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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To investigate the association between effort-reward imbalance and depressive symptoms among workers in high voltage power lines. METHODS: A cross-sectional study among 158 workers from an electric power company in Northeast Brazil. The main independent variables were the Effort-Reward Imbalance Model (ERI) dimensions and the main dependent variable was the prevalence of depression, as measured by the Center for Epidemiologic Studies Depression (CES-D) scale. Data were analyzed by multiple logistic regression techniques. RESULTS: The group of low reward workers presented a depression prevalence rate 6.2 times greater than those in the high reward group. The depression prevalence rate was 3.3 greater in workers in the situation of imbalanced effort-reward than in those in effort-reward equilibrium. CONCLUSIONS: The prevalence of depression was strongly associated with psychosocial factors present in the work of electricity workers.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS  ORIGINAIS</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Depress&atilde;o  em trabalhadores de linhas el&eacute;tricas de alta tens&atilde;o</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Suerda  Fortaleza de Souza<sup>I</sup>; Fernando Martins Carvalho<sup>II</sup>; T&acirc;nia  Maria de Ara&uacute;jo<sup>III</sup>; Sergio Koifman<sup>IV</sup>; Lauro Antonio  Porto<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Programa  de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Ambiente e Trabalho do  Departamento de Medicina Preventiva e Social da Universidade Federal da Bahia,  Salvador, Bahia, Brasil; Companhia Hidroel&eacute;trica do S&atilde;o Francisco  (CHESF) e Centro de Refer&ecirc;ncia em Sa&uacute;de do Trabalhador da Bahia (CESAT)    <br>  <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Ambiente  e Trabalho do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Universidade Federal  da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil    <br> <sup>III</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o  em Sa&uacute;de Coletiva do N&uacute;cleo de Epidemiologia da Universidade Estadual  de Feira de Santana, Bahia    <br> <sup>IV</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o  Sa&uacute;de P&uacute;blica e Meio-Ambiente da Escola Nacional de Sa&uacute;de  P&uacute;blica da FIOCRUZ, Rio de Janeiro, Brasil</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>  Investigar a associa&ccedil;&atilde;o entre desequil&iacute;brio esfor&ccedil;os-recompensas  no trabalho e sintomas depressivos em trabalhadores de linhas el&eacute;tricas  de alta tens&atilde;o.    <br> <b>M&Eacute;TODOS:</b> Estudo de corte transversal  realizado em 158 trabalhadores de uma empresa de energia el&eacute;trica no Nordeste  do Brasil. As dimens&otilde;es do modelo esfor&ccedil;o-recompensa (ERI) constitu&iacute;ram  as vari&aacute;veis independentes principais e a vari&aacute;vel resposta foi  depress&atilde;o, medida pela escala <i>Center for Epidemiologic Studies Depression</i>  (CES-D). Os dados foram analisados com t&eacute;cnicas de regress&atilde;o log&iacute;stica  m&uacute;ltipla.     <br> <b>RESULTADOS:</b> Trabalhadores no grupo de baixa recompensa  apresentaram preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o 6,2 vezes maior em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave;queles no grupo de alta recompensa. A preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o  foi 3,3 vezes maior entre os trabalhadores em condi&ccedil;&atilde;o de desequil&iacute;brio  esfor&ccedil;o-recompensa do que entre aqueles em situa&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio.      <br> <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> A preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o estava  fortemente associada &agrave;s dimens&otilde;es de esfor&ccedil;os e recompensas  presentes no trabalho dos eletricit&aacute;rios.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>  Sa&uacute;de Mental. Depress&atilde;o. Fatores Psicossociais. Sa&uacute;de do  Trabalhador. Abastecimento de Energia.</font></p><hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  trabalho tem importante papel na sa&uacute;de e na vida dos indiv&iacute;duos,  pois al&eacute;m de ser uma fonte de renda, constitui instrumento de socializa&ccedil;&atilde;o,  oportunidade de crescimento, desenvolvimento pessoal e de constru&ccedil;&atilde;o  da identidade individual e coletiva. Contudo, as condi&ccedil;&otilde;es e as  formas de organiza&ccedil;&atilde;o do processo de trabalho podem estabelecer  situa&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis aos indiv&iacute;duos ou se constituir  em fatores de risco &agrave; sua sa&uacute;de f&iacute;sica e mental.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o organizacional pelo qual passa o mundo  do trabalho resultou em maiores exig&ecirc;ncias para os trabalhadores, sobretudo  de ordem ps&iacute;quica. Neste contexto, os fatores psicossociais do trabalho  v&ecirc;m ganhando especial aten&ccedil;&atilde;o por representarem estressores  ocupacionais com importantes repercuss&otilde;es na sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos<sup>1,2</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  a Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT)<sup>3</sup>, os fatores  psicossociais do trabalho se constituem da intera&ccedil;&atilde;o entre o meio  ambiente de trabalho (o conte&uacute;do, as condi&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&atilde;o  de trabalho) e as condi&ccedil;&otilde;es individuais do trabalhador (sua capacidade  de adapta&ccedil;&atilde;o, habilidades, cultura e necessidade pessoais extra-trabalho)  que, de acordo com sua percep&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncias, podem influenciar  no seu estado de sa&uacute;de. Diversos estudos<sup>4-9</sup> referem que aspectos  psicossociais, como o esfor&ccedil;o envolvido na realiza&ccedil;&atilde;o das  atividades laborais e as recompensas propiciadas pelo trabalho, podem influenciar  no estado de sa&uacute;de mental de popula&ccedil;&otilde;es de trabalhadores.