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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida de portadores de HIV/AIDS e sua relação com linfócitos CD4+, carga viral e tempo de diagnóstico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Quality of life (QOL) has accompanied the treatment of AIDS patients, along with pharmacological innovations that have allowed patients to live longer and maintain their well-being. The present study aimed at evaluating the QOL of these patients and correlate it with clinical and laboratory data. The study included 205 patients with HIV/AIDS, who answered the WHOQOL-120-HIV; and whose socio-demographic data, clinical and laboratory findings were collected. The average age was 40.59 ± 11.81 years; CD4+ lymphocyte count, 397.9 ± 232.84 mm³; and years of diagnosis of HIV, 5.23 ± 3.94. Viral load was <50 copies/ml in 115 patients; 50 to 10.000 in 61; and above 10.000 copies in 29 patients. Domains achieved satisfactory average scores, and the best were the psychological (14.5 ± 2.7), followed by social relationships (13.7 ± 2.2), physical (12.7 ± 3.5), independence (12.6 ± 2.5), personal beliefs (12.4 ± 2.4), and environment (12.4 ± 1.8). The best scores on pain, pleasure, social support, physical environment, and personal belief facets were observed for those with higher CD4 levels (p < 0.05). The best scores for the finance, leisure, concerns about the future, overall QOL, and perceived health facets were observed for patients with viral load <50 (p < 0.05). The highest rates for energy, fatigue, sexual activity, information, transportation, symptoms, care, and concerns about the future facets were seen in patients with less time of diagnosis (p < 0.05). HIV/AIDS patients in the study had an intermediate QOL correlating to CD4 levels, VL, and time of diagnosis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Qualidade    de vida de portadores de HIV/AIDS e sua rela&ccedil;&atilde;o com linf&oacute;citos    CD4+, carga viral e tempo de diagn&oacute;stico</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Quality of life    of people living with HIV/AIDS and its relationship with CD4+ lymphocytes, viral    load and time of diagnosis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Brunno Elias    Ferreira<sup>I</sup>; Isabele Mendes Oliveira<sup>II</sup>; Anamaria Mello Miranda    Paniago<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Faculdade    Unigran Capital    <br>   <sup>II</sup>Departamento de DST/AIDS    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), FAMED</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A qualidade de    vida (QV) acompanha o tratamento dos pacientes com AIDS, juntamente com as inova&ccedil;&otilde;es    farmacol&oacute;gicas, que permitiram prolongar a vida do paciente e a manuten&ccedil;&atilde;o    de seu bem-estar. O presente estudo objetivou verificar a QV desses pacientes    e correlacionar com dados cl&iacute;nicos e laboratoriais. Participaram 205    pacientes HIV/AIDS, os quais responderam ao question&aacute;rio WHOQOL-120-HIV    e tiveram coletados seus dados sociodemogr&aacute;ficos, cl&iacute;nicos e laboratoriais.    A m&eacute;dia et&aacute;ria foi de 40,59 &#177; 11,81 anos; contagem de linf&oacute;citos    CD4+ de 397,97 &#177; 232,84 mm<sup>3</sup> e 5,23&nbsp;&#177;&nbsp;3,94&nbsp;anos    de diagn&oacute;stico do HIV. A carga viral era &lt;50 c&oacute;pias/ml em 115    pacientes; em 61, entre 50 e 10.000; e em 29 acima de 10.000 c&oacute;pias.    Os dom&iacute;nios atingiram bons escores m&eacute;dios, sendo que o melhor    foi o psicol&oacute;gico (14,5 &#177; 2,7), seguido de rela&ccedil;&otilde;es    sociais (13,7 &#177; 2,2), f&iacute;sico (12,7 &#177; 3,5), n&iacute;vel de    independ&ecirc;ncia (12,6 &#177; 2,5), cren&ccedil;as pessoais (12,4 &#177;    2,4) e meio ambiente (12,4 &#177; 1,8). Os melhores escores nas facetas dor,    lazer, apoio social, ambiente f&iacute;sico e cren&ccedil;as pessoais foram    os com maiores n&iacute;veis de CD4 (p &lt; 0,05). J&aacute; nas facetas finan&ccedil;as,    lazer, preocupa&ccedil;&otilde;es sobre o futuro e QV geral e percep&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de foram em pacientes com carga viral &lt;50 (p &lt; 