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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de depressão e fatores associados em comunidade de baixa renda de Porto Alegre, Rio Grande do Sul]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To estimate the prevalence and demographic and socioeconomic factors associated with depression in adults and in the elderly in a low income community of Porto Alegre, Rio Grande do Sul. METHODS: Cross-sectional study of adults with > 20 years of age living in the Health Districts of Restinga/Extremo Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, between July and December 2009. The dependent variable was depression measured by the Edinburgh Postnatal Depression Scale. Independent variables were sex, age, current marital status, educational level and economic level. The Chi-square test was used for the crude analysis and Poisson regression with robust variance for the adjusted analysis. RESULTS: Among respondents, the prevalence of depression was 16.1% (95% CI: 14.9%, 17.4%). After adjusted analysis, we found that depression was associated with the female gender (PR = 2.38). In addition, there was a trend of higher occurrence of depression with increasing age and decreasing levels of schooling and income. CONCLUSIONS: The values of the results for depression were similar to other population studies. Specific attention should be given to women and individuals with low schooling.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Preval&ecirc;ncia    de depress&atilde;o e fatores associados em comunidade de baixa renda de Porto    Alegre, Rio Grande do Sul</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Prevalence of    depression and associated factors in a low income community of Porto Alegre,    Rio Grande do Sul</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ricardo Vivian    da Cunha<sup>I</sup>; Gisele Alsina Nader Bastos<sup>II</sup>; Giov&acirc;ni    Firpo Del Duca<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Programa    de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, Hospital    Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS    <br>   <sup>II</sup>Escola de Gest&atilde;o em Sa&uacute;de, Hospital Moinhos de Vento,    Porto Alegre, RS e Departamento de Sa&uacute;de Coletiva da Universidade Federal    de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de de Porto Alegre, RS    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis,    SC</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>    Estimar a preval&ecirc;ncia e os fatores demogr&aacute;ficos e socioecon&ocirc;micos    associados &agrave; depress&atilde;o em adultos e idosos em uma comunidade de    baixa renda de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS:</b> Estudo transversal realizado com adultos com <u>&gt;</u>20    anos de idade residentes nos distritos sanit&aacute;rios da Restinga e Extremo    Sul, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, de julho a dezembro de 2009.    A vari&aacute;vel dependente do estudo foi a depress&atilde;o, avaliada pela    Escala de Depress&atilde;o P&oacute;s-Natal de Edimburgo. As vari&aacute;veis    independentes foram sexo, idade, situa&ccedil;&atilde;o conjugal atual, escolaridade    e n&iacute;vel econ&ocirc;mico. Empregou-se teste qui-quadrado de Pearson na    an&aacute;lise bruta e regress&atilde;o de Poisson com vari&acirc;ncia robusta    na an&aacute;lise ajustada.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> Dentre os entrevistados, a preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o    encontrada foi de 16,1% (IC95%: 14,9%; 17,4%). Ap&oacute;s an&aacute;lise ajustada,    observou-se que a depress&atilde;o esteve associada ao sexo feminino (RP = 2,38).    Al&eacute;m disso, observou-se tend&ecirc;ncia de maiores ocorr&ecirc;ncia de    depress&atilde;o conforme o aumento da faixa et&aacute;ria e diminui&ccedil;&atilde;o    dos n&iacute;veis de escolaridade e renda.    <br>   <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> Os valores de depress&atilde;o encontrados foram semelhantes    a outros estudos populacionais. Aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica deve    ser destinada a mulheres e indiv&iacute;duos de baixa escolaridade, que apresentaram    maiores ocorr&ecirc;ncias de depress&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Depress&atilde;o. Estudos transversais. Preval&ecirc;ncia.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJECTIVE:</b>    To estimate the prevalence and demographic and socioeconomic factors associated    with depression in adults and in the elderly in a low income community of Porto    Alegre, Rio Grande do Sul.    <br>   <b>METHODS:</b> Cross-sectional study of adults with <u>&gt;</u> 20 years of    age living in the Health Districts of Restinga/Extremo Sul, Porto Alegre, Rio    Grande do Sul, between July and December 2009. The dependent variable was depression    measured by the Edinburgh Postnatal Depression Scale. Independent variables    were sex, age, current marital status, educational level and economic level.    The Chi-square test was used for the crude analysis and Poisson regression with    robust variance for the adjusted analysis.    <br>   <b>RESULTS:</b> Among respondents, the prevalence of depression was 16.1% (95%    CI: 14.9%, 17.4%). After adjusted analysis, we found that depression was associated    with the female gender (PR&nbsp;=&nbsp;2.38). In addition, there was a trend    of higher occurrence of depression with increasing age and decreasing levels    of schooling and income.    <br>   <b>CONCLUSIONS:</b> The values of the results for depression were similar to    other population studies. Specific attention should be given to women and individuals    with low schooling.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Depression. Cross-sectional. Prevalence.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A depress&atilde;o    representa um importante e crescente problema para a sa&uacute;de p&uacute;blica.    Acredita-se que seja a principal causa de incapacidade mental em termos mundiais    e estima-se que, at&eacute; 2020, seja a segunda causa de incapacidade para    a sa&uacute;de<sup>1,2</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em sua origem,    a depress&atilde;o &eacute; fruto de fatores gen&eacute;ticos, bioqu&iacute;micos,    psicol&oacute;gicos e sociofamiliares, sendo estudada sob diferentes abordagens.    &Eacute; classificada como um conjunto de transtornos, que se manifestam numa    certa dura&ccedil;&atilde;o, frequ&ecirc;ncia e intensidade, que os manuais    psiqui&aacute;tricos mundialmente reconhecidos e atualmente em vigor descrevem    minuciosamente. &Eacute; estudada como diagn&oacute;stico, sendo sistematizada    pelo <i>Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico de Transtornos Mentais</i>    (DSM-IV), no item "Transtornos do Humor" e "Transtornos Afetivos", pela <i>Classifica&ccedil;&atilde;o    internacional de doen&ccedil;as e problemas relacionados &agrave; sa&uacute;de</i>    (CID-10)<sup>3,4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No CID-10, a depress&atilde;o    encontra-se classificada nos itens F32-F33 (classificada em tr&ecirc;s graus:    leve, moderado ou grave), no qual o paciente apresenta um rebaixamento do humor,    redu&ccedil;&atilde;o da energia e diminui&ccedil;&atilde;o da atividade<sup>4</sup>.    Pessoas que sofrem de depress&atilde;o experimentam sintomas como sentimentos    de tristeza profunda, falta de confian&ccedil;a, vis&otilde;es sobre si e sobre    os outros, negativas e, em longo prazo, perda de interesse em atividades, dist&uacute;rbios    de sono e apetite, acompanhados de dores de cabe&ccedil;a e fadiga<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a Pesquisa    Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios divulgada pelo Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica, a depress&atilde;o, identificada por profissional    de sa&uacute;de, atinge 7,8 milh&otilde;es de brasileiros, o que corresponde    a 4,1% da popula&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup>. Al&eacute;m disso, a depress&atilde;o    est&aacute; associada a certas caracter&iacute;sticas sociais, como a baixa    escolaridade, o desemprego e o baixo n&iacute;vel econ&ocirc;mico, de acordo    com o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira    de Institutos de Pesquisa de Mercado<sup>7-9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preval&ecirc;ncia    na popula&ccedil;&atilde;o geral para transtornos depressivos tem alcan&ccedil;ado    n&uacute;meros entre 4% e 10%, sendo observada uma maior incid&ecirc;ncia em    mulheres, variando de 10% a 25%, enquanto nos homens a porcentagem &eacute;    de 5% a 12 %<sup>10</sup>. Outro dado importante &eacute; que uma a cada 20    pessoas &eacute; atingida por um epis&oacute;dio depressivo durante o curso    da vida, e em cada 50 casos diagnosticados com a patologia, um necessita de    interna&ccedil;&atilde;o, e 15% dos deprimidos graves cometem suic&iacute;dio<sup>11</sup>.    O estudo proporcionar&aacute; subs&iacute;dios t&eacute;cnicos e cient&iacute;ficos    para futuras interven&ccedil;&otilde;es, visto a car&ecirc;ncia de outros estudos    com o instrumento (EPDS) e com as especificidades da popula&ccedil;&atilde;o    investigada. Sendo assim, este trabalho busca estimar a preval&ecirc;ncia, bem    como os fatores demogr&aacute;ficos e socioecon&ocirc;micos associados &agrave;    depress&atilde;o em adultos e idosos em uma regi&atilde;o economicamente desfavorecida    de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados do presente    estudo s&atilde;o origin&aacute;rios de amplo inqu&eacute;rito epidemiol&oacute;gico    que teve por intuito descrever as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da    popula&ccedil;&atilde;o residente nos Distritos Sanit&aacute;rios da Restinga    e Extremo Sul, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com a finalidade    de planejamento de uma rede de servi&ccedil;os de sa&uacute;de a ser fixada    no local. Os distritos sanit&aacute;rios s&atilde;o formados por 27 vilas, onde    vivem cerca de cem mil pessoas. O local foi escolhido em virtude das caracter&iacute;sticas    de isolamento urbano, elevada densidade populacional, car&ecirc;ncia de estruturas    de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e indicadores sociais que evidenciam    situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade e risco social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&aacute;lculo    de tamanho amostral utilizou os seguintes par&acirc;metros e estimativas: preval&ecirc;ncia    de depress&atilde;o de 13%, intervalo confian&ccedil;a de 95% e erro aceit&aacute;vel    de dois pontos percentuais, com adicional de 10% para perdas e recusas, resultando    em 1.184 sujeitos. No entanto, outros c&aacute;lculos de amostra tamb&eacute;m    foram realizados e, em fun&ccedil;&atilde;o dos diversos desfechos estudados,    o maior tamanho amostral prevaleceu (n = 3.000 sujeitos).