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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desempenho mental de bebês pré-termo de muito baixo peso ao nascer: avaliação da estabilidade nos dois primeiros anos de vida e fatores associados ao desempenho mental]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental performance of very low birth weight preterm infants: assessment of stability in the first two years of life and factors associated with mental performance]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to investigate the stability of mental performance of very low birth weight premature infants during the first two years of life, and to identify factors associated with mental performance.The study included 109 children. The Mental Scale of Bayley Scales of Infant Development - Second Edition was administered at 6, 12 and 18-24 months of corrected age. The stability of the scores between assessments was verified by the analysis of variance for repeated measures.The association of the major social and neonatal characteristics with mental development was confirmed using multivariate analysis by linear regression, considering the following outcomes: mental development indices at 6 months, 12 months and between 18-24 months of corrected age. The mean Mental Developmental Index (MDI) was 83.4 (SD: 12.4) at 6 months, 86.4 (SD: 13.9) at 12 months, and 73.4 (SD: 14.5) at 18-24 months. A significant decrease in the mental developmental index (13 points) at 18-24 month corrected age was observed. The Mental development index did not show stability during the first two years of life in this population of preterm infants, except for children with neonatal pneumonia whose performance was unsatisfactory in all assessments. Among the risk factors investigated only male gender and neonatal pneumonia were associated with outcomes.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS  ORIGINAIS</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Desempenho  mental de beb&ecirc;s pr&eacute;-termo de muito baixo peso ao nascer: avalia&ccedil;&atilde;o  da estabilidade nos dois primeiros anos de vida e fatores associados ao desempenho  mental</b> </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana  Beatriz Rodrigues Reis<sup>I</sup>; Rosane Reis de Mello<sup>I</sup>; Denise Streit  Morsch<sup>II</sup>; Maria Dalva Barbosa Baker Meio<sup>I</sup>; K&aacute;tia  Silveira da Silva<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Instituto  Fernandes Figueira- Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil    <br>  <sup>II</sup>Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica (PUC), Rio de Janeiro,  Brasil</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;  </p><hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  objetivo do estudo foi investigar a estabilidade do desempenho mental de beb&ecirc;s  prematuros de muito baixo peso ao nascer ao longo dos dois primeiros anos de vida  e identificar os fatores associados ao seu desempenho mental. Estudo de coorte  com 109 crian&ccedil;as. A Escala Mental da Bayley Scales of Infant Development  - Second Edition foi aplicada aos 6, aos 12 e entre 18-24 meses de idade corrigida.  A estabilidade dos escores entre as avalia&ccedil;&otilde;es foi investigada atrav&eacute;s  de an&aacute;lise de vari&acirc;ncia para medidas repetidas. A associa&ccedil;&atilde;o  entre as caracter&iacute;sticas neonatais e sociais no desenvolvimento mental  foi verificada por an&aacute;lise multivariada atrav&eacute;s de regress&atilde;o  linear, considerando como desfechos os &Iacute;ndices de Desenvolvimento Mental  aos 6 meses, 12 meses e entre 18-24 meses de idade corrigida. A m&eacute;dia do  &Iacute;ndice de Desenvolvimento Mental aos 6 meses foi 83,4 (DP: 12,4), aos 12  meses foi 86,4 (DP: 13,9) e aos 18-24 meses foi 73,4 (DP: 14,5). Observou-se uma  diminui&ccedil;&atilde;o significativa de 13 pontos no escore aos 18-24 meses  de idade corrigida. O &Iacute;ndice de Desenvolvimento Mental n&atilde;o apresentou  estabilidade ao longo dos dois primeiros anos de vida nesta popula&ccedil;&atilde;o  de prematuros, exceto para as crian&ccedil;as que tiveram pneumonia neonatal,  cujo desempenho foi insatisfat&oacute;rio em todas as avalia&ccedil;&otilde;es.  Dos fatores de risco investigados, apenas o sexo masculino e a pneumonia neonatal  estiveram associados aos desfechos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>  Desenvolvimento infantil. Prematuro. Cogni&ccedil;&atilde;o. Seguimentos. Lactente.  Desempenho psicomotor.</font></p><hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  quest&otilde;es do crescimento e do desenvolvimento fazem parte das preocupa&ccedil;&otilde;es  dos pais e dos profissionais que cuidam das crian&ccedil;as pr&eacute;-termo.  Os avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos combinados &agrave;s  mudan&ccedil;as ocorridas na assist&ecirc;ncia perinatal contribu&iacute;ram para  um aumento da sobreviv&ecirc;ncia de rec&eacute;m-nascidos de peso cada vez mais  baixo<sup>1</sup>. Em decorr&ecirc;ncia da maior sobrevida de beb&ecirc;s com  idade gestacional cada vez menor, h&aacute; maior interesse em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave;s influ&ecirc;ncias da prematuridade sobre o desenvolvimento da crian&ccedil;a,  levando &agrave; crescente investiga&ccedil;&atilde;o sobre a singularidade desta  popula&ccedil;&atilde;o.Tanto os riscos biol&oacute;gicos, incluindo a imaturidade  org&acirc;nica, uso de assist&ecirc;ncia ventilat&oacute;ria, displasia broncopulmonar,  hemorragia cerebral, septicemia, entre outras, como as condi&ccedil;&otilde;es  socioecon&ocirc;micas e ambientais, determinam o progn&oacute;stico das crian&ccedil;as  que nasceram prematuramente em rela&ccedil;&atilde;o ao seu desenvolvimento mental  e motor p&oacute;s-natal<sup>2,3</sup>. A renda familiar, a estimula&ccedil;&atilde;o  familiar e a educa&ccedil;&atilde;o materna s&atilde;o fatores importantes que  influenciam o desenvolvimento<sup>4</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  crian&ccedil;as pr&eacute;-termo de muito baixo peso apresentam um risco maior  para problemas cognitivos e comportamentais<sup>5-9</sup>. Pela caracter&iacute;stica  din&acirc;mica do desenvolvimento destes prematuros, em fun&ccedil;&atilde;o da  maleabilidade do desenvolvimento neuropsicomotor &eacute; importante que sejam  realizadas avalia&ccedil;&otilde;es seriadas durante os primeiros anos de vida<sup>3,10</sup>.  