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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desnutrição em crianças menores de 60 meses em dois municípios no Estado do Acre: prevalência e fatores associados]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Malnutrition among children under 60 months of age in two cities of the state of Acre, Brazil: prevalence and associated factors]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To investigate the prevalence of malnutrition and associated factors in children under the age of 60 months in two cities in the state of Acre, Brazil. METHODS: A population-based cross-sectional study was carried out with 667 children living in urban areas of the cities of Acrelândia and Assis Brasil. The prevalence of malnutrition was calculated by height for age (stunting) and weight for height (W/H) indexes, which were calculated with a cutoff point of -2 for Z scores as determined by the 2006 World Health Organization child growth standards. A structured questionnaire was used to gather information on socioeconomic conditions, access to services and child care, birth weight and morbidity. Poisson regression was used to identify the factors associated with child malnutrition. RESULTS: The prevalence of height-for-age and weight-for-height deficit was 9.9% and 4.1%, respectively. The factors associated with height-for-age deficit were low household wealth index (prevalence ratio [PR]: 1.74; 95% confidence interval [95% CI]: 0.95 - 3.18); having an illiterate father or stepfather (PR: 1.82; 95% CI: 1.01 - 3.27); having 2 or more younger siblings (PR: 2.88; 95% CI: 1.45 - 5.72); biological mother not living in the home (PR: 2.63; 95% CI: 1.32 - 5.24); and exposure to open wastewater near the home environment (PR: 2.46; 95% CI: 1.51 - 4.00). "Low weight at birth" was the only factor associated with weight-for-height deficit (PR: 2.91; CI95%: 1.16-7.24). CONCLUSIONS: In the cities studied, malnutrition in children under 60 months is an important public health problem, and is associated with indicators of social inequality, access to health services and biological mother not living in the home.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desnutrição]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde da criança]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS  ORIGINAIS</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Desnutri&ccedil;&atilde;o  em crian&ccedil;as menores de 60 meses em dois munic&iacute;pios no Estado do  Acre: preval&ecirc;ncia e fatores associados</b> </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Orivaldo  Florencio de Souza<sup>I, II</sup>; Maria Helena D'Aquino Ben&iacute;cio<sup>I</sup>;  Teresa Gontijo de Castro<sup>III</sup>; Pascoal Torres Muniz<sup>II</sup>; Marly  Augusto Cardoso<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Departamento  de Nutri&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade  de S&atilde;o Paulo (USP), S&atilde;o Paulo    <br> <sup>II</sup>Centro de Ci&ecirc;ncias  da Sa&uacute;de da Universidade Federal do Acre, Rio Branco, Acre    <br> <sup>III</sup>Departamento  de Enfermagem Materno Infantil e Sa&uacute;de P&uacute;blica da Escola de Enfermagem,  Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>  Investigar a preval&ecirc;ncia da desnutri&ccedil;&atilde;o e fatores associados  em crian&ccedil;as menores de 60 meses em dois munic&iacute;pios do Estado do  Acre.    <br> <b>M&Eacute;TODOS:</b> Estudo transversal de base populacional realizado  com 667 crian&ccedil;as da &aacute;rea urbana dos munic&iacute;pios de Acrel&acirc;ndia  e Assis Brasil. A preval&ecirc;ncia da desnutri&ccedil;&atilde;o foi calculada  pelo padr&atilde;o de crescimento da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de  de 2006, com o ponto de corte -2 escores Z. Informa&ccedil;&otilde;es sobre condi&ccedil;&otilde;es  socioecon&ocirc;micas, acesso aos servi&ccedil;os e cuidado da crian&ccedil;a,  peso ao nascer e morbidade foram obtidas por question&aacute;rio estruturado.  A regress&atilde;o de Poisson foi utilizada para identificar os fatores associados  &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as.    <br> <b>RESULTADOS:</b>  A preval&ecirc;ncia do d&eacute;ficit estatura para idade e d&eacute;ficit peso  para estatura foi de 9,9% e 4,1%, respectivamente. Os fatores associados ao d&eacute;ficit  estatura para idade foram o baixo &iacute;ndice de riqueza (raz&atilde;o de preval&ecirc;ncia  &#91;RP&#93;: 1,74; intervalo de confian&ccedil;a em 95% &#91;IC95%&#93;: 0,95  - 3,18), analfabetismo do pai ou padrasto (RP: 1,82; IC95%: 1,01 - 3,27), ter  2 ou mais irm&atilde;os menores (RP: 2,88; IC95%: 1,45 - 5,72), aus&ecirc;ncia  da m&atilde;e biol&oacute;gica no domic&iacute;lio (RP: 2,63; IC95%: 1,32 - 5,24)  e exposi&ccedil;&atilde;o ao esgoto a c&eacute;u aberto no &acirc;mbito domiciliar  (RP: 2,46; IC95%: 1,51 - 4,00). Somente o baixo peso ao nascer mostrou-se como  fator associado ao d&eacute;ficit peso para estatura (RP: 2,91; IC95%: 1,16 -  7,24).    <br> <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> Nos munic&iacute;pios estudados, a desnutri&ccedil;&atilde;o  em crian&ccedil;as menores de 60 meses apresenta-se como um importante problema  de sa&uacute;de p&uacute;blica, associado aos indicadores de iniquidades sociais,  acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e aus&ecirc;ncia da m&atilde;e no domic&iacute;lio.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>  Desnutri&ccedil;&atilde;o. Sa&uacute;de da crian&ccedil;a. Estado nutricional.  Estudos transversais. Antropometria. Epidemiologia nutricional.