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de amostragem    por conglomerados em dois est&aacute;gios teve os 117 setores censit&aacute;rios    domiciliares definidos com unidades amostrais prim&aacute;rias e os 29.929 domic&iacute;lios    habitados como unidades amostrais secund&aacute;rias. A partir de pulos sistem&aacute;ticos,    fizeram parte da amostra todos os indiv&iacute;duos com idade igual ou superior    a 20 anos residentes nos domic&iacute;lios sorteados. Perdas e recusas foram    definidas ap&oacute;s a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista em,    no m&iacute;nimo, tr&ecirc;s visitas efetuadas em dias e hor&aacute;rios distintos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A coleta de dados,    realizada de julho a dezembro de 2009, foi conduzida por entrevistadores submetidos    a treinamento de 80 horas para a devida aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.    A vari&aacute;vel dependente do estudo foi o diagn&oacute;stico de depress&atilde;o,    avaliada a partir da aplica&ccedil;&atilde;o da Escala de Depress&atilde;o P&oacute;s-Natal    de Edimburgo, que consiste em um instrumento de autoavalia&ccedil;&atilde;o    composto por 10 itens, sendo uma escala curta, de r&aacute;pida e f&aacute;cil    aplica&ccedil;&atilde;o, referentes aos sintomas depressivos frequentemente    observados. A Escala de Depress&atilde;o P&oacute;s-Natal de Edimburgo (EPDS)    &eacute; tamb&eacute;m conhecida como Escala de Depress&atilde;o de Edimburgo    (EDS)<sup>12</sup>. Estudos sugerem que na escala seja suprimido o termo p&oacute;s-natal,    por n&atilde;o ser utilizada somente em situa&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-natal,    sendo aplicada em diversos estudos com a popula&ccedil;&atilde;o em geral<sup>12-17</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar do nome,    foi escolhido por ter sido utilizado em outros estudos, com popula&ccedil;&atilde;o    de caracter&iacute;sticas sociais semelhantes &agrave;s de onde ocorreu o atual    estudo<sup>18-20</sup>. O referido instrumento foi validadado para comunidade    em geral, n&atilde;o sendo exclusivo para os grupos espec&iacute;ficos e pode    ser utilizado para rastreamento e diagn&oacute;stico de depress&atilde;o em    n&iacute;vel populacional, para ambos os sexos<sup>19-23</sup>. Foram definidas    como depress&atilde;o as situa&ccedil;&otilde;es em que os respondentes tiveram    escore <u>&gt;</u> 13, sendo este ponto de corte o padr&atilde;o ouro<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As vari&aacute;veis    independentes do estudo foram categorizadas do seguinte modo: sexo (masculino    e feminino), idade em anos completos (20-29, 30-39, 40-49, 50-59, 60-69, 70-79    e <u>&gt;</u>80) escolaridade em anos completos de estudo (0, 1-4, 5-8, 9-11,    <u>&gt;</u>12), situa&ccedil;&atilde;o conjugal atual - com companheiro(a),    solteiro(a) e separado(a)/vi&uacute;vo(a) - e n&iacute;vel econ&ocirc;mico sendo    agrupado em quartis, a partir da aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio    padronizado da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas de Pesquisa<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na estat&iacute;stica    descritiva foram empregadas propor&ccedil;&otilde;es e respectivos intervalos    de 95% de confian&ccedil;a para vari&aacute;veis categ&oacute;ricas, assim como    m&eacute;dias, amplitudes de varia&ccedil;&atilde;o e desvios-padr&atilde;o    (DP) para vari&aacute;veis num&eacute;ricas. Na an&aacute;lise bruta empregou-se    o teste qui-quadrado de Pearson para vari&aacute;veis categ&oacute;ricas dicot&ocirc;micas    e polit&ocirc;micas nominais e tend&ecirc;ncia linear para vari&aacute;veis    categ&oacute;ricas ordinais. Na an&aacute;lise ajustada foi empregada a regress&atilde;o    de Poisson com vari&acirc;ncia robusta, com os resultados expressos em raz&otilde;es    de preval&ecirc;ncias<sup>25</sup>. Levou-se em considera&ccedil;&atilde;o a    amostragem por conglomerados, bem como a hierarquia entre os poss&iacute;veis    fatores associados com o desfecho para a an&aacute;lise dos dados: no primeiro    n&iacute;vel de an&aacute;lise foram inclu&iacute;das as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas    (sexo, idade e situa&ccedil;&atilde;o conjugal) e, no segundo n&iacute;vel,    as vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas (escolaridade e n&iacute;vel econ&ocirc;mico).    Na modelagem estat&iacute;stica, adotou-se a estrat&eacute;gia de sele&ccedil;&atilde;o    "para tr&aacute;s" e um n&iacute;vel cr&iacute;tico de valor p <u>&lt;</u> 0,20    para perman&ecirc;ncia no modelo para controle de confus&atilde;o, considerando-se    estatisticamente significativos valores p <u>&lt;</u> 0,05.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O protocolo de    pesquisa foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Instituto    de Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, sob o n&uacute;mero    2009/28.