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre  os modelos te&oacute;ricos propostos para estudar os fatores psicossociais do  trabalho, destaca-se o <i>Effort-Reward Imbalance Model</i> (ERI)<sup>10</sup>.  Este modelo inclui a avalia&ccedil;&atilde;o de dois componentes relativos a esfor&ccedil;o  e recompensa, sendo um componente intr&iacute;nseco e outro extr&iacute;nseco.  As condi&ccedil;&otilde;es de trabalho (demandas, exig&ecirc;ncias, responsabilidades),  indicativas de esfor&ccedil;o, e as recompensas (apoio, sal&aacute;rio, seguran&ccedil;a,  possibilidades de progress&atilde;o na carreira) constituem o componente extr&iacute;nseco.  O componente intr&iacute;nseco refere-se ao estilo pessoal de ajustamento e &eacute;  denominado de comprometimento excessivo ("Overcommitment"). Esta &uacute;ltima  dimens&atilde;o avalia o conjunto de atitudes e comportamentos que resultam em  excessivo empenho, combinado &agrave; grande necessidade de reconhecimento e estima.  Portanto, trabalhadores com excesso de comprometimento responderiam com maior  tens&atilde;o ao desequil&iacute;brio esfor&ccedil;o-recompensa em compara&ccedil;&atilde;o  com empregados sem comprometimento excessivo com o trabalho<sup>11</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  modelo enfatiza a import&acirc;ncia do papel social do trabalho, promovendo a  possibilidade do trabalhador sentir-se reconhecido e estimado, refor&ccedil;ando  o seu sentimento de pertencer a um grupo<sup>12</sup>. O modelo ainda prediz que  a falta de reciprocidade entre o esfor&ccedil;o despendido e a recompensa recebida  desencadeia rea&ccedil;&otilde;es de estresse com consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de  f&iacute;sica e mental<sup>10,11</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  ERI vem sendo utilizado para avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre fatores psicossociais  e estado de sa&uacute;de, em v&aacute;rios pa&iacute;ses: Alemanha<sup>8</sup>,  Brasil<sup>11</sup>, Inglaterra<sup>13</sup>, B&eacute;lgica<sup>14</sup>, Jap&atilde;o<sup>15</sup>,  Finl&acirc;ndia<sup>16</sup> e Noruega<sup>17</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este  estudo objetivou investigar a associa&ccedil;&atilde;o entre esfor&ccedil;o e  recompensas no trabalho e a preval&ecirc;ncia de sintomas depressivos entre trabalhadores  da manuten&ccedil;&atilde;o de equipamentos e transmiss&atilde;o de energia el&eacute;trica  de alta tens&atilde;o.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Delineamento  e popula&ccedil;&atilde;o de estudo</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi  realizado nos Estados da Bahia e Sergipe um estudo epidemiol&oacute;gico de corte  transversal no universo de trabalhadores do sexo masculino (n = 161) pertencentes  a setores de manuten&ccedil;&atilde;o de equipamentos e linhas de transmiss&atilde;o  de alta tens&atilde;o de uma empresa do setor el&eacute;trico. A empresa que atende  a distribuidores e consumidores industriais tem capacidade instalada de 10.618  MW (10,9% da produ&ccedil;&atilde;o do Brasil), gera 49.596 GW/h e transmite energia  el&eacute;trica para as regi&otilde;es Sul, Sudeste, Norte e, principalmente,  para regi&atilde;o Nordeste do Brasil, na qual beneficia cerca de 50 milh&otilde;es  de habitantes. Os trabalhadores t&ecirc;m como atribui&ccedil;&atilde;o realizar  a manuten&ccedil;&atilde;o preventiva e reparadora em equipamentos el&eacute;tricos  das subesta&ccedil;&otilde;es, usinas e linhas de transmiss&atilde;o. Foram inclu&iacute;dos  todos os trabalhadores que pertenciam aos setores de manuten&ccedil;&atilde;o.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos  161 trabalhadores inclu&iacute;dos no estudo, 158 (98,2%) aceitaram participar  da pesquisa, dois se recusaram e um estava ausente durante a coleta das informa&ccedil;&otilde;es.  A participa&ccedil;&atilde;o foi volunt&aacute;ria e as informa&ccedil;&otilde;es  foram coletadas aplicando-se um question&aacute;rio elaborado para a investiga&ccedil;&atilde;o,  por meio de entrevistas individuais, realizadas pela m&eacute;dica do trabalho  da empresa, durante a jornada de trabalho, no per&iacute;odo de abril a julho  de 2008. Os objetivos da pesquisa foram esclarecidos em reuni&atilde;o pr&eacute;via  com os trabalhadores de cada setor, e um termo de consentimento livre e esclarecido  foi lido e assinado no in&iacute;cio de cada entrevista.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Coleta  de dados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizou-se  um formul&aacute;rio padronizado, contendo quest&otilde;es sobre caracter&iacute;sticas  sociodemogr&aacute;ficas; h&aacute;bitos de vida; atividades ocupacionais do trabalhador;  fatores psicossociais do trabalho, medidos pelo <i>Effort-Reward Imbalance Questionnaire</i>  (ERI-Q); aspectos da sa&uacute;de geral; sa&uacute;de mental, utilizando-se a  escala <i>Center for Epidemiologic Studies Depression</i> (<i>CES-D</i>, para  avaliar depress&atilde;o) e uso abusivo de &aacute;lcool, avaliado atrav&eacute;s  do question&aacute;rio CAGE.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Modelo  Esfor&ccedil;o-Recompensa</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  question&aacute;rio para medir o desequil&iacute;brio esfor&ccedil;o-recompensa  (ERI-Q) possui um total de 23 quest&otilde;es incluindo tr&ecirc;s escalas: esfor&ccedil;o  (seis itens), recompensa (11 itens) e comprometimento excessivo com o trabalho  (seis itens).