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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de diarreia em crianças e condições de saneamento e moradia em áreas periurbanas de Guarulhos, SP]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diarrhea in children and sanitation and housing conditions in periurban areas in the city of Guarulhos, SP]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A cross-sectional study was carried out to identify the association between diarrhea in 0-2 year-old children and children´s characteristics, access to sanitation and housing conditions in a periurban area served by the Family Health Program, in the city of Guarulhos, SP. Data were obtained from FHP registration forms. Multiple logistic regression showed interaction for Housing*Sewage (other materials and non collected wastewater, p < 0.001), age group (4 - 9 months old, p = 0.054; 10 months and older, p = 0.008) as risk factors for diarrhea. Information collected by the Family Health Program could be an excellent tool to identify populations with poor housing and sanitation conditions at locations where sanitation indicators are not efficient to identify populations living at risk.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Diarreia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS  ORIGINAIS</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Preval&ecirc;ncia  de diarreia em crian&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es de saneamento e moradia  em &aacute;reas periurbanas de Guarulhos, SP<a href="#back"><sup>*</sup></a></b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mariana  Gutierres Arteiro da Paz<sup>I</sup>; M&aacute;rcia Furquim de Almeida<sup>II</sup>;  Wanda Maria Risso G&uuml;nther<sup>III</sup></b> </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Programa  de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia Ambiental do Instituto  de Eletrot&eacute;cnica e Energia da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br> <sup>II</sup>Departamento  de Epidemiologia da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de  S&atilde;o Paulo    <br> <sup>III</sup>Departamento de Sa&uacute;de Ambiental da Faculdade  de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi  realizado estudo transversal em &aacute;rea periurbana do Munic&iacute;pio de  Guarulhos, SP, atendida pelo Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF) para  verificar associa&ccedil;&atilde;o entre ocorr&ecirc;ncia de diarreia em crian&ccedil;as  de 0-2 anos de idade e caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, condi&ccedil;&otilde;es  de saneamento e tipo de moradia. Os dados foram coletados nas fichas de registro  do PSF. Foi realizada an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica multivariada,  a qual indicou a intera&ccedil;&atilde;o <i>Moradia*Esgoto</i> (outros materiais  e aus&ecirc;ncia de rede de esgoto, p &lt; 0,001) e <i>idade</i> (4 - 9 meses,  p = 0,054; e 10 meses e mais, p = 0,008) como fatores de risco para ocorr&ecirc;ncia  de diarreia. Em localidades com falta de dados para compor indicadores de saneamento  b&aacute;sico que permitem identificar popula&ccedil;&otilde;es que vivem situa&ccedil;&otilde;es  de risco para a ocorr&ecirc;ncia de diarr&eacute;ia, as informa&ccedil;&otilde;es  coletadas pelo PSF podem se constituir em excelente ferramenta para identifica&ccedil;&atilde;o  de n&uacute;cleos populacionais com prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de  habita&ccedil;&atilde;o e saneamento.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-Chave:</b>  Diarreia. Saneamento b&aacute;sico. Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. &Aacute;rea  periurbana. Estudo epidemiol&oacute;gico. Sa&uacute;de ambiental.</font></p><hr size="1" noshade>      <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  diarreia &eacute; um grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica intimamente  associado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de higiene e da &aacute;gua utilizada<sup>1</sup>.  Relat&oacute;rio da OMS aponta a diarreia como a segunda maior respons&aacute;vel  por &oacute;bito na inf&acirc;ncia representando em torno de 1,5 milh&otilde;es  de mortes anuais de crian&ccedil;as de at&eacute; 5 anos<sup>2</sup>. Em dados  globais, as doen&ccedil;as diarr&eacute;icas est&atilde;o entre as maiores causas  de morbidade e mortalidade em pa&iacute;ses em desenvolvimento<sup>3</sup>, onde  s&atilde;o frequentes e podem ser fatais<sup>4</sup>, principalmente em crian&ccedil;as  jovens<sup>5</sup>. Nesses pa&iacute;ses, estima-se que 1,5% das mortes de rec&eacute;m-nascidos  em 1993 foram causadas por doen&ccedil;as diarr&eacute;icas<sup>4</sup> e, somente  na Am&eacute;rica Latina e Caribe, foram respons&aacute;veis por 7,1% dos &oacute;bitos  no per&iacute;odo de 1998 a 2002<sup>6</sup>. A transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as  infecciosas como a diarreia &eacute; um processo complexo, com muitos determinantes<sup>7</sup>;  ainda assim, sabe-se que 88% das mortes por diarreia s&atilde;o atribu&iacute;das  &agrave; &aacute;gua n&atilde;o pot&aacute;vel, saneamento inadequado e higiene  prec&aacute;ria<sup>2</sup>. Por isso, entre as medidas de preven&ccedil;&atilde;o  da diarreia infantil est&atilde;o o provimento de &aacute;gua, em quantidade e  qualidade; afastamento e tratamento de efluentes domiciliares; e promo&ccedil;&atilde;o  do saneamento em toda comunidade<sup>2</sup>. Esses servi&ccedil;os devem ser  promovidos pelo setor de infraestrutura urbana, com participa&ccedil;&atilde;o  do setor de sa&uacute;de p&uacute;blica (compet&ecirc;ncia do Sistema &Uacute;nico  de Sa&uacute;de-SUS) e da comunidade, como previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o  Federal de 1988<sup>8</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em  muitas localidades brasileiras, popula&ccedil;&otilde;es exclu&iacute;das de infraestrutura  urbana, como servi&ccedil;os de saneamento e equipamentos p&uacute;blicos, s&atilde;o  atendidas pelo Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF), criado em 1994,  como forma alternativa de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no pa&iacute;s.  