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os 3.700    adultos e idosos eleg&iacute;veis para o estudo, 309 foram considerados perdas/recusas,    correspondendo a um percentual de n&atilde;o participantes de 8,4%. A maior    parte da amostra foi constitu&iacute;da por mulheres (55,9%), indiv&iacute;duos    com companheiro(a) - ( 62,2%), e com escolaridade de at&eacute; oito anos de    estudo (60,5%). A idade da amostra variou de 20 a 96 anos (m&eacute;dia = 44,1;    DP = 16,0). Mais detalhes referentes &agrave; descri&ccedil;&atilde;o da amostra    est&atilde;o apresentados na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n2/12t01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preval&ecirc;ncia    de depress&atilde;o encontrada foi de 16,1% (IC95%: 14,9%; 17,4%). Na an&aacute;lise    bruta (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n2/12t02.jpg">Tabela 2</a>), encontrou-se associa&ccedil;&atilde;o    de depress&atilde;o com sexo feminino e indiv&iacute;duos separados e vi&uacute;vos.    Houve tend&ecirc;ncia de aumento da ocorr&ecirc;ncia de depress&atilde;o em    indiv&iacute;duos com o avan&ccedil;ar da idade e redu&ccedil;&atilde;o da escolaridade    e n&iacute;vel econ&ocirc;mico. Ap&oacute;s an&aacute;lise ajustada (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n2/12t02.jpg">Tabela    2</a>), observou-se que a depress&atilde;o esteve associada ao sexo feminino,    com uma probabilidade de ocorr&ecirc;ncia do desfecho 2,38 vezes maior entre    as mulheres quando comparadas aos homens. Houve uma tend&ecirc;ncia de aumento    da preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o conforme o avan&ccedil;o da idade,    com o risco mais elevado entre os adultos de 50 a 59 de idade, que apresentaram    uma preval&ecirc;ncia 75% maior, quando comparados a adultos de 20 a 29 anos.    Al&eacute;m disso, os indicadores socioecon&ocirc;micos escolaridade e n&iacute;vel    econ&ocirc;mico apresentaram uma rela&ccedil;&atilde;o inversa com a ocorr&ecirc;ncia    do desfecho, isto &eacute;, quanto maior o grau de escolaridade e n&iacute;vel    econ&ocirc;mico, menor a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de depress&atilde;o    (valores p &lt;0,001 e 0,003, respectivamente).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitos s&atilde;os    os estudos publicados a respeito da depress&atilde;o e do uso de escalas que    avaliam intensidades de sintomas, por&eacute;m grande parte deles &eacute; realizada    em pa&iacute;ses com caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas diferentes    do Brasil e com amostras reduzidas, o que dificulta a comparabilidade dos achados.    Nosso estudo apontou para uma preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o de 16,1%,    valor acima do encontrado em outro estudo que tamb&eacute;m utilizou a Escala    de Depress&atilde;o P&oacute;s-Natal de Edimburgo<sup>19</sup>. Tal fato evidencia    a relev&acirc;ncia desse transtorno para a sa&uacute;de p&uacute;blica mundial,    pois a alta preval&ecirc;ncia desse desfecho em sa&uacute;de guarda ainda rela&ccedil;&atilde;o    com fatores encontrados em contextos menos favorecidos, como pobreza, viol&ecirc;ncia,    baixa escolaridade, entre outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ponto de corte    escolhido para o diagn&oacute;stico da depress&atilde;o em nosso estudo (<u>&gt;</u>    13 pontos) est&aacute; bem embasado na literatura e tem por intuito alcan&ccedil;ar-se    uma maior fidedignidade no diagn&oacute;stico da depress&atilde;o<sup>13,14,17</sup>.    Entretanto, mesmo tendo sido utilizada em estudos internacionais com popula&ccedil;&otilde;es    de ambos os sexos<sup>12,13,17,22,23</sup>, essa escala pode estar sujeita a    poss&iacute;veis vieses, levando a superestimativa da preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o,    em fun&ccedil;&atilde;o de ter sido originalmente criada para rastreio de depress&atilde;o    p&oacute;s-parto, e n&atilde;o para diagn&oacute;stico de depress&atilde;o em    popula&ccedil;&atilde;o geral. Al&eacute;m disso, o fato de a popula&ccedil;&atilde;o    avaliada derivar de uma regi&atilde;o de baixa condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica    tamb&eacute;m pode ter contribu&iacute;do para a alta preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o,    uma vez que, independente do instrumento utilizado, a ocorr&ecirc;ncia de depress&atilde;o    tem forte associa&ccedil;&atilde;o com indicadores sociais e econ&ocirc;micos,    como baixos n&iacute;veis de renda e escolaridade<sup>7,8,18,19,26,29-31</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Encontrou-se associa&ccedil;&atilde;o    entre maiores &iacute;ndices de depress&atilde;o em pessoas do sexo feminino,    refletindo um dado bastante conhecido na epidemiologia das doen&ccedil;as mentais,    dado esse tamb&eacute;m confirmado em outras pesquisas<sup>7,26</sup>. Poss&iacute;veis    explica&ccedil;&otilde;es para essa diferen&ccedil;a entre os sexos s&atilde;o    quest&otilde;es socioculturais relacionadas com experi&ecirc;ncias adversas    e atributos psicol&oacute;gicos associados com maior vulnerabilidade a eventos    estressantes em mulheres<sup>27</sup>. Os resultados em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero para as depress&otilde;es podem    ser importantes para v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e    assistenciais, inclusive com melhora da capacidade diagn&oacute;stica e maior    adequa&ccedil;&atilde;o de tratamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observou-se que,    quanto maior a idade, maior a ocorr&ecirc;ncia de depress&atilde;o. Confirmando    dados da literatura, em que adultos com depress&atilde;o, alcan&ccedil;am maior    preval&ecirc;ncia, sendo que se mant&eacute;m constante entre diferentes ra&ccedil;as    e culturas<sup>28</sup>. Estudos realizados no Brasil apontam para preval&ecirc;ncias    de depress&atilde;o variando de 5,7% a 17,7%<sup>24,25</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, torna-se    importante levar em considera&ccedil;&atilde;o o momento de vida do paciente    em que se faz esse diagn&oacute;stico. No caso de idosos, por exemplo, este    quadro geralmente traz o medo de depend&ecirc;ncia durante o curso da doen&ccedil;a    e, possivelmente, at&eacute; a morte. Para os mais jovens, significa amea&ccedil;a    a seus planos de vida, &agrave; carreira profissional, &agrave; sexualidade,    &agrave; fam&iacute;lia, entre outros. Percebe-se que essas dificuldades s&atilde;o    vivenciadas de modo individual, de acordo com a hist&oacute;ria de vida, recursos    internos e a idade na qual se encontra o sujeito. A literatura relata que a    depress&atilde;o &eacute; o quarto maior agente incapacitante das fun&ccedil;&otilde;es    sociais e outras atividades da vida cotidiana<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi tamb&eacute;m    evidenciado neste trabalho que menores n&iacute;veis educacionais est&atilde;o    associados a maior ocorr&ecirc;ncia de depress&atilde;o, em conson&acirc;ncia    com outros estudos conduzidos no Brasil<sup>7,31</sup><sub>.</sub> Considerando-se    o n&iacute;vel econ&ocirc;mico, observou-se uma rela&ccedil;&atilde;o inversa    com o desfecho, ou seja, quanto maior o n&iacute;vel econ&ocirc;mico, menor    a preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o. Outros estudos realizados tamb&eacute;m    encontraram rela&ccedil;&atilde;o entre as classes mais pobres, visto que apresentaram    maiores &iacute;ndices de depress&atilde;o, comparadando-as &agrave;s classes    economicamente mais favorecidas<sup>7,9</sup>. Sabe-se que tanto a escolaridade    quanto o n&iacute;vel econ&ocirc;mico s&atilde;o importantes marcadores socioecon&ocirc;micos.    Estudos relatam que a pobreza pode ser um determinante na explica&ccedil;&atilde;o    do aumento dos &iacute;ndices de depress&atilde;o, pois eles est&atilde;o associados    a condi&ccedil;&otilde;es sociais como desemprego, baixo n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o,    baixa qualidade de moradia e alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada<sup>27,31</sup>.    Tais condi&ccedil;&otilde;es, exclusivas ou combinadas, podem favorecer o desenvolvimento    de um estado de desesperan&ccedil;a, que tem como efeito imediato a redu&ccedil;&atilde;o    da capacidade para lidar com situa&ccedil;&otilde;es estressoras de maneira    adequada, reduzindo a disposi&ccedil;&atilde;o para suportar acontecimentos    adversos e frustrantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o se pode    desconsiderar, entretanto, a possibilidade de causalidade reversa nas associa&ccedil;&otilde;es,    pois &eacute; inerente ao delineamento utilizado nas pesquisas. Por exemplo,    se a depress&atilde;o surgiu durante a idade estudantil do indiv&iacute;duo,    implicando perda de desempenho escolar e abandono precoce da escola, h&aacute;    possibilidade de que haja causalidade reversa entre educa&ccedil;&atilde;o e    depress&atilde;o, uma vez que a depress&atilde;o pode ter surgido na inf&acirc;ncia    ou na adolesc&ecirc;ncia, prejudicando a escolaridade do doente, e ter ent&atilde;o    persistido durante a idade adulta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os estados depressivos,    tanto por sua preval&ecirc;ncia quanto pelas consequ&ecirc;ncias que acarretam,    t&ecirc;m marcante import&acirc;ncia enquanto problema de sa&uacute;de p&uacute;blica,    refor&ccedil;ando que a depress&atilde;o tem uma alta associa&ccedil;&atilde;o    com pior funcionamento social e qualidade de vida e maior utiliza&ccedil;&atilde;o    de recursos de sa&uacute;de em pacientes de cuidados prim&aacute;rios. As limita&ccedil;&otilde;es    impostas, o sofrimento que acarreta e seu custo social muito grande constituem    os maiores problemas e apenas parte das pessoas afetadas tem acesso ao diagn&oacute;stico    e aos tratamentos adequados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Demonstrar varia&ccedil;&otilde;es    na distribui&ccedil;&atilde;o de depress&atilde;o em diferentes grupos populacionais    permite um planejamento mais adequado das pol&iacute;ticas, programas e servi&ccedil;os    de sa&uacute;de. Diferentes tipos de interven&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido    usados para ajudar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades psicol&oacute;gicas    e sociais de sujeitos com sintomas depressivos. A atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo    no &acirc;mbito da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de    