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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de eventos adversos cirúrgicos em hospitais do Rio de Janeiro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A study on surgical adverse events (AE) is relevant because of the frequency of these events, because they are in part attributable to deficiencies in health care, because of their considerable impact on patient health and economic consequences on social and health expenditures, and because this study is an assessment tool for quality of care. We aimed to evaluate the incidence and the contributive factors of surgical AE in hospitals of Rio de Janeiro. This retrospective cohort study aimed to perform a descriptive analysis of secondary data obtained from the Adverse Events Computer Program, which was developed for collecting data for the assessment of AE in three teaching hospitals in the state of Rio de Janeiro. Incidence of patients with surgical AE was 3.5% (38 of 1,103 patients) (95% CI 2.4 - 4.4) and the proportion of patients submitted to surgery among patients with surgical AE was 5.9% (38 of 643) (95% CI 4.1 - 7.6). The proportion of avoidable surgical AE was 68.3% (28 of 41 events) and the proportion of patients with avoidable surgical AE was 65.8% (25 of 38 patients). One in five patients with surgical AE had a permanent disability or died. Over 60% of the cases were classified as not complex or of low complexity, and with low risk for care-related AE.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Eventos adversos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Avalia&ccedil;&atilde;o    de eventos adversos cir&uacute;rgicos em hospitais do Rio de Janeiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Maria de Lourdes  de Oliveira Moura<sup>I</sup>; Walter Mendes<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Escola    de Governo em Sa&uacute;de da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica    S&eacute;rgio Arouca da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Planejamento em Sa&uacute;de da Escola Nacional    de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca da Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspondencia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo dos eventos    adversos (EAs) cir&uacute;rgicos tem especial relev&acirc;ncia por sua frequ&ecirc;ncia,    porque em parte s&atilde;o atribu&iacute;veis a defici&ecirc;ncias na aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de, pelo impacto consider&aacute;vel sobre a sa&uacute;de    dos pacientes, pela repercuss&atilde;o econ&ocirc;mica no gasto social e sanit&aacute;rio    e por constituir um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da assist&ecirc;ncia.    O objetivo deste estudo &eacute; avaliar a incid&ecirc;ncia de EAs cir&uacute;rgicos    e os fatores contributivos em hospitais do Rio de Janeiro. Esta pesquisa &eacute;    um estudo de coorte retrospectivo que buscou realizar an&aacute;lise descritiva    de dados secund&aacute;rios do Programa Computacional Eventos Adversos, desenvolvido    para a coleta de dados da pesquisa de avalia&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia    de EAs em tr&ecirc;s hospitais de ensino localizados no Estado do Rio de Janeiro.    A incid&ecirc;ncia de pacientes que desenvolveram EAs cir&uacute;rgicos foi    de 3,5% (38 de 1.103 pacientes) (IC 95% 2,4 - 4,4) e a propor&ccedil;&atilde;o    de pacientes submetidos &agrave; cirurgia entre os pacientes com EAs cir&uacute;rgicos    5,9% (38 em 643) (IC 95% 4,1 - 7,6). A propor&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos    evit&aacute;veis foi de 68,3% (28 de 41 eventos) e a propor&ccedil;&atilde;o    de pacientes com EAs cir&uacute;rgicos evit&aacute;veis 65,8% (25 de 38 pacientes).    Cerca de 1 em 5 pacientes com EA cir&uacute;rgico tiveram incapacidade permanente    ou morreram. Mais de 60% dos casos foram classificados como pouco ou nada complexo    e de baixo risco de ocorrer um EA relacionado ao cuidado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Eventos adversos. Seguran&ccedil;a do paciente. Avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os    de sa&uacute;de. Complica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas. Qualidade em    sa&uacute;de. Cirurgia segura.