Por meio de equipes de Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (ACS), as fam&iacute;lias  s&atilde;o visitadas periodicamente e informa&ccedil;&otilde;es sobre condi&ccedil;&otilde;es  da moradia, de sa&uacute;de e da situa&ccedil;&atilde;o familiar s&atilde;o colhidas  e registradas para compor o Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o  B&aacute;sica (SIAB). Os ACS acompanham mensalmente as fam&iacute;lias e registram  as informa&ccedil;&otilde;es sobre condi&ccedil;&otilde;es de moradia, saneamento  e sa&uacute;de das crian&ccedil;as de 0 a 2 anos de idade.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em  &aacute;reas periurbanas, os servi&ccedil;os de saneamento geralmente n&atilde;o  est&atilde;o dispon&iacute;veis de forma equitativa para toda a popula&ccedil;&atilde;o;  portanto, em muitas localidades o acesso n&atilde;o existe ou se d&aacute; de  modo irregular. O acesso prec&aacute;rio &eacute; respons&aacute;vel por grande  parte da ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as diarr&eacute;icas e est&aacute; associado  &agrave; pobreza<sup>9</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  estudo teve por objetivo verificar se h&aacute; associa&ccedil;&atilde;o entre  a vari&aacute;vel preval&ecirc;ncia de diarreia e as vari&aacute;veis caracter&iacute;sticas  da crian&ccedil;a (sexo, idade, estado nutricional, aleitamento materno e peso  ao nascer), condi&ccedil;&otilde;es de saneamento (abastecimento de &aacute;gua,  tratamento de &aacute;gua no domic&iacute;lio e coleta dos esgotos sanit&aacute;rios)  e tipo de moradia.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&Aacute;rea  e popula&ccedil;&atilde;o estudada</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em  um munic&iacute;pio da Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo (RMSP),  foi identificado assentamento periurbano de baixa renda com PSF implantado desde  2005. Tendo em vista que o PSF pode ser um instrumento de identifica&ccedil;&atilde;o  de &aacute;reas priorit&aacute;rias para investimento em saneamento, foi realizado  estudo transversal na &aacute;rea selecionada para verificar a possibilidade de  utiliza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es levantadas pelos ACS na  interface ambiente-sa&uacute;de. A &aacute;rea de estudo &eacute; representada  pelo bairro Recreio de S&atilde;o Jorge, munic&iacute;pio de Guarulhos, SP. A  localidade &eacute; atendida pela Unidade de Sa&uacute;de Recreio de S&atilde;o  Jorge, do PSF, e localizada na &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o de Manancial  do Reservat&oacute;rio Cabu&ccedil;u. Em 2006, per&iacute;odo de interesse para  a pesquisa, o Recreio de S&atilde;o Jorge tinha popula&ccedil;&atilde;o estimada  de 17.502 habitantes e &iacute;ndices de saneamento insatisfat&oacute;rios, com  88,7% dos domic&iacute;lios servidos pelo sistema de abastecimento p&uacute;blico  de &aacute;gua e apenas 16,9% por coleta p&uacute;blica de esgotos. Considerando  o n&uacute;mero dos registros no PSF para o per&iacute;odo de maio de 2005 a abril  de 2006, foram estudadas todas as crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria de 0  a 2 anos durante o per&iacute;odo de refer&ecirc;ncia (817 crian&ccedil;as), assim  como as fam&iacute;lias cadastradas respons&aacute;veis por estas crian&ccedil;as  (771 fam&iacute;lias).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Vari&aacute;veis  utilizadas e coleta dos dados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  vari&aacute;vel dependente &eacute; a <i>ocorr&ecirc;ncia de diarreia</i> em crian&ccedil;as  de 0 a 2 anos de idade. Este indicador &eacute; utilizado na maioria de estudos  para avaliar impactos do saneamento na sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>10</sup>,  por sua capacidade de resposta, viabilidade em seu uso e f&aacute;cil determina&ccedil;&atilde;o  da enfermidade<sup>11</sup>. As vari&aacute;veis de exposi&ccedil;&atilde;o referem-se  &agrave;s caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es  de saneamento e da moradia. Como fontes de informa&ccedil;&atilde;o foram utilizadas  a Ficha A (formul&aacute;rio de cadastro das fam&iacute;lias) e a Ficha C (formul&aacute;rio  de acompanhamento das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e seguimento m&eacute;dico  de crian&ccedil;as menores de dois anos).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Da  Ficha A foram utilizadas as vari&aacute;veis:</font></p><ul>     <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">tipo  de material utilizado na constru&ccedil;&atilde;o do domic&iacute;lio: madeira,  material aproveitado, tijolo e outros;</font></li>    ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">n&uacute;mero  de c&ocirc;modos no domic&iacute;lio;</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">n&uacute;mero  de pessoas residentes no domic&iacute;lio;</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">adultos  residentes no domic&iacute;lio, por faixa et&aacute;ria;</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">condi&ccedil;&atilde;o  de abastecimento de &aacute;gua: por rede p&uacute;blica, por po&ccedil;o ou nascente  e outros;</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">tipo  de tratamento de &aacute;gua no domic&iacute;lio: por filtra&ccedil;&atilde;o,  fervura, clora&ccedil;&atilde;o ou sem tratamento;</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">destino  de lixo: por coleta p&uacute;blica; queimado ou enterrado; e a c&eacute;u aberto;  e</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">destino  dos esgotos: coleta por rede p&uacute;blica; fossa; e a c&eacute;u aberto.