representa uma dessas possibilidades, e exemplo disso seria o N&uacute;cleo    de Apoio &agrave; Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (NASF) que valoriza a a&ccedil;&atilde;o    multidisciplinar de profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de, que tem como    intuito ampliar a abrang&ecirc;ncia e as a&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica, melhorando a qualidade e resolutividade da aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de<sup>32</sup>. Muitas dessas interven&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o destinadas a auxiliar o indiv&iacute;duo a se sentir menos desamparado    e desanimado, para assumir maior responsabilidade em sua recupera&ccedil;&atilde;o    ou para aderir aos procedimentos m&eacute;dicos<sup>23,26</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com isso, percebe-se    desde o in&iacute;cio do tratamento uma s&eacute;rie de consequ&ecirc;ncias    psicossociais que perduram, alteram-se ou somam-se durante o quadro cl&iacute;nico    do paciente. Essas complica&ccedil;&otilde;es exigem sempre uma aten&ccedil;&atilde;o    especial e envolvem variados aspectos da viv&ecirc;ncia ps&iacute;quica e social    do sujeito e de seus familiares, em busca de uma melhor qualidade de vida. Neste    sentido, &eacute; fundamental encontrar formas efetivas de avalia&ccedil;&atilde;o    da depress&atilde;o, e do impacto na qualidade de vida, visto que uma avalia&ccedil;&atilde;o    correta e completa pode contribuir para propor diferentes formas de abordagens    terap&ecirc;uticas a esses sujeitos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados desta    pesquisa apontam para a necessidade de que os servi&ccedil;os p&uacute;blicos    ofere&ccedil;am, al&eacute;m da interven&ccedil;&atilde;o usual, apoio multidisciplinar.    Devido &agrave; possibilidade de tratamento desses quadros, evitando poss&iacute;veis    consequ&ecirc;ncias graves na evolu&ccedil;&atilde;o dessa doen&ccedil;a, sugere-se    que mais estudos sejam realizados nessa &aacute;rea, permitindo assim atingir    um maior grau de certeza quanto &agrave; verdadeira associa&ccedil;&atilde;o    de fatores sociodemogr&aacute;ficos sobre a ocorr&ecirc;ncia de depress&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos da Escala    de Edimburgo (EPDS) utilizados em popula&ccedil;&atilde;o masculina s&atilde;o    incipientes, sendo realizados somente em pesquisas fora do Brasil<sup>22,23</sup>.    Apesar de ter sido validado para o Brasil, em popula&ccedil;&atilde;o com caracter&iacute;sticas    sociais semelhantes &agrave;s da popula&ccedil;&atilde;o onde ocorreu o atual    estudo, o mesmo ainda n&atilde;o tinha sido utilizado em amostra do sexo masculino.    Contudo, o instrumento tem sido utilizado na popula&ccedil;&atilde;o geral,    no exterior, em estudos n&atilde;o somente em situa&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-natal<sup>12-17</sup>.    Apesar do pequeno n&uacute;mero de artigos de estudos brasileiros divulgados    nas principais bases de dados, os resultados obtidos na pesquisa realizada contribuem    para o avan&ccedil;o do conhecimento cient&iacute;fico e como incentivo para    a realiza&ccedil;&atilde;o de novas pesquisas. Recomendam-se outros estudos,    com amostra de ambos os g&ecirc;neros, para verifica&ccedil;&atilde;o e confirma&ccedil;&atilde;o    da validade do instrumento para o p&uacute;blico em geral, visto que o mesmo    j&aacute; est&aacute; sendo utilizado com o p&uacute;blico geral em estudos    realizados em outros pa&iacute;ses.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. World Health    Organization. <i>Equity, social determinants and public health programmes</i>.    Geneva, 2010; World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966364&pid=S1415-790X201200020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Institute of    Medicine. <i>Neurological, psychiatric and developmental disorders: meeting    the challenge in the developing world</i>. Washington, DC: National Academy    Press; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966366&pid=S1415-790X201200020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Manual diagn&oacute;stico    e estat&iacute;stico de transtornos mentais: <i>DSM-IV</i>. 4&#176; edi&ccedil;&atilde;o.    Porto Alegre, RS: Artes M&eacute;dicas; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966368&pid=S1415-790X201200020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de. <i>Classifica&ccedil;&atilde;o internacional de doen&ccedil;as    e problemas relacionados &agrave; sa&uacute;de: CID 10.</i> 1996-1997, 3&#176;    ed. EDUSP: S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966370&pid=S1415-790X201200020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Ludermir AB,    Lewis G. - Links between social class and common mental disorders in Northeast    Brazil. <i>Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol</i> 2001; 36: 101-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966372&pid=S1415-790X201200020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. IBGE. <i>S&iacute;ntese    de indicadores sociais 2008</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br/sinteseindicsociais2008" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/sinteseindicsociais2008</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966374&pid=S1415-790X201200020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Almeida Filho    N, Lessa I, Magalh&atilde;es L, Ara&uacute;jo MJ, Aquino E, James AS et al.    