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  escala de esfor&ccedil;o avalia carga quantitativa do trabalho (3 itens); carga  qualitativa (1 item); um item mensura o aumento na carga total de trabalho no  tempo e um item a carga f&iacute;sica (usada apenas em ocupa&ccedil;&otilde;es  em que a atividade f&iacute;sica &eacute; componente relevante, como em fun&ccedil;&otilde;es  manuais). A escala de recompensa pode ser subdividida em tr&ecirc;s sub-escalas:  reconhecimento, promo&ccedil;&atilde;o no emprego e seguran&ccedil;a no trabalho<sup>18</sup>.  As escalas de esfor&ccedil;o e de recompensa s&atilde;o medidas em respostas que  variam no grau de concord&acirc;ncia ou discord&acirc;ncia, com escores de 1 a  5. Os escores de esfor&ccedil;o na escala com seis itens, portanto, variam de  6 a 30. Quanto maior o escore, maior o esfor&ccedil;o envolvido e maior a percep&ccedil;&atilde;o  das demandas como estressoras. A escala de recompensa varia de 11 a 55; quanto  menor o escore, mais baixa ser&aacute; a percep&ccedil;&atilde;o de recompensas  no trabalho<sup>18</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  escala de comprometimento excessivo inclui 6 itens, com op&ccedil;&otilde;es de  respostas que variam de "discordo totalmente" a "concordo totalmente", com escores  entre 1 e 4<sup>18</sup>. Os itens identificam dificuldades em deixar ou se esquivar  das obriga&ccedil;&otilde;es do trabalho, impaci&ecirc;ncia e irritabilidade desproporcionais.  Quanto maior o escore, maior a possibilidade de que o indiv&iacute;duo esteja  vivenciando comprometimento excessivo com o trabalho.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  ERI revelou-se adequado para avaliar aspectos referentes ao desequil&iacute;brio  entre esfor&ccedil;o e recompensas no trabalho em contextos brasileiros. A consist&ecirc;ncia  interna, medida pelo coeficiente alpha de Cronbach, foi boa para as tr&ecirc;s  escalas, variando de 0,76 a 0,86 em um estudo realizado com profissionais de sa&uacute;de  e funcion&aacute;rios de uma universidade<sup>11</sup> e de 0,70 a 0,90, em um  estudo com banc&aacute;rios<sup>19</sup>. A estrutura dos fatores, obtida com  uso de an&aacute;lise fatorial, foi consistente com os componentes de constructo  do modelo te&oacute;rico em ambos os estudos<sup>11,19</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Escala  CES-D</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  estado depressivo dos trabalhadores foi avaliado pela escala <i>Center for Epidemiologic  Studies Depression - CES-D</i><sup>20</sup>. Este instrumento de rastreamento  elaborado pelo <i>National Institute of Mental Health</i> dos Estados Unidos da  Am&eacute;rica, visa identificar humor depressivo em estudos populacionais. Ele  mede a presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva atual, com &ecirc;nfase no  componente afetivo e humor depressivo<sup>17</sup>. A escala CES-D foi validada  em diferentes popula&ccedil;&otilde;es<sup>21,22</sup> e utilizada em diversos  pa&iacute;ses como Alemanha<sup>8</sup>, Jap&atilde;o<sup>9</sup>, Holanda<sup>23</sup>,  Luxemburgo<sup>24</sup> e Brasil<sup>25</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  escala CES-D foi elaborada a partir de um conjunto de itens de escalas de depress&atilde;o  previamente validadas. Os principais componentes da sintomatologia depressiva  foram obtidos da literatura cl&iacute;nica, incluindo humor depressivo, sentimento  de culpa e de desvaloriza&ccedil;&atilde;o, desamparo, desesperan&ccedil;a, retardo  psicomotor, perda de apetite e dist&uacute;rbios do sono. &Eacute; um instrumento  autoaplic&aacute;vel de 20 itens, compreendendo itens relacionados ao humor depressivo,  comportamento e percep&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup>. As respostas a cada um dos  itens foram dadas conforme a frequ&ecirc;ncia com que cada comportamento ou sintoma  esteve presente na semana anterior &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.  O escore total varia entre zero e sessenta, e s&atilde;o considerados como sugestivos  de terem depress&atilde;o os indiv&iacute;duos com escores iguais ou maiores que  16 pontos<sup>25</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>CAGE</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  estudos que utilizaram o <i>CAGE</i>, conclu&iacute;ram ser este um bom instrumento  para detectar desordens relativas ao uso excessivo de &aacute;lcool. &Eacute;  um instrumento de ampla utiliza&ccedil;&atilde;o, pela facilidade de aplica&ccedil;&atilde;o  e aceita&ccedil;&atilde;o<sup>26,27</sup>. Possui apenas quatro perguntas com  resposta objetivas (sim/n&atilde;o). O ponto de corte adotado - duas ou mais respostas  positivas - definiu o uso abusivo de &aacute;lcool.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>An&aacute;lise  de dados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  vari&aacute;vel independente principal foi representada pelos aspectos psicossociais  do trabalho, constitu&iacute;da pelas dimens&otilde;es do Modelo Esfor&ccedil;o-Recompensa  (excesso de comprometimento com o trabalho, esfor&ccedil;o, recompensa e a situa&ccedil;&atilde;o  de desequil&iacute;brio esfor&ccedil;o-recompensa).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente  foi analisada a distribui&ccedil;&atilde;o dos escores de cada escala com finalidade  descritiva. Em seguida procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de associa&ccedil;&atilde;o  entre as dimens&otilde;es do modelo esfor&ccedil;o-recompensa e depress&atilde;o.  Para esta an&aacute;lise, as escalas de esfor&ccedil;o, recompensa e comprometimento  excessivo foram dicotomizadas para a constitui&ccedil;&atilde;o de dois grupos  em cada dimens&atilde;o: alto e baixo esfor&ccedil;o, alta e baixa recompensa  e alto e baixo comprometimento excessivo. O ponto de corte utilizado para a dicotomiza&ccedil;&atilde;o  foi o valor m&eacute;dio obtido em cada escala.