0,05). Os    melhores &iacute;ndices nas facetas energia e fadiga, atividade sexual, informa&ccedil;&atilde;o    e transporte, sintomas da doen&ccedil;a, cuidados e preocupa&ccedil;&otilde;es    sobre o futuro foram verificados em pacientes com menor tempo de diagn&oacute;stico    (p &lt; 0,05). Os pacientes com HIV/AIDS do estudo apresentam QV de n&iacute;vel    intermedi&aacute;rio e associa&ccedil;&atilde;o com os n&iacute;veis de CD4,    CV e tempo de diagn&oacute;stico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    AIDS. OMS. HAART. Bem-estar. Sa&uacute;de. Epidemiologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quality of life    (QOL) has accompanied the treatment of AIDS patients, along with pharmacological    innovations that have allowed patients to live longer and maintain their well-being.    The present study aimed at evaluating the QOL of these patients and correlate    it with clinical and laboratory data. The study included 205 patients with HIV/AIDS,    who answered the WHOQOL-120-HIV; and whose socio-demographic data, clinical    and laboratory findings were collected. The average age was 40.59 &#177; 11.81    years; CD4+ lymphocyte count, 397.9 &#177; 232.84 mm<sup>3</sup>; and years    of diagnosis of HIV, 5.23 &#177; 3.94. Viral load was &lt;50 copies/ml in 115    patients; 50&nbsp;to 10.000 in 61; and above 10.000 copies in 29 patients. Domains    achieved satisfactory average scores, and the best were the psychological (14.5    &#177; 2.7), followed by social relationships (13.7 &#177; 2.2), physical (12.7    &#177; 3.5), independence (12.6 &#177; 2.5), personal beliefs (12.4 &#177; 2.4),    and environment (12.4 &#177; 1.8). The best scores on pain, pleasure, social    support, physical environment, and personal belief facets were observed for    those with higher CD4 levels (p &lt; 0.05). The best scores for the finance,    leisure, concerns about the future, overall QOL, and perceived health facets    were observed for patients with viral load &lt;50 (p &lt; 0.05). The highest    rates for energy, fatigue, sexual activity, information, transportation, symptoms,    care, and concerns about the future facets were seen in patients with less time    of diagnosis (p &lt; 0.05). HIV/AIDS patients in the study had an intermediate    QOL correlating to CD4 levels, VL, and time of diagnosis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    AIDS. WHO. HAART. Well-being. Health. Epidemiology.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O surgimento da    AIDS na d&eacute;cada de 1980 foi marcado com grande sofrimento relacionado    ao fato de ser uma doen&ccedil;a grave e fatal e associada a cont&aacute;gio    sexual e uso de drogas il&iacute;citas, trazendo forte impacto psicol&oacute;gico    ao portador da doen&ccedil;a<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s tr&ecirc;s    d&eacute;cadas, a doen&ccedil;a apresenta caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas    e cl&iacute;nicas diferentes daquelas inicialmente observadas. Os avan&ccedil;os    no diagn&oacute;stico e tratamento foram significativos e o Brasil tem se destacado    no panorama internacional com a disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos medicamentos    pelo sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O tempo de sobrevida    do paciente HIV/AIDS aumentou ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o da terapia    antirretroviral de alta pot&ecirc;ncia (HAART), a partir de 1996<sup>1,3</sup>.    O tratamento inibe a replica&ccedil;&atilde;o do HIV, proporcionando redu&ccedil;&atilde;o    do RNA viral e, assim, observa-se a eleva&ccedil;&atilde;o dos linf&oacute;citos    CD4+, c&eacute;lulas-alvo do HIV. A recupera&ccedil;&atilde;o da imunidade nestes    indiv&iacute;duos garante maior sobrevida, j&aacute; que diminuem os riscos    de adoecimento por infec&ccedil;&otilde;es oportunistas. Apesar de os medicamentos    serem eficientes, os pacientes podem apresentar ampla manifesta&ccedil;&atilde;o    de efeitos colaterais<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A qualidade de    vida (QV) de doentes cr&ocirc;nicos tem sido preocupa&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS), que elaborou um instrumento