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A study on surgical    adverse events (AE) is relevant because of the frequency of these events, because    they are in part attributable to deficiencies in health care, because of their    considerable impact on patient health and economic consequences on social and    health expenditures, and because this study is an assessment tool for quality    of care. We aimed to evaluate the incidence and the contributive factors of    surgical AE in hospitals of Rio de Janeiro. This retrospective cohort study    aimed to perform a descriptive analysis of secondary data obtained from the    Adverse Events Computer Program, which was developed for collecting data for    the assessment of AE in three teaching hospitals in the state of Rio de Janeiro.    Incidence of patients with surgical AE was 3.5% (38 of 1,103 patients) (95%    CI 2.4 - 4.4) and the proportion of patients submitted to surgery among patients    with surgical AE was 5.9% (38 of 643) (95% CI 4.1 - 7.6). The proportion of    avoidable surgical AE was 68.3% (28 of 41 events) and the proportion of patients    with avoidable surgical AE was 65.8% (25 of 38 patients). One in five patients    with surgical AE had a permanent disability or died. Over 60% of the cases were    classified as not complex or of low complexity, and with low risk for care-related    AE.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Adverse events. Patient safety. Evaluation of health services. Surgical complications.    Health care quality. Safe surgery.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 2004, expressando    a crescente preocupa&ccedil;&atilde;o mundial com a seguran&ccedil;a de pacientes,    foi criada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) a <i>World    Alliance for Patient Safety</i>. A OMS procurou, entre outras orienta&ccedil;&otilde;es,    organizar os aspectos taxon&ocirc;micos ligados ao tema seguran&ccedil;a do    paciente<sup>1</sup>, definindo incidente como todo evento ou circunst&acirc;ncia    que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecess&aacute;rio ao paciente.    O incidente pode ser sem les&atilde;o ou com les&atilde;o. Os incidentes com    les&atilde;o s&atilde;o chamados de Eventos Adversos (EAs).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra interven&ccedil;&atilde;o    da OMS foi criar programas que minimizem os danos ao paciente, atrav&eacute;s    da <i>Global Patient Safety Challenge</i>, que engloba temas de riscos relacionados    com a assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, considerados relevantes para    os pa&iacute;ses membros da OMS. O primeiro tema selecionado foi infec&ccedil;&atilde;o    associada &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o em sa&uacute;de,    seguido de seguran&ccedil;a dos cuidados cir&uacute;rgicos, tendo como objetivo    prevenir erros, evitar danos e salvar vidas<sup>2,3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os EAs t&ecirc;m    estimativa de ocorr&ecirc;ncia em 4 a 16% de todos os pacientes hospitalizados,    sendo que mais de metade decorre dos cuidados cir&uacute;rgicos<sup>2</sup>.    Em pa&iacute;ses industrializados complica&ccedil;&otilde;es ocorrem em 3 -    16% dos procedimentos cir&uacute;rgicos realizados em pacientes internados,    com taxa de mortalidade de 0,4 - 0,8%<sup>2</sup>. Estudos realizados em pa&iacute;ses    em desenvolvimento estimam uma taxa de mortalidade de 5 a 10% em pacientes submetidos    &agrave; cirurgia de maior porte<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo dos EAs    cir&uacute;rgicos tem especial relev&acirc;ncia por sua frequ&ecirc;ncia, porque    n&atilde;o raro s&atilde;o atribu&iacute;veis a defici&ecirc;ncias na aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de, pelo impacto consider&aacute;vel sobre a sa&uacute;de    dos pacientes, pela repercuss&atilde;o econ&ocirc;mica e por constituir um instrumento    de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da assist&ecirc;ncia<sup>5</sup>. Os    EAs de maior interesse &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica s&atilde;o os evit&aacute;veis,    suscet&iacute;veis a interven&ccedil;&otilde;es dirigidas &agrave; sua preven&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando a defini&ccedil;&atilde;o    proposta pela OMS para incidente incluiu o termo "dano desnecess&aacute;rio    ao paciente" eliminou o termo evit&aacute;vel, de modo que todo EA seria evit&aacute;vel.    