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  vari&aacute;vel preditora principal foi a raz&atilde;o Desequil&iacute;brio Esfor&ccedil;o-Recompensa,  calculada da seguinte forma: <i>effort</i>/ (<i>reward</i> x fator de corre&ccedil;&atilde;o)  (Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.uni-duesseldorf.de/medicalsociology/fileadmin/Bilder_Dateien/download/ERI_Texte_und_Grafiken/Eriquest_Psychometric_information.pdf" target="_blank">http://www.uni-duesseldorf.de/medicalsociology/fileadmin/Bilder_Dateien/download/ERI_Texte_und_  Grafiken /Eriquest _Psychometric_information.pdf</a> (Acessado em 26 de dezembro  de 2010). Valores pr&oacute;ximos a zero indicam uma condi&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel  (relativo a baixo esfor&ccedil;o e alta recompensa) e valores superiores a um  indicam maior esfor&ccedil;o gasto e menor recompensa recebida. O escore foi utilizado  como uma medida bin&aacute;ria (presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de desequil&iacute;brio),  a partir da vari&aacute;vel cont&iacute;nua (com transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica),  tendo o ponto de corte no &uacute;ltimo tercil. A raz&atilde;o ERI foi utilizada  como uma vari&aacute;vel dicot&ocirc;mica (presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de  desequil&iacute;brio), com ponto de corte no &uacute;ltimo tercil, seguindo o  exemplo de alguns estudos que optaram por esta estratifica&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  vari&aacute;vel de resposta foi representada pela presen&ccedil;a de sintomatologia  depressiva, avaliada pela escala CES-D.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como  potenciais vari&aacute;veis de confundimento foram analisadas as covari&aacute;veis  idade (categorizada em menor que 40 anos/40 a 49 anos/50 ou mais anos); escolaridade  (categorizada em ensino fundamental/m&eacute;dio/superior); consumo de bebidas  alco&oacute;licas (n&atilde;o bebe ou bebedor eventual/bebedor de uma ou mais  vezes na semana); pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica fora do trabalho (sim/n&atilde;o);  atividade de lazer (sim/n&atilde;o); condi&ccedil;&otilde;es gerais de sa&uacute;de  (boa/regular/ruim), renda mensal (at&eacute; R$ 2.500,00/acima de R$ 2.500,00);  tempo de trabalho na empresa (categorizada por quartis); tempo de trabalho na  fun&ccedil;&atilde;o (categorizada por quartis); tempo de trabalho no setor (categorizado  por quartis); situa&ccedil;&atilde;o conjugal (casado ou uni&atilde;o est&aacute;vel/ou  demais situa&ccedil;&otilde;es); relato de parentes de primeiro grau (pai ou irm&atilde;os)  trabalhando ou que trabalharam na mesma empresa; e resid&ecirc;ncia (capital/interior).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  dados foram processados com uso do programa estat&iacute;stico Statistical Package  for the Social Sciences (SPSS: applications guide. Version 9.0. Chicago: SPSS,  1991). Foram utilizadas an&aacute;lises de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla  para analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel independente  principal (dimens&otilde;es e situa&ccedil;&atilde;o de desequil&iacute;brio do  Modelo Esfor&ccedil;o-Recompensa, analisadas em modelos distintos) e a vari&aacute;vel  dependente (Depress&atilde;o), ajustando pelas covari&aacute;veis consideradas  relevantes.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  covari&aacute;veis foram pr&eacute;-selecionadas individualmente, adotando-se  como crit&eacute;rios a relev&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e um valor p inferior  a 0,25 no teste da raz&atilde;o de verossimilhan&ccedil;a para a signific&acirc;ncia  do coeficiente. A an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica foi aplicada  ao conjunto das vari&aacute;veis pr&eacute;-selecionadas, chegando-se ao modelo  final com base no teste da estat&iacute;stica de Wald, com um valor p igual ou  inferior a 0,20 para a inclus&atilde;o de cada vari&aacute;vel no modelo. Na an&aacute;lise  de modifica&ccedil;&atilde;o de efeito, os termos-produtos da vari&aacute;vel  de exposi&ccedil;&atilde;o principal com as vari&aacute;veis potencialmente modificadoras  foram exclu&iacute;dos um a um, desde que apresentassem valor p superior a 0,10  no teste da estat&iacute;stica de Wald<sup>28</sup>. As <i>Odds ratio</i> (OR)  obtidas a partir das an&aacute;lises de regress&atilde;o log&iacute;stica foram  convertidas em Raz&atilde;o de Preval&ecirc;ncia (RP) e estimados os seus respectivos  intervalos de confian&ccedil;a, por meio do m&eacute;todo Delta<sup>29</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  procedimentos de an&aacute;lise de associa&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es  do modelo e depress&atilde;o, acima descritos, foram conduzidos separadamente  para cada uma das tr&ecirc;s escalas (esfor&ccedil;o, recompensa e comprometimento  excessivo com o trabalho) e para a raz&atilde;o esfor&ccedil;o-recompensa. Assim,  buscou-se obter o melhor modelo para cada dimens&atilde;o separadamente. Para  cada modelo foram testadas todas as covari&aacute;veis citadas anteriormente.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Maternidade  Clim&eacute;rio de Oliveira da Universidade Federal da Bahia (Processo n&uacute;mero  026/2008, em 27/2/2008).</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Caracter&iacute;sticas  da popula&ccedil;&atilde;o estudada</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  158 trabalhadores estudados apresentaram m&eacute;dia de idade de 45 anos com  desvio padr&atilde;o (DP) de 8,6; 37.3% estavam na faixa de 50 a 68 anos e 70,0  % tinham 10 ou mais anos de trabalho na empresa. A m&eacute;dia de tempo na fun&ccedil;&atilde;o  foi de 14,4 anos (DP= 9,8) e a m&eacute;dia de tempo de trabalho no setor atual  foi de 12,6 anos (DP= 9,3). O turno de trabalho predominante foi o administrativo  (jornada de 8 horas de trabalho), mas 86,7% dos empregados trabalhavam em regime  de sobreaviso. Quanto &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o das tarefas, 39,9% atuavam  na manuten&ccedil;&atilde;o de linhas de transmiss&atilde;o, 41,1% na manuten&ccedil;&atilde;o  de subesta&ccedil;&atilde;o, 15,8% atuavam na manuten&ccedil;&atilde;o da usina  e 3,2% realizavam atividades t&eacute;cnico-administrativas. Quanto &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o  mensal, 57,6% ganhavam at&eacute; R$ 2.500,00 (aproximadamente US$ 1,500.00) e  42,4% ganhavam acima de R$2.500,00. O trabalho atual ou passado de familiares  (pais ou irm&atilde;os) na empresa foi referido por 25,3% da popula&ccedil;&atilde;o  e 14,6% j&aacute; haviam prestado servi&ccedil;o &agrave; empresa antes da contrata&ccedil;&atilde;o  definitiva.