&ccedil;&atilde;o de alimentos em cada unidade domiciliar  estudada poderia estar comprometida em vista do reduzido n&uacute;mero de dias  (per&iacute;odo de sete dias) utilizado para a coleta de informa&ccedil;&otilde;es  sobre aquisi&ccedil;&atilde;o de alimentos em cada domic&iacute;lio.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  a descri&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de consumo de a&ccedil;&uacute;car  em 2002/03 foram utilizados agregados de domic&iacute;lios homog&ecirc;neos quanto  ao n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico e localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica,  reunidos em 443 estratos (definidos no plano amostral original da pesquisa). O  n&uacute;mero m&eacute;dio de domic&iacute;lios estudado em cada um dos 443 estratos  da POF 2002/03 foi 109,6 (variando de 9 a 804).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  as an&aacute;lises de tend&ecirc;ncia de consumo do a&ccedil;&uacute;car, nas  &aacute;reas metropolitanas, fez-se necess&aacute;rio a utiliza&ccedil;&atilde;o  de informa&ccedil;&otilde;es do "Sistema IBGE de Recupera&ccedil;&atilde;o Autom&aacute;tica  (SIDRA)<a name="topa"></a><sup><a href="#backa">*</a></sup>, uma vez que as quantidades  adquiridas em gramas de cada produto em cada domic&iacute;lio n&atilde;o est&atilde;o  dispon&iacute;veis para as pesquisas de 1987/88 e 1995/96. O SIDRA disponibiliza  informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o de alimentos  e bebidas, segundo agregados de domic&iacute;lios correspondentes a 10 intervalos  de renda em cada uma das 11 &aacute;reas pesquisadas, totalizando, portanto, 110  agregados de domic&iacute;lio para cada um dos tr&ecirc;s per&iacute;odos estudados  (1987/88, 1995/96 e 2002/03). O n&uacute;mero m&eacute;dio de domic&iacute;lios  estudados em cada uma das 110 unidades originadas das amostras das &aacute;reas  metropolitanas foi 123 em 1987/88 (variando de 45 a 351), 146 em 1995/96 (variando  de 47 a 474) e 65,7 em 2002/03 (variando de 15 a 228). O fator de pondera&ccedil;&atilde;o  de cada unidade de estudo resultou sempre da somat&oacute;ria dos fatores amostrais  de pondera&ccedil;&atilde;o dos domic&iacute;lios pertencentes a cada unidade  em cada inqu&eacute;rito.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>An&aacute;lise  de dados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  indicadores constru&iacute;dos no presente estudo foram a participa&ccedil;&atilde;o  percentual de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" no total cal&oacute;rico  da aquisi&ccedil;&atilde;o de alimentos, e o percentual de participa&ccedil;&atilde;o  das fra&ccedil;&otilde;es "a&ccedil;&uacute;car refinado e outros ado&ccedil;antes  cal&oacute;ricos" e "a&ccedil;&uacute;cares adicionados pela ind&uacute;stria  a alimentos processados".</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente,  da quantidade bruta em gramas de cada alimento adquirido pelos domic&iacute;lios  excluiu-se, quando necess&aacute;rio, a fra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-comest&iacute;vel,  aplicando-se para tanto fatores de corre&ccedil;&atilde;o recomendados pelo IBGE.**  A quantidade comest&iacute;vel de cada alimento foi ent&atilde;o convertida em  calorias utilizando-se a Tabela Brasileira de Composi&ccedil;&atilde;o dos Alimentos  - vers&atilde;o 1<a name="topb"></a><a href="#backb">***</a> ou a tabela oficial  de composi&ccedil;&atilde;o de alimentos dos Estados Unidos, vers&atilde;o 15<a name="topc"></a><a href="#backc">****</a>,  quando o alimento n&atilde;o estava dispon&iacute;vel na primeira. A disponibilidade  cal&oacute;rica di&aacute;ria per capita foi obtida convertendo-se os registros  semanais das aquisi&ccedil;&otilde;es de alimentos de cada unidade de estudo em  calorias, somando-se o total de registros e dividindo o resultado pela somat&oacute;ria  de indiv&iacute;duos em cada unidade de estudo. No caso espec&iacute;fico da convers&atilde;o  para as calorias provenientes de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o",  o c&aacute;lculo envolveu duas etapas: a convers&atilde;o de quantidades (em gramas)  para calorias provenientes de carboidratos (usando, sempre que poss&iacute;vel  a tabela TACO) e a convers&atilde;o das calorias provenientes de carboidratos  para o correspondente cal&oacute;rico de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  (usando a tabela oficial de composi&ccedil;&atilde;o de alimentos dos Estados  Unidos, uma vez que a tabela brasileira n&atilde;o detalha os tipos de carboidratos  de cada alimento).