Entretanto, a maioria dos estudos sobre EAs s&atilde;o anteriores &agrave; defini&ccedil;&atilde;o    da OMS e utiliza o termo evit&aacute;vel. Um EA pode ser evit&aacute;vel ou    n&atilde;o. Um EA n&atilde;o evit&aacute;vel seria consequ&ecirc;ncia de uma    les&atilde;o decorrente de uma terapia empregada, onde o benef&iacute;cio supera    o risco j&aacute; conhecido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi conduzido um    estudo de avalia&ccedil;&atilde;o de EAs em tr&ecirc;s hospitais p&uacute;blicos    de ensino localizados no Estado do Rio de Janeiro<sup>7</sup>. O estudo teve    como desenho o m&eacute;todo de revis&atilde;o retrospectiva de prontu&aacute;rios    e utilizou na primeira fase uma avalia&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita realizada    por enfermeiros baseada em uma lista de 19 crit&eacute;rios de rastreamento    e, em uma segunda fase, uma avalia&ccedil;&atilde;o impl&iacute;cita realizada    por m&eacute;dico<sup>7</sup>. O m&eacute;todo para a avalia&ccedil;&atilde;o    da ocorr&ecirc;ncia de EAs em hospitais brasileiros<sup>8</sup> foi adaptado    do <i>Canadian Adverse Event Study (</i>CAES)<sup>9</sup>. A incid&ecirc;ncia    de EAs foi de 7,6%, sendo 66,7% considerados evit&aacute;veis<sup>7</sup>. A    origem mais frequente de EAs - 36,2% do total de casos - foi o procedimento    cir&uacute;rgico. O centro cir&uacute;rgico foi o segundo local de maior frequ&ecirc;ncia    de EAs, onde ocorreram 34,7% dos casos<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste    estudo foi avaliar a incid&ecirc;ncia de EAs cir&uacute;rgicos em hospitais    do Rio de Janeiro e comparar os resultados com estudos sobre EAs cir&uacute;rgicos    realizados em outros pa&iacute;ses.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O projeto desta    pesquisa foi aprova&not;do pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica em Pesquisa    da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da FIOCRUZ (Protocolo de Pesquisa    CEP/ENSP - Nº 188/09 - CAAE: 0200.0.031.000-9). Os autores declaram aus&ecirc;ncia    de conflito de interesses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de um    estudo de coorte retrospectivo com a an&aacute;lise descritiva de dados secund&aacute;rios    do banco de dados gerado pelo Programa Computacional Eventos Adversos, desenvolvido    para a coleta de dados da pesquisa de avalia&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia    de eventos adversos em hospitais brasileiros, conduzida por Mendes et al. (2009)<sup>7</sup>.    A pesquisa original foi realizada atrav&eacute;s de uma revis&atilde;o retrospectiva    de prontu&aacute;rios de 27.350 pacientes admitidos no ano de 2003 em tr&ecirc;s    hospitais gerais, p&uacute;blicos e de ensino localizados no Estado do Rio de    Janeiro. Esses hospitais possuem mais de 200 leitos, servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia,    e dois deles servi&ccedil;o de obstetr&iacute;cia. Foi selecionada uma amostra    aleat&oacute;ria simples dos pacientes internados. Foram exclu&iacute;dos da    amostra os pacientes menores de 18 anos, os pacientes que permaneceram internados    menos de 24 horas e os pacientes com diagn&oacute;stico principal de doen&ccedil;as    psiqui&aacute;tricas. O tamanho final da amostra foi de 1.103 pacientes eleg&iacute;veis    para o estudo. Considerou-se para o estudo a &uacute;ltima interna&ccedil;&atilde;o    ocorrida em 2003<sup>7</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O m&eacute;todo    do estudo e o formul&aacute;rio eletr&ocirc;nico utilizado no estudo original    foram baseados no <i>Canadian Adverse Events Study</i> (CAES)<sup>9</sup>. A    defini&ccedil;&atilde;o de EA utilizada e tamb&eacute;m baseada no CAES foi    "les&atilde;o ou dano (<i>injury</i>) n&atilde;o intencional que resultou em    incapacidade ou disfun&ccedil;&atilde;o (<i>disability</i>) tempor&aacute;ria    ou permanente ou prolongamento do tempo de perman&ecirc;ncia ou morte como consequ&ecirc;ncia    do cuidado prestado"<sup>7</sup>. EA evit&aacute;vel foi definido como "um erro    no cuidado prestado ao paciente devido a uma falha, individual ou do sistema,    em n&atilde;o conformidade com a boa pr&aacute;tica"<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    dos EAs envolveu duas fases<sup>7</sup>. A primeira fase foi baseada em rastreamento    de potenciais EAs atrav&eacute;s de crit&eacute;rios expl&iacute;citos realizado    por enfermeiros. Quando o enfermeiro verificava a presen&ccedil;a de pelo menos    1 crit&eacute;rio, o prontu&aacute;rio era separado para ser avaliado por um    m&eacute;dico na segunda fase. A segunda fase realizada por m&eacute;dicos foi    baseada em crit&eacute;rios impl&iacute;citos para a avalia&ccedil;&atilde;o    dos EAs. O m&eacute;dico identificou a ocorr&ecirc;ncia de les&atilde;o ou dano    n&atilde;o intencional e a incapacidade tempor&aacute;ria ou permanente, e/ou    com o prolongamento da perman&ecirc;ncia hospitalar ou &oacute;bito. Em seguida,    o m&eacute;dico utilizando uma escala de seis pontos julgou se a les&atilde;o    ou dano foi causado pela assist&ecirc;ncia prestada ao paciente<sup>7</sup>.    