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  consumo de bebida alco&oacute;lica foi referido por 86,1%, sendo 49,5% usu&aacute;rios  regulares (consumo de tr&ecirc;s ou mais vezes na semana). O uso abusivo de &aacute;lcool,  medido pelo CAGE, foi constatado em 39,6% dos 136 trabalhadores que mencionaram  o uso de bebidas alco&oacute;licas. O h&aacute;bito de fumar foi relatado por  13,3% dos trabalhadores, tendo 30,4% referido antecedentes de tabagismo. A pr&aacute;tica  de atividade f&iacute;sica (regular ou n&atilde;o) foi referida por 55,1% dos  entrevistados. Quanto &agrave; escolaridade, 49% tinham cursado at&eacute; o n&iacute;vel  m&eacute;dio. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o conjugal,  80,4% relataram uni&atilde;o est&aacute;vel e 92,4% referiram ter filhos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto  aos fatores psicossociais associados &agrave; situa&ccedil;&atilde;o geradora  de estresse ocupacional avaliados pelo ERI, 48,7% dos trabalhadores enquadravam-se  no grupo de alto esfor&ccedil;o despendido, registrando-se um escore m&eacute;dio  de 14,93; 39,9% estavam no grupo de baixa recompensa recebida, com escore m&eacute;dio  de 46,54; 53,2% foram classificados como excessivamente comprometidos com o trabalho.  O desequil&iacute;brio entre esfor&ccedil;o empreendido e recompensas recebidas  estava sendo vivenciado por aproximadamente 1/3 da popula&ccedil;&atilde;o estudada  (32,3%) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>    <p><a name="t1"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n2/01t01.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  preval&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva, estimada pelo CES-D, foi de 18,4%.  O uso atual de medica&ccedil;&atilde;o ansiol&iacute;tica foi referido por 3,8%  dos trabalhadores e 11,4% referiram ter feito uso dela no passado.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o foi particularmente mais elevada entre indiv&iacute;duos  com menos de 40 anos, que trabalhavam entre 5 a 9 anos na empresa, que ganhavam  at&eacute; R$ 2.500,00, n&atilde;o praticavam atividade f&iacute;sica regular  e referiram sa&uacute;de "ruim" (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>    <p><a name="t2"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n2/01t02.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  maior preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o foi encontrada entre os trabalhadores  com baixa recompensa (35,5%) e nas situa&ccedil;&otilde;es de desequil&iacute;brio  entre esfor&ccedil;o e recompensa (39,2%) (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n2/01t03.jpg">Tabela  3</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  preval&ecirc;ncia da depress&atilde;o estava fortemente associada a trabalho com  baixa recompensa, mesmo quando ajustados pelos efeitos das covari&aacute;veis  selecionadas no modelo final de an&aacute;lise, idade e renda (RP = 6,16; IC 95%  2,09; 18,22). Foi tamb&eacute;m verificado que a depress&atilde;o estava associada  a alto esfor&ccedil;o e a alto comprometimento com o trabalho, por&eacute;m de  forma n&atilde;o estatisticamente significante, ap&oacute;s ajuste por idade e  renda (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n2/01t03.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o foi 3,35 vezes maior nas condi&ccedil;&otilde;es  de desequil&iacute;brio do Modelo Desequil&iacute;brio Esfor&ccedil;o-Recompensa,  ap&oacute;s ajuste por idade e comprometimento com o trabalho (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n2/01t03.jpg">Tabela  3</a>).</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observou-se  associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre dimens&otilde;es do modelo esfor&ccedil;o-recompensa  e depress&atilde;o entre os trabalhadores do setor manuten&ccedil;&atilde;o de  linhas e equipamentos de uma empresa de gera&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o  de energia el&eacute;trica, da Bahia e Sergipe. Baixas recompensas e viv&ecirc;ncia  de situa&ccedil;&atilde;o de desequil&iacute;brio entre esfor&ccedil;o-recompensa  mantiveram-se estatisticamente associadas &agrave; ocorr&ecirc;ncia de depress&atilde;o  mesmo ap&oacute;s ajuste por potenciais confundidores, selecionados no modelo  final de an&aacute;lise.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  perfil dos trabalhadores estudados evidenciou tratar-se de uma popula&ccedil;&atilde;o  com estabilidade no emprego, com longo tempo de trabalho na empresa. O fato de  alguns trabalhadores j&aacute; terem prestado servi&ccedil;o antes da contrata&ccedil;&atilde;o  e a refer&ecirc;ncia a parentes pr&oacute;ximos que trabalhavam ou trabalha na  empresa revelam a exist&ecirc;ncia de um v&iacute;nculo positivo entre trabalhadores  e empresa. Por outro lado, o longo tempo de perman&ecirc;ncia no setor e na fun&ccedil;&atilde;o,  refletindo a falta de ascens&atilde;o profissional, ao longo dos anos trabalhados,  podem atuar como potenciais riscos &agrave; sa&uacute;de mental.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  preval&ecirc;ncia de sintomas depressivos, observada nos trabalhadores estudados  (18,4%), foi menor do que os resultados encontrados em estudos com trabalhadores  japoneses (43,2%<sup>9</sup> e 39%<sup>30</sup>) e com trabalhadores de sexo masculino  de 41-56 anos, de uma empresa nacional de g&aacute;s e eletricidade francesa (24,9%)<sup>31</sup>.  