</font></p><hr size="1" noshade>      <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Not&aacute;vel  decl&iacute;nio na desnutri&ccedil;&atilde;o foi evidenciado nas &uacute;ltimas  d&eacute;cadas em crian&ccedil;as brasileiras menores de 5 anos<sup>1,2</sup>.  Contudo, desigualdades regionais persistem. A Pesquisa Nacional de Demografia  e Sa&uacute;de (PNDS) de 2006 revelou que a Regi&atilde;o Norte brasileira manteve  o dobro da preval&ecirc;ncia do d&eacute;ficit estatural e ponderal em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave; m&eacute;dia brasileira<sup>3</sup>. Essa situa&ccedil;&atilde;o na Regi&atilde;o  Norte sugere a vulnerabilidade das crian&ccedil;as &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es  de pobreza, inseguran&ccedil;a alimentar nos domic&iacute;lios e prec&aacute;rio  acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>4-6</sup>. Desse modo, esses indicadores  sugerem situa&ccedil;&atilde;o inadequada para propiciar o decl&iacute;nio da  desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as. Devido &agrave; escassez de estudos  de base populacional na regi&atilde;o norte do pa&iacute;s, pouco se conhece sobre  os determinantes do perfil de sa&uacute;de das crian&ccedil;as em diferentes contextos  que podem ser distintos daqueles observados em outras regi&otilde;es brasileiras.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pol&iacute;ticas  p&uacute;blicas para a preven&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da desnutri&ccedil;&atilde;o  em crian&ccedil;as devem ser elaboradas considerando-se as caracter&iacute;sticas  regionais. Entretanto, no Estado do Acre s&atilde;o escassos estudos de base populacional  sobre fatores associados &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as  que possam auxiliar a elabora&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas  p&uacute;blicas voltadas &agrave; melhoria do estado nutricional das crian&ccedil;as.  Essas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o imprescind&iacute;veis na elabora&ccedil;&atilde;o  e implementa&ccedil;&atilde;o de programas que visem o empoderamento familiar  para promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no contexto domiciliar com impacto  na preven&ccedil;&atilde;o da desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim,  o objetivo deste estudo foi investigar a preval&ecirc;ncia da desnutri&ccedil;&atilde;o  em crian&ccedil;as menores de 60 meses e os fatores a ela associados em dois munic&iacute;pios  no Estado do Acre.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se  de um estudo transversal de base populacional. A popula&ccedil;&atilde;o de estudo  foi constitu&iacute;da por crian&ccedil;as menores de 60 meses residentes nas  &aacute;reas urbanas dos munic&iacute;pios de Acrel&acirc;ndia e Assis Brasil  no Estado do Acre. Segundo censo dos registros do Programa de Sa&uacute;de da  Fam&iacute;lia (PSF) de dezembro de 2002, com cobertura na ocasi&atilde;o de 100%  de todas as fam&iacute;lias residentes na &aacute;rea urbana em ambos os munic&iacute;pios,  havia 334 domic&iacute;lios em Acrel&acirc;ndia e 157 domic&iacute;lios em Assis  Brasil, com um total de 724 crian&ccedil;as. As crian&ccedil;as foram localizadas  utilizando-se os registros censit&aacute;rios dos PSF dos dois munic&iacute;pios  investigados. Em 2002 havia somente postos do PSF na &aacute;rea urbana e, devido  dificuldades log&iacute;sticas e de acesso, a &aacute;rea rural n&atilde;o foi  inclu&iacute;da no presente inqu&eacute;rito. O crit&eacute;rio de exclus&atilde;o  foi apresentar doen&ccedil;as em geral que impossibilitasse a mensura&ccedil;&atilde;o  antropom&eacute;trica.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  coleta de dados ocorreu ao longo do m&ecirc;s de janeiro de 2003. A equipe de  campo foi constitu&iacute;da por agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de,  estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Acre e p&oacute;s-graduandos  da Universidade de S&atilde;o Paulo, com treinamento e supervis&atilde;o local  pela equipe de pesquisadores do projeto. Durante as visitas domiciliares os entrevistadores  se identificaram, explicaram os objetivos e benef&iacute;cios da pesquisa, e solicitaram  a assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido pelos pais ou respons&aacute;veis  pelas crian&ccedil;as, assegurando-lhes o sigilo das informa&ccedil;&otilde;es.  O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa com Seres  Humanos da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o  Paulo (protocolo de pesquisa nº 810). As crian&ccedil;as diagnosticadas com infec&ccedil;&atilde;o  parasit&aacute;ria e anemia neste estudo receberam tratamentos medicamentosos  adequados, prescritos pela equipe m&eacute;dica do projeto.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Informa&ccedil;&otilde;es  sobre caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas (sexo e idade das crian&ccedil;as),  bens do domic&iacute;lio, n&uacute;mero de irm&atilde;os com idade menor, situa&ccedil;&atilde;o  de resid&ecirc;ncia dos pais biol&oacute;gicos no domic&iacute;lio, grau de alfabetiza&ccedil;&atilde;o  do pai ou padrasto, exist&ecirc;ncia de esgoto a c&eacute;u aberto no &acirc;mbito  domiciliar, tipo de abastecimento de &aacute;gua no domic&iacute;lio, peso ao  nascer (obtido do cart&atilde;o da crian&ccedil;a), antecedentes de hist&oacute;ria  reprodutiva maternos, caracter&iacute;sticas ao nascimento, aleitamento materno  e morbidades pregressas, foram obtidas por meio de question&aacute;rio estruturado,  aplicado aos pais ou respons&aacute;veis pelas crian&ccedil;as em entrevistas  domiciliares. A diarr&eacute;ia foi definida como a passagem ou perda frequente  de fezes l&iacute;quidas nos &uacute;ltimos 15 dias pr&eacute;vios &agrave; entrevista.  