para este fim, o    WHOQOL-100<sup>4</sup>, e mais recentemente um espec&iacute;fico para pacientes    HIV/AIDS, o WHOQOL-120-HIV<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os objetivos desse    estudo foram analisar a QV de pacientes HIV/AIDS atendidos em servi&ccedil;o    especializado no Estado de Mato Grosso do Sul (Brasil) e investigar sua associa&ccedil;&atilde;o    com n&iacute;veis de linf&oacute;citos CD4+, Carga viral do HIV e tempo de diagn&oacute;stico    da infec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi realizado um    estudo tipo corte transversal, no qual foi utilizada amostragem n&atilde;o-probabil&iacute;stica    consecutiva<sup>6</sup> de pacientes que frequentaram o hospital de refer&ecirc;ncia    do estudo de julho a outubro de 2008. Foram identificados 439 pacientes portadores    de HIV em acompanhamento ambulatorial no Hospital-Dia Professora Esterina Corsini.    Foi adotada preval&ecirc;ncia de 50% (&#177; 5%), n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 5% e 95% de confian&ccedil;a, resultando em amostra com 205 participantes.    Foram eleg&iacute;veis para a pesquisa os pacientes com exame confirmat&oacute;rio    de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV no prontu&aacute;rio m&eacute;dico; idade    igual ou superior a 18 anos; que n&atilde;o tinham dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o    que comprometesse o entendimento do question&aacute;rio; e participa&ccedil;&atilde;o    volunt&aacute;ria no estudo assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para avalia&ccedil;&atilde;o    da QV foi utilizado o instrumento WHOQOL-120 HIV, j&aacute; validado no Brasil    para a l&iacute;ngua portuguesa<sup>5</sup>. O WHOQOL-120 HIV tem seis dom&iacute;nios    que representam as manifesta&ccedil;&otilde;es maiores da QV: f&iacute;sico,    psicol&oacute;gico, n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia, rela&ccedil;&otilde;es    sociais, meio ambiente e espiritualidade/religiosidade/cren&ccedil;as pessoais    (ERCP). Cada dom&iacute;nio &eacute; composto por facetas, manifesta&ccedil;&otilde;es    menores da QV, totalizando 29, sendo cinco espec&iacute;ficas para pessoas vivendo    com HIV/AIDS (PVHA) e uma sobre a QV geral. S&atilde;o 120 quest&otilde;es que    devem ser respondidas em escala Likert, definindo intensidade. O instrumento    foi aplicado por meio de entrevista<sup>4,5,7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As quest&otilde;es    formuladas negativamente no WHOQOL-120 HIV foram invertidas, de modo que todos    os escores refletem linearmente a QV, sendo 1 a pior QV e 5 a melhor, tendo    o valor 3 como intermedi&aacute;rio. Esse ajuste matem&aacute;tico permite o    c&aacute;lculo das facetas que, agrupadas, resultam nos valores de cada dom&iacute;nio.    Os escores variam de 4 a 20 pontos, refletindo a pior e melhor QV, respectivamente.    Para an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o dos pacientes quanto aos escores    dos dom&iacute;nios da QV foram estipuladas tr&ecirc;s posi&ccedil;&otilde;es:    inferior (de 4 a 10 pontos), intermedi&aacute;ria (de 10,1 a 14,9) e superior    (de 15 a 20)<sup>6,8-10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para coleta de    dados sociodemogr&aacute;ficos, cl&iacute;nicos e laboratoriais foi utilizado    instrumento pr&oacute;prio. Os resultados de contagem de CD4+ e Carga Viral    do HIV foram coletados nos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos dos pacientes e    o resultado considerado foi o de 30 dias antes ou depois da entrevista. Estes    exames foram todos realizados pelo mesmo laborat&oacute;rio. A contagem de CD4+    foi realizada por citometria de fluxo e a carga viral (CV) do HIV foi quantificada    pela t&eacute;cnica de amplifica&ccedil;&atilde;o baseada na sequ&ecirc;ncia    de &aacute;cidos nucl&eacute;icos (NASBA&#174; Organon Teknica, Boxtel, Holland),    com limite para detec&ccedil;&atilde;o acima de 50 c&oacute;pias/ml.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    estat&iacute;stica foi realizada no software Bioestat 5.0. Foi utilizada estat&iacute;stica    descritiva; teste Mann-Whitney para duas amostras independentes; e an&aacute;lise    de vari&acirc;ncia com o teste ANOVA para um crit&eacute;rio (a posteriori Tukey)    ou Kruskal-Wallis (a posteriori Student-Newman-Keuls), de acordo com as vari&aacute;veis    analisadas. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia adotado foi de p &lt; 0,05.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa foi    aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal de Mato Grosso    do Sul sob o protocolo 27/2008 e os autores afirmam que n&atilde;o existe conflito    de interesse na realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="#t1">Tabela    1</a> sumariza a distribui&ccedil;&atilde;o dos 205 participantes conforme os    escores obtidos em cada dom&iacute;nio. Os escores das facetas s&atilde;o mostrados    na <a href="#t2">Tabela 2</a>. A avalia&ccedil;&atilde;o da QV em rela&ccedil;&atilde;o    a dados sociodemogr&aacute;ficos est&aacute; mostrada na <a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/07t3.jpg">Tabela    3</a>, e em rela&ccedil;&atilde;o a dados cl&iacute;nicos e laboratoriais na    <a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/07t4.jpg">Tabela 4</a>.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/07t1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/07t2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A contagem de c&eacute;lulas    CD4 apresentou diferen&ccedil;a significante no dom&iacute;nio n&iacute;vel    de independ&ecirc;ncia, entre o grupo com 200 a 499 c&eacute;lulas e o grupo    com <u>&gt;</u> 500 (p &lt; 0,01). O tempo de infec&ccedil;&atilde;o apresentou    associa&ccedil;&atilde;o com o dom&iacute;nio ERCP, sendo significativamente    mais alta no grupo de 2,1 a 5 anos (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/07t4.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presen&ccedil;a    de outra doen&ccedil;a concomitante &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV    afetou negativamente os dom&iacute;nios n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia    e rela&ccedil;&otilde;es sociais, com melhor escore dos pacientes sem complica&ccedil;&atilde;o    paralela. O n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia tamb&eacute;m foi afetado negativamente    pelo uso dos medicamentos antirretrovirais, sendo observada diferen&ccedil;a    significante entre aqueles que usavam os medicamentos e aqueles que n&atilde;o    os utilizavam, que tamb&eacute;m apresentaram a melhor m&eacute;dia nesse dom&iacute;nio    (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/07t4.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas da amostra s&atilde;o semelhantes    &agrave;s observadas nos pacientes adultos com HIV/AIDS no Brasil e em outros    pa&iacute;ses: amostra com maioria masculina, com trabalho e baixa renda, uso    da HAART e baixa frequ&ecirc;ncia de doen&ccedil;as concomitantes ao HIV<sup>4,5,7-    9,11-14</sup>. Os escores m&eacute;dios obtidos para os seis dom&iacute;nios    foram de 12,6 a 14,8 pontos, classificados como intermedi&aacute;rios<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PVHAs na &Iacute;ndia<sup>11</sup>    tiveram escores m&eacute;dios similares aos obtidos neste estudo, exceto no    dom&iacute;nio meio-ambiente, superior ao encontrado por esse trabalho. Em outro    estudo indiano<sup>8</sup> foram encontrados escores superiores nos dom&iacute;nios    da QV em compara&ccedil;&atilde;o com os pacientes deste trabalho, com exce&ccedil;&atilde;o    do dom&iacute;nio rela&ccedil;&otilde;es sociais, que foi inferior.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com as    faixas et&aacute;rias, as melhores m&eacute;dias foram apresentadas pelos grupos    mais jovens (de 20 a 39 anos). PVHAs<sup>12</sup> tamb&eacute;m apresentaram    a associa&ccedil;&atilde;o, sendo a das pessoas com at&eacute; 35 anos as melhores    m&eacute;dias, com significativa diferen&ccedil;a das idades mais avan&ccedil;adas    no dom&iacute;nio psicol&oacute;gico. De acordo com os dados deste estudo, existe    comportamento negativo na rela&ccedil;&atilde;o entre a idade e a QV de PVHAs.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos et al.<sup>6</sup>    apontaram que os homens apresentam melhor QV que as mulheres, concordando com    o presente estudo nos dom&iacute;nios f&iacute;sico, psicol&oacute;gico e ERCP.    