Uma les&atilde;o ou dano foi classificado como EA quando alcan&ccedil;ou pontua&ccedil;&atilde;o    na escala de 4 ou mais pontos. Uma vez caracterizado o EA, o m&eacute;dico passava    a definir suas caracter&iacute;sticas, tais como o momento em que ocorreu e    em que foi detectado, o local (centro cir&uacute;rgico, enfermaria, unidade    de cuidados intensivos e etc.), a origem (cir&uacute;rgico, medicamentoso, etc.),    fatores contribuintes e outras caracter&iacute;sticas. A evitabilidade dos EAs    tamb&eacute;m foi julgada de acordo com uma escala de seis pontos, sendo um    EA classificado como evit&aacute;vel quando alcan&ccedil;ou 4 pontos ou mais.    Os enfermeiros e m&eacute;dicos revisores foram treinados empregando-se prontu&aacute;rios    m&eacute;dicos selecionados para esta finalidade. Todos os m&eacute;dicos e    enfermeiros tinham mais de 20 anos de experi&ecirc;ncia<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A descri&ccedil;&atilde;o    de todos os casos com EAs foi analisada, com o objetivo de identificar pacientes    submetidos &agrave; cirurgia, cujos EAs n&atilde;o foram classificados anteriormente    como EAs cir&uacute;rgicos, para verificar a pertin&ecirc;ncia de sua inclus&atilde;o    na amostra da pesquisa, de acordo com a defini&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos    de Bruce et al.<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para esta pesquisa    foram gerados quatro bancos de dados do Programa Computacional de Eventos Adversos:    banco de dados de pacientes que tiveram EAs cir&uacute;rgicos e obst&eacute;tricos;    banco de dados de EAS cir&uacute;rgicos e obst&eacute;tricos; banco de dados    de pacientes submetidos a procedimentos, e banco de dados dos 1.103 pacientes    da amostra.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram analisados    os procedimentos realizados na totalidade dos pacientes da amostra, com o objetivo    de identificar o n&uacute;mero de pacientes submetidos &agrave; cirurgia. Os    pacientes que realizaram procedimento n&atilde;o invasivo e/ou procedimento    invasivo n&atilde;o cir&uacute;rgico foram exclu&iacute;dos. Os procedimentos    invasivos foram analisados tendo como refer&ecirc;ncia a Tabela de Procedimentos,    Medicamentos e OPM do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de - SUS, de 07/11/2004,    grupo: 04 - PROCEDIMENTOS CIR&Uacute;RGICOS e a descri&ccedil;&atilde;o de cirurgia    de maior porte adotada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de    (OMS)<sup>2</sup> como "qualquer procedimento realizado na sala de cirurgia    envolvendo incis&atilde;o, excis&atilde;o, manipula&ccedil;&atilde;o, ou sutura    de tecido que geralmente requer anestesia geral ou regional, ou seda&ccedil;&atilde;o    profunda para controlar a dor".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram analisados:    as caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas dos pacientes; os crit&eacute;rios    de rastreamento positivos de prontu&aacute;rios de pacientes com EAs cir&uacute;rgicos;    o car&aacute;ter da interna&ccedil;&atilde;o; a condi&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da    dos pacientes; a propor&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos; os fatores    que contribu&iacute;ram para o EA cir&uacute;rgico; o tempo m&eacute;dio de    perman&ecirc;ncia no hospital; parcela do tempo de perman&ecirc;ncia devido    ao EA cir&uacute;rgico; o grau de dano f&iacute;sico; o local de ocorr&ecirc;ncia;    a confian&ccedil;a nas evid&ecirc;ncias de que o cuidado prestado causou a les&atilde;o    ou dano; o momento de detec&ccedil;&atilde;o e ocorr&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; interna&ccedil;&atilde;o &iacute;ndice; os fatores contribuintes; a    classifica&ccedil;&atilde;o da complexidade do caso; o procedimento cir&uacute;rgico    realizado; o grau de risco de ocorrer um EA cir&uacute;rgico relacionado ao    cuidado; a confian&ccedil;a nas evid&ecirc;ncias de poss&iacute;vel evitabilidade;    a raz&atilde;o da n&atilde;o preven&ccedil;&atilde;o; as &aacute;reas identificadas    para esfor&ccedil;os para prevenir a recorr&ecirc;ncia; o tipo de erro - por    omiss&atilde;o ou a&ccedil;&atilde;o. O risco pr&eacute;-operat&oacute;rio n&atilde;o    foi coletado do prontu&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As medidas utilizadas    nesta pesquisa foram: incid&ecirc;ncia de EA cir&uacute;rgico entre os pacientes    internados &#91;(n&uacute;mero de pacientes com pelo menos um EA cir&uacute;rgico&nbsp;/&nbsp;n&uacute;mero    total de pacientes) x 100&#93;; propor&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos    evit&aacute;veis &#91;(n&uacute;mero de EAs cir&uacute;rgicos evit&aacute;veis/n&uacute;mero    total de EAs cir&uacute;rgicos) x 100&#93;; propor&ccedil;&atilde;o de pacientes    com EAs cir&uacute;rgicos evit&aacute;veis &#91;(n&uacute;mero de pacientes    com EAs cir&uacute;rgicos evit&aacute;veis/n&uacute;mero total de pacientes    com EAs cir&uacute;rgicos) x 100&#93;; propor&ccedil;&atilde;o de EA cir&uacute;rgico    entre pacientes cir&uacute;rgicos &#91;(n&uacute;mero de cirurgias com pelo    menos um EA&nbsp;/&nbsp;cir&uacute;rgico n&uacute;mero total de cirurgias) x    100&#93;, e densidade de incid&ecirc;ncia de EAS cir&uacute;rgicos &#91;(n&uacute;mero    de EAs cir&uacute;rgicos/somat&oacute;rio dos dias de perman&ecirc;ncia de todos    os pacientes submetidos &agrave; cirurgia) x 100&#93;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As an&aacute;lises    estat&iacute;sticas foram realizadas utilizando-se o pacote estat&iacute;stico    STATA 10.0. Foi ainda realizada an&aacute;lise comparando os resultados da pesquisa    com resultados dos estudos sobre eventos adversos cir&uacute;rgicos selecionados    em revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram identificadas    3 pacientes submetidas a parto ces&aacute;reo com EAs classificados como obst&eacute;tricos.    Tendo por base a defini&ccedil;&atilde;o de Bruce et al.<sup>5</sup> de EAs    cir&uacute;rgicos e utilizada nesse estudo, os EAs ocorridos em pacientes submetidas    a parto ces&aacute;reo, classificados na pesquisa original como obst&eacute;tricos,    foram considerados como EAs cir&uacute;rgicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi tamb&eacute;m    gerada, pelo Programa Computacional de Eventos Adversos, a listagem dos procedimentos    realizados nos pacientes, totalizando 855 procedimentos. Foram exclu&iacute;dos    212 procedimentos considerados n&atilde;o invasivos ou invasivos n&atilde;o    cir&uacute;rgicos e criada nova vari&aacute;vel procedimento cir&uacute;rgico    no terceiro banco de dados. Foram exclu&iacute;dos todos os procedimentos n&atilde;o    invasivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um total de 38    pacientes do estudo original, de uma popula&ccedil;&atilde;o de 1.103 pacientes,    teve EAs cir&uacute;rgicos. Alguns tiveram mais de 1 EA cir&uacute;rgico totalizando    41 EAs cir&uacute;rgicos. A incid&ecirc;ncia de pacientes com EAs cir&uacute;rgicos    na popula&ccedil;&atilde;o total de pacientes internados foi 3,5% (38 de 1.103    pacientes) (IC 95% 2,4 - 4,4). A propor&ccedil;&atilde;o de pacientes submetidos    &agrave; cirurgia com EAs cir&uacute;rgicos foi 5,9% (38 em 643) (IC 95% 4,1    - 7,6). Dentre os pacientes com EA cir&uacute;rgico, 3 (7,9%) tiveram mais de    um EA, uma m&eacute;dia de 1,1 eventos por paciente. A densidade de incid&ecirc;ncia    de EA cir&uacute;rgico em pacientes submetidos &agrave; cirurgia foi de 0,5    em 100 pacientes-dia (41 EAs cir&uacute;rgicos em 7.597 pacientes-dia).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os procedimentos    cir&uacute;rgicos mais frequentes foram: parto ces&aacute;reo 10,6% (68/643);    colecistectomia 6,2% (40/643); corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica de h&eacute;rnia    5,8% (38/643); Wintercuretagem 3,6% (24/643); histerectomia 2,2% (14/643) e    facectomia 2,9%(19/643). A propor&ccedil;&atilde;o de pacientes submetidos a    esses procedimentos com EA cir&uacute;rgico foi 7,4% (5/68) para partos ces&aacute;reos;    5,0% (2/40) para colecistectomia; 2,5% (1/38) para corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica    de h&eacute;rnia; 21,4% (3/14) para histerectomia e 5,3% (1/19) para facectomia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto ao sexo,    dos pacientes submetidos a procedimento cir&uacute;rgico 387 (60,2%) eram mulheres    e 256 (39,8%) homens e, excluindo os pacientes que n&atilde;o tiveram EA cir&uacute;rgico,    367 (60,4%) eram mulheres e 241 (39,6%) homens. Dos 38 pacientes que tiveram    EA cir&uacute;rgico, 23 (60,4%) eram mulheres e 15 (39,5%) homens. Os casos    n&atilde;o obst&eacute;tricos foram 33 (86,7%) e 5 foram obst&eacute;tricos    (13,2%). A idade m&eacute;dia dos pacientes submetidos a procedimento cir&uacute;rgico    foi 47 anos, excluindo os pacientes que n&atilde;o tiveram EA cir&uacute;rgico    foi 46 anos e a dos pacientes que tiveram EA cir&uacute;rgico aproximadamente    55 anos (IC 95% 49,9 - 60,5), sendo para esses 26 anos a menor idade, 82 a maior    e 52 anos a mediana. Cerca de 60% (23/38) dos pacientes que tiveram EA cir&uacute;rgico    estavam na faixa et&aacute;ria de 18-60 anos. Do total desses pacientes, 22    (57,9%) tiveram interna&ccedil;&atilde;o com car&aacute;ter eletivo e 16 (42,1)    interna&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os crit&eacute;rios    de rastreamento mais frequentes foram: crit&eacute;rio 3, em 42,1% (16/38);    crit&eacute;rio 9, em 36,7% (14/38); crit&eacute;rio 15, em 36,7% (14/38), e    crit&eacute;rio 7, em 28,9% (11/38) (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/07t01.