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  o c&ocirc;mputo das calorias provenientes de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  foram considerados tanto o "a&ccedil;&uacute;car refinado e outros ado&ccedil;antes  cal&oacute;ricos" quanto o "a&ccedil;&uacute;car adicionado aos alimentos processados  pela ind&uacute;stria". Outros ado&ccedil;antes cal&oacute;ricos inclu&iacute;ram  rapadura, melado, mel, glicose de milho e frutose. Os demais a&ccedil;&uacute;cares  presentes naturalmente nos alimentos, como a frutose nas frutas e a lactose nos  leites, foram considerados como parte do restante das calorias n&atilde;o provenientes  de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o".</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  partir dos dados da POF 2002/03, foram estimadas as m&eacute;dias da disponibilidade  di&aacute;ria per capita de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" (e  respectivos intervalos de confian&ccedil;a) para o pa&iacute;s como um todo e  para as cinco macro-regi&otilde;es geogr&aacute;ficas, desagregadas em situa&ccedil;&atilde;o  urbana ou rural, assim como para quintos da distribui&ccedil;&atilde;o da renda  <i>per capita</i>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  participa&ccedil;&atilde;o percentual de alimentos selecionados na disponibilidade  domiciliar total de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" foi descrita  para o pa&iacute;s e segundo quintos da distribui&ccedil;&atilde;o da renda per  capita. Para esta finalidade, os alimentos adquiridos pelas fam&iacute;lias foram  divididos em dois grupos fontes: "a&ccedil;&uacute;car refinado (sacarose) e outros  ado&ccedil;antes cal&oacute;ricos"; e "a&ccedil;&uacute;car adicionado aos alimentos  processados pela ind&uacute;stria".</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  an&aacute;lise da tend&ecirc;ncia temporal dos indicadores de consumo de "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o" foi realizada apenas para os domic&iacute;lios estudados  pelas POFs nas &aacute;reas metropolitanas do pa&iacute;s, nos anos de 1986/87,  1995/96 e 2002/03.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos  os procedimentos anal&iacute;ticos deste estudo foram executados com aplicativo  Stata v.9.2, levando em conta o delineamento da amostra das POFs.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Aspectos  &eacute;ticos</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  presente artigo n&atilde;o apresenta conflito de interesse real, potencial ou  aparente por nenhum de seus autores e utilizou dados secund&aacute;rios, coletados  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, dispon&iacute;veis  para consulta p&uacute;blica em meio eletr&ocirc;nico, dispensando a necessidade  de submiss&atilde;o aos comit&ecirc;s de &eacute;ticas conforme a resolu&ccedil;&atilde;o  do CONEP.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  participa&ccedil;&atilde;o de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  na disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil atingiu 16,7% do total de  calorias, ultrapassando largamente o limite m&aacute;ximo de 10% recomendado pela  OMS. Exceto na regi&atilde;o Norte, onde os "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  corresponderam a 13% do total de calorias, nas demais regi&otilde;es, a fra&ccedil;&atilde;o  cal&oacute;rica dos "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o ficou entre  16,3% e 18,1%. N&atilde;o houve registro de diferen&ccedil;as substancias entre  domic&iacute;lios urbanos e rurais (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/01t1.jpg">Tabela  1</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  fra&ccedil;&atilde;o cal&oacute;rica de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  foi elevada (sempre superior a 15%) em todos os grupos de renda, n&atilde;o havendo  um padr&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o uniforme entre a participa&ccedil;&atilde;o  de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" e n&iacute;vel de renda dos  domic&iacute;lios (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/01t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  conjunto dos domic&iacute;lios brasileiros, tr&ecirc;s quartos das calorias oriundas  de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" prov&ecirc;m da fra&ccedil;&atilde;o  "a&ccedil;&uacute;cares refinados e outros ado&ccedil;antes cal&oacute;ricos"  (sendo m&iacute;nima a propor&ccedil;&atilde;o dos outros ado&ccedil;antes cal&oacute;ricos  - menos de 0,6% do total de calorias). O quarto restante das calorias oriundas  de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" prov&eacute;m de alimentos  processados, em particular de refrigerantes, doces, balas e chocolates e biscoitos  (<a href="#t3">Tabela 3</a>). A propor&ccedil;&atilde;o dos "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o" provenientes de alimentos processados aumentou com a  renda domiciliar, aproximando-se da propor&ccedil;&atilde;o proveniente dos "a&ccedil;&uacute;cares  refinados e outros ado&ccedil;antes cal&oacute;ricos" no quinto superior de renda  (42,1% e 57,9%, respectivamente) (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>    <p><a name="t3"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/01t3.