A compreens&atilde;o dessas diferen&ccedil;as &eacute; mais bem entendida &agrave;    luz do local de an&aacute;lise, pois na &Iacute;ndia<sup>8</sup> as mulheres    apresentam melhor QV e na Cro&aacute;cia<sup>12</sup> n&atilde;o foram identificadas    diferen&ccedil;as entre os sexos. Repress&atilde;o religiosa e social, acesso    a lazer e outros componentes sociais, bem como a garantia de direitos entre    os sexos, incidem sobre os dom&iacute;nios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escolaridade    apresentou associa&ccedil;&atilde;o com a QV, sendo que os pacientes sem nenhuma    escolaridade tiveram as piores m&eacute;dias nos escores f&iacute;sico, psicol&oacute;gico,    n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia, rela&ccedil;&otilde;es sociais e meio ambiente.    Outros estudos observaram correla&ccedil;&atilde;o entre QV e escolaridade<sup>6,12</sup>,    evidenciando que investimentos em educa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m podem    influenciar a QV em PVHAs.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estado civil    apresentou associa&ccedil;&atilde;o com quatro dom&iacute;nios: f&iacute;sico,    psicol&oacute;gico, n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia e rela&ccedil;&otilde;es    sociais. Os pacientes casados apresentaram as maiores m&eacute;dias, sendo as    piores observadas nos indiv&iacute;duos separados/divorciados ou vi&uacute;vos.    Essa associa&ccedil;&atilde;o j&aacute; foi verificada<sup>12</sup> no dom&iacute;nio    rela&ccedil;&otilde;es sociais, justificado pelo prov&aacute;vel maior apoio    social desse grupo. &Eacute; poss&iacute;vel que os pacientes em relacionamento    conjugal apresentem melhor suporte social e apoio, afetando positivamente a    QV, exemplificado por mulheres casadas ou em uni&atilde;o est&aacute;vel<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diferen&ccedil;as    significantes no dom&iacute;nio meio ambiente entre as pessoas de pele branca    e parda j&aacute; foram observadas<sup>6</sup>, sendo que a classifica&ccedil;&atilde;o    foi autorreferida. Os autores apontam que as diferen&ccedil;as sociais podem    ser respons&aacute;veis pela melhor QV nesse dom&iacute;nio dos pacientes de    pele branca sobre os de pele parda e negra. Neste estudo foi poss&iacute;vel    identificar diferen&ccedil;a entre as pessoas de pele parda e as de pele negra    no dom&iacute;nio psicol&oacute;gico, com melhor escore dos negros, discordando    de achados pr&eacute;vios<sup>6</sup>. Como no trabalho destes autores, este    estudo foi realizado em servi&ccedil;o universit&aacute;rio de refer&ecirc;ncia;    logo, a QV dos indiv&iacute;duos selecionados nesse estudo pode ter sido superestimada    quando comparada com popula&ccedil;&otilde;es exclu&iacute;das ou em servi&ccedil;os    com recursos prec&aacute;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A renda apresentou    associa&ccedil;&atilde;o com a QV nos dom&iacute;nios f&iacute;sico, psicol&oacute;gico,    n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia, rela&ccedil;&otilde;es sociais e meio-ambiente.    As pessoas com renda de 3,1 a 4 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos (SM) apresentaram    os melhores escores nos dom&iacute;nios, com exce&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio    ERCP, demonstrando um limite da influ&ecirc;ncia financeira sobre a QV dos indiv&iacute;duos    estudados. Os pacientes que trabalhavam obtiveram melhores escores em todos    os dom&iacute;nios, com exce&ccedil;&atilde;o do ERCP. O bem-estar material    e a renda podem afetar a QV, mas devem ser compreendidos em um universo de fatores    que tamb&eacute;m comp&otilde;e o conceito<sup>8,11,13,16</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os pacientes em    melhor condi&ccedil;&atilde;o do sistema imunol&oacute;gico, representada pela    contagem de c&eacute;lulas <u>&gt;</u> 500/mm<sup>3</sup>, apresentaram melhor    escore no dom&iacute;nio n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia que o grupo com    contagem de c&eacute;lulas CD4 abaixo de 500. Isso corrobora com observa&ccedil;&otilde;es    de melhores escores em pacientes