A variabilidade no desempenho mental tamb&eacute;m foi evidenciada em crian&ccedil;as  de alto risco, independentemente da idade gestacional, o que refor&ccedil;a a  necessidade deste acompanhamento<sup>11-13</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fraca  correla&ccedil;&atilde;o foi observada entre os resultados obtidos numa avalia&ccedil;&atilde;o  da estabilidade do desempenho mental de um grupo que inclu&iacute;a crian&ccedil;as  nascidas prematuras realizadas no primeiro e segundo ano de vida. Os autores sugerem  que grupos espec&iacute;ficos de alto risco podem ter desempenhos diferentes ao  longo de dois anos e que pesquisas futuras devem ser destinadas a outros grupos  de crian&ccedil;as de alto risco a fim de fornecer informa&ccedil;&atilde;o para  o campo de desenvolvimento e para programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce<sup>14</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante  da din&acirc;mica do desenvolvimento, a hip&oacute;tese deste trabalho foi que  h&aacute; estabilidade no desempenho mental ao longo dos dois primeiros anos em  crian&ccedil;as prematuras, principalmente nos grupos de maior risco.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  objetivo deste estudo foi avaliar a estabilidade do desempenho mental de beb&ecirc;s  de muito baixo peso ao nascer na Escala Bayley de Desenvolvimento Infantil ao  longo dos dois primeiros anos de vida e identificar os fatores associados a este  desempenho aos 6, 12 e 18-24 meses.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi  realizado um estudo de coorte prospectiva de base hospitalar. Foram eleg&iacute;veis  para o estudo 303 beb&ecirc;s prematuros (idade gestacional inferior a 37 semanas)  de muito baixo peso (inferior a 1.500 gramas) nascidos no per&iacute;odo entre  janeiro de 2004 e janeiro de 2008, internados na Unidade de Tratamento Intensivo  Neonatal e acompanhados no Ambulat&oacute;rio de Seguimento de Rec&eacute;m-nascidos  de Risco onde foram submetidos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do seu desenvolvimento.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram  exclu&iacute;dos 68 nascidos com s&iacute;ndromes gen&eacute;ticas, malforma&ccedil;&otilde;es  ou infec&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas; e os 59 &oacute;bitos ocorridos no  per&iacute;odo neonatal. Tamb&eacute;m foram exclu&iacute;dos 4 &oacute;bitos  p&oacute;s-neonatais, 4 crian&ccedil;as com malforma&ccedil;&atilde;o e uma crian&ccedil;a  com cegueira bilateral diagnosticados neste per&iacute;odo. Portanto, a popula&ccedil;&atilde;o  a ser avaliada foi constitu&iacute;da pelo total de 167 crian&ccedil;as.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  Escala Bayley<sup>15</sup> foi aplicada em 139 crian&ccedil;as aos 6 meses, em  126 aos 12 meses e em 117 entre 18 e 24 meses. A diferen&ccedil;a entre n&uacute;mero  de crian&ccedil;as da popula&ccedil;&atilde;o inicial e o n&uacute;mero de crian&ccedil;as  que realizaram o teste de desenvolvimento nas idades determinadas se deve ao n&atilde;o  comparecimento &agrave;s consultas para a realiza&ccedil;&atilde;o do teste. No  presente estudo, foram consideradas somente as crian&ccedil;as que realizaram  as 3 avalia&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento (aos 6, aos 12 e entre 18 e 24  meses de idade corrigida), e devido a este crit&eacute;rio a popula&ccedil;&atilde;o  de estudo foi composta por 109 crian&ccedil;as.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  caracter&iacute;sticas neonatais e sociais das crian&ccedil;as do estudo foram  comparadas com aquelas do grupo de perdas, n&atilde;o sendo identificadas diferen&ccedil;as  estatisticamente significativas entre elas, o que sugere aus&ecirc;ncia de vi&eacute;s  de sele&ccedil;&atilde;o.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todas  as crian&ccedil;as receberam acompanhamento pedi&aacute;trico ambulatorial mensal  at&eacute; 12 meses de idade corrigida e trimestralmente dos 13 aos 24 meses.  No mesmo dia da consulta m&eacute;dica de rotina previamente agendada, as Escalas  Bayley do Desenvolvimento Infantil-segunda edi&ccedil;&atilde;o (BSID-II)<sup>15</sup>  foram aplicadas por duas psic&oacute;logas treinadas, aos 6, 12 e entre 18 e 24  meses de idade corrigida. Neste estudo s&oacute; foi considerada a Escala Mental  da BSID-II, que &eacute; composta por 178 itens (distribu&iacute;dos em padr&otilde;es  de acordo com a idade em meses) que avaliam a mem&oacute;ria, a habitua&ccedil;&atilde;o,  a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, conceitos primitivos de n&uacute;meros,  generaliza&ccedil;&otilde;es, classifica&ccedil;&atilde;o, vocaliza&ccedil;&otilde;es,  linguagem e habilidades sociais. O desempenho alcan&ccedil;ado pela crian&ccedil;a  na BSID-II foi aferido atrav&eacute;s do &Iacute;ndice de Desenvolvimento Mental  (IDM). A m&eacute;dia desse &iacute;ndice &eacute; 100 e o desvio padr&atilde;o  15. Atrav&eacute;s dos escores obtidos o desempenho &eacute; classificado em normal  se a pontua&ccedil;&atilde;o for igual ou superior a 85; atraso moderado se a  pontua&ccedil;&atilde;o estiver entre 70 e 84; e atraso grave se a pontua&ccedil;&atilde;o  for inferior a 70. As psic&oacute;logas que aplicaram a escala desconheciam a  hist&oacute;ria cl&iacute;nica das crian&ccedil;as, por&eacute;m tinham o conhecimento  de que eram prematuros de muito baixo peso. A confiabilidade interobservador (entre  as duas psic&oacute;logas) aferida pelo coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o  intraclasse (CCI) foi 0,94 (IC: 0,80 - 0,98).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  Escalas Bayley, apesar de serem consideradas padr&atilde;o-ouro na avalia&ccedil;&atilde;o  do desenvolvimento de crian&ccedil;as at&eacute; 42 meses, n&atilde;o foram padronizadas  para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira nem para crian&ccedil;as de alto risco.  A classifica&ccedil;&atilde;o do desempenho preconizada pela autora da escala  e utilizada neste estudo foi decorrente da padroniza&ccedil;&atilde;o para popula&ccedil;&atilde;o  americana de baixo risco. Devido &agrave; necessidade de compara&ccedil;&atilde;o  com outros estudos e car&ecirc;ncia de escalas padronizadas para nossa popula&ccedil;&atilde;o  nesta faixa et&aacute;ria, optamos por classificar o desempenho conforme proposto  pela autora da escala (normal, atraso moderado e atraso grave), apesar de ser  reconhecida a possibilidade diferen&ccedil;as transculturais.