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como  j&aacute; foi mencionado, a evolu&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o  de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" na disponibilidade domiciliar  de alimentos no Brasil s&oacute; p&ocirc;de ser estudada nas &aacute;reas metropolitanas.  As POFs realizadas nessas &aacute;reas metropolitanas em 1987/88, 1995/96 e 2002/03  evidenciam estabilidade na participa&ccedil;&atilde;o de "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o": 15,9%, 16,1% e 16,3%, respectivamente, (p de tend&ecirc;ncia  0,407). Entretanto, a fra&ccedil;&atilde;o de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  oriunda de alimentos processados aumenta significativamente ao longo das tr&ecirc;s  pesquisas, dobrando entre 1987/88 e 2002/03 (de 17,4% para 35,5%). Neste per&iacute;odo  a contribui&ccedil;&atilde;o do refrigerante para o total de "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o" aumenta em 200% (de 6,1% para 18,8%) e a contribui&ccedil;&atilde;o  dos biscoitos aumenta em 100% (de 2,4% para 5,2%). Os doces, balas e chocolates,  apresentam aumento no per&iacute;odo, por&eacute;m n&atilde;o estatisticamente  significativo.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/01t4.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  resultados do presente estudo revelaram consumo excessivo de "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o" nos domic&iacute;lios brasileiros, ultrapassando em mais  de 60% o limite m&aacute;ximo de consumo recomendado pela OMS. Esse cen&aacute;rio  foi observado em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, nos meios urbano e rural  e em todas as classes de renda. Nas &aacute;reas metropolitanas, a participa&ccedil;&atilde;o  de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" no total cal&oacute;rico da  disponibilidade domiciliar de alimentos dos brasileiros manteve-se praticamente  est&aacute;vel entre 1987/88 e 2002/03, embora tenha se registrado aumento substancial  da fra&ccedil;&atilde;o proveniente de alimentos processados.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Evid&ecirc;ncias  apontam para o aumento do consumo de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o"  nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, tanto em pa&iacute;ses desenvolvidos quanto  em alguns pa&iacute;ses em desenvolvimento, em parte pelas mudan&ccedil;as no  padr&atilde;o de vida decorrentes da urbaniza&ccedil;&atilde;o e do aumento da  renda. No per&iacute;odo entre 1962 e 2000 o consumo per capita de "a&ccedil;&uacute;cares  de adi&ccedil;&atilde;o" aumentou em aproximadamente 74g di&aacute;rias<sup>17</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando  o per&iacute;odo analisado no presente estudo, entre 1987 e 2003, verificamos  por meio de dados das Folhas de Balan&ccedil;o de Alimentos compiladas pela Organiza&ccedil;&atilde;o  das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o -  FAO, as quais expressam a quantidade m&eacute;dia de alimentos dispon&iacute;vel  para consumo humano em cada pa&iacute;s, que a participa&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car  no total cal&oacute;rico <i>per capita</i> dispon&iacute;vel nos pa&iacute;ses  desenvolvidos pouco variou, a exemplo dos EUA (entre 16,5% e 17,1%) e dos pa&iacute;ses  da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia (entre 10,9% e 11,3%), embora os patamares de  consumo sejam bastante diferenciados. Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, como  os da Am&eacute;rica Central e Caribe e Brasil, a varia&ccedil;&atilde;o de consumo  no per&iacute;odo ficou entre 15,1% e 18,1% e entre 13,2% e 17,6%, respectivamente<sup>18</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  pequena varia&ccedil;&atilde;o no consumo de a&ccedil;&uacute;car observada nos  pa&iacute;ses mais ricos pode estar relacionada &agrave; satura&ccedil;&atilde;o  do mercado, &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es que  associam doen&ccedil;as ao consumo excessivo de a&ccedil;&uacute;cares e &agrave;  reduzida elasticidade de pre&ccedil;o de demanda nos pa&iacute;ses mais ricos<sup>19</sup>.  