com n&iacute;veis mais altos de c&eacute;lulas    CD4+<sup>9,11</sup>. O dom&iacute;nio n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia tem    o uso de medicamentos como uma das facetas que pontua negativamente. O diagn&oacute;stico    e tratamento precoces s&atilde;o fatores que, ao permitir melhora imunol&oacute;gica    e esquemas terap&ecirc;uticos com menor n&uacute;mero de medicamentos, podem    influir positivamente na QV desses pacientes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; foi identificada    associa&ccedil;&atilde;o da CV com o dom&iacute;nio f&iacute;sico<sup>9</sup>,    com pior escore do grupo em transi&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel n&atilde;o    identific&aacute;vel para o n&iacute;vel identific&aacute;vel. Essa mudan&ccedil;a,    com magnitude para afetar a QV do paciente, chama a aten&ccedil;&atilde;o para    manter os esfor&ccedil;os de controlar a CV em n&iacute;vel n&atilde;o mensur&aacute;vel.    Em outro estudo<sup>11</sup> houve associa&ccedil;&atilde;o com os dom&iacute;nios    f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia e meio    ambiente, com piores m&eacute;dias no grupo com mais de um milh&atilde;o de    c&oacute;pias virais. Apesar de o tratamento apresentar efeitos mais agressivos    durante a alta replica&ccedil;&atilde;o viral, esse estudo contou com a participa&ccedil;&atilde;o    de pacientes assintom&aacute;ticos; logo, os autores sugeriram uma compreens&atilde;o    mais ampla dos efeitos da CV e da contagem de c&eacute;lulas CD4 sobre a QV    das PVHA. No presente estudo n&atilde;o foi identificada associa&ccedil;&atilde;o    da CV com a QV, al&eacute;m do comportamento das m&eacute;dias ser difuso em    rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s faixas analisadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; preciso    pensar na QV como um estado multifatorial<sup>11</sup>; assim, a contagem de    c&eacute;lulas CD4 e CV podem ser fatores de confus&atilde;o, mas &eacute; consenso    que pacientes com baixa contagem de CD4 e elevada CV s&atilde;o mais propensos    a sintomas da doen&ccedil;a, a infec&ccedil;&otilde;es oportunistas e a uso    de maior n&uacute;mero de medicamentos que afetam a QV negativamente<sup>6,7,9,11</sup>.    Exemplificando, apesar de a amostra estudada n&atilde;o ter apresentado associa&ccedil;&atilde;o    entre a contagem de c&eacute;lulas CD4 com o dom&iacute;nio f&iacute;sico, &eacute;    evidente que a queda na contagem de linf&oacute;citos CD4+ representa comprometimento    do sistema imunol&oacute;gico, facilitando a instala&ccedil;&atilde;o de uma    infec&ccedil;&atilde;o oportunista e afetando negativamente este dom&iacute;nio.    Esse evento &eacute; conhecido como efeito em cadeia<sup>9</sup>, quando algo    n&atilde;o associado estatisticamente &agrave; QV pode afetar a mesma por meio    de outra vari&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O tempo de infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV apresentou associa&ccedil;&atilde;o com o dom&iacute;nio ERCP, com    diferen&ccedil;as significantes entre os grupos <u>&lt;</u> 2 anos, de 2,1 a    5 anos e de 5,1 a 8 anos. Esse dom&iacute;nio representa as cren&ccedil;as do    indiv&iacute;duo em for&ccedil;as exteriores, que em momentos de dificuldade    pode ajudar o paciente a vencer obst&aacute;culos<sup>16</sup>, e a associa&ccedil;&atilde;o    com o dom&iacute;nio meio ambiente j&aacute; foi verificada<sup>6</sup>, com    melhor escore do grupo de 2 a 5 anos de infec&ccedil;&atilde;o. Neste dom&iacute;nio,    o grupo com o mesmo tempo de infec&ccedil;&atilde;o do presente estudo tamb&eacute;m    apresentou a melhor m&eacute;dia. J&aacute; o grupo com menor tempo de infec&ccedil;&atilde;o    esteve entre os piores escores em todos os dom&iacute;nios do WHOQOL-120 HIV.    Esse paciente que ingressa no tratamento da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV    sofre altera&ccedil;&atilde;o em sua rotina di&aacute;ria, com visitas ao m&eacute;dico    e testes laboratoriais, al&eacute;m dos medicamentos. A infec&ccedil;&atilde;o    representa novos aspectos psicol&oacute;gicos sobre a aceita&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a e as novas din&acirc;micas dos relacionamentos sociais a que    est&aacute; habituado, representando per&iacute;odo com baixo n&iacute;vel de    QV.