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com  finalidade descritiva da evolu&ccedil;&atilde;o do desempenho mental, todos os  valores do &Iacute;ndice de Desenvolvimento Mental foram convertidos para a classifica&ccedil;&atilde;o  de desempenho (normal, atraso moderado, atraso grave) proposta pela autora da  escala<sup>15</sup>. Consideramos as crian&ccedil;as com desempenho normal aquelas  que obtiveram o &Iacute;ndice de Desenvolvimento Mental igual ou superior a 85,  com atraso moderado as com IDM entre 70 e 84, e com atraso grave pontua&ccedil;&atilde;o  inferior a 70.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram  coletadas durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o as seguintes informa&ccedil;&otilde;es,  obtidas atrav&eacute;s da consulta aos prontu&aacute;rios hospitalares e de entrevista  com as m&atilde;es dos beb&ecirc;s: idade, n&uacute;mero de gesta&ccedil;&otilde;es,  paridade, data da &uacute;ltima menstrua&ccedil;&atilde;o, idade gestacional estimada  por ultrasonografia obst&eacute;trica realizada antes de 20 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o,  intercorr&ecirc;ncias obst&eacute;tricas, n&uacute;mero de consultas no pr&eacute;-natal  e uso de corticoterapia antenatal; neonatais: sexo, idade gestacional ao nascimento  (pelas caracter&iacute;sticas som&aacute;ticas e neurol&oacute;gicas do rec&eacute;m-nascido),  peso de nascimento, tipo de parto, Apgar, uso de entuba&ccedil;&atilde;o traqueal  na sala de parto, manobras de reanima&ccedil;&atilde;o, uso de ventila&ccedil;&atilde;o  mec&acirc;nica, tempo de oxigenioterapia, uso de surfactante, persist&ecirc;ncia  do canal arterial, doen&ccedil;a de membrana hialina, pneumonia neonatal, septicemia,  uso de oxigenioterapia por mais de 28 dias (displasia broncopulmonar)<sup>16</sup>  e uso de oxigenioterapia com idade corrigida de 36 semanas (displasia broncopulmonar  moderada/grave)<sup>16</sup>, hemorragia peri-intraventricular, leucomal&aacute;cia,  tempo de interna&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s a alta da Unidade Neonatal foram  obtidas informa&ccedil;&otilde;es sobre o aleitamento materno e as caracter&iacute;sticas  sociais: renda familiar, escolaridade materna, conv&iacute;vio paterno e frequ&ecirc;ncia  &agrave; creche.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  idade gestacional foi estimada pela data da &uacute;ltima menstrua&ccedil;&atilde;o  ou, na incerteza desta data, pela ultrassonografia obst&eacute;trica realizada  at&eacute; 20 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o. Na aus&ecirc;ncia destas duas  informa&ccedil;&otilde;es foi considerada a idade gestacional obtida pelo m&eacute;todo  descrito por Ballard<sup>17</sup>, que consiste na avalia&ccedil;&atilde;o das  caracter&iacute;sticas som&aacute;ticas e avalia&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica  do rec&eacute;m-nascido. A classifica&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o  do peso &agrave; idade gestacional foi baseada na curva de crescimento intrauterino  de Alexander<sup>18</sup>, considerando-se pequeno para a idade gestacional (PIG)  quando o peso de nascimento foi abaixo do 10º percentil para a idade gestacional  e os rec&eacute;m-nascidos com peso entre os percentis 10 e 90 foram considerados  adequados para a idade gestacional (AIG). O diagn&oacute;stico de hemorragia peri-intraventricular  foi obtido por exames de ultrassonografia craniana seriados at&eacute; a idade  corrigida de 40 semanas. Foram considerados tanto os graus leves de hemorragia  (1 e 2) quanto os graves (3 e 4) da classifica&ccedil;&atilde;o de Papile<sup>19</sup>.  Septicemia foi considerada na presen&ccedil;a de hemocultura positiva. A idade  corrigida foi calculada subtraindo-se da idade cronol&oacute;gica o n&uacute;mero  de semanas que faltaram para que a crian&ccedil;a atingisse o termo (40 semanas  de idade gestacional).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um  tamanho amostral de 109 crian&ccedil;as foi estimado para detectar uma diferen&ccedil;a  de 8 pontos na Escala Bayley entre crian&ccedil;as do sexo masculino e feminino,  assumindo um desvio-padr&atilde;o de 15 pontos, </font><font size="2">&#945;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  =0,05 e poder = 0,80.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>An&aacute;lise  dos dados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  dados foram analisados utilizando-se os programas STATA 10 (Stata Corp, 2007)<sup>20</sup>  e SPSS (SPSS for Windows, inc, Chicago, Illinois, USA). A descri&ccedil;&atilde;o  das principais caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o foram feitas  atrav&eacute;s de medidas de frequ&ecirc;ncia, m&eacute;dia, mediana e desvio  padr&atilde;o. Foram calculadas as preval&ecirc;ncias de altera&ccedil;&atilde;o  no &Iacute;ndice de Desenvolvimento Mental (IDM) aos 6, 12 e 18-24 meses de idade  corrigida.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  investiga&ccedil;&atilde;o da estabilidade foram feitas compara&ccedil;&otilde;es  entre as m&eacute;dias do IDM nos 3 momentos avaliados atrav&eacute;s de an&aacute;lise  de vari&acirc;ncia para medidas repetidas. Foi considerada estabilidade no IDM  quando n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre  as m&eacute;dias nos tr&ecirc;s momentos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  compara&ccedil;&otilde;es das propor&ccedil;&otilde;es segundo a classifica&ccedil;&atilde;o  de desempenho alterado e normal entre 6 e 12 meses, 12 e 24 meses e 6 e 24 meses  utilizou-se o teste Cochran Q. Para identificar entre que idades poderiam ser  atribu&iacute;das as diferen&ccedil;as observadas nas avalia&ccedil;&otilde;es  foi realizado o teste n&atilde;o param&eacute;trico de McNemar para amostras dependentes.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  verificar a associa&ccedil;&atilde;o das principais caracter&iacute;sticas neonatais  e sociais no desenvolvimento mental, foram feitas an&aacute;lises de regress&atilde;o  linear considerando como desfechos os &iacute;ndices de desenvolvimento mental  aos 6 meses, 12 meses e entre 18-24 meses de idade corrigida. Foram selecionadas  as vari&aacute;veis independentes que na an&aacute;lise bivariada apresentaram  p&nbsp;&lt;&nbsp;0,20. Na an&aacute;lise multivariada foi utilizada a estrat&eacute;gia  Stepwise para a sele&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis e nesta o n&iacute;vel  de signific&acirc;ncia para o procedimento Forward foi de 0,05 e do procedimento  Backward foi de 0,10. No modelo final, o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia considerado  foi de 0,05.