Em 2005-2006 os dados da FAO indicavam que a disponibilidade de a&ccedil;&uacute;car  nos pa&iacute;ses desenvolvidos era cerca da metade daquela verificada nos pa&iacute;ses  em desenvolvimento<sup>18</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  presente estudo tem o m&eacute;rito de identificar, ao longo do tempo, mudan&ccedil;as  importantes na participa&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car refinado e outros  ado&ccedil;antes cal&oacute;ricos, e do a&ccedil;&uacute;car adicionado aos alimentos  processados, sendo que o predom&iacute;nio do primeiro sobre o segundo foi bastante  atenuado no referido per&iacute;odo (4,7 para 1,8 vezes), e a fra&ccedil;&atilde;o  do a&ccedil;&uacute;car proveniente de refrigerantes, doces, balas, chocolates  e biscoitos, que representava aproximadamente 17% do total de a&ccedil;&uacute;car  da dieta ao final da d&eacute;cada de 80, duplicou (35%) em 2002/03.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora  n&atilde;o se conte com informa&ccedil;&otilde;es na literatura que permitam comparar  as mudan&ccedil;as da participa&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car adicionado  a alimentos processados, produto a produto, ao longo de d&eacute;cadas, o cen&aacute;rio  que se apresenta no Brasil, ainda que o a&ccedil;&uacute;car de mesa seja a principal  fonte de consumo de a&ccedil;&uacute;car, parece se assemelhar ao de pa&iacute;ses  como os EUA, onde, em 35 anos, a participa&ccedil;&atilde;o de outros tipos de  a&ccedil;&uacute;car utilizados especificamente na confec&ccedil;&atilde;o de  alimentos processados cresceu largamente em detrimento do a&ccedil;&uacute;car  refinado <sup>20,21</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  Brasil a eleva&ccedil;&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o dos alimentos processados  com o aumento do n&iacute;vel de renda (variando entre 11,6% e 42,2% entre os  quintos extremos da distribui&ccedil;&atilde;o de renda) pode ser um indicativo  de mudan&ccedil;as nas fontes de consumo de a&ccedil;&uacute;cares, uma vez que  no per&iacute;odo entre 2003 e 2008 houve um aumento m&eacute;dio de 28,2% na  renda m&eacute;dia do brasileiro<sup>22,23</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De  fato, merece aten&ccedil;&atilde;o especial a observa&ccedil;&atilde;o do vertiginoso  crescimento de refrigerantes, uma vez que o consumo elevado dessas bebidas est&aacute;  associado a uma menor qualidade da dieta, e a maiores riscos de desenvolvimento  de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis, como a diabetes  tipo 2<sup>24-27</sup>. Evid&ecirc;ncias sugerem ainda que as calorias consumidas  atrav&eacute;s de meio l&iacute;quido t&ecirc;m um menor poder de saciedade quando  comparadas &agrave;quelas ingeridas atrav&eacute;s de alimentos s&oacute;lidos<sup>28,29</sup>,  resultando em desequil&iacute;brio dos mecanismos org&acirc;nicos de autorregula&ccedil;&atilde;o  do consumo de alimentos e, consequentemente, no ganho excessivo de peso.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora  o aumento da participa&ccedil;&atilde;o de alimentos industrializados no consumo  de a&ccedil;&uacute;car n&atilde;o tenha se refletido no aumento do a&ccedil;&uacute;car  total da dieta, evid&ecirc;ncias associam o consumo de a&ccedil;&uacute;car oriundo  desta fonte &agrave; maior participa&ccedil;&atilde;o de gorduras e de &aacute;cidos  graxos saturados e menor participa&ccedil;&atilde;o de carboidratos, que n&atilde;o  o a&ccedil;&uacute;car, na alimenta&ccedil;&atilde;o, enquanto nenhuma associa&ccedil;&atilde;o  foi encontrada para o a&ccedil;&uacute;car de mesa<sup>30</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  resultados do presente estudo se referem apenas &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o  de alimentos e bebidas para consumo no domicilio. No Brasil, os alimentos e bebidas  adquiridos para consumo no domic&iacute;lio respondem por aproximadamente 78%  das despesas totais com alimenta&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias em 2002/03<sup>31</sup>.  