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O tempo m&eacute;dio    de perman&ecirc;ncia dos pacientes com EAs cir&uacute;rgicos foi 30,1 dias (desvio    padr&atilde;o 4,6, IC 95% 20,4 - 39,5), com tempo de perman&ecirc;ncia m&iacute;nimo    de 2 dias e m&aacute;ximo de 130 dias. Foi avaliado pelos revisores se parte    do tempo de perman&ecirc;ncia hospitalar deveu-se ao EA cir&uacute;rgico, baseado    no julgamento do m&eacute;dico revisor que levou em considera&ccedil;&atilde;o    o tempo que o paciente necessitou permanecer internado em fun&ccedil;&atilde;o    do EA, sendo positivo em 25 eventos (60,9%). O n&uacute;mero de dias que o paciente    ficou internado a mais devido ao EA cir&uacute;rgico foi avaliado em 19 eventos    (46,2%), sendo calculada a m&eacute;dia de 14,1 dias (desvio padr&atilde;o 3,3,    IC 95% 7,2 - 21,0), com aumento de 1 dia no m&iacute;nimo e 64 dias no m&aacute;ximo.    O local mais frequente de ocorr&ecirc;ncia de EA cir&uacute;rgico foi o centro    cir&uacute;rgico, onde ocorreram 32 eventos (78,1%). Quanto ao momento de detec&ccedil;&atilde;o    do EA cir&uacute;rgico em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interna&ccedil;&atilde;o    &iacute;ndice, 36 eventos (87,8%) foram detectados durante a interna&ccedil;&atilde;o    &iacute;ndice. Em rela&ccedil;&atilde;o ao momento de ocorr&ecirc;ncia do EA    cir&uacute;rgico, 32 (78,0 %) ocorreram durante a interna&ccedil;&atilde;o &iacute;ndice.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi avaliado se    o paciente sofreu les&atilde;o ou dano ou complica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    intencional, sendo considerado que em 100% dos eventos a les&atilde;o ou dano    foram n&atilde;o intencionais. A evid&ecirc;ncia de que o cuidado prestado causou    a les&atilde;o ou dano foi considerada praticamente certa em 32 EAs cir&uacute;rgicos    (78,1%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A propor&ccedil;&atilde;o    de EAs cir&uacute;rgicos evit&aacute;veis foi estimada em 68,3% (28/41 eventos)    com desvio padr&atilde;o 7,3% e IC 95% 53,3% - 83,2% e a propor&ccedil;&atilde;o    de pacientes com EAs cir&uacute;rgicos evit&aacute;veis foi calculada em 65,8%    (25/38 pacientes) com desvio padr&atilde;o 7,8% e IC 95% 50,0% - 81,6%.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A adequa&ccedil;&atilde;o    e a resposta &agrave;s medidas adotadas para o tratamento do EA durante a interna&ccedil;&atilde;o    &iacute;ndice foi considerada adequada em 39 eventos (95,0%) e a resposta da    les&atilde;o ou dano &agrave;s medidas adotadas foi calculada como positiva    em 34 (83,0%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A taxa de mortalidade    dos pacientes com EAs cir&uacute;rgicos foi estimada em 18,4 % (IC 95% 5,5 a    31,3) (7 de 38 pacientes). A propor&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos    que resultaram em &oacute;bito foi calculada em 17,1% (IC 95% 5,0 - 29,1) (7    de 41 EAs cir&uacute;rgicos) e a propor&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos    evit&aacute;veis que resultaram em &oacute;bito, 17,9% (5 de 28 EAs cir&uacute;rgicos    evit&aacute;veis). N&atilde;o houve caso de &oacute;bito materno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os m&eacute;dicos    revisores avaliaram o grau de evid&ecirc;ncia de evitabilidade dos EAs cir&uacute;rgicos:    16 (39,0%) prov&aacute;vel, pouco mais do que 50%; 5 (12,2%) moderada a forte,    e 3 (7,3%) praticamente certa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O grau de dano    f&iacute;sico do EA cir&uacute;rgico no momento da alta foi julgado pelos m&eacute;dicos    revisores, baseados nos dados constantes do prontu&aacute;rio do paciente: nenhum    dano ou incapacidade f&iacute;sica em 23 (56,1%); danos m&iacute;nimos e/ou    com recupera&ccedil;&atilde;o em um m&ecirc;s em 5 (12,2%), e danos permanentes    em 9 (21,9%), dos quais 7 (17,1%) foram &oacute;bitos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; complexidade do caso, 10 EAs cir&uacute;rgicos (24,4%) ocorreram em    casos classificados como um pouco complexo e 15 (36,6%) em casos classificados    como nada complexo, ou seja, cerca de 60% dos eventos ocorreram em casos de    