Social inequality and depressive disorders in Bahia, Brazil: interactions of    gender, ethnicity and social class. <i>Soc Sci Med</i> 2004; 59: 1339-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966376&pid=S1415-790X201200020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Andrade L, Walters    EE, Gentil V, Laurenti R. Prevalence of ICD10 Mental Disorders in a Catchment    Area in the City of S&atilde;o Paulo, Brazil. <i>Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol</i>    2002; 37: 31625.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966378&pid=S1415-790X201200020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Barros, MBA,    Cesar CLG, Carandina L. Desigualdades sociais na preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as    cr&ocirc;nicas no Brasil, PNAD-2003. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>,    Rio de Janeiro, 2006;&nbsp;11:4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966380&pid=S1415-790X201200020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Zavaschi, M.    L. S. et al. Associa&ccedil;&atilde;o entre trauma por perda na inf&acirc;ncia    e depress&atilde;o na vida adulta. <i>Rev Bras Psiquiatria</i> 2002; 24(4):    189-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966382&pid=S1415-790X201200020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Botega NJ,    Furlanetto L, Fraguas R Jr. Depress&atilde;o. In Botega N J (org.). <i>Pr&aacute;tica    Psiqui&aacute;trica no Hospital Geral: Interconsulta e Emerg&ecirc;ncia.</i>    Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 225-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966384&pid=S1415-790X201200020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Cox JL, Champman    G, Murray D, Jones, P. Validation of the Edinburgh Postnatal Depression Scale    (EPDS) in non-postnatal women. <i>J Affect Dis</i> 1996; 39(3): 185-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966386&pid=S1415-790X201200020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Nyklicek I,    Scherders M J, Pop VJ. Multiple assessments of depressive symptom as index of    depression in population-based samples. <i>Psychiatry Res</i> 2004; 128(2):    111-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966388&pid=S1415-790X201200020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Van Den Berg    M, Verdijk NA, Leusink GL, Wijnands-Van Gent CJ, Romeijnders AC, Pop VJ et al.    Depression after low-energy fracture in older women predicts future falls: a    prospective observational study. <i>BMC Geriatry</i> 2011; 11: 73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966390&pid=S1415-790X201200020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Lloyd-Williams,    M., Shiels, C., Taylor, F., Dennis, M. Depression-an independent predictor of    early death in patients with advanced cancer. <i>J Affect Dis</i> 2009; 113(1-2):    127-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966392&pid=S1415-790X201200020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. De Cock ES,    Emons WH, Nefs G, Pop VJ, Pouwer F. Dimensionality and scale properties of the    Edinburgh Depression Scale (EDS) in patients with type 2 diabetes mellitus:    the DiaDDzoB study. <i>BMC Psychiatry</i> 2011; 11: 141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966394&pid=S1415-790X201200020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Alexander S,    Palmer C, Stone PC. Evaluation of screening instruments for depression and anxiety    in breast cancer survivors. <i>Breast Cancer Res Treat</i> 2010, 122(2): 573-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966396&pid=S1415-790X201200020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Santos MFS,    Martins FC, Pasquali L. Escala de autoavalia&ccedil;&atilde;o de depress&atilde;o    p&oacute;s-parto: estudo no Brasil. <i>Rev Psiquiatr Clin</i> 1999; 26: 90-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966398&pid=S1415-790X201200020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Da Silva VA,    Moraes-Santos AR, Carvalho MS, Martins MLP, Teixeira NA. Prenatal and postnatal    depression among low-income Brazilian women. <i>Braz J Med Biol Res</i> 1998;    31: 799-804.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966400&pid=S1415-790X201200020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Santos IS,    Matijasevich A, Tavares BF, Barros AJD, Botelho IP, Lapolli C, Magalh&atilde;es    PVS, Barbosa APPN, Barros FC. Validation of Edinburgh Postanatal Depression    Scale (EPDS) in a sample of mothers from the 2004 Pelotas Birth Chort Study.    <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2007; 23(x): 105-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966402&pid=S1415-790X201200020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Santos IS,    Matijasevich A, Tavares BF, Cruz ACL, Riegel RE, Lopes B. Comparing validity    of Edimburgh scale and SRQ20 in screening for post-partum depression. <i>Clin    Pract Epidemiol Mental Health</i> 2007; 3: 18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966404&pid=S1415-790X201200020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Edmonson OJH,    Lamprini, Psychogiou L, Vlachos H, Netsi E, Ramchandani P. Depression in fathers    in the postnatal period: Assessment of the Edinburgh Postnatal Depression Scale    as a screening measure. J Affect Dis 2010, 125(1-3): 365-368.