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  os 109 rec&eacute;m-nascidos estudados, a m&eacute;dia da idade materna foi 26  anos (DP: 7,0) e a escolaridade m&eacute;dia destas m&atilde;es foi 8 anos de  estudo. A renda familiar m&eacute;dia foi de 988 reais. Corticoterapia antenatal  foi utilizada por 94% destas m&atilde;es. A <a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/02t1.jpg">Tabela  1</a> apresenta as principais caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o  estudada. As crian&ccedil;as permaneceram internadas por um per&iacute;odo m&eacute;dio  de 60 dias.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  m&eacute;dia de idade das crian&ccedil;as no dia da primeira aplica&ccedil;&atilde;o  da Escala Bayley foi 6,5 meses (DP: 0,89), na segunda aplica&ccedil;&atilde;o  foi 12,6 meses (DP: 1,08) e na terceira, 23,2 meses (DP: 3,32).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  m&eacute;dia do &Iacute;ndice de Desenvolvimento Mental (IDM) aos 6 meses foi  de 83,4 (DP: 12,4); aos 12 meses foi de 86,4 (DP: 13,9) . A avalia&ccedil;&atilde;o  realizada entre os 18-24 meses de idade corrigida mostrou uma diminui&ccedil;&atilde;o  de 10 e 13 pontos, respectivamente, no desempenho mental e uma diferen&ccedil;a  significativa quando comparada &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es anteriores.  Tamb&eacute;m houve diferen&ccedil;as das m&eacute;dias do IDM durante os dois  primeiros anos de vida para todos os subgrupos analisados, com exce&ccedil;&atilde;o  do subgrupo de 13 crian&ccedil;as com pneumonia neonatal que tiveram desempenho  insatisfat&oacute;rio nas tr&ecirc;s avalia&ccedil;&otilde;es. Mesmo para o subgrupo  de crian&ccedil;as sem os fatores de risco analisados, isto &eacute;, do sexo  feminino e sem morbidade neonatal, houve diferen&ccedil;as nas m&eacute;dias do  IDM. Portanto n&atilde;o houve estabilidade do IDM ao longo do tempo para a maioria  dos prematuros de muito baixo peso. A m&eacute;dia do IDM da popula&ccedil;&atilde;o  total e dos subgrupos aos 18-24 meses variou entre 65,7 e 77,7 (<a href="#t2">Tabela  2</a>).</font></p>    <p><a name="t2"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/02t2.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  modelo n&atilde;o ajustado, observou-se que os meninos apresentaram desempenho  pior que o das meninas, tanto aos 6 quanto aos 12 e 18-24 meses. As crian&ccedil;as  com displasia broncopulmonar (DBP) tiveram pior desempenho aos 6 e 12 meses quando  comparadas &agrave;s sem DBP. O mesmo ocorreu quando comparamos o desempenho daquelas  com peso de nascimento inferior e superior a 1000g. As crian&ccedil;as que apresentaram  pneumonia neonatal tiveram baixo desempenho mental nas tr&ecirc;s idades e essa  diferen&ccedil;a foi significativa para as tr&ecirc;s idades quando comparadas  &agrave;s crian&ccedil;as que n&atilde;o tiveram tal patologia (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/02t3.jpg">Tabela  3</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alimenta&ccedil;&atilde;o  ao seio e complementada com f&oacute;rmula l&aacute;ctea ocorreu em 55% das crian&ccedil;as  e a m&eacute;dia do tempo de amamenta&ccedil;&atilde;o mista foi de 4 meses. Aos  24 meses, a m&eacute;dia do IDM das crian&ccedil;as que foram alimentadas no seio  materno foi 72,6 (DP: 14,2)&nbsp;e a das n&atilde;o amamentadas 69,9 (DP: 14,7)  (p = 0,35). Tamb&eacute;m n&atilde;o houve diferen&ccedil;as significativas em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s m&eacute;dias do IDM nas diferentes idades avaliadas  quando se analisou a escolaridade da m&atilde;e, conv&iacute;vio com o pai e frequ&ecirc;ncia  &agrave; creche (dados n&atilde;o apresentados na tabela).</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas  an&aacute;lises multivariadas realizadas tendo como desfechos os &Iacute;ndices  de Desenvolvimento Mental, verificamos que, aos 6 meses, a associa&ccedil;&atilde;o  com o desfecho ocorreu com a vari&aacute;vel pneumonia neonatal; aos 12 meses,  a associa&ccedil;&atilde;o foi com pneumonia neonatal e sexo masculino; e aos  18-24 meses de idade corrigida a associa&ccedil;&atilde;o ocorreu somente com  a vari&aacute;vel sexo masculino (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/02t3.jpg">Tabela  3</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  resultados dos IDM convertidos para classifica&ccedil;&atilde;o do desempenho  mental est&atilde;o apresentados na <a href="#t4">Tabela 4</a>, onde se percebe  que houve um aumento significativo da frequ&ecirc;ncia de crian&ccedil;as com  atraso na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o. Considerou-se para esta compara&ccedil;&atilde;o  o agrupamento das categorias atraso moderado e atraso grave. Foi constatada diferen&ccedil;a  significativa entre as propor&ccedil;&otilde;es de exames alterados nas 3 idades  avaliadas. A compara&ccedil;&atilde;o das propor&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as  com atraso aos 6 meses e 18-24 meses e as de 12 com as de 18-24 meses apresentou  diferen&ccedil;a estatisticamente significativa.</font></p>    <p><a name="t4"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/02t4.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  avalia&ccedil;&otilde;es realizadas ao longo dos dois anos de idade corrigida  revelam dois grupos de resultados em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho. Um grupo  de crian&ccedil;as (n = 34) se manteve est&aacute;vel, isto &eacute;, manteve  a mesma classifica&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento nas tr&ecirc;s avalia&ccedil;&otilde;es:  19 (17,4%) permaneceram com a classifica&ccedil;&atilde;o de desempenho normal  desde a primeira avalia&ccedil;&atilde;o, 7 (6,4%) permaneceram com atraso moderado  e 8 (7,3%) com atraso grave desde a primeira avalia&ccedil;&atilde;o. Portanto,  75 (68,8%) crian&ccedil;as apresentaram mudan&ccedil;a na classifica&ccedil;&atilde;o  do desempenho mental. Chama aten&ccedil;&atilde;o o aumento do percentual de crian&ccedil;as  com atraso na terceira avalia&ccedil;&atilde;o. Foi observado que 49 crian&ccedil;as  com altera&ccedil;&atilde;o do desempenho (atrasos moderado e grave) aos 6 meses,  ao atingirem os 24 meses, 45 delas foram classificadas como tendo ainda atraso  no desenvolvimento.