baixa complexidade. O risco de ocorrer um EA cir&uacute;rgico relacionado ao    cuidado foi considerado baixo em 27 eventos (65,8%). A raz&atilde;o da n&atilde;o    preven&ccedil;&atilde;o do EA cir&uacute;rgico foi avaliada em 95,1% (39/ 41)    dos EAs cir&uacute;rgicos, sendo a mais frequente falha em tomar precau&ccedil;&otilde;es    para evitar les&otilde;es acidentais, em 27 (69,2%) eventos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os EAs cir&uacute;rgicos    mais frequentes foram os relacionados com a ferida cir&uacute;rgica, que ocorreram    em 46,3% (19/41) dos eventos, sendo 19,5% (8/41) por infec&ccedil;&atilde;o    de ferida cir&uacute;rgica e 26,8% (11/41) por outro problema com a ferida cir&uacute;rgica.    Infec&ccedil;&atilde;o n&atilde;o relacionada &agrave; ferida cir&uacute;rgica    ocorreu em 14,6% (6/41) e hemorragias em 12,2% (5/41) dos eventos, sendo 9,8    % (4/41) graves (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n3/07t02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para uma melhor    compreens&atilde;o dos casos dos pacientes com EAs cir&uacute;rgicos foi elaborado    um sum&aacute;rio dos casos (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/07t03.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram avaliados    os fatores que contribu&iacute;ram para os EAs cir&uacute;rgicos, sendo indeterminado    em 33,3% (14/41). O fator norma - n&atilde;o verificou ou n&atilde;o seguiu    protocolo contribuiu em 31,0% dos eventos (13/ 41) e habilidade - erros ou descuidos    em 14,3% (6/ 41), portanto em 45,3% (20/41) dos EAs cir&uacute;rgicos os fatores    contribuintes foram evit&aacute;veis. A propor&ccedil;&atilde;o dos erros por    omiss&atilde;o foi 12,2% (5/41) e em decorr&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o    87,8% (36/41). As principais &aacute;reas de aten&ccedil;&atilde;o para a preven&ccedil;&atilde;o    da recorr&ecirc;ncia do EA cir&uacute;rgico foram educa&ccedil;&atilde;o em    63,4% (26/41) dos eventos e garantia da qualidade/revis&atilde;o por pares em    53,7% (22/41). Deve ser ressaltado que mais de uma &aacute;rea de aten&ccedil;&atilde;o    pode ser indicada pelos revisores para cada evento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A propor&ccedil;&atilde;o    de EAs cir&uacute;rgicos em pacientes submetidos &agrave; cirurgia encontrada    nesse estudo foi 5,9%, sendo que em estudos selecionados sobre EAs cir&uacute;rgicos<sup>10-18</sup>    variou de 3,0% a 35,8%. Os estudos tiveram desenho, t&eacute;cnica de identifica&ccedil;&atilde;o    de EA e defini&ccedil;&otilde;es distintas. Consistentemente com outros estudos<sup>10,11</sup>,    mais de 60% dos EAs cir&uacute;rgicos foram evit&aacute;veis e cerca de 1 em    5 resultaram em incapacidade permanente ou &oacute;bito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No estudo de Gawandee    et al. (1999)<sup>10</sup>, a propor&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos    que resultaram em &oacute;bito foi estimada em 5,6% (IC 95% 3,7% - 8,3%), estando    inclu&iacute;da no intervalo de confian&ccedil;a da propor&ccedil;&atilde;o    encontrada neste estudo, que variou de 5,0% a 29,1%. No estudo acima mencionado<sup>10</sup>,    a propor&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos evit&aacute;veis que resultaram    em &oacute;bito foi calculada em 15% (IC 95% 11,8%&nbsp;- 18,9%), semelhante    ao resultado deste estudo, 17,9%.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O local mais frequente    de ocorr&ecirc;ncia de EAs cir&uacute;rgicos foi o centro cir&uacute;rgico,    onde ocorreram 78,1% dos eventos, semelhante ao encontrado por Gawandee et al.    (1999)<sup>10</sup>, que identificaram que 74,1% dos EAs cir&uacute;rgicos ((IC    95% 69,6% a 78,1%) se deram na sala de cirurgia ou na sala de parto. Esse achado    revela a import&acirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o de medidas de seguran&ccedil;a    e monitoramento dos pacientes no centro cir&uacute;rgico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Deve ser destacado    que mais de 60% dos casos foram classificados como pouco ou nada complexo e    de baixo risco de ocorrer um EA relacionado ao cuidado. Em cerca de 70% dos    EAs cir&uacute;rgicos a raz&atilde;o da n&atilde;o preven&ccedil;&atilde;o identificada    foi "falha em tomar precau&ccedil;&otilde;es para evitar les&otilde;es acidentais",    muito superior &agrave; identificada por Kable et al.