Entretanto, deve-se ressalvar que o ponto de corte utilizado para o CES-D no estudo  franc&ecirc;s<sup>31</sup> foi de 17, enquanto o nosso estudo utilizou o ponto  de corte de <u>&gt;</u> 16, para a mesma escala de 20 itens com escore m&aacute;ximo  de 60 pontos. Os estudos nacionais, utilizando a escala CES-D est&atilde;o voltados  principalmente para idosos e outros grupos populacionais n&atilde;o adequados  a compara&ccedil;&otilde;es com a popula&ccedil;&atilde;o deste estudo. As tr&ecirc;s  dimens&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o do Modelo Desequil&iacute;brio Esfor&ccedil;o-Recompensa  (alto esfor&ccedil;o, baixa recompensa e comprometimento excessivo com o trabalho)  apresentaram elevada preval&ecirc;ncia, sendo que comprometimento foi a que mais  se destacou (53%). A preval&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o de desequil&iacute;brio  esfor&ccedil;o-recompensa foi elevada (32,0%) e semelhante &agrave; relatada em  outros estudos<sup>9, 32.</sup></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  presen&ccedil;a de sintomas depressivos esteve fortemente associada &agrave; baixa  recompensa no trabalho e &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de desequil&iacute;brio  esfor&ccedil;o-recompensa. Esse resultado assemelha-se ao de um estudo em uma  popula&ccedil;&atilde;o geral alem&atilde; que relatou forte associa&ccedil;&atilde;o  entre depress&atilde;o e desequil&iacute;brio esfor&ccedil;o-recompensa, mesmo  quando ajustada por diversas covariaveis<sup>8</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma  limita&ccedil;&atilde;o deste estudo decorre de seu delineamento transversal,  que impossibilita aferir rela&ccedil;&otilde;es de anteced&ecirc;ncia da exposi&ccedil;&atilde;o  (ERI) em rela&ccedil;&atilde;o ao desfecho (sintomatologia depressiva), uma vez  que as medidas de interesse de exposi&ccedil;&atilde;o e efeito s&atilde;o avaliadas  simultaneamente, impossibilitando o estabelecimento de claras rela&ccedil;&otilde;es  de causa-efeito.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste  estudo, a ocorr&ecirc;ncia do efeito do trabalhador sadio &eacute; pouco prov&aacute;vel,  uma vez que houve pequena perda de casos, em raz&atilde;o de a depress&atilde;o  tratar-se de doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, raramente fatal, e por ser uma popula&ccedil;&atilde;o  com estabilidade no emprego. Todavia, deve-se considerar a possibilidade de ter  havido perda de informa&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores j&aacute; aposentados  ou falecidos por outras morbidades ou ainda dos que se desligaram da empresa em  per&iacute;odo anterior.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra  limita&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica foi o reduzido n&uacute;mero de indiv&iacute;duos  no estudo, apesar da alta taxa de resposta (pr&oacute;xima a 100%, 2 recusas)  obtida. A an&aacute;lise dos dados foi dificultada pelo pequeno n&uacute;mero  nos grupos estratificados, resultando em intervalos de confian&ccedil;a demasiadamente  amplos, o que diminui a precis&atilde;o das estimativas.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda  vale ressaltar que o instrumento (CES-D) utilizado para medir a preval&ecirc;ncia  de depress&atilde;o n&atilde;o &eacute; um meio de diagn&oacute;stico, embora  seja amplamente utilizado em estudos epidemiol&oacute;gicos. Entretanto, &eacute;  poss&iacute;vel que tenha subestimado ou superestimado o efeito, desde que n&atilde;o  foi realizada a sua valida&ccedil;&atilde;o para fins espec&iacute;ficos do presente  estudo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  estudos que utilizaram o CES-D em popula&ccedil;&otilde;es de trabalhadores tamb&eacute;m  n&atilde;o referiram valida&ccedil;&atilde;o deste instrumento. Um estudo com  284 estudantes universit&aacute;rios brasileiros, de 17 a 39 anos, utilizando  o mesmo ponto de corte de nossa pesquisa (<u>&gt;</u> 16), encontrou sensibilidade  de 100%, especificidade de 75% e &iacute;ndice de classifica&ccedil;&atilde;o  incorreta de 24%<sup>24</sup>. Estudos em pacientes hisp&acirc;nicos, atendidos  em centros de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria dos EUA, relataram sensibilidade  de 73-92% e especificidade de 72-74%, para o ponto de corte <u>&gt;</u> 21<sup>33</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  percentual de 39,6% de CAGE positivo (uso abusivo de &aacute;lcool) &eacute; muito  elevado e poderia estar relacionada a aspectos culturais e do trabalho dessa popula&ccedil;&atilde;o  que precisam ser estudados. O uso abusivo do &aacute;lcool pode refletir uma estrat&eacute;gia  do trabalhador para enfrentar a depress&atilde;o, adiando o seu desfecho. Nesta  situa&ccedil;&atilde;o, a real preval&ecirc;ncia da depress&atilde;o seria mascarada  pelo alcoolismo, diminuindo a capacidade de ser identificada pelo desenho de corte  transversal adotado neste estudo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  despeito das limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, os resultados encontrados  reafirmam a adequa&ccedil;&atilde;o do Modelo Desequil&iacute;brio Esfor&ccedil;o-Recompensa  para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o dos fatores psicossociais do trabalho  e efeitos &agrave; sa&uacute;de mental do trabalhador na manuten&ccedil;&atilde;o  de equipamentos e transmiss&atilde;o de energia el&eacute;trica de alta tens&atilde;o.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Conflito  de interesses</i>: N&atilde;o h&aacute; conflito de interesses a declarar.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1.  Silva ES. Os v&iacute;nculos entre condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sa&uacute;de  mental. <i>Psicol Cienc Prof</i> 1988; 8(3): 13-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984145&pid=S1415-790X201200020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2.  