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na  popula&ccedil;&atilde;o estudada, n&atilde;o houve estabilidade quando foram comparadas  as m&eacute;dias do IDM nas avalia&ccedil;&otilde;es realizadas durante os dois  primeiros anos de vida, mesmo para aqueles subgrupos de crian&ccedil;as que n&atilde;o  apresentaram morbidades neonatais. Al&eacute;m disso, a maioria (76,1%) das crian&ccedil;as  obteve, aos 18-24 meses, &iacute;ndices inferiores a 85 na avalia&ccedil;&atilde;o  do desenvolvimento mental pela Escala Bayley. Na an&aacute;lise ajustada, apenas  o sexo esteve associado ao desfecho, evidenciando para os meninos um pior desempenho,  com uma diferen&ccedil;a de 8,5 na m&eacute;dia do IDM. Entre 18-24 meses, os  valores m&eacute;dios do IDM para todos os subgrupos foram inferiores ao ponto  de corte de "normalidade" definido para crian&ccedil;as nascidas a termo e de  baixo risco. Cerca de dois ter&ccedil;os do grupo apresentaram uma varia&ccedil;&atilde;o  na classifica&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento nas avalia&ccedil;&otilde;es,  atribu&iacute;da principalmente a uma tend&ecirc;ncia de pior desempenho das crian&ccedil;as  classificadas como com "desenvolvimento normal" aos 6 meses quando comparadas  com os seus resultados aos 18-24 meses.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  Brasil, h&aacute; escassa produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica sobre desempenho  mental ao longo do tempo de crian&ccedil;as nascidas prematuras<sup>13,21</sup>.  Poucos estudos internacionais foram conduzidos para examinar a estabilidade no  desempenho mental desta popula&ccedil;&atilde;o<sup>11,14,22</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  Escalas Bayley avaliam a cada etapa o grau de desenvolvimento e o seu principal  valor &eacute; permitir o diagn&oacute;stico de atraso do desenvolvimento e possibilitar  o planejamento de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o<sup>15</sup>.  A medida da estabilidade nas avalia&ccedil;&otilde;es repetidas &eacute; importante  para aferir a evolu&ccedil;&atilde;o destas crian&ccedil;as. Ao detectar qualquer  altera&ccedil;&atilde;o no exame/teste, a equipe que prestava assist&ecirc;ncia  &agrave;s crian&ccedil;as deste estudo forneceu orienta&ccedil;&otilde;es aos  familiares em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o direcionadas  a &aacute;rea cognitiva, motora e comportamental, assim como as encaminhou para  as terapias indicadas. Apesar disto, aos dois anos n&atilde;o foram satisfat&oacute;rios  os &iacute;ndices obtidos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Devido  &agrave; aus&ecirc;ncia de uma escala padronizada para popula&ccedil;&atilde;o  brasileira ou para prematuros, os resultados que classificam o desempenho mental  devem ser interpretados com cautela, pois aspectos transculturais podem influenciar  os atributos considerados para classificar o "desenvolvimento normal". A aplica&ccedil;&atilde;o  da Escala Bayley permite uma comparabilidade da avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho  das crian&ccedil;as ao longo do tempo e em rela&ccedil;&atilde;o a outros estudos.  A utiliza&ccedil;&atilde;o da idade corrigida at&eacute; os dois anos &eacute;  uma das medidas recomendadas para minimizar parcialmente o efeito da prematuridade,  aproximando o desenvolvimento dos prematuros daquele das crian&ccedil;as a termo.  Por&eacute;m, n&atilde;o se pode afirmar que adotar o ponto de corte utilizado  pela escala padronizada para as crian&ccedil;as americanas a termo seja adequado  para os prematuros. Assim sendo, n&atilde;o pode ser descartada a possibilidade  de haver uma frequ&ecirc;ncia superestimada de desempenho "alterado".</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  presente estudo n&atilde;o teve como objetivo avaliar o valor preditivo da Escala  Bayley, mas sim conhecer o padr&atilde;o do desenvolvimento da popula&ccedil;&atilde;o  estudada ao longo dos dois primeiros anos de vida, atrav&eacute;s da din&acirc;mica  do desempenho mental nesta escala. O manual da BSID-II refere que existe ao longo  do tempo alta correla&ccedil;&atilde;o entre os escores de crian&ccedil;as consideradas  normais, por&eacute;m o manual n&atilde;o apresenta estudo para a popula&ccedil;&atilde;o  de alto risco<sup>15</sup>. A autora relata que &eacute; esperado um aumento de  dois pontos no escore da Escala conforme aumenta a idade. Estes resultados refletem  a estabilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as consideradas  de baixo risco e vai ao encontro do trabalho de Harris et al. <sup>22</sup>. Estes  autores relataram o aumento do IDM da 1ª para a 2ª avalia&ccedil;&atilde;o nas  crian&ccedil;as de baixo risco (de 95 para 100,8), por&eacute;m com crian&ccedil;as  de alto risco ocorreu o inverso, isto &eacute; o IDM diminuiu da 1ª avalia&ccedil;&atilde;o  aos 7 meses para a 2ª avalia&ccedil;&atilde;o aos 18 meses (de 85,7 para 82,3).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  estabilidade das Escalas Bayley de crian&ccedil;as com s&iacute;ndrome de Down  e crian&ccedil;as com problemas cl&iacute;nicos diversos (sendo 44% crian&ccedil;as  que nasceram prematuras), referidas para um programa de interven&ccedil;&atilde;o  precoce, foi avaliada no primeiro e no segundo anos de vida. A correla&ccedil;&atilde;o  entre estas avalia&ccedil;&otilde;es utilizando a BSID-II foi considerada moderada  para o grupo com s&iacute;ndrome de Down (r = 0,65) e fraca para o segundo grupo  (r = 0,37)<sup>14</sup>. Os autores sugerem que grupos espec&iacute;ficos de alto  risco podem ter desempenhos diferentes ao longo de dois anos e que pesquisas futuras  devem ser destinadas a outros grupos de crian&ccedil;as de alto risco a fim de  fornecer informa&ccedil;&atilde;o para o campo de desenvolvimento e para programas  de interven&ccedil;&atilde;o precoce.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  maioria dos estudos detecta uma redu&ccedil;&atilde;o dos escores m&eacute;dios  na popula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com peso ao nascer inferior a 2.000  g<sup>23</sup>, pr&eacute;-termos e de extremo baixo peso<sup>24</sup>, de alto  risco<sup>11</sup> (uso de drogas no per&iacute;odo pr&eacute;-natal ou complica&ccedil;&otilde;es  perinatais) ou com HPIV<sup>12</sup> avaliados pela Escala Bayley, quer seja na  compara&ccedil;&atilde;o do primeiro ano com o segundo<sup>11,12</sup> ou do segundo  com o terceiro ano<sup>24</sup>. O agravamento do desempenho mental tende a ser  maior quanto maior for o risco no per&iacute;odo pr&eacute;-natal e neonatal<sup>11</sup>,  que pode tamb&eacute;m estar associado ao menor peso<sup>25</sup>. Quanto ao valor  do IDM, foi observada uma diminui&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de cerca de 10  pontos<sup>11,12</sup>. No nosso estudo, a ocorr&ecirc;ncia de pneumonia neonatal  apresentou semelhante resultado sobre o &iacute;ndice mental , por&eacute;m parece  que este impacto &eacute; mais importante no primeiro ano de vida.