Para avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico das fam&iacute;lias  foi calculado o &iacute;ndice de riqueza domiciliar (em escores z) com base na  presen&ccedil;a de bens de consumo e utilidades dom&eacute;sticas nos domic&iacute;lios  (televis&atilde;o, aparelho de som, v&iacute;deo cassete, fog&atilde;o, geladeira,  r&aacute;dio, telefone, bicicleta, ferro el&eacute;trico, liquidificador, carro,  sof&aacute;, m&aacute;quina de lavar e antena parab&oacute;lica), conforme descri&ccedil;&atilde;o  em publica&ccedil;&otilde;es anteriores<sup>7,8</sup>. Resumidamente, os escores  provenientes da an&aacute;lise de componentes principais, utilizando-se os bens  do domicilio como base de c&aacute;lculo, foram somados, estimando-se o &iacute;ndice  de riqueza por domic&iacute;lio conforme procedimento sugerido por Filmer &amp;  Pritchett<sup>9</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Amostras  de sangue perif&eacute;rico de crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria de 6 meses  at&eacute; 60 meses foram coletadas para a quantifica&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o  de hemoglobina atrav&eacute;s de um hemoglobin&ocirc;metro port&aacute;til (Hemocue<sup>&#174;</sup>,  &Auml;ngelhom, Su&eacute;cia). Os casos de anemia foram definidos pelos valores  inferiores a 11,0 g/100ml, conforme estabelecido pela Organiza&ccedil;&atilde;o  Mundial da Sa&uacute;de (OMS)<sup>10</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Medidas  de peso e estatura foram obtidas nas crian&ccedil;as com dois anos ou mais, utilizando-se  balan&ccedil;a port&aacute;til digital eletr&ocirc;nica (Plenna, EUA), com capacidade  de 150kg e precis&atilde;o de 100g. A estatura foi medida em estadi&ocirc;metro  com precis&atilde;o de 0,1cm. Os menores de 2 anos tiveram o peso e o comprimento  mensurados com aux&iacute;lio de balan&ccedil;a pedi&aacute;trica digital, com  capacidade de 16kg e precis&atilde;o de 10g (Soehnle, Alemanha) e de antrop&ocirc;metro  infantil (precis&atilde;o de 0,1cm), respectivamente. A obten&ccedil;&atilde;o  das medidas antropom&eacute;tricas foi realizada em duplicata por nutricionistas  da equipe de pesquisa (TGC e PTM), utilizando-se a m&eacute;dia entre as duas  medidas observadas de acordo com procedimentos preconizados pela OMS<sup>11</sup>.  Com aux&iacute;lio do programa <i>WHO Anthro 2005,</i> os escores Z dos &iacute;ndices  estatura para idade e peso para estatura foram obtidos a partir do padr&atilde;o  de crescimento da crian&ccedil;a da OMS de 2006<sup>12</sup>. Utilizou-se o ponto  de corte igual ou menor a -2 escore Z para a determina&ccedil;&atilde;o dos d&eacute;ficits  nutricionais<sup>11</sup>. Os valores extremos abaixo de -6 e acima de +6 de escore  Z para os &iacute;ndices antropom&eacute;tricos foram exclu&iacute;dos da an&aacute;lise  dos dados conforme recomenda&ccedil;&atilde;o da OMS<sup>12</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  dados foram digitados seguindo o procedimento de dupla entrada no programa <i>Epi-Info</i>  6.01. Ap&oacute;s esse processo, os dados foram transferidos para o programa estat&iacute;stico  <i>Stata<sup>TM</sup></i> 9.2 para an&aacute;lise estat&iacute;stica. O teste  qui-quadrado para heterogeneidade foi utilizado para compara&ccedil;&otilde;es  entre propor&ccedil;&otilde;es (<i>p</i> &lt; 0,05).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  fatores associados &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as foram  identificados em duas etapas. Na an&aacute;lise inicial, as vari&aacute;veis independentes  que apresentaram associa&ccedil;&otilde;es com os d&eacute;ficits nutricionais  com valor de <i>p</i> &lt; 0,20 (teste de qui-quadrado para heterogeneidade e  de tend&ecirc;ncia linear) foram selecionadas para compor os modelos m&uacute;ltiplos.  Na segunda etapa foram identificados os fatores associados aos d&eacute;ficits  de estatura para idade e peso para estatura, mediante an&aacute;lise m&uacute;ltipla  e hierarquizada de regress&atilde;o de Poisson (erro padr&atilde;o robusto), utilizando  modelo conceitual e procedimentos adaptados a partir de publica&ccedil;&otilde;es  anteriores<sup>13-15</sup>:</font></p><ul>     <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1&#176;  bloco: munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia e caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas  (vari&aacute;veis munic&iacute;pio, sexo e idade da crian&ccedil;a);</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2&#176;  bloco: socioecon&ocirc;mico (vari&aacute;veis &iacute;ndice de riqueza domiciliar,  alfabetiza&ccedil;&atilde;o do pai ou padrasto);</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3&#176;  bloco: acesso aos servi&ccedil;os e cuidado da crian&ccedil;a (vari&aacute;veis  morar com os pais biol&oacute;gicos, irm&atilde;os menores, esgoto a c&eacute;u  aberto e abastecimento de &aacute;gua);</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4&#176;  bloco: caracter&iacute;stica do nascimento (vari&aacute;vel peso ao nascer); e</font></li>    <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5&#176;  bloco: morbidades (vari&aacute;veis anemia e diarr&eacute;ia nos &uacute;ltimos  15 dias da entrevista).</font></li>    </ul>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Iniciou-se  a an&aacute;lise do modelo m&uacute;ltiplo do bloco distal para o proximal. As  vari&aacute;veis sexo e idade das crian&ccedil;as foram introduzidas no primeiro  bloco e permaneceram nas etapas subsequentes. Internamente a cada bloco foram  introduzidas todas as vari&aacute;veis selecionadas na primeira etapa. As vari&aacute;veis  que apresentaram valor de <i>p</i> &lt; 0,05 pelo teste de Wald ou tend&ecirc;ncia  linear foram selecionadas como fator associado aos d&eacute;ficits nutricionais  e permaneceram nos modelos m&uacute;ltiplos nas an&aacute;lises dos blocos subsequentes.  