</font></li>    </ul>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  vari&aacute;vel <i>destino do lixo</i> n&atilde;o fez parte do estudo, pois segundo  informa&ccedil;&otilde;es do SIAB, 99% das fam&iacute;lias no local eram servidas  por coleta p&uacute;blica municipal. As informa&ccedil;&otilde;es contidas na  Ficha A foram coletadas pelos ACS entre mar&ccedil;o e abril de 2005, quando o  programa foi implantado, sendo que n&atilde;o houve interven&ccedil;&otilde;es  sanit&aacute;rias e educacionais no per&iacute;odo de refer&ecirc;ncia (maio de  2005 a abril de 2006).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Da  Ficha C, foram utilizadas as vari&aacute;veis:</font></p><ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">idade  da crian&ccedil;a (faixa et&aacute;ria);</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">peso  ao nascer;</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">estado  nutricional (apresentou desnutri&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo, sim ou n&atilde;o);  e</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">aleitamento  materno (exclusivo ou misto).</font></li>    </ul>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  vari&aacute;vel idade foi estratificada em tr&ecirc;s faixas et&aacute;rias: as  faixas de 0-3 meses, 4-9 meses e 10 meses e mais. As informa&ccedil;&otilde;es  sobre caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as foram colhidas mensalmente pelos  ACS em visita domiciliar.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>An&aacute;lise  dos dados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente  foi realizada an&aacute;lise univariada entre o desfecho <i>ocorr&ecirc;ncia de  diarreia</i> e as vari&aacute;veis ambientais e de sa&uacute;de da crian&ccedil;a  para a pr&eacute;-sele&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis, utilizando-se como  ponto de corte o valor de p &lt; 0,2 (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/17t1.jpg">Tabela  1</a>). A medida de associa&ccedil;&atilde;o utilizada foi a Raz&atilde;o de Preval&ecirc;ncia  (RP) para um Intervalo de Confian&ccedil;a (IC) de 95%. Para calcular a RP da  <i>idade</i> e a <i>ocorr&ecirc;ncia de diarreia</i>, foi utilizada a RP de Mantel  e Haenszel para IC de 95%<sup>12</sup>. Essa fase da an&aacute;lise foi utilizada  para identificar as vari&aacute;veis que deveriam ser utilizadas na an&aacute;lise  de regress&atilde;o log&iacute;stica. Na an&aacute;lise multivariada utilizou-se  o Modelo de Regress&atilde;o Log&iacute;stica Multivariado, no programa estat&iacute;stico  Intercooled STATA 9. Foram feitos tr&ecirc;s ajustes at&eacute; o modelo final,  selecionando as vari&aacute;veis que se associaram ao desfecho com n&iacute;vel  de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica &lt;0,05.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante  o per&iacute;odo analisado foram registrados 4.048 casos de diarreia em crian&ccedil;as  de 0 a 2 anos. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas das  crian&ccedil;as e das fam&iacute;lias na an&aacute;lise univariada, identificou-se  que a maior preval&ecirc;ncia de diarreia encontrava-se na idade de 4 a 9 meses.  Tomando-se este grupo et&aacute;rio como refer&ecirc;ncia, verificou-se que as  idades 0 a 3 meses ou 10 meses e mais apresentavam efeito protetor para a diarreia.  A idade estava associada &agrave; presen&ccedil;a de diarreia. Observou-se associa&ccedil;&atilde;o  entre a <i>ocorr&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o</i> e <i>diarreia,</i>  e a vari&aacute;vel <i>presen&ccedil;a de idosos na fam&iacute;lia</i> tamb&eacute;m  foi associada &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o; todas as crian&ccedil;as desnutridas  (22) eram residentes em domic&iacute;lios onde havia presen&ccedil;a de adultos  acima de 55 anos de idade (chi<sup>2</sup> = 784,00; p &lt; 0,001). Devido &agrave;  presen&ccedil;a de colinearidade entre essas vari&aacute;veis, a <i>presen&ccedil;a  de idosos</i> n&atilde;o foi contemplada no modelo de regress&atilde;o, enquanto  que a <i>ocorr&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o</i> permaneceu na an&aacute;lise.  A vari&aacute;vel <i>peso ao nascer</i> tamb&eacute;m n&atilde;o comp&ocirc;s  o modelo, devido &agrave; elevada perda de registro (24,7%).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Das  vari&aacute;veis de exposi&ccedil;&atilde;o que retratam as condi&ccedil;&otilde;es  de saneamento do domic&iacute;lio e da moradia, a <i>constru&ccedil;&atilde;o  de domic&iacute;lios por materiais que n&atilde;o o tijolo</i> pode ser considerada  fator de risco para a <i>ocorr&ecirc;ncia de diarreia</i> nas crian&ccedil;as  (p &lt; 0,001) (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/17t2.jpg">Tabela 2</a>). Esta  vari&aacute;vel, que retrata as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas  da fam&iacute;lia, est&aacute; altamente correlacionada com o <i>destino do esgoto  sanit&aacute;rio</i>, quando n&atilde;o <i>coletado por rede p&uacute;blica</i>  (p &lt; 0,001). Apenas uma fam&iacute;lia cuja moradia foi constru&iacute;da com  outros materiais &eacute; servida pela rede coletora de esgotos; as demais possuem  fossas ou lan&ccedil;am o esgoto sanit&aacute;rio a c&eacute;u aberto. Por essa  alta correla&ccedil;&atilde;o encontrada entre as vari&aacute;veis <i>moradia</i>  e <i>destino do esgoto sanit&aacute;rio</i> foi criada uma vari&aacute;vel de  intera&ccedil;&atilde;o: <i>moradia*esgoto</i> para integrar o modelo de regress&atilde;o.