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966406&pid=S1415-790X201200020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Ramchandani    P, Stein A, Evans J, O'Connor TG. ALSPAC, study team. Paternal depression in    the postnatal period and child development: a prospective population study.    <i>Lancet</i> 2005; 365(9478): 2201-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966408&pid=S1415-790X201200020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Associa&ccedil;&atilde;o    Brasileira de Empresas de Pesquisa. <i>Crit&eacute;rio de Classifica&ccedil;&atilde;o    Econ&ocirc;mica Brasil</i>. S&atilde;o Paulo; 2003. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abep.org/codigosguias/ABEP_CCEB_2008.pdf" target="_blank">http://www.abep.org/codigosguias/ABEP_CCEB_2008.pdf</a>.    &#91;Acessado em 16 de setembro de 2010&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966410&pid=S1415-790X201200020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Barros AJ,    Hirakata VN. Alternatives for logistical regression in cross-sectional studies:    an empirical comparison of models that directly estimate the prevalence ratio.    <i>BMC Medical Res Methodol</i> 2003; 3: 21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966412&pid=S1415-790X201200020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Peluso ETP,    Blay SL. Percep&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o pela popula&ccedil;&atilde;o    da cidade de S&atilde;o Paulo. <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>&nbsp;2008;    42: 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966414&pid=S1415-790X201200020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. World Health    Organization. <i>Mental health: new understanding, new hope</i>. Geneva: The    world health report; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966416&pid=S1415-790X201200020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Simon GE. Evidence    review: efficacy and effectiveness of antidepressant treatment in primary care.    <i>Gen Hosp Psychiatry</i> 2002; 24: 213-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966418&pid=S1415-790X201200020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29. Cesar CLG,    Carandina L, Alves MCGP, Barros MBA, Goldbaum M. (org.). <i>Sa&uacute;de e condi&ccedil;&atilde;o    de vida em S&atilde;o Paulo. Inqu&eacute;rito multic&ecirc;ntrico de sa&uacute;de    no Estado de S&atilde;o Paulo ISA-SP</i>. 1ª edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o    Paulo: FSP/USP; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966420&pid=S1415-790X201200020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30. Lima-Costa    MF. <i>A sa&uacute;de dos adultos na Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte:    um estudo epidemiol&oacute;gico de base populacional</i>. Belo Horizonte: Nespe,    Fiocruz, UFMG;&nbsp;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966422&pid=S1415-790X201200020001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">31. Mello MF, Mello    AAF, Kohn R. <i>Epidemiologia da sa&uacute;de mental no Brasil</i>. Porto Alegre:    Artmed; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966424&pid=S1415-790X201200020001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">32. Portaria N&#176;    154. N&uacute;cleo de Apoio &agrave; Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia - NASF.    2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dab.saude.gov.br/dab/nasf.php" target="_blank">http://dab.saude.gov.br/dab/nasf.php</a>.    &#91;Acessado em 24 de novembro de 2010&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1966426&pid=S1415-790X201200020001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n2/seta.jpg" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b> Ricardo Vivian da Cunha    <br>   Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    <br>   Hospital Moinhos de Vento    <br>   Porto Alegre, RS. Rua S&atilde;o Francisco, 859/203 - Santana    <br>   Porto Alegre, RS CEP 90620-070    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail: <a href="mailto:rivcpsi@yahoo.com.br">rivcpsi@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 10/01/2011    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em: 02/03/2012    <br>   Aprovado em: 11/03/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fonte de financiamento:    Pesquisa realizada no &acirc;mbito do Projeto Desenvolvimento de T&eacute;cnicas    de Opera&ccedil;&atilde;o e Gest&atilde;o de servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    em uma Regi&atilde;o Intramunicipal de Porto Alegre - Distritos da Restinga    e Extremo-Sul, de acordo com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (PROADI-SUS), firmado entre o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de e a Associa&ccedil;&atilde;o Hospitalar Moinhos de Vento, por    meio do termo de ajuste de n&uacute;mero 06/2008, assinado em 17 de novembro    de 2008.</font></p>      ]]></body><back>
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