Assumindo-se que o pre&ccedil;o por caloria dos alimentos adquiridos para consumo  fora de casa seja igual ou superior ao pre&ccedil;o dos alimentos adquiridos para  consumo no domicilio, nossos resultados se aplicariam, pelo menos, a 3/4 do total  de alimentos adquiridos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  curto per&iacute;odo (uma semana) de refer&ecirc;ncia para a coleta de dados sobre  as aquisi&ccedil;&otilde;es de alimentos feitas por cada domic&iacute;lio nas  POFs poderia, igualmente, constituir uma importante limita&ccedil;&atilde;o deste  estudo. No sentido de minimizar este efeito, adotamos como unidade de an&aacute;lise  grupos de domic&iacute;lios homog&ecirc;neos quanto &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o  territorial e caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas, estudados ao longo  de um per&iacute;odo de 12 meses.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar  destas limita&ccedil;&otilde;es, estudos comparando dados de pesquisas de or&ccedil;amentos  familiares com aqueles obtidos em inqu&eacute;ritos individuais de consumo apontam  para consider&aacute;vel concord&acirc;ncia entre os m&eacute;todos<sup>32,33</sup>.  No caso espec&iacute;fico do consumo de a&ccedil;&uacute;car, um estudo realizado  em quatro pa&iacute;ses europeus estimou coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o  entre consumo de a&ccedil;&uacute;car mensurado por pesquisa de or&ccedil;amentos  familiares e por inqu&eacute;rito individual de consumo em 0,74<sup>32</sup>.  Por fim, dados de disponibilidade domiciliar de a&ccedil;&uacute;cares s&atilde;o,  por vezes, considerados como uma boa aproxima&ccedil;&atilde;o do consumo deste  nutriente, uma vez que as Pesquisas de Or&ccedil;amentos Familiares podem refletir  com grande acur&aacute;cia o consumo real dos indiv&iacute;duos no caso de alimentos  utilizados como ingredientes de prepara&ccedil;&otilde;es, provavelmente devido  &agrave; dificuldade dos indiv&iacute;duos em relatar a quantidade consumida de  um alimento ingerido como parte de uma prepara&ccedil;&atilde;o em inqu&eacute;ritos  tradicionais de consumo<sup>30</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  elevado consumo de "a&ccedil;&uacute;cares de adi&ccedil;&atilde;o" na popula&ccedil;&atilde;o  brasileira, verificado em todos os cen&aacute;rios estudados, excede largamente  as recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais, destacando a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es  visando a sua redu&ccedil;&atilde;o. Considerando que o a&ccedil;&uacute;car proveniente  de alimentos processados vem substituindo o a&ccedil;&uacute;car de mesa como  principal fonte de consumo dos a&ccedil;&uacute;cares nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas,  interven&ccedil;&otilde;es para reduzir o consumo de alimentos processados e incentivo  a pr&aacute;ticas alimentares saud&aacute;veis assumem car&aacute;ter ainda mais  emergencial.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1.  Food and Agriculture Organization/World Health Organization. <i>Carbohydrates  in Human Nutrition. Geneva</i>; 1998. (Report of a Joint FAO/WHO Expert Consultation).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968237&pid=S1415-790X201200010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2.  Institute of Medicine. <i>Dietary reference intakes for energy, carbohydrate,  fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein, and amino acids</i>. Washington:  National Academy Press; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968239&pid=S1415-790X201200010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3.  Touger-Decker R, Touger CL. Sugars and dental caries. <i>Am J Clin Nutr</i> 2003;  78: 881S-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968241&pid=S1415-790X201200010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4.  Stubbs J, Ferres S, Horgan G. Energy density of foods: effects on energy intake.  <i>Crit Rev Food Sci Nutr</i> 2000; 40: 481-515.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968243&pid=S1415-790X201200010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5.  DiMeglio DP, Mattes RD. Liquid versus solid carbohydrate: effects on food intake  and body weight. <i>Int J Obes Relat Metab Disord</i> 2000; 24: 794-800</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968245&pid=S1415-790X201200010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6.  Ludwig DS, Peterson KE, Gortmaker SL. Relation between consumption of sugar-sweetened  drinks and childhood obesity: a prospective, observational analysis. <i>Lancet</i>  2001; 357: 505-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968246&pid=S1415-790X201200010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7.  Anderson GH, Woodend D. Effect of glycemic carbohydrates on short-term satiety  and food intake. <i>Nutr Rev</i> 2003; 61: S17-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968248&pid=S1415-790X201200010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8.  