As vari&aacute;veis que apresentaram valor de <i>p</i> &gt; 0,05 foram retiradas  do modelo e avaliadas para ver se havia altera&ccedil;&otilde;es em mais de 10%  na magnitude das raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia das vari&aacute;veis que permaneceram  no modelo. Nos casos de ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es na magnitude  da raz&atilde;o de preval&ecirc;ncia acima de 10% nas vari&aacute;veis que permaneceram  no modelo, a vari&aacute;vel foi reinserida e mantida nos modelos m&uacute;ltiplos  dos blocos subsequentes.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Das  720 crian&ccedil;as menores de 60 meses cujos pais concordaram em participar do  estudo (99,4% das eleg&iacute;veis), 677 crian&ccedil;as completaram o exame f&iacute;sico.  Destas, 10 crian&ccedil;as foram exclu&iacute;das por apresentarem valores abaixo  de -6 ou acima de +6 escore Z para os &iacute;ndices antropom&eacute;tricos avaliados.  Assim, 667 crian&ccedil;as foram consideradas nesta an&aacute;lise, correspondendo  a 92,2% do total de crian&ccedil;as eleg&iacute;veis ao estudo. Dessas 667 crian&ccedil;as,  329 (49,3%) eram do sexo masculino e 338 (50,7%) do sexo feminino. Por faixa et&aacute;ria,  foram analisadas 246 (36,9%) crian&ccedil;as de 0 a 23 meses e 421 (63,1%) de  24 a 60 meses.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  magnitudes de preval&ecirc;ncia foram de 9,9% (IC95%: 7,6 - 12,1) para o d&eacute;ficit  de estatura para idade e 4,1% (IC95%: 2,5 - 5,5) para o d&eacute;ficit de peso  para estatura. O aleitamento materno foi iniciado para a maioria das crian&ccedil;as  estudadas (97,5%), mas a preval&ecirc;ncia de aleitamento materno exclusivo at&eacute;  o sexto m&ecirc;s foi de 33,6%, observando-se mediana de dura&ccedil;&atilde;o  do aleitamento materno total de 180 dias, sem diferen&ccedil;as estatisticamente  significantes entre os munic&iacute;pios. As distribui&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as  menores de 60 meses segundo munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia, condi&ccedil;&otilde;es  socioecon&ocirc;micas, acesso aos servi&ccedil;os e cuidado da crian&ccedil;a,  peso ao nascer e morbidades, est&atilde;o apresentadas na <a href="#t1">Tabela  1</a>. As vari&aacute;veis morar com os pais biol&oacute;gicos e peso ao nascer  foram selecionadas para compor os modelos m&uacute;ltiplos dos d&eacute;ficits  de estatura para idade e de peso para estatura. J&aacute; as vari&aacute;veis  &iacute;ndice de riqueza domiciliar, alfabetiza&ccedil;&atilde;o do pai ou padrasto,  irm&atilde;os menores, esgoto a c&eacute;u aberto, anemia e diarreia nos &uacute;ltimos  15 dias foram selecionadas para compor o modelo m&uacute;ltiplo para o d&eacute;ficit  de estatura para idade. No modelo m&uacute;ltiplo do d&eacute;ficit de peso para  estatura ainda foi selecionada a vari&aacute;vel abastecimento de &aacute;gua  (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n1/19t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>    <p><a name="t1"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/19t1.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na  <a href="#t3">Tabela 3</a> est&atilde;o apresentados os fatores associados ao  d&eacute;ficit de estatura para idade nos modelos m&uacute;ltiplos finais. No  bloco socioecon&ocirc;mico, as crian&ccedil;as cujos pais ou padrastos eram analfabetos  mostraram maior magnitude de associa&ccedil;&atilde;o com o d&eacute;ficit de  estatura para idade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as cujos pais  ou padrastos eram alfabetizados. A exclus&atilde;o da vari&aacute;vel &iacute;ndice  de riqueza domiciliar do modelo m&uacute;ltiplo reduziu em mais de 10% a raz&atilde;o  de preval&ecirc;ncia da vari&aacute;vel pai ou padrasto alfabetizado. Assim, a  vari&aacute;vel &iacute;ndice de riqueza domiciliar permaneceu no modelo m&uacute;ltiplo  como fator associado ao d&eacute;ficit de estatura para idade. No bloco de acesso  aos servi&ccedil;os e cuidado, a circunst&acirc;ncia de a crian&ccedil;a residir  na aus&ecirc;ncia da m&atilde;e biol&oacute;gica mostrou magnitude de associa&ccedil;&atilde;o  duplicada com o d&eacute;ficit de estatura para idade. Evidenciou-se rela&ccedil;&atilde;o  linear entre a maior quantidade de irm&atilde;os menores e d&eacute;ficit de estatura  para a idade (<i>p</i> para tend&ecirc;ncia linear = 0,004). Enquanto que o ambiente  domiciliar exposto ao esgoto a c&eacute;u aberto duplicou a magnitude de associa&ccedil;&atilde;o  com o d&eacute;ficit de estatura para idade.</font></p>    <p><a name="t3"></a></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/19t3.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na  an&aacute;lise m&uacute;ltipla e hierarquizada do d&eacute;ficit de peso para  estatura, somente a vari&aacute;vel peso ao nascer mostrou-se como fator associado.  