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  primeiro ajuste das vari&aacute;veis no modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica,  tr&ecirc;s vari&aacute;veis apresentaram associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente  significante com o desfecho: presen&ccedil;a de <i>desnutri&ccedil;&atilde;o</i>  (p = 0,020), <i>idade</i> (10 meses e mais) (p = 0,056) e <i>moradia*esgoto</i>  (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001) como fatores de risco. No segundo ajuste, que considerou  apenas as vari&aacute;veis estatisticamente significantes para a ocorr&ecirc;ncia  de diarreia, a vari&aacute;vel <i>desnutri&ccedil;&atilde;o</i> foi exclu&iacute;da  do modelo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  modelo final apresentou as vari&aacute;veis: <i>moradia*esgoto</i> (outros materiais  utilizados na constru&ccedil;&atilde;o da moradia que n&atilde;o o tijolo e inexist&ecirc;ncia  de rede coletora de esgoto) e <i>idade</i> (10 meses e mais) como fatores de risco  para ocorr&ecirc;ncia de diarreia (<a href="#t3">Tabela 3</a>), sendo que as demais  vari&aacute;veis deixaram de ser significantes para o desfecho.</font></p>    <p><a name="t3"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/17t3.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  <i>material utilizado na constru&ccedil;&atilde;o da moradia que n&atilde;o tijolo</i>  j&aacute; havia sido identificado como fator de risco para ocorr&ecirc;ncia de  diarreia na an&aacute;lise univariada, sugerindo que as condi&ccedil;&otilde;es  prec&aacute;rias de moradia podem acarretar dificuldade de higieniza&ccedil;&atilde;o  no domic&iacute;lio, fato que pode aumentar a ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as  diarr&eacute;icas. Por outro lado, esta vari&aacute;vel &eacute; tamb&eacute;m  um indicador de baixa renda familiar e de pobreza<sup>13</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  aus&ecirc;ncia de rede coletora de esgoto n&atilde;o havia se mostrado associada  &agrave; ocorr&ecirc;ncia de diarreia na an&aacute;lise univariada; no entanto,  identificou-se que h&aacute; intera&ccedil;&atilde;o desta vari&aacute;vel com  o emprego de material prec&aacute;rio na constru&ccedil;&atilde;o da moradia,  elevando o risco de ocorr&ecirc;ncia de diarreia em quase 15 vezes para as crian&ccedil;as  residentes em domic&iacute;lios onde estas duas condi&ccedil;&otilde;es estavam  presentes. Este resultado confirma o conceito de habita&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel  de Azeredo et al.<sup>14</sup>, que consideram que a habita&ccedil;&atilde;o &eacute;  um agente de sa&uacute;de e se relaciona com o territ&oacute;rio geogr&aacute;fico  e social, os materiais utilizados em sua constru&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o  em sa&uacute;de dos moradores e outras caracter&iacute;sticas do contexto do entorno.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  inexist&ecirc;ncia de acesso &agrave; rede coletora de esgotos interfere nas condi&ccedil;&otilde;es  de sa&uacute;de das crian&ccedil;as por poluir o ambiente e possibilitar a veicula&ccedil;&atilde;o  de doen&ccedil;as relacionadas a excretas, principalmente parasitoses, cuja maioria  tem como sintoma principal a diarreia. A aus&ecirc;ncia de sistemas de esgotamento  sanit&aacute;rio apropriado em assentamentos humanos, al&eacute;m de importante  fonte de polui&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas superficiais e subterr&acirc;neas,  &eacute; fator de risco para a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, principalmente  quando esta n&atilde;o tem conhecimento sobre a transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as  veiculadas pela &aacute;gua ou relacionadas com excretas. Giatti<sup>15</sup>,  em pesquisa sobre saneamento em Iporanga (SP), verificou que os cursos de &aacute;gua  pesquisados apresentaram &iacute;ndices microbiol&oacute;gicos que indicam a polui&ccedil;&atilde;o  por esgotos dom&eacute;sticos decorrente da insufici&ecirc;ncia do saneamento  b&aacute;sico local, considerando que 91% dos domic&iacute;lios dispunham as excretas  em fossas, em sua maioria rudimentares.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  cen&aacute;rio encontrado no Recreio de S&atilde;o Jorge reflete a situa&ccedil;&atilde;o  de grande parte das &aacute;reas periurbanas da RMSP, que se caracteriza por alta  taxa de crescimento populacional em &aacute;reas de mananciais<sup>16</sup> ou  &aacute;reas de restri&ccedil;&atilde;o legal, o que justifica o elevado n&uacute;mero  de ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares, geralmente em condi&ccedil;&otilde;es  prec&aacute;rias de moradia e falta de acesso ao saneamento b&aacute;sico. Tais  condi&ccedil;&otilde;es acarretam degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, principalmente  em &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o de mananciais de abastecimento, al&eacute;m  dos problemas de sa&uacute;de verificados.