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  presente estudo, a compara&ccedil;&atilde;o do grupo de crian&ccedil;as com peso  inferior a 1.000 gramas com as de peso superior mostrou uma mudan&ccedil;a nos  escores da Escala Bayley, com uma tend&ecirc;ncia de decl&iacute;nio para os dois  grupos. O grupo com extremo baixo peso (peso &lt; 1.000gramas) apresentou um desempenho  classificado como atraso desde a primeira avalia&ccedil;&atilde;o em compara&ccedil;&atilde;o  ao grupo com peso superior a 1.000g que s&oacute; apresentou esse atraso na terceira  avalia&ccedil;&atilde;o, achado semelhante ao de outro estudo<sup>24</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m  disso, a aus&ecirc;ncia de estabilidade foi decorrente principalmente da diminui&ccedil;&atilde;o  significativa do escore da 3ª avalia&ccedil;&atilde;o (entre 18-24 meses), o que  sugere um agravamento da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva dos beb&ecirc;s de alto  risco estudados nesta faixa et&aacute;ria. Houve uma redu&ccedil;&atilde;o de  13 pontos no desempenho mental aos 18-24 meses de idade corrigida, parcialmente  explicada pela maior complexidade das tarefas a serem executadas nesta idade.  Dentre os itens analisados, aqueles referentes &agrave; linguagem parecem ser  um dos mais afetados nestas crian&ccedil;as prematuras, o que possivelmente tem  um maior impacto na diminui&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Desenvolvimento  Mental.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto  &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre meninos e meninas observou-se que os meninos  tem uma trajet&oacute;ria do desenvolvimento mental mais regular do que as meninas  e uma capacidade preditiva do desenvolvimento aos 6 meses em rela&ccedil;&atilde;o  ao desenvolvimento de 18 e 36 meses, o que n&atilde;o foi relatado nas meninas<sup>25</sup>.  Esta diferen&ccedil;a foi atribu&iacute;da ao fato de os dom&iacute;nios da linguagem  serem mais acelerados nas meninas do que nos meninos. Uma explica&ccedil;&atilde;o  seria a diferen&ccedil;a gen&eacute;tica ligada ao sexo na habilidade da linguagem  expressiva, e que fatores gen&eacute;ticos, biol&oacute;gicos e ambientais podem  contribuir para diferen&ccedil;as entre meninos e meninas no desenvolvimento da  linguagem<sup>25</sup>. No presente estudo, entre as caracter&iacute;sticas investigadas  como fatores associados ao IDM, o sexo masculino foi a vari&aacute;vel que se  manteve associada nas idades mais tardias ap&oacute;s controlar para as vari&aacute;veis  de confundimento.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  associa&ccedil;&atilde;o entre fatores ambientais e sociais e altera&ccedil;&atilde;o  cognitiva n&atilde;o foi encontrada nesta popula&ccedil;&atilde;o. Isso difere  do que &eacute; apresentado na literatura: associa&ccedil;&atilde;o entre o maior  n&iacute;vel de escolaridade materna e escores mais altos em testes de intelig&ecirc;ncia<sup>12</sup>  e maiores escores nas avalia&ccedil;&otilde;es realizadas com a BSID-II<sup>26</sup>.  Hack et al.<sup>27</sup> observaram que aos dois anos de idade as influ&ecirc;ncias  do ambiente tornam-se mais evidentes e uma transi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica  come&ccedil;a a operar com o desenvolvimento das habilidades relacionadas &agrave;s  fun&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas, desenvolvimento da linguagem e forma&ccedil;&atilde;o  primitiva de conceito. Fatores ambientais que poderiam estar associados ao desempenho  mental n&atilde;o foram contemplados neste modelo, como a estimula&ccedil;&atilde;o  da crian&ccedil;a pelos respons&aacute;veis, fornecimento de brinquedos, organiza&ccedil;&atilde;o  de um ambiente favor&aacute;vel e pr&aacute;ticas e estilos parentais <sup>28</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora  a observa&ccedil;&atilde;o do decl&iacute;nio de desempenho tenha sido observado  no presente estudo e na maioria dos estudos com prematuros de risco, Procianoy  et al.<sup>21</sup> obtiveram resultado diferente ao comparar dois grupos de crian&ccedil;as  brasileiras nascidas com muito baixo peso (um apropriado para a idade gestacional  e o outro pequeno para a idade gestacional) avaliados com a BSID-II aos 8, 12,  18 e 24 meses de idade corrigida. Os dois grupos apresentaram um aumento nos escores  do IDM dos 8 meses aos 24 meses de idade corrigida, sendo que na &uacute;ltima  avalia&ccedil;&atilde;o metade da popula&ccedil;&atilde;o obteve um escore classificado  como normal. Isso indica uma necessidade de estudos maiores com a popula&ccedil;&atilde;o  de beb&ecirc;s prematuros brasileiros, investigando as caracter&iacute;sticas  desse atraso para que se possa entender melhor a que pode estar associado. Entretanto,  &eacute; importante observar que, no presente estudo, a maioria (91,8%) das crian&ccedil;as  com atraso moderado e grave na primeira avalia&ccedil;&atilde;o mantiveram este  n&iacute;vel de desempenho ao longo do tempo sugerindo que o resultado dos testes  aos 6 meses pode ser &uacute;til na indica&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o  precoce.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Limita&ccedil;&otilde;es  do estudo</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na  coorte em estudo, muitas crian&ccedil;as n&atilde;o realizaram as tr&ecirc;s avalia&ccedil;&otilde;es  preconizadas, por&eacute;m as caracter&iacute;sticas neonatais e sociais das crian&ccedil;as  que foram do grupo de perdas n&atilde;o diferiram daquelas das crian&ccedil;as  que permaneceram no estudo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  Escalas Bayley s&atilde;o consideradas padr&atilde;o-ouro<sup>11</sup> na avalia&ccedil;&atilde;o  do desenvolvimento, mas ainda n&atilde;o foram padronizadas para a popula&ccedil;&atilde;o  brasileira nem para crian&ccedil;as nascidas prematuras. Apesar de v&aacute;rias  pesquisas no pa&iacute;s utilizarem essa escala, os achados n&atilde;o podem ser  generalizados para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, em fun&ccedil;&atilde;o  das diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o  americana, onde a escala foi padronizada. No presente estudo o resultado se refere  a uma popula&ccedil;&atilde;o de alto risco e de menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico,  atendida em uma unidade hospitalar p&uacute;blica de refer&ecirc;ncia para risco  fetal, n&atilde;o podendo ser generalizado para a popula&ccedil;&atilde;o geral  de rec&eacute;m-nascidos de muito baixo peso.