O baixo peso ao nascer foi associado a um aumento de cerca de tr&ecirc;s vezes  na preval&ecirc;ncia do d&eacute;ficit de peso para estatura. Ap&oacute;s ajuste  por sexo e idade, a raz&atilde;o de preval&ecirc;ncia de baixo peso ao nascer  permaneceu semelhante &agrave; identificada na an&aacute;lise bruta. As vari&aacute;veis  diarreia nos &uacute;ltimos 15 dias e anemia n&atilde;o permaneceram no modelo  m&uacute;ltiplo final para d&eacute;ficit de estatura para a idade, ap&oacute;s  ajuste das vari&aacute;veis dos blocos precedentes, por n&atilde;o mostrarem signific&acirc;ncia  estat&iacute;stica (<i>p</i> &lt; 0,05). Na an&aacute;lise do d&eacute;ficit de  peso para estatura, ap&oacute;s ajuste por sexo e idade, as vari&aacute;veis morar  com os pais biol&oacute;gicos e abastecimento de &aacute;gua n&atilde;o apresentaram  signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<i>p &lt;</i> 0,05) e foram retiradas  do modelo m&uacute;ltiplo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o  houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os munic&iacute;pios  para as vari&aacute;veis investigadas, com exce&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis  n&uacute;mero de irm&atilde;os menores (propor&ccedil;&atilde;o de 2 ou mais irm&atilde;os  menores: Acrel&acirc;ndia 16% e Assis Brasil 6,1%, <i>p</i> = 0,016) e abastecimento  de &aacute;gua (propor&ccedil;&atilde;o de domic&iacute;lios com rede p&uacute;blica  de &aacute;gua: Acrel&acirc;ndia 54% e Assis Brasil 77%, <i>p</i> = 0,000). A  inclus&atilde;o do munic&iacute;pio como vari&aacute;vel de ajuste/controle em  todos os blocos n&atilde;o alterou as vari&aacute;veis selecionadas no modelo  final (dados n&atilde;o apresentados).</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  presente estudo, a preval&ecirc;ncia de d&eacute;ficit de estatura para idade  mostrou-se um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica nos munic&iacute;pios  estudados, com preval&ecirc;ncia geral de 9,9%. Os fatores associados ao d&eacute;ficit  de estatura para a idade foram: baixo &iacute;ndice de riqueza domiciliar, analfabetismo  do pai ou padrasto, aus&ecirc;ncia da m&atilde;e biol&oacute;gica no domic&iacute;lio,  ter 2 ou mais irm&atilde;os menores, exposi&ccedil;&atilde;o ao esgoto a c&eacute;u  aberto no &acirc;mbito domiciliar. Com rela&ccedil;&atilde;o ao d&eacute;ficit  de peso para estatura, com preval&ecirc;ncia geral de 4,1%, o &uacute;nico fator  associado foi o baixo peso ao nascer. Esta &eacute; a primeira investiga&ccedil;&atilde;o  conduzida na regi&atilde;o norte do pa&iacute;s que estimou os d&eacute;ficits  nutricionais utilizando o novo referencial de padr&atilde;o de crescimento da  OMS de 2006. O d&eacute;ficit de estatura para a idade mostrou ser um importante  problema nutricional nos munic&iacute;pios investigados. Em compara&ccedil;&atilde;o  com informa&ccedil;&otilde;es recentes da PNDS de 2006, as preval&ecirc;ncias  dos d&eacute;ficits nutricionais evidenciadas na presente investiga&ccedil;&atilde;o  foram maiores que a preval&ecirc;ncia geral brasileira para d&eacute;ficit de  estatura para a idade (7,0%) e d&eacute;ficit de peso para a estatura (1,98%)  em crian&ccedil;as menores de 60 meses<sup>3</sup>. A vulnerabilidade das crian&ccedil;as  &agrave;s iniquidades socioecon&ocirc;micas e as caracter&iacute;sticas inerentes  &agrave; estrutura familiar apresentaram-se como importantes fatores associados  &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as nos munic&iacute;pios investigados.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  n&iacute;vel distal, a situa&ccedil;&atilde;o do analfabetismo do pai ou padrasto  foi associada ao d&eacute;ficit de estatura para a idade nos munic&iacute;pios  investigados, confirmando achados de estudo anterior realizado no sul do Brasil<sup>16</sup>.  Essa associa&ccedil;&atilde;o pode ser decorrente da limitada capacidade do pai  ou padrasto em auxiliar a m&atilde;e nas pr&aacute;ticas adequadas de sa&uacute;de  e alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, devido &agrave; dificuldade na  compreens&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es orientadas pelos servi&ccedil;os  de sa&uacute;de ou veiculadas em outras inst&acirc;ncias<sup>17</sup>. Assim,  o reduzido tempo de estudo formal do pai ou padrasto tamb&eacute;m pode influenciar  na aquisi&ccedil;&atilde;o de bens para o domic&iacute;lio ou aloca&ccedil;&atilde;o  de renda destinada ao cuidado da crian&ccedil;a.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  disparidade entre fam&iacute;lias com alto e baixo poder aquisitivo nos munic&iacute;pios  investigados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preval&ecirc;ncia do d&eacute;ficit  de estatura para a idade de crian&ccedil;as mostrou-se consistente com investiga&ccedil;&otilde;es  nacionais<sup>1,18</sup>. Monteiro et al.<sup>1</sup>, em an&aacute;lise dos dados  da PNDS de 1996 e 2006-2007, observaram que os estratos com menor renda familiar  <i>per capita</i> tinham maior preval&ecirc;ncia de d&eacute;ficit de estatura  para idade e que incrementos na escolaridade materna (indicador propor&ccedil;&atilde;o  de m&atilde;es com escolaridade prim&aacute;ria completa) e aumento do poder aquisitivo  entre as fam&iacute;lias mais pobres explicam, respectivamente, 25,7% e 21,7%  do decl&iacute;nio da preval&ecirc;ncia de d&eacute;ficit de estatura para idade  no pa&iacute;s. Assim, sendo a renda um componente essencial para a aquisi&ccedil;&atilde;o  de produtos e acessos aos servi&ccedil;os, a elevada propor&ccedil;&atilde;o de  pobreza no Estado do Acre pode ser considerada determinante principal da alta  preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o observada no presente estudo.