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros  estudos j&aacute; haviam encontrado associa&ccedil;&atilde;o entre a resid&ecirc;ncia  em locais de invas&atilde;o de terrenos ou de favela com a mortalidade neonatal  em Campinas<sup>17</sup> e na regi&atilde;o sul do MSP<sup>18</sup>, sugerindo  que a localiza&ccedil;&atilde;o de domic&iacute;lios nestas &aacute;reas constitui-se  em indicador de situa&ccedil;&atilde;o de exclus&atilde;o social. Neste estudo,  a intera&ccedil;&atilde;o identificada entre o material prec&aacute;rio do domicilio  e a aus&ecirc;ncia de sistema de esgoto sanit&aacute;rio, al&eacute;m de indicar  situa&ccedil;&atilde;o de exclus&atilde;o social, sugere que a presen&ccedil;a  conjunta destas condi&ccedil;&otilde;es pode aumentar a exposi&ccedil;&atilde;o  aos pat&oacute;genos causadores de doen&ccedil;as diarr&eacute;icas, o que explica  o elevado risco de ocorr&ecirc;ncia de diarreia entre crian&ccedil;as que apresentam  estas condi&ccedil;&otilde;es de vida.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  <i>acesso &agrave; &aacute;gua</i> e a <i>ocorr&ecirc;ncia de diarreia</i> n&atilde;o  apresentaram associa&ccedil;&atilde;o significativa com o desfecho, possivelmente  porque quase toda a popula&ccedil;&atilde;o tinha acesso &agrave; rede de abastecimento  de &aacute;gua. Entretanto, segundo informa&ccedil;&otilde;es obtidas em campo  pelos ACS, grande parte das fam&iacute;lias utilizava concomitantemente &aacute;gua  proveniente da rede p&uacute;blica e de po&ccedil;os e c&oacute;rregos, pois a  interrup&ccedil;&atilde;o do abastecimento era muito frequente.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  acesso e o consumo de &aacute;gua proveniente de servi&ccedil;o p&uacute;blico  diminuem a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as diarr&eacute;icas,  pois o padr&atilde;o de potabilidade requerido no sistema garante a qualidade  da &aacute;gua como fonte segura para consumo humano na entrada do domic&iacute;lio.  O mesmo n&atilde;o acontece quando o abastecimento resulta de fontes alternativas,  de qualidade sanit&aacute;ria duvidosa e de volume nem sempre suficiente para  atender &agrave;s necessidades b&aacute;sicas<sup>19</sup>. No entanto, problemas  como intermit&ecirc;ncia do abastecimento criam condi&ccedil;&otilde;es satisfat&oacute;rias  para a infiltra&ccedil;&atilde;o de pat&oacute;genos na rede de abastecimento  de &aacute;gua, pois determinam press&otilde;es negativas no interior da rede<sup>20</sup>  e possibilitam o armazenamento da &aacute;gua em reservat&oacute;rios domiciliares  prec&aacute;rios e sem higieniza&ccedil;&atilde;o, que representam fatores de  vulnerabilidade &agrave; qualidade da &aacute;gua do sistema p&uacute;blico.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Checkley  et al.<sup>21</sup>, em estudo realizado em &aacute;rea periurbana de Lima, Peru,  conclu&iacute;ram que crian&ccedil;as jovens expostas a condi&ccedil;&otilde;es  prec&aacute;rias de saneamento, considerando a fonte de &aacute;gua, a localiza&ccedil;&atilde;o  do reservat&oacute;rio e o destino dos esgotos, apresentaram 54% mais epis&oacute;dios  de diarreia do que crian&ccedil;as n&atilde;o expostas. Estudo sumarizado por  Briscoe<sup>22</sup> em &aacute;reas periurbanas da &Aacute;sia encontrou como  resultado redu&ccedil;&atilde;o de 33% nas doen&ccedil;as diarr&eacute;icas em  crian&ccedil;as supridas por rede p&uacute;blica de abastecimento de &aacute;gua  e de esgotamento sanit&aacute;rio.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fatores  de vulnerabilidade da rede p&uacute;blica, tais como frequente intermit&ecirc;ncia  do servi&ccedil;o de abastecimento e exist&ecirc;ncia de liga&ccedil;&otilde;es  clandestinas, os quais exp&otilde;em a &aacute;gua &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o;  ou fatores de vulnerabilidade domiciliar, como falta de limpeza dos reservat&oacute;rios  domiciliares, transporte e armazenamento em recipientes n&atilde;o adequados,  introdu&ccedil;&atilde;o de objetos nos recipientes de armazenamento de &aacute;gua  e h&aacute;bitos e pr&aacute;ticas n&atilde;o adequadas de higiene dos usu&aacute;rios,  configuram-se como situa&ccedil;&otilde;es de risco para a contamina&ccedil;&atilde;o  da &aacute;gua.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as, observou-se  que a idade 10 meses e mais estava associada &agrave; ocorr&ecirc;ncia de diarreia;  nesta idade j&aacute; houve a introdu&ccedil;&atilde;o de outros alimentos na  dieta infantil, que, sem os cuidados de higiene necess&aacute;rios em seu preparo,  se apresentam como situa&ccedil;&atilde;o de risco &agrave; ocorr&ecirc;ncia de  diarreia. Al&eacute;m disso, as crian&ccedil;as deste grupo passam a ter maior  mobilidade, aumentando a chance de contamina&ccedil;&atilde;o ambiental. Com rela&ccedil;&atilde;o  ao grupo et&aacute;rio de 4 a 9 meses, observou-se um aumento de mais de 4 vezes  do risco de diarreia, por&eacute;m este n&atilde;o foi estatisticamente significante,  sugerindo que a passagem do aleitamento exclusivo para misto pode ter algum efeito  sobre a diarreia, confirmando a recomenda&ccedil;&atilde;o da WHO<sup>23</sup>  para o aleitamento materno exclusivo em crian&ccedil;as de at&eacute; seis meses  de idade, pois esta pr&aacute;tica est&aacute; fortemente relacionada com o aumento  da sobreviv&ecirc;ncia infantil e a diminui&ccedil;&atilde;o do risco de incid&ecirc;ncia  de algumas doen&ccedil;as, particularmente as diarr&eacute;icas.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente,  na an&aacute;lise multivariada, a desnutri&ccedil;&atilde;o estava associada &agrave;  ocorr&ecirc;ncia de diarreia; apenas na &uacute;ltima etapa de modelagem esta  vari&aacute;vel foi exclu&iacute;da do modelo. V&aacute;rios estudos mostram existir  associa&ccedil;&atilde;o entre desnutri&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;as diarr&eacute;icas<sup>24</sup>.  