Van Wymelbeke V, Th&eacute;rond MEB, La Gu&eacute;ronni&egrave;re V, Fantino M.  Influence of repeated consumption of beverages containing sucrose or intense sweeteners  on food intake. <i>Eur J Clin Nutr</i> 2004; 58: 154-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968250&pid=S1415-790X201200010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9.  Fried SK, Rao SP. Sugars, hypertriglyceridemia, and cardiovascular disease. <i>Am  J Clin Nutr</i> 2003; 78: 873S-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968252&pid=S1415-790X201200010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10.  Kelly SAM, Moynihan PJ, Rugg-Gunn AJ, Summerbell CD. Review of methods used to  estimate non-milk extrinsic sugars. <i>J Hum Nutr Diet</i> 2003; 16: 27-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968254&pid=S1415-790X201200010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11.  Farris RP, Nicklas TA, Myers L, Berenson GS. nutrient intake and food group consumption  of 10-year-olds by sugar intake level: the Bogalusa heart study. <i>J Am College  Nutr</i> 1998; 17: 579-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968256&pid=S1415-790X201200010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12.  Kranz S, Smiciklas-Wright H, Siega-Riz AM, Mitchell D. Adverse effect of high  added sugar consumption on dietary intake in American preschoolers. <i>J Pediatr</i>  2005; 146: 105-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968258&pid=S1415-790X201200010000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13.  Alexy U., Sichert-Hellert W, Kersting M. 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Rio de Janeiro: IBGE;  1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968262&pid=S1415-790X201200010000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15.  Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Pesquisa dos or&ccedil;amentos  familiares 1995-1996: primeiros resultados</i>. Rio de Janeiro: IBGE; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968264&pid=S1415-790X201200010000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16.  Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Pesquisa de Or&ccedil;amentos  Familiares 2002-2003: an&aacute;lise da disponibilidade domiciliar de alimentos  e do estado nutricional no Brasil</i>. Rio de Janeiro: IBGE; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968266&pid=S1415-790X201200010000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17.  Popkin BM, Nielsen SJ. The sweetening of the world's diet. <i>Obes Res</i> 2003;  11: 1325-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968268&pid=S1415-790X201200010000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18.  Food and Agriculture Organization Statistics Database. FAO Statistics database.  Rome: Food and Agriculture Organization. Dispon&iacute;vel em <a href="http://faostat.fao.org/faostat/collections?version=ext&hasbulk=0" target="_blank">http://faostat.fao.org/faostat/collections?version=ext&amp;hasbulk=0</a>  &#91;Acessado em dezembro de 2010&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968270&pid=S1415-790X201200010000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19.  Food and Agriculture Organization. <i>Food outlook - global market analysis</i>.  June, 2007. p. 22-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968272&pid=S1415-790X201200010000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20.  Beghin, JC, Jensen HH. Farm policies and added sugars in US diets. <i>Food Policy</i>  2008; 33: 480-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968274&pid=S1415-790X201200010000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21.  Wellss HF, Buzby JC. Dietary assessment of major trends in U.S. food consumption,  1970-2005. <i>Economic information Bulletin</i> 2008; 33: 17-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968276&pid=S1415-790X201200010000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22.  Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada. IPEA DATA. Rio de Janeiro: Instituto  de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ipeadata.gov.br/" target="_blank">http://www.ipeadata.gov.br/</a>  &#91;Acessado em novembro de 2010&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968278&pid=S1415-790X201200010000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23.  Neri MC, coordenador. <i>Mis&eacute;ria, desigualdade e pol&iacute;ticas de renda:  o Real do Lula.