Camelo SHH, Angerami ELS. Riscos ocupacionais no trabalho que podem levar ao estresse:  uma an&aacute;lise da literatura. <i>Cienc Cuid Saude</i> 2008; 7(2): 232-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984147&pid=S1415-790X201200020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3.  Sauter SL, Murphi L R, Hurrell JJ, Levi L. Factores psicosociales de organizaci&oacute;n.  In: Stellman JM, directora de edici&oacute;n. <i>Enciclopedia de Salud y Seguridad  en el Trabajo</i>. Madrid: Organizaci&oacute;n Internacional Del Trabajo; 1998:  v. 2: p. 34. 1-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984149&pid=S1415-790X201200020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4.  Scopinho RA. Privatiza&ccedil;&atilde;o, reestrutura&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;as  nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho: o caso do setor de energia el&eacute;trica.  <i>Cad Psicol Soc Trab</i> 2002; 5: 19-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984151&pid=S1415-790X201200020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5.  Martinez MC, Latorre MRDO. Sa&uacute;de e capacidade para o trabalho de eletricit&aacute;rios  do Estado de S&atilde;o Paulo. <i>Cienc Saude Coletiva</i><b>&nbsp;</b> 2008;  13(3): 1061-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984153&pid=S1415-790X201200020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6.  Mausner-Dorsch H, Eaton WW. Psychosocial work environment and depression: epidemiologic  assessment of the demand-control model. <i>Am J Public Health</i> 2000; 90(11):  1765-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984155&pid=S1415-790X201200020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7.  Kitaoka-Higashiguchi K, Nakagwa H, Morikwa Y, Ishizaki M, Miura K, Naruse Y, Kido  T. The association between job demand, control and depression in workplaces in  Japan. <i>J Occup Health</i> 2002; 44: 427-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984157&pid=S1415-790X201200020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8.  Dragano N, He Y, Moebus S, Jockel K, Erbel E, Siegrist J. Two models of job stress  and depressive symptoms: results from a population-based study. <i>Soc Psychiatry  Psychiatr Epidemiol</i> 2008; 43: 72-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984159&pid=S1415-790X201200020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9.  Watanabe M, Irie M, Kobayashi F. Relationship between effort-reward imbalance,  low social support and depressive sate among japanese male workers. <i>J Occup  Health</i> 2004; 46: 78-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984161&pid=S1415-790X201200020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10.  Siegrist J. Adverse Health Effects of High-Effort/Low-Reward Conditions. <i>J  Occup Health Psychol</i> 1996; 1(1): 27-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984163&pid=S1415-790X201200020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11.  Chor D, Werneck GL, Faerstein E, Alves MGM, Rotenberg L. The Brazilian version  of the effort-reward imbalance questionnaire to assess job stress. <i>Cad Saude  Publica</i> 2008; 24(1): 219-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984165&pid=S1415-790X201200020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12.  Tsutsumi A, Kawakami N. A review of empirical studies on the model of effort-reward  imbalance at work: reducing occupational stress by implementing a new theory.  <i>Soc Sci Med</i> 2004; 59(11): 2335-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984167&pid=S1415-790X201200020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13.  Kuper H, Manoux AS, Siegrist J, Marmot M. When reciprocity fails: effort-reward  imbalance in relation to coronary heart disease and health functioning within  the Whitehall II study. <i>J Occup Environ Med</i> 2002; 59: 777-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984169&pid=S1415-790X201200020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14.  Godin I, Kittel F, Coppieters Y, Siegrist J. A prospective study of cumulative  job stress in relation to mental health. <i>BMC Public Health</i> 2005; 5: 67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984171&pid=S1415-790X201200020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15.  Watanabe M, Irie M, Kobayashi F. Relationship between effort-reward imbalance,  low social support and depressive state among japanese male workers. <i>J Occup  Health</i> 2004; 46: 78-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984173&pid=S1415-790X201200020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16.  Kouvonen A, Kivim&auml;ki M, Virtanen M, Heponiemi T, Elovainio M, Pentti J, Linna  A, Vahtera J. Effort-reward imbalance at work and the co-occurrence of lifestyle  risk factors: cross-sectional survey in a sample of 36,127 public sector employees.  <i>BMC Public Health</i> 2006; 6: 24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984175&pid=S1415-790X201200020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17.  Lau B. Effort-reward imbalance and overcommitment in employees in a Norwegian  municipality: a cross sectional study. <i>J Occup Med Toxicol</i> 2008; 3: 9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984177&pid=S1415-790X201200020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18.  Siegrist J, Marmot M. Health inequalities and the psychosocial environment-two  scientific challenges. <i>Soc Sci Med</i> 2004; 58: 1463-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984179&pid=S1415-790X201200020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19.  Silva LS, Barreto, SM. Adapta&ccedil;&atilde;o transcultural para o portugu&ecirc;s  brasileiro da escala effort-reward imbalance: um estudo com trabalhadores de banco.  <i>Rev Panam Salud Publica</i> 2010; 27(1): 32-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984181&pid=S1415-790X201200020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20.  Radloff LS. The CES-D Scale: a self-report depression scale for research in the  general population. <i>Appl Psychol Measurement</i> 1977; 1: 385-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984183&pid=S1415-790X201200020000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21.  Hertzog C, Alstine J, Usala PD, Hultsch DF, Dixon R. Measurement properties of  the center for epidemiological studies depression scale (ces-d) in older populations.  <i>Psychol Assess</i> 1990; 2(1): 64-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984185&pid=S1415-790X201200020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22.  Posner SF, Stewart AL,&nbsp;Mar&iacute;n G, P&eacute;rez-Stable EJ. Factor variability  of the center for epidemiological studies depression scale (Ces-D) among urban  latinos. <i>Ethn Health</i> 2001; 6(2): 137-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984187&pid=S1415-790X201200020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23.  Beekman ATF, Deeg DJH, van Limbeek J, Braam AW, De Vries MZ, van Tilburg W. Criterion  validity of the Center for Epidemiologic Studies Depression scale (CES-D): results  from a community-based sample of older subjects in the Netherlands.<i> Psychol  Med</i> 1997; 27(1): 231-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984189&pid=S1415-790X201200020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24.  Baumann M, Meyers R, Le Bihan E, Houssemand C. Mental health (GHQ12; CES-D) and  attitudes towards the value of work among inmates of a semi-open prison and the  long-term unemployed in Luxembourg. <i>BMC Public Health</i> 2008; 8: 214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984191&pid=S1415-790X201200020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25.  S<i>ilveira DX, Jorge M</i>R. Propriedades psicom&eacute;tricas da escala de rastreamento  populacional para depress&atilde;o CES-D em popula&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nica  e n&atilde;o-cl&iacute;nica de adolescentes e adultos jovens. <i>Rev Psiq Clinica</i>  1998; 25(5): 251-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984193&pid=S1415-790X201200020000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26.  da Paz Filho GJ, Sato LJ, Tuleski MJ, Takata SY, Ranzi CCC, Saruhashi SY, Spadoni  B. Emprego do question&aacute;rio CAGE para detec&ccedil;&atilde;o de transtornos  de uso de &aacute;lcool em pronto-socorro. <i>Rev Assoc Med Bras</i> 2001; 47(1):  65-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984195&pid=S1415-790X201200020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27.  Barberino JL, Carvalho FM, Silvany-Neto AM, Cotrim HP, G&oacute;es RC, Rosa H,  Gidi JF, Valladares CM, Guedes F. Altera&ccedil;&otilde;es hep&aacute;ticas em  trabalhadores de uma refinaria de petr&oacute;leo e em uma popula&ccedil;&atilde;o  de refer&ecirc;ncia no Estado da Bahia, Brasil. <i>Rev Panam Salud Publica</i>  2005;17(1): 30-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984197&pid=S1415-790X201200020000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28.  Hosmer DW Jr, Lemeshow S. <i>Applied logistic regression</i>. (2<sup>nd</sup>  ed). New York: Wiley; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984199&pid=S1415-790X201200020000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29.  Oliveira NF, Santana VS, Lopes AA. Raz&otilde;es de propor&ccedil;&otilde;es e  uso do m&eacute;todo delta para intervalos de confian&ccedil;a em regress&atilde;o  log&iacute;stica. <i>Rev Saude Publica</i> 1997; 31(1): 90-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984201&pid=S1415-790X201200020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30.  Tsutsumi A, Kayaba K, Theorell T, Siegrist J. Association between job stress and  depression among Japanese employees threatened by job loss in a comparison between  two complementary job-stress models. <i>Scand J Work Environ Health</i> 2001;  27(2): 146-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984203&pid=S1415-790X201200020000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">31.  Niedhammer I, Goldberg M, Leclerc A, Bugel I, David S. Psychosocial factors at  work and subsequent depressive symptoms in the Gazel cohort. <i>Scand J Work Environ  Health</i> 1998; 24(3): 197-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984205&pid=S1415-790X201200020000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">32.  Kouvonen A, Kivim&auml;ki M, Virtanen M, Heponiemi T, Elovainio M, Pentti J, Linna  A, Vahtera J. Effort-reward imbalance at work and the co-occurrence of lifestyle  risk factors: cross-sectional survey in a sample of 36,127 public sector employees.  <i>BMC Public Health</i> 2006; 6: 24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984207&pid=S1415-790X201200020000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">33.  Reuland DS, Cherrington A, Watkins GS, Bradford DW, Blanco RA, Gaynes BN. Diagnostic  Accuracy of Spanish Language Depression-Screening Instruments. <i>Ann Fam Med</i>  2009; 7(5): 455-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1984209&pid=S1415-790X201200020000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n2/seta.jpg" border="0"></a>  <b> Correspond&ecirc;ncia:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </b> Suerda Fortaleza de Souza    <br> Faculdade de  Medicina da Bahia    <br> Largo do Terreiro de Jesus, s/n - Centro Hist&oacute;rico    <br>  Salvador - Bahia CEP 40.026-010    <br> Email: <a href="mailto:suerda.souza@gmail.com">suerda.souza@gmail.com</a></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido  em: 27/01/2011    <br> Vers&atilde;o final apresentada em: 07/10/2011    <br> Aprovado  em: 07/12/2011</font></p>      ]]></body><back>
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