Observou-se colinearidade entre a presen&ccedil;a de idosos na fam&iacute;lia  e desnutri&ccedil;&atilde;o, o que pode sugerir que estas crian&ccedil;as podem  pertencer a unidades familiares n&atilde;o tradicionais e que tais fam&iacute;lias  possam apresentar caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas mais desfavor&aacute;veis<sup>25</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>O  uso das informa&ccedil;&otilde;es do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em  estudos de sa&uacute;de ambiental</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  resultados obtidos mostram que as informa&ccedil;&otilde;es do SIAB podem se constituir  em importante fonte de dados para identificar popula&ccedil;&otilde;es que vivem  situa&ccedil;&otilde;es de risco ambiental. Frequentemente, estudos que envolvem  sa&uacute;de e ambiente t&ecirc;m esbarrado na dificuldade de obten&ccedil;&atilde;o  de dados locais e espec&iacute;ficos. Em muitos casos as informa&ccedil;&otilde;es  dispon&iacute;veis est&atilde;o agregadas ao n&iacute;vel municipal, o que pode  mascarar a presen&ccedil;a de condi&ccedil;&otilde;es de vida heterog&ecirc;neas  e, como consequ&ecirc;ncia, dificultar a apreens&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es  de risco existentes no n&iacute;vel local, realidade frequente nos aglomerados  urbanos do pa&iacute;s. Nesse sentido, o SIAB pode representar importante fonte  de dados para estudos que privilegiam a inter-rela&ccedil;&atilde;o ambiente-sa&uacute;de,  uma vez que disponibiliza dados sistem&aacute;ticos sobre sa&uacute;de da fam&iacute;lia,  condi&ccedil;&otilde;es da moradia e acesso a servi&ccedil;os b&aacute;sicos de  saneamento.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  entanto, o emprego dos dados do SIAB em estudos de sa&uacute;de ambiental apresenta  algumas limita&ccedil;&otilde;es, que poderiam facilmente ser aprimoradas. H&aacute;  necessidade de melhorar o registro de dados, principalmente das informa&ccedil;&otilde;es  ambientais que apresentaram valores abaixo de 10%, sendo que estas informa&ccedil;&otilde;es  podem ser facilmente obtidas. As informa&ccedil;&otilde;es deveriam ter atualiza&ccedil;&atilde;o  peri&oacute;dica. A coleta dos dados do cadastro das fam&iacute;lias em geral  ocorre na primeira visita dos ACS; entretanto, as condi&ccedil;&otilde;es ambientais  das moradias s&atilde;o din&acirc;micas e podem se alterar com o passar do tempo.  Contudo, esta dificuldade pode ser contornada pelo pesquisador, que poderia vir  a utilizar uma amostra de fam&iacute;lias para inspe&ccedil;&atilde;o domiciliar  para atualizar as informa&ccedil;&otilde;es de cadastro ou mesmo adicionar informa&ccedil;&otilde;es  &agrave;s existentes na ficha de coleta de dados para a obten&ccedil;&atilde;o  de indicadores de acordo com as necessidades do estudo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo  em vista que as informa&ccedil;&otilde;es do SIAB podem ser utilizadas em estudos  de ambiente-sa&uacute;de, com a incorpora&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis  que melhor caracterizem as condi&ccedil;&otilde;es ambientais dos domic&iacute;lios  e que podem ser facilmente obtidas. Como sugest&otilde;es de aprimoramento poderiam  ser inclu&iacute;dos dados sobre proced&ecirc;ncia da &aacute;gua de outras fontes,  que n&atilde;o a rede p&uacute;blica, como po&ccedil;os ou nascentes; aspectos  relativos &agrave; qualidade da &aacute;gua acessada; frequ&ecirc;ncia da intermit&ecirc;ncia  do abastecimento de &aacute;gua; exist&ecirc;ncia, tipo e quantidade de animais  dom&eacute;sticos; condi&ccedil;&otilde;es do entorno da moradia, principalmente  do quintal; se a fam&iacute;lia reside em &aacute;rea de invas&atilde;o ou de  vulnerabilidade ambiental; pr&aacute;ticas de reaproveitamento do lixo; e emprego  de pr&aacute;ticas de higiene domiciliar. Na ficha de acompanhamento da crian&ccedil;a,  s&atilde;o importantes a idade e a ocupa&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e ou respons&aacute;vel.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em  estudo sobre indicadores de sa&uacute;de ambiental, Calijuri et al.<sup>26</sup>  propuseram como vari&aacute;veis de saneamento a falta de &aacute;gua no domic&iacute;lio,  para verificar a frequ&ecirc;ncia de intermit&ecirc;ncia do servi&ccedil;o, e  o tipo de abastecimento dos domic&iacute;lios n&atilde;o ligados &agrave; rede.  Al&eacute;m disso, vari&aacute;veis que permitem identifica&ccedil;&atilde;o de  informa&ccedil;&otilde;es sobre a presen&ccedil;a de animais, moscas e plantas  no domic&iacute;lio para o grupo sa&uacute;de ambiental, s&atilde;o interessantes  para serem utilizadas no cadastro dos domic&iacute;lios do PSF.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em  grandes aglomerados urbanos, os indicadores de saneamento b&aacute;sico podem  n&atilde;o ser eficientes para identificar popula&ccedil;&otilde;es que vivem  situa&ccedil;&otilde;es de risco para a ocorr&ecirc;ncia de diarreia. As informa&ccedil;&otilde;es  coletadas pelo Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia podem se constituir  em excelente ferramenta para identifica&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos populacionais,  onde ainda existem parcelas da popula&ccedil;&atilde;o vivendo em prec&aacute;rias  condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o e sem acesso a sistemas de  saneamento b&aacute;sico. Nessas condi&ccedil;&otilde;es, o estudo verificou que  o risco de ocorr&ecirc;ncia de diarreia em crian&ccedil;as &eacute; quase 15 vezes  maior do que entre aquelas que vivem em condi&ccedil;&otilde;es adequadas de habita&ccedil;&atilde;o  e saneamento.