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com  rela&ccedil;&atilde;o ao cuidado da crian&ccedil;a, Thomas<sup>19</sup>, analisando  dados de inqu&eacute;rito nacional de 1989, sugeriu que a renda controlada pela  m&atilde;e tinha maior efeito ben&eacute;fico sobre o &iacute;ndice de estatura  para a idade da crian&ccedil;a do que a renda controlada pelo pai. Tamb&eacute;m  foi evidenciado pelo referido autor que a mulher alocava mais recursos para a  compra de alimentos em rela&ccedil;&atilde;o ao pai. Do mesmo modo, casais residentes  no Nordeste brasileiro tamb&eacute;m indicaram que os pais s&atilde;o respons&aacute;veis  pelas as quest&otilde;es econ&ocirc;micas da fam&iacute;lia, enquanto que os cuidados  alimentares s&atilde;o atribui&ccedil;&otilde;es das m&atilde;es<sup>20</sup>.  Considerando essas circunst&acirc;ncias, a aus&ecirc;ncia da m&atilde;e biol&oacute;gica  no domic&iacute;lio, conforme observado na presente investiga&ccedil;&atilde;o,  indica uma situa&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o  do estado nutricional da crian&ccedil;a.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por  outro lado, crian&ccedil;as de Assis Brasil e Acrel&acirc;ndia morando somente  com a m&atilde;e biol&oacute;gica n&atilde;o apresentaram preval&ecirc;ncias de  d&eacute;ficits nutricionais estatisticamente diferentes quando comparadas &agrave;s  crian&ccedil;as que residiam com a m&atilde;e e pai biol&oacute;gicos. Contudo,  a situa&ccedil;&atilde;o de a crian&ccedil;a morar somente com a m&atilde;e biol&oacute;gica  n&atilde;o excluiu a possibilidade de residir junto com um padrasto ou outros  membros da fam&iacute;lia. Em circunst&acirc;ncia semelhante, Carvalhaes &amp;  Ben&iacute;cio<sup>21</sup> observaram em Botucatu, Estado de S&atilde;o Paulo,  que 90% das m&atilde;es que viviam sem companheiro residiam junto com os membros  da fam&iacute;lia. Nesse sentido, a situa&ccedil;&atilde;o de residir com familiares  fortalece a rede de apoio social ao cuidado da crian&ccedil;a<sup>22,23</sup>,  proporcionando suporte emocional e aux&iacute;lio no cuidado da crian&ccedil;a.  Al&eacute;m disso, a presen&ccedil;a do companheiro da m&atilde;e no domic&iacute;lio  amplia o acesso aos bens e servi&ccedil;os essenciais para a adequa&ccedil;&atilde;o  do estado nutricional da crian&ccedil;a<sup>21,24-26</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  evid&ecirc;ncia de o maior n&uacute;mero de irm&atilde;os menores se apresentar  associado ao d&eacute;ficit de estatura para idade sugere eleva&ccedil;&atilde;o  no gasto familiar e redu&ccedil;&atilde;o no tempo e recursos alocados para o  cuidado de cada crian&ccedil;a. Nesse sentido, Eastwood &amp; Lipton<sup>27</sup>  relatam que a alta fertilidade apresenta enorme impacto sobre a renda do domic&iacute;lio,  principalmente nas fam&iacute;lias vivendo abaixo da linha da pobreza.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com  rela&ccedil;&atilde;o ao acesso a servi&ccedil;os, em nosso estudo a desnutri&ccedil;&atilde;o  infantil foi associada &agrave; presen&ccedil;a de esgoto a c&eacute;u aberto.  Em 2000, foi estimado que apenas 34% dos domic&iacute;lios no Estado do Acre estavam  interligados &agrave; rede geral de abastecimento de &aacute;gua e 17,6% dos domic&iacute;lios  eram atendidos pela rede geral de esgotamento sanit&aacute;rio<sup>6</sup>. Dados  nacionais tamb&eacute;m mostraram associa&ccedil;&atilde;o entre condi&ccedil;&otilde;es  inadequadas de saneamento b&aacute;sico e desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as<sup>28,29</sup>.  No n&iacute;vel proximal, a associa&ccedil;&atilde;o entre baixo peso ao nascer  e d&eacute;ficit de peso para a estatura pode refletir a precariedade dos servi&ccedil;os  de assist&ecirc;ncia a gestantes nos munic&iacute;pios investigados. Dessa forma,  em observa&ccedil;&atilde;o <i>in loco</i> no momento da investiga&ccedil;&atilde;o  em 2003, as m&atilde;es gestantes dos munic&iacute;pios de Assis Brasil e Acrel&acirc;ndia  eram atendidas por somente uma Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de em cada munic&iacute;pio  investigado. Tamb&eacute;m em 2003, relat&oacute;rio da UNICEF divulgou que 20,2%  das gestantes n&atilde;o realizaram consultas de pr&eacute;-natal no Estado do  Acre<sup>30</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  delineamento transversal utilizado nesta investiga&ccedil;&atilde;o impossibilitou  a identifica&ccedil;&atilde;o da temporalidade entre as vari&aacute;veis independentes  e os d&eacute;ficits nutricionais. No entanto, foram coletadas informa&ccedil;&otilde;es  a partir de observa&ccedil;&atilde;o direta e relato de ocorr&ecirc;ncia recente.  Logo, infere-se que seja improv&aacute;vel a ocorr&ecirc;ncia do vi&eacute;s de  mem&oacute;ria para as principais vari&aacute;veis analisadas.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em  conclus&atilde;o, espera-se que os resultados desse estudo contribuam para a implanta&ccedil;&atilde;o  de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da  desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as menores de 60 meses nos munic&iacute;pios  de Acrel&acirc;ndia e Assis Brasil, Estado do Acre.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1.  Monteiro CA, Benicio MHA, Konno SC, Silva ACF, Lima ALL, Conde WL. Causes for  the decline in child under-nutrition in Brazil, 1996-2007. <i>Rev Sa&uacute;de  P&uacute;blica</i> 2009; 43: 35-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971669&pid=S1415-790X201200010001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2.  Monteiro CA, Conde WL, Popkin BM. Is obesity replacing or adding to under-nutrition?  Evidence from different social classes in Brazil. <i>Public Health Nutr</i> 2002;  5: 105-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971671&pid=S1415-790X201200010001900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3.  