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  uso de instrumentos &eacute; fundamental para avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento  mental. Em nosso pa&iacute;s observa-se uma consider&aacute;vel escassez de instrumentos  atualizados e padronizados que tenham sido testados, traduzidos e adaptados para  a nossa realidade<sup>29</sup>.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  os prematuros de muito baixo peso estudados, o &Iacute;ndice de Desenvolvimento  Mental nas tr&ecirc;s idades n&atilde;o apresentou estabilidade, sendo constado  um pior desempenho aos 18-24 meses. Exceto no subgrupo com pneumonia neonatal,  cuja m&eacute;dia do IDM permaneceu est&aacute;vel com desempenho insatisfat&oacute;rio  nas tr&ecirc;s avalia&ccedil;&otilde;es. As crian&ccedil;as do sexo masculino  foram mais afetadas nas duas &uacute;ltimas idades avaliadas.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar  da Escala Bayley n&atilde;o ser padronizada para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira  nem de alto risco, &eacute; poss&iacute;vel realizar a an&aacute;lise da estabilidade  do &iacute;ndice mental, pois as compara&ccedil;&otilde;es foram feitas observando  as m&eacute;dias do IDM do mesmo grupo de prematuros em diferentes idades. N&atilde;o  podemos assegurar que a classifica&ccedil;&atilde;o de desempenho utilizada como  normal/anormal seja adequada em fun&ccedil;&atilde;o de aspectos transculturais  e de caracter&iacute;sticas peculiares &agrave;s crian&ccedil;as nascidas pr&eacute;-termo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Medidas  acuradas do desenvolvimento infantil nas crian&ccedil;as de risco s&atilde;o necess&aacute;rias  para identifica&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o precoces, de maneira  que seja poss&iacute;vel planejar a&ccedil;&otilde;es como orienta&ccedil;&atilde;o  &agrave;s fam&iacute;lias para estimula&ccedil;&atilde;o dos beb&ecirc;s e encaminhamento  a terapias especializadas visando minimizar as consequ&ecirc;ncias do nascimento  prematuro.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Quest&otilde;es  &eacute;ticas</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este  trabalho faz parte de um estudo longitudinal, prospectivo, aprovado pelo Comit&ecirc;  de &Eacute;tica do Instituto Fernandes Figueira, inicialmente em 2004, tendo sido  renovado em 2006 (CAAE 0066.0.008.000-03/ 0005.0.008.000-06). Os respons&aacute;veis  pelas crian&ccedil;as pertencentes &agrave; coorte de estudo assinaram termo de  consentimento livre e esclarecido.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Declaramos  que neste trabalho n&atilde;o houve qualquer liga&ccedil;&atilde;o ou acordo de  financiamento entre os autores e companhias ou pessoas que possam ter interesses  no material abordado no artigo.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1.  Wilson-Costello D, Friedman H, Minich N, Fanaroff AA, Hack M. Improved survival  rates with increased neurodevelopmental disability for extremely low birth weight  infants in the 1990s. <i>Pediatrics</i> 2005; 115(4): 997-1003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968442&pid=S1415-790X201200010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2.  Eickmann SH, Lira PIC, Lima MC. Desenvolvimento mental e motor aos 24 meses de  crian&ccedil;as nascidas a termo com baixo peso. <i>Arq Neuropsiquiat</i> 2002;  60(3-B): 748-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968444&pid=S1415-790X201200010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3.  Halpern R, Giugliani CGV, Barros FC, Horta BL. Fatores de risco para suspeita  de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses de vida. <i>J Pediatr</i>  2000; 76(6): 421-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968446&pid=S1415-790X201200010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4.  Santos LM, Santos DN, Bastos ACS, Assis AMO, Prado MS, Barreto ML. Determinants  of early cognitive development: hierarchical analysis of a longitudinal study.  <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2008; 24(2): 427-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968448&pid=S1415-790X201200010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5.  M&eacute;io MDBB, Lopes CS, Morsch DS. Fatores progn&oacute;sticos para o desenvolvimento  cognitivo de prematuros de muito baixo peso. <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>  2003; 37(3): 311-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968450&pid=S1415-790X201200010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6.  Chapieski ML, Evankovich KD. Behavioral effects of prematurity. <i>Semin in Perinatol</i>  1997; 21(3): 221-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968452&pid=S1415-790X201200010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7.  Bordin MBM, Linhares MBM, Jorge SM. Aspectos cognitivos e comportamentais na m&eacute;dia  meninice de crian&ccedil;as nascidas pr&eacute;-termo e com muito baixo peso.  <i>Psic Teor Pesq</i> 2001; 17(1): 49-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968454&pid=S1415-790X201200010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8.  Bhuta AT, Cleves AM, Casey PH, Cradock MM, Anand KJS. Cognitive and behavioral  outcomes of school-aged children who were born preterm. <i>JAMA</i> 2002; 288  (6): 728-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968456&pid=S1415-790X201200010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9.  Goto MMF, Gon&ccedil;alves VMG, Netto AA, Morcillo AM, Moura-Ribeiro MVL. Neurodesenvolvimento  de lactentes nascidos a termo pequenos para a idade gestacional no segundo m&ecirc;s  de vida. <i>Arq Neuropsiquiatr</i> 2005; 63(1): 75-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968458&pid=S1415-790X201200010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10.  Fraga DA, Linhares, MBM, Carvalho, AEV, Martinez, FE. Desenvolvimento de beb&ecirc;s  prematuros relacionado a vari&aacute;veis neonatais e maternas. <i>Psicologia  em Estudo</i> 2008, 13(2): 335-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968460&pid=S1415-790X201200010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11.  Koseck K, Harris SR. Changes in performance over time on the Bayley Scales of  Infant Development-II when administered to infants at high risk of developmental  disabilities. <i>Pediatr Phys Ther</i> 2004; 16(4): 199-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968462&pid=S1415-790X201200010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12.  Ment LR, Vohr B, Allan W, Katz KH, Schneider KC, Westerveld M <i>et al</i>. Change  in cognitive function over time in very low-birth-weight infants. <i>JAMA</i>  2003; 289(6): 705-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968464&pid=S1415-790X201200010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13.  