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Aspectos  &eacute;ticos</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade  de S&atilde;o Paulo - COEP analisou e aprovou o Protocolo de Pesquisa N&#176;  1435, de acordo com os requisitos da Resolu&ccedil;&atilde;o CNS/196/96 e suas  complementares.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1.  &Ouml;zkan S, T&uuml;z&uuml;n H, G&ouml;rer N, Ceyhan M, Aycan S, Albayrak S.  Water usage habits and the incidence of diarrhea in rural Ankara, Turkey. <i>Trans  Soc Trop Med Hyg</i> 2007; 101(11): 1131-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971275&pid=S1415-790X201200010001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2.  UNICEF-United Nations International Children's Emergency Fund; WHO-World Health  Organization. <i>Diarrhea: why children are still dying and what can be done</i>.  UNICEF; WHO: Geneva; New York; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971277&pid=S1415-790X201200010001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3.  Fewtrell L, Kaufmann RB, Kay D, Enanoria W, Haller L, Collford JM Jr. Water, sanitation  and hygiene interventions to reduce diarrhea in less developed countries: a systematic  review and meta-analysis. <i>Lancet Infec Dis</i> 2005; 5(1): 42-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971279&pid=S1415-790X201200010001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4.  Bozkurt AI, Ozg&uuml;r S, Oz&ccedil;irpici B. Association between household conditions  and diarrheal diseases among children in Turkey: a cohort study. <i>Pediatr Int</i>  2003; 45(4): 443-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971281&pid=S1415-790X201200010001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5.  Moe CL, Rheingans RD. Global challenges in water, sanitation and health. <i>J  Water Health 2006; 4:</i> 41-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971283&pid=S1415-790X201200010001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6.  Teixeira JC, Pungirum MEM de C. An&aacute;lise da associa&ccedil;&atilde;o entre  saneamento e sa&uacute;de nos pa&iacute;ses em desenvolvimento da Am&eacute;rica  Latina e do Caribe, empregando dados secund&aacute;rios do banco de dados da Organiza&ccedil;&atilde;o  Pan-Americana de Sa&uacute;de - OPAS. <i>Rev Bras Epidemiol</i> 2005; 8(4): 356-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971285&pid=S1415-790X201200010001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7.  Trevett AF, Carter RC, Tyrrel SF. The importance of domestic water quality management  in the context of fecal-oral disease transmission. <i>J Water Health</i> 2005;  3(3): 259-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971287&pid=S1415-790X201200010001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8.  Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil (1988).  Bras&iacute;lia: Senado; 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971289&pid=S1415-790X201200010001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9.  Blakely T, Hales S, Kieft C, Wilson N, Woodward A. The global distribution of  risk factors by poverty level. <i>Bull World Health Organ</i> 2005; 83(2): 118-26,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971291&pid=S1415-790X201200010001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10.  Andreazzi MAR, Barcellos C, Hacon S. Velhos indicadores para novos problemas:  a rela&ccedil;&atilde;o entre saneamento e sa&uacute;de. <i>Rev Panam Salud Publica</i>  2007; 22(3): 211-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971293&pid=S1415-790X201200010001700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11.  Heller L. <i>Saneamento e sa&uacute;de</i>. Bras&iacute;lia: OPAS; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971295&pid=S1415-790X201200010001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12.  Kelsey JL, Whittemore, AS, Evans, AS, Thompson, WD. <i>Methods in observational  epidemiology</i>. New York: Oxford University Press; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971297&pid=S1415-790X201200010001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13.  IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Censo 2000</i>.  Rio de Janeiro: IBGE; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971299&pid=S1415-790X201200010001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14.  Azeredo CM, Cotta RMM, Schott M, Maia T de M, Marques ES. Avalia&ccedil;&atilde;o  das condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o e saneamento: a import&acirc;ncia  da visita domiciliar no contexto do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. <i>Ci&ecirc;nc  Sa&uacute;de Coletiva</i> 2007; 12(3): 743-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971301&pid=S1415-790X201200010001700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15.  Giatti LL, Rocha, AA, Santos FA dos, Bitencourt SC, Pieroni SR de M. Condi&ccedil;&otilde;es  de saneamento b&aacute;sico em Iporanga, Estado de S&atilde;o Paulo. <i>Rev Sa&uacute;de  P&uacute;blica</i> 2004; 38(4): 571-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971303&pid=S1415-790X201200010001700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16.  Porto M. <i>Recursos h&iacute;dricos e saneamento na Regi&atilde;o Metropolitana  de S&atilde;o Paulo: um desafio do tamanho da cidade</i>. Bras&iacute;lia: Banco  Mundial; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971305&pid=S1415-790X201200010001700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17.  