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na vari&aacute;vel    presen&ccedil;a de outra doen&ccedil;a (entre elas a citomegalovirose, hepatite,    pneumonia, candid&iacute;ase, toxoplasmose, diarr&eacute;ia e neurotoxoplasmose)    foi observada associa&ccedil;&atilde;o com os dom&iacute;nios n&iacute;vel de    independ&ecirc;ncia e rela&ccedil;&otilde;es sociais, com o grupo sem outra    doen&ccedil;a atingindo melhor QV em ambos. Esses resultados concordam com estudos    pr&eacute;vios<sup>6,12</sup>. A presen&ccedil;a de outra doen&ccedil;a pode    favorecer a apresenta&ccedil;&atilde;o de outros sintomas e eventualmente utilizar    um n&uacute;mero maior de medicamentos, afetando negativamente a QV.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No instrumento    WHOQOL-120 HIV, o uso de medicamentos ou depend&ecirc;ncia de tratamentos est&aacute;    relacionado ao dom&iacute;nio n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia<sup>14</sup>.    No presente estudo, os pacientes que estavam em tratamento com a terapia antirretroviral    apresentaram m&eacute;dia inferior ao grupo que n&atilde;o estava usando os    medicamentos, e a vari&aacute;vel apresentou associa&ccedil;&atilde;o com o    dom&iacute;nio. J&aacute; foi identificado impacto no componente f&iacute;sico    para aqueles em terapia antirretroviral<sup>9</sup> e observados efeitos negativos    dos medicamentos em seis meses de uso<sup>13</sup>, mas ap&oacute;s esse tempo    a QV atingiu n&iacute;veis pr&eacute;-terapia antirretroviral. Dessa forma,    conclu&iacute;ram que o tratamento n&atilde;o apresenta efeitos negativos em    longo prazo na QV.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A qualidade de    vida &eacute; um campo complexo e pode sofrer interfer&ecirc;ncia de diversos    fatores. Idade jovem, sexo masculino, escolaridade, estado civil casado, boa    renda mensal, trabalhar, alto n&iacute;vel de linf&oacute;citos CD4+ e aus&ecirc;ncia    de medicamentos antirretrovirais s&atilde;o fatores que apresentaram rela&ccedil;&atilde;o    positiva com a qualidade de vida,</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com os dados deste    estudo &eacute; poss&iacute;vel perceber que an&aacute;lises isoladas de vari&aacute;veis    na tentativa de identificar aquelas que afetam a QV do paciente portador do    HIV s&atilde;o pobres. Como j&aacute; foi sugerido<sup>11</sup>, &eacute; poss&iacute;vel    compreender a QV do paciente de maneira ampla, para maior efetividade da an&aacute;lise.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Sepkowitz KA.    AIDS - The first 20 years. <i>N Engl J Med</i>. 2001; 344 (23), 1764-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969425&pid=S1415-790X201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Secretaria da Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Programa Nacional    de DST/Aids. <i>Boletim epidemiol&oacute;gico AIDS/DST</i> Bras&iacute;lia;    2008, 5(1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969427&pid=S1415-790X201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Weiss RA. Twenty-five    years of human immunodeficiency virus research: successes and challenges. <i>Clin    Exp Immunol</i> 2008; 152: 201-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969429&pid=S1415-790X201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Fleck MPA, Leal    OF, Louzada S, Xavier M, Chachamovich E, Vieira G et al. Aplica&ccedil;&atilde;o    da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o    de qualidade de vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (WHOQOL-100).    <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 1999; 33(2): 198-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969431&pid=S1415-790X201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Zimpel RR, Fleck    MP. Quality of life in HIV-positive Brazilians: application and validation of    the World Health Organization Quality of Life-HIV, Brazilian version. <i>AIDS    Care</i> 2007; 19(7): 923-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969433&pid=S1415-790X201200010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Santos ECM,    Fran&ccedil;a Junior I, Lopes F. Qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/Aids    em S&atilde;o Paulo. <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2007; 41(S2): 64-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969435&pid=S1415-790X201200010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Wig N, Lekshmi    R, Pal H, Ahuja V, Mittal CM, Agarwal SK. The impact of HIV/AIDS on the quality    of life: a cross sectional study in North India. <i>Indian J Med Sci</i>. 2006;    60(1): 3-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969437&pid=S1415-790X201200010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Chandra PS,    Satyanarayana VA, Satishchandra P, Satish KS, Kumar M. Do Men and women with    HIV differ in their quality of life? A study from South India. <i>AIDS Behav</i>    2008; 13(1): 110-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969439&pid=S1415-790X201200010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Gill CJ, Griffith    JL, Jacobson D, Skinner S, Gorbach SL, Wilson IB. Relationship of HIV viral    loads, CD4 counts, and HAART use to health-related quality of life. <i>JAIDS</i>    2002; 30(5): 485-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969441&pid=S1415-790X201200010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Hammer SM,    Saag MS, Schechter M, Montaner JSG, Schooley RT, Jacobsen DM, et al. Treatment    for adult HIV infection: 2006 recommendations of the International AIDS Society-USA    Panel. <i>JAMA</i> 2006; 296(7): 827-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969443&pid=S1415-790X201200010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Chandra PS,    Gandhi C, Satishchandra P, Kamat A, Desai A, Ravi V, et al. Quality of life    in HIV subtype C infection among asymptomatic subjects and its association with    CD4 counts and viral loads - a study from South India. <i>Qual Life Res</i>    2006; 15: 1597-605.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969445&pid=S1415-790X201200010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Kovacevic SB,    Vurusic T, Duvancic K, Macek M. Quality of life of HIV-infected persons in Croatia.    <i>Coll. Antropo.</i> 2006; 30(S2): 79-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969447&pid=S1415-790X201200010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Liu C, Weber    K, Robison E, Hu Z, Jacobson LP, Gange SJ. Assessing the effect of HAART on    change in quality of life among HIV-infected women. <i>AIDS Research and Therapy</i>    2006; 3(6).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969449&pid=S1415-790X201200010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. WHOQOL HIV    Group. WHOQOL-HIV for quality of life assessment among people living with HIV    and AIDS-results from the field test. <i>AIDS Care</i>. 2004; 16(7): 882-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969451&pid=S1415-790X201200010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Galv&atilde;o    LLF, Farias MCS, Azevedo PRM, Vilar MJP, Azevedo GD. Preval&ecirc;ncia de transtornos    mentais comuns e avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida no climat&eacute;rio.    <i>Rev Assoc Med Bras</i> 2007; 53(5): 414-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969453&pid=S1415-790X201200010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Peterson M,    Webb D. Religion and spirituality in quality of life studies. <i>Appl Res Quality    of Life</i> 2006; 1, 107-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1969455&pid=S1415-790X201200010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/seta.jpg" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b> Brunno Elias Ferreira    <br>   Rua Bentevi, 176, Bairro S&atilde;o Francisco    <br>   Campo Grande, MS, CEP 79118-060    <br>   E-mail: <a href="mailto:brunno@brunnoelias.com.br">brunno@brunnoelias.com.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 14/02/11    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em: 09/08/11    <br>   Aprovado em: 02/09/11    <br>   Este estudo n&atilde;o contou com financiamento.</font></p>      ]]></body><back>
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