Silveira RC, Procianoy RS, Koch MS, Benjamin ACW, Schlindwein CF. Growth and neurodevelopment  outcome of very low birth weight infants delivered by preeclamptic mothers. <i>Acta  Paediatr</i> 2007; 96(12): 1738-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968466&pid=S1415-790X201200010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14.  Niccols A, Latchman A. Stability of the Bayley mental scale of infant development  with high risk infants. <i>Br J Dev Disabil</i> 2002; 48: 3-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968468&pid=S1415-790X201200010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15.  Bayley N. <i>Bayley scales of infant development</i>. 2<sup>nd</sup> Ed. San Antonio:  Harcourt; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968470&pid=S1415-790X201200010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16.  Jobe AH, Bancalari E. Bronchopulmonary dysplasia. <i>Am Rev Respir Crit Care Med</i>  2001; 163(7): 1723-9</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968472&pid=S1415-790X201200010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17.  Ballard JL, Khoury JC, Wedig K, Wang L, Eilers-Ealsman BL, Lipp R. New Ballard  score, expanded to include extremely premature infants. <i>J Pediatr</i> 1991;  119 (3): 417- 23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968473&pid=S1415-790X201200010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18.  Alexander GR, Himes JH, Kayman RB, Mor J, Kogan MA. United States national reference  for fetal growth. <i>Obstet Gynecol</i> 1996; 87(2): 163-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968475&pid=S1415-790X201200010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19.  Papile L, Burstein J, Burstein R, Koffler H. Incidence and evaluation of subependymal  haemorrhage: a study of children with a birthweight less than 1500g. <i>J Pediatr</i>  1978; 92(4): 529-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968477&pid=S1415-790X201200010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20.  StataCorp.2007. Stata Statistical Software: Release 10. College Station, TX. StataCorp  LP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968479&pid=S1415-790X201200010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21.  Procianoy RS, Koch MS , Silveira RC. Neurodevelopmental outcome of appropriate  and small for gestational age very low birth weight infants. <i>J Child Neurol</i>  2009; 24: 788-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968481&pid=S1415-790X201200010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22.  Harris SR, Megens AM, Backman CL, Hayes VE. Stability of the Bayley II Scales  of Infant Development in a sample of low-risk and high-risk infants. <i>Dev Med  Child Neurol</i> 2005; 47(12): 820-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968483&pid=S1415-790X201200010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23.  Halpern R, Barros AJD, Matijasevich A, Santos IS, Victora CG, Barros FC. Developmental  status at age 12 months according to birth weight and family income: a comparison  of two Brazilian birth cohorts. <i>Cad Sa&uacute;de Publica</i> 2008; 24: S444-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968485&pid=S1415-790X201200010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24.  Constantinou JC, Adamson-Macedo E, Mirmiran M, Ariagno RL, Feisher BE. Neurobehavioral  assessment predicts differential outcome between vlbw and elbw preterm infants.  <i>J Perinatol</i> 2005; 25: 788-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968487&pid=S1415-790X201200010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25.  Lung FW, Shu BC, Ching TL, Chen PF, Lin LL. Predictive validity of Bayley scale  in language development of children at 6-36 months. <i>Pediatr Inter</i> 2009;  51:666-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968489&pid=S1415-790X201200010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26.  Wang L, Wang S, Huang C. Preterm infants of educated mothers have better outcome.  <i>Acta Paediatr</i> 2008; 97: 568-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968491&pid=S1415-790X201200010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27.  Hack M, Taylor G, Drotar D, Schluchter M, Cartar L, Wilson-Costelo D et al. Poor  predictive validity of the Bayley Scales of Infant Development for cognitive function  of extremely low birth weight children at school age. <i>Pediatrics</i> 2005;  116 (2): 333-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968493&pid=S1415-790X201200010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28.  Santos DN, Assis AMO, Bastos ACS, Santos LM, Santos CAST, Strina A et al. Determinants  of cognitive function in childhood: a cohort study in middle income context. <i>BMC  Public Health</i> 2008; 8: 202-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968495&pid=S1415-790X201200010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29.  Duarte CS, Bordin IAS. Instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o. <i>Rev Bras Psiquiatr</i>  2000; 22(SII): 55-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1968497&pid=S1415-790X201200010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/seta.jpg" border="0"></a>  <b> Correspond&ecirc;ncia:    <br> </b> Rosane Reis de Mello.    <br> Instituto Fernandes  Figueira    <br> Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz    <br> Rio de Janeiro, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  Av. Rui Barbosa 716, Flamengo    <br> Rio de Janeiro - CEP:22250-020    <br> E-mail: <a href="mailto:rosanemello@gmail.com">rosanemello@gmail.com</a>  ou <a href="mailto:rmello@iff.fiocruz.br">rmello@iff.fiocruz.br</a></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido  em: 23/05/11    <br> Vers&atilde;o final apresentada em: 04/11/11    <br> Aprovado em:  09/12/11    <br> Financiamento: PAPES IV- conv&ecirc;nio FIOCRUZ/CNPq; Processo No.  400115/2006-9.    <br> Agradecimentos: &Agrave; Juliana Ver&ccedil;osa Rocha Delam&ocirc;nica  pela aplica&ccedil;&atilde;o das Escalas Bayley e &agrave; Raquel de Carvalho  Ferreira pelo aux&iacute;lio na avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento das  crian&ccedil;as participantes da pesquisa.</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Wilson-Costello]]></surname>
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<surname><![CDATA[Friedman]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
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