Almeida, SDM, Barros, MBA. Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e mortalidade  neonatal. <i>Rev Bras Epidemiol</i> 2004; 7(1): 22-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971307&pid=S1415-790X201200010001700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18.  Shoeps D, Almeida MF de, Alencar GP, Fran&ccedil;a Jr I, Novaes HMD, Siqueira  AAF et al. Fatores de risco para a mortalidade neonatal precoce. <i>Rev Sa&uacute;de  P&uacute;blica</i> 2007; 41(6): 1013-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971309&pid=S1415-790X201200010001700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19.  Razzolini MTP, G&uuml;nther WMR. Impacto na sa&uacute;de das defici&ecirc;ncias  de acesso &agrave; &aacute;gua. <i>Sa&uacute;de Soc</i> 2008; 17(1): 21-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971311&pid=S1415-790X201200010001700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20.  Lee EJ, Schwab KJ. Deficiencies in drinking water distribution systems in developing  countries. <i>J Water Health</i> 2005; 3(2): 109-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971313&pid=S1415-790X201200010001700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21.  Checkley W, Gilman R, Black RE, Epstein LD, Sterling CR, Moulton LH. Effect of  water and sanitation on childhood health in a poor Peruvian peri-urban community.  <i>Lancet</i> 2004; 363 (9403): 112-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971315&pid=S1415-790X201200010001700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22.  Briscoe J. Abastecimento de agua y servicios de saneamiento; su funci&oacute;n  em la revoluci&oacute;n de la supervivencia infantil. <i>Bol Oficina Sanit Panam</i>  1987; 103(4): 325-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971317&pid=S1415-790X201200010001700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23.  WHO-World Health Organization. Infant and young child feeding: a tool for assessing  national practices, policies and programmers. 2003. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.who.int/nutrition/publications/infantfeeding/" target="_blank">http://www.who.int/nutrition/publications/infantfeeding/</a>  &#91;Acessado em 30 de janeiro de 2007&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971319&pid=S1415-790X201200010001700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24.  WHO-World Health Organization; UNICEF-United Nations International Children's  Emergency Fund; USAID-United States of America Agency International Development;  SIDA-Sweden International Development Agency. <i>Innocent declaration on the protection,  promotion and support of breastfeeding.</i> Florence: WHO/UNICEF; 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971321&pid=S1415-790X201200010001700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25.  Camarano, AA. O idoso brasileiro no mercado de trabalho. Instituto Brasileiro  de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada - IPEA, Rio de Janeiro: 2001. Dispon&iacute;vel  <a href="http://www.ipea.gov.br/pub/td/td_2001/td_0830.pdf" target="_blank">http://www.ipea.gov.br/pub/td/td_2001/td_0830.pdf</a>  &#91;Acessado em 18 de abril de 2008&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971323&pid=S1415-790X201200010001700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26.  Calijuri ML, Santiago A da F, Camargo R de A, Moreira Neto RF. Estudo de indicadores  de sa&uacute;de ambiental e de saneamento em cidade do Norte do Brasil. <i>Eng  Sanit Amb</i> 2009; 14(1): 19-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971325&pid=S1415-790X201200010001700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/seta.jpg" border="0"></a>  <b>Correspond&ecirc;ncia:    <br> </b> Mariana Gutierres Arteiro da Paz    <br> Rua Joaquim  Nabuco, 1699    <br> S&atilde;o Paulo CEP 04621-005    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> E-mail: <a href="mailto:mariana_gutierres@yahoo.com.br">mariana_gutierres@yahoo.com.br</a></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido  em: 26/08/10    <br> Vers&atilde;o final apresentada em: 16/03/11    <br> Aprovado em:  22/03/11</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"></a><a href="#top">*</a>  Pesquisa de Mestrado realizada no per&iacute;odo de 2005 a 2007 no Departamento  de Sa&uacute;de Ambien-tal da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica/USP. A  disserta&ccedil;&atilde;o intitulada &#147;Estudo epidemiol&oacute;gico em loca-lidade  periurbana no Munic&iacute;pio de Guarulhos, SP: Acesso ao saneamento e condi&ccedil;&otilde;es  de sa&uacute;de de crian&ccedil;as&#148; foi defendida em 2007. Aux&iacute;lio  &agrave; pesquisa de campo e bolsa de mestrado - Ag&ecirc;ncia Financiadora: ICO-DEV  - International Cooperation with Developing Countries mediante contrato ICA4-CT-2002-10061.</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Water usage habits and the incidence of diarrhea in rural Ankara, Turkey]]></article-title>
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<volume>101</volume>
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<page-range>1131-5</page-range></nlm-citation>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
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<source><![CDATA[Diarrhea: why children are still dying and what can be done]]></source>
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<publisher-name><![CDATA[UNICEFWHO]]></publisher-name>
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<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
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