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. <i>Pesquisa Nacional de Demografia e Sa&uacute;de  da Crian&ccedil;a e da Mulher: 2006</i>. Bras&iacute;lia; 2008. Dispon&iacute;vel  em <a href="http://www.saude.gov.br/pnds2006" target="_blank">http://www.saude.gov.br/pnds2006</a>  (Acessado em 12 de dezembro de 2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971673&pid=S1415-790X201200010001900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4.  Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada. <i>Radar Social</i>. Bras&iacute;lia:  Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971675&pid=S1415-790X201200010001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5.  Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Pesquisa Nacional por  Amostras de Domic&iacute;lios. Seguran&ccedil;a alimentar 2004</i>. Rio de Janeiro:  Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971677&pid=S1415-790X201200010001900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6.  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. <i>Sa&uacute;de Brasil 2004: uma an&aacute;lise  da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio  da Sa&uacute;de; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971679&pid=S1415-790X201200010001900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7.  Muniz PT, Castro TG, Araujo TS, Nunes NB, Silva-Nunes M, Hoffmann EH et al. Child  health and nutrition in the Western Brazilian Amazon: population-based surveys  in two counties in Acre State. <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2007; 23:  1283-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971681&pid=S1415-790X201200010001900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8.  Castro TG, Silva-Nunes M, Conde WL, Muniz PT, Cardoso MA. Anemia e defici&ecirc;ncia  de ferro em pr&eacute;-escolares da Amaz&ocirc;nia Ocidental brasileira: preval&ecirc;ncia  e fatores associados. <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2011; 27: 131-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971683&pid=S1415-790X201200010001900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9.  Filmer D, Pritchett LH. Estimating wealth effects without expenditure data-or  tear: an application to educational enrolments in states of India. <i>Demography</i>  2001; 38: 115-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971685&pid=S1415-790X201200010001900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10.  World Health Organization. <i>Iron Deficiency Anaemia: Assessment, Prevention  and Control</i>. Geneva: World Health Organization; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971687&pid=S1415-790X201200010001900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11.  World Health Organization. <i>Physical Status: The Use and Interpretation of Anthropometric  Indicators of Nutritional Status.</i> Geneva: World Health Organization; 1995.  (WHO - Technical Report Series 854).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971689&pid=S1415-790X201200010001900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12.  World Health Organization. WHO Multicentre Growth Reference Study Group. <i>WHO  child growth standards: length/height-for-age, weight-for-age, weight-for-length,  weight-for-height and body mass index-for-age.</i> Geneva: World Health Organization;  2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971691&pid=S1415-790X201200010001900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13.  Barros AJD, Hirakata VN. Alternatives for logistic regression in cross-sectional  studies: an empirical comparison of models that directly estimate the prevalence  ratio. <i>BMC Med Res Methodol</i> 2003; 3: 21. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.biomedcentral.com/1471-2288/3/21" target="_blank">http://www.biomedcentral.com/1471-2288/3/21</a>  &#91;Acessado em 5 de dezembro de 2008&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971693&pid=S1415-790X201200010001900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14.  Victora C, Huttly S, Fuchs S, Olinto M. The role of conceptual frameworks in epidemiological  analysis: a hierarchical approach. <i>Int J Epidemiol</i> 1997; 26: 224-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971695&pid=S1415-790X201200010001900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15.  UNICEF. <i>Situa&ccedil;&atilde;o mundial da crian&ccedil;a 1998</i>. Bras&iacute;lia:  UNICEF; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971697&pid=S1415-790X201200010001900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16.  Olinto MT, Victora CG, Barros F, Tomasi E. Determinantes da desnutri&ccedil;&atilde;o  infantil em uma popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda: um modelo de an&aacute;lise  hierarquizado. <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 1993; 9: 14-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971699&pid=S1415-790X201200010001900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17.  Mascarenhas MLW, Albernaz EP, Silva MB, Silveira RB. Preval&ecirc;ncia de aleitamento  materno exclusivo nos 3 primeiros meses de vida e seus determinantes no Sul do  Brasil. <i>J Pediatr</i> 2006;&nbsp;82: 289-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971701&pid=S1415-790X201200010001900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18.  Oliveira VA, Assis AM, Pinheiro SM, Barreto ML. Determinantes dos d&eacute;ficits  ponderal e de crescimento linear de crian&ccedil;as menores de dois anos. <i>Rev  Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2006; 40: 874-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971703&pid=S1415-790X201200010001900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19.  