</i> Rio de Janeiro: FGV/IBRE/CPS; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968280&pid=S1415-790X201200010000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24.  Schulze MB, Manson JE, Ludwig DS. Sugar-sweetened beverages, weight gain, and  incidence of type 2 diabetes in young and middle-aged women. <i>JAMA</i> 2004;  292: 927-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968282&pid=S1415-790X201200010000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25.  Vartanian LR, Schwartz MB, Brownell KD. Effects of soft drink consumption on nutrition  and health: a systematic review and meta-analysis. <i>Am J Public Health</i> 2007;  97: 667-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968284&pid=S1415-790X201200010000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26.  Lim S, Zoellner JM, Lee JM, Burt BA, Sandretto AM, Sohn W et al. Obesity and sugar-sweetened  beverages in African-American preschool children: a longitudinal study. <i>Obesity</i>  2009; 17: 1262-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968286&pid=S1415-790X201200010000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27.  Mueller NT, Odegaard A, Anderson K, Yuan JM, Gross M, Koh WP, Pereira M. Soft  drink and juice consumption and risk of pancreatic cancer: The Singapore Chinese  Health Study. <i>Cancer Epidemiol Biomarkers Prev</i> 2010; 19: 447-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968288&pid=S1415-790X201200010000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28.  Mourao DM, Bressan J, Campbell WW, Mattes RD. 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Effect of the physical state of a food on subsequent  intake in human subjects. <i>Appetite</i> 1991; 16: 17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968292&pid=S1415-790X201200010000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30.  Levy RB, Claro RM e Monteiro CA. Aquisi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car  e perfil de macronutrientes na cesta de alimentos adquirida pelas fam&iacute;lias  brasileiras (2002-2003). <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2010; 26: 472-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968294&pid=S1415-790X201200010000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">31.  Claro RM, Levy RB, Bandoni DH. Influ&ecirc;ncia da renda sobre as despesas com  alimenta&ccedil;&atilde;o fora do domic&iacute;lio, no Brasil, 2002-2003. <i>Cad  Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2009; 25: 2489-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968296&pid=S1415-790X201200010000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">32.  Naska A, Vasdekis VGS &amp; Trichopoulou A (2001) A preliminary assessment of  the use of household budget survey data for the prediction of individual food  consumption. <i>Public Health Nutr</i> 2001; 4(5B): 1159-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968298&pid=S1415-790X201200010000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">33.  Becker W (2001) Comparability of household and individual food consumption data  - evidence from Sweden. <i>Public Health Nutr</i> 2001; 4(5B): 1177-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968300&pid=S1415-790X201200010000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/seta.jpg" border="0"></a>  <b> Correspond&ecirc;ncia:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </b> Renata Bertazzi Levy    <br> Departamento de Medicina  Preventiva    <br> Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo - USP    <br>  Av. Dr. Arnaldo, 455 1&#186; andar    <br> S&atilde;o Paulo - SP CEP 01246-903    <br>  E-mail: <a href="mailto:rlevy@usp.br">rlevy@usp.br</a> </font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido  em: 03/03/11    <br> Vers&atilde;o final apresentada em: 03/09/11    <br> Aprovado em:  17/10/11</font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="backa"></a><a href="#topa">*</a>  IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Estudo Nacional  da Despesa Familiar - ENDEF 1974/75. Rio de Janeiro: IBGE; 1978.    <br> <a name="backb"></a><a href="#topb">***</a>  NEPA/UNICAMP. N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas em Alimenta&ccedil;&atilde;o/Universidade  Estadual de Campinas. Tabela Brasileira de Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos  - TACO: Vers&atilde;o 1. Campinas, S&atilde;o Paulo: NEPA/UNICAMP; 2004.    <br> <a name="backc"></a><a href="#topc">****</a>  United States Department of Agriculture. Agricultural Research Service. USDA National  Nutrient Database for Standard Reference. Release 15. Beltsville; 2002</font></p>      ]]></body><back>
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