Thomas D. Incomes, expenditures, and health outcomes: evidence on intrahousehold  resourse allocation. In: Haddad L, Hoddinott J, Alderman H, eds. <i>Intrahousehold  resourse allocation in developing countries: models, methods, and policy</i>.  Baltimore, USA: IFPRI; 1997. p. 142-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971705&pid=S1415-790X201200010001900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20.  Pontes CM, Alexandrino AC, Os&oacute;rio MM. Participa&ccedil;&atilde;o do pai  no processo da amamenta&ccedil;&atilde;o: viv&ecirc;ncias, conhecimentos, comportamentos  e sentimentos. <i>J Pediatr</i> 2008;&nbsp;84: 357-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971707&pid=S1415-790X201200010001900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21.  Carvalhaes MA, Ben&iacute;cio MH. Capacidade materna de cuidar e desnutri&ccedil;&atilde;o  infantil. <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2002; 36: 188-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971709&pid=S1415-790X201200010001900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22.  Carvalhaes MA, Ben&iacute;cio MH, Barros AJ. Social support and infant malnutrition:  a case-control study in an urban area of Southeastern Brazil. <i>Br J Nutr</i>  2005; 94: 383-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971711&pid=S1415-790X201200010001900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23.  Marques ES, Cotta RMM, Magalh&atilde;es KA, Sant'Ana LFR, Gomes AP, Siqueira-Batista  R. A influ&ecirc;ncia da rede social da nutriz no aleitamento materno: o papel  estrat&eacute;gico dos familiares e dos profissionais de sa&uacute;de. <i>Ci&ecirc;nc  Sa&uacute;de Coletiva</i> 2010; 15 (S1): 1391-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971713&pid=S1415-790X201200010001900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24.  Silveira FJF, Lamounier JA. Fatores associados &agrave; dura&ccedil;&atilde;o  do aleitamento materno em tr&ecirc;s munic&iacute;pios na regi&atilde;o do Alto  Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>&nbsp;2006;  22: 69-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971715&pid=S1415-790X201200010001900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25.  Santos Neto ET, Faria CP, Barbosa ML, Oliveira AE, Zandonade E. Association between  food consumption in the first months of life and socioeconomic status: a longitudinal  study. <i>Rev Nutr</i>&nbsp;2009;&nbsp;22: 675-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971717&pid=S1415-790X201200010001900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26.  Molina MCB, Lop&eacute;z PM, Faria CP, Cade NV, Zandonade E. Preditores socioecon&ocirc;micos  da qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as. <i>Rev Sa&uacute;de  P&uacute;blica</i> 2010; 44: 785-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971719&pid=S1415-790X201200010001900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27.  Eastwood R, Lipton M. The impact of changes in human fertility on poverty. <i>J  Dev Stud</i> 1999; 36: 1-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971721&pid=S1415-790X201200010001900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28.  Monteiro CA, Conde WL. Tend&ecirc;ncia secular da desnutri&ccedil;&atilde;o e  da obesidade na inf&acirc;ncia na cidade de S&atilde;o Paulo (1974-1996). <i>Rev  Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2000; 34: 52-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971723&pid=S1415-790X201200010001900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29.  Rissin A, Batista-Filho M, Ben&iacute;cio MH, Figueiroa JN. Condi&ccedil;&otilde;es  de moradia como preditores de riscos nutricionais em crian&ccedil;as de Pernambuco,  Brasil. <i>Rev Bras Sa&uacute;de Matern Infant</i> 2006; 6: 59-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971725&pid=S1415-790X201200010001900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30.  UNICEF. Ser crian&ccedil;a na Amaz&ocirc;nia. Bel&eacute;m; 2004. Dispon&iacute;vel  em <a href="http://www.unicef.org/brazil/pt/ser_crianca_amazonia.pdf" target="_blank">http://www.unicef.org/brazil/pt/ser_crianca_amazonia.pdf</a>  (Acessado em 12 de dezembro de 2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1971727&pid=S1415-790X201200010001900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n1/seta.jpg" border="0"></a>  <b> Correspond&ecirc;ncia:</b> </font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Orivaldo  Florencio de Souza    <br> Universidade Federal do Acre    <br> Centro de Ci&ecirc;ncias  da Sa&uacute;de e do Desporto    <br> Campus Universit&aacute;rio, BR 364, km 4    <br>  Rio Branco, AC CEP 69915-900    <br> E-mail: <a href="mailto:orivaldofs.ufac@gmail.com">orivaldofs.ufac@gmail.com</a>  </font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido  em: 23/07/10    <br> Vers&atilde;o final apresentada em: 25/10/10    <br> Aprovado em:  28/02/11    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Financiamento: Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento  Cientifico e Tecnol&oacute;gico - CNPq (Processos: 502937/2003-3 e 551359/2001-3).  Bolsa de doutorado do CNPq.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo  baseado na tese de doutorado de Orivaldo Florencio de Souza. apresentada ao Programa  de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica, &aacute;rea  de concentra&ccedil;&atilde;o Nutri&ccedil;&atilde;o, da Universidade de S&atilde;o  Paulo, em 2009.</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
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<surname><![CDATA[Konno]]></surname>
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<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
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