<sup>11</sup>, que identificaram    a mesma raz&atilde;o em 29% dos eventos. Al&eacute;m disso, 46% das complica&ccedil;&otilde;es    foram relacionadas com a ferida cir&uacute;rgica. Interven&ccedil;&otilde;es    profil&aacute;ticas para infec&ccedil;&otilde;es e hemorragias, baseadas em    orienta&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas podem contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o    da ocorr&ecirc;ncia de EAs cir&uacute;rgicos<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os EAs cir&uacute;rgicos    contribu&iacute;ram para o aumento dos custos da assist&ecirc;ncia hospitalar,    pois em mais de 60% dos eventos parte do tempo de perman&ecirc;ncia foi atribu&iacute;da    ao EA cir&uacute;rgico e em cerca de 45% dos EAs cir&uacute;rgicos houve acr&eacute;scimo    em m&eacute;dia de 14 dias de interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Onze crit&eacute;rios    de rastreamento pouco contribu&iacute;ram para a identifica&ccedil;&atilde;o    de EA cir&uacute;rgico (crit&eacute;rios 2, 4, 6, 8, 10, 12, 13, 14, 16, 17    e 18), enquanto cinco apresentaram frequ&ecirc;ncia mais expressiva no rastreamento    positivo de prontu&aacute;rios de pacientes (crit&eacute;rios 1, 3, 7, 9 e 15).    Dos cinco crit&eacute;rios considerados por Kable et al.<sup>11</sup> como relacionados    com procedimentos cir&uacute;rgicos (retorno n&atilde;o planejado a sala de    cirurgia; infec&ccedil;&atilde;o hospitalar ou sepsis; outras complica&ccedil;&otilde;es    (infarto agudo do mioc&aacute;rdio, AVC, embolia pulmonar); remo&ccedil;&atilde;o,    dano ou reparo de &oacute;rg&atilde;o n&atilde;o planejado durante cirurgia,    e desenvolvimento de d&eacute;ficit neurol&oacute;gico), tr&ecirc;s tiveram    frequ&ecirc;ncia acima de 25% como crit&eacute;rio positivo de rastreamento    de EA. Os crit&eacute;rios de rastreamento considerados como relacionados com    cirurgia podem constituir uma ferramenta importante para a identifica&ccedil;&atilde;o    de pacientes com maior risco potencial de sofrer um EA cir&uacute;rgico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os fatores    que contribu&iacute;ram para os EAs cir&uacute;rgicos, "norma - n&atilde;o verificou    ou n&atilde;o seguiu protocolo" ocorreu em cerca de 30% dos eventos, o que revela    a import&acirc;ncia do monitoramento da implementa&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica    de garantia da qualidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ades&atilde;o aos    protocolos cl&iacute;nicos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As principais &aacute;reas    de aten&ccedil;&atilde;o para a preven&ccedil;&atilde;o da recorr&ecirc;ncia    do EA cir&uacute;rgico identificadas foram educa&ccedil;&atilde;o e garantia    da qualidade, sendo que ambas tamb&eacute;m foram destacadas por Kable et al.<sup>11</sup>    e s&atilde;o coerentes com o n&atilde;o seguimento de protocolo em 1/3 dos eventos    e com 14,3% dos EAs cir&uacute;rgicos terem como fator contributivo "habilidade    - erros e descuidos".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados do    estudo s&atilde;o limitados pelo fato de ele ter se baseado em dados oriundos    de revis&atilde;o retrospectiva de prontu&aacute;rios e pela falta de algumas    informa&ccedil;&otilde;es nos prontu&aacute;rios, especialmente em refer&ecirc;ncia    aos EAs cir&uacute;rgicos, s&oacute; havendo captura de EAs documentados nos    prontu&aacute;rios, o que possibilita a subestima&ccedil;&atilde;o das taxas    de incid&ecirc;ncia<sup>10,11</sup>. Outra limita&ccedil;&atilde;o &eacute;    que determinadas complica&ccedil;&otilde;es se manifestam ap&oacute;s a alta    do paciente e, se n&atilde;o causam uma nova interna&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o    s&atilde;o registradas; em outras ocasi&otilde;es o &oacute;bito ocorre no domic&iacute;lio    do paciente e n&atilde;o &eacute; detectado como EA, al&eacute;m disso, as reinterna&ccedil;&otilde;es    podem ocorrer em outro hospital<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A revis&atilde;o    retrospectiva de prontu&aacute;rios tem limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas    relacionadas &agrave; impraticabilidade de seu uso rotineiro pelos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, &agrave; dificuldade de identifica&ccedil;&atilde;o de EAs    de menor gravidade e &agrave; confiabilidade dos resultados dos revisores de    prontu&aacute;rios m&eacute;dicos e n&atilde;o m&eacute;dicos. Apesar das limita&ccedil;&otilde;es,    essa tem sido a metodologia empregada na maioria dos estudos voltados para amplos    diagn&oacute;sticos sobre a ocorr&ecirc;ncia de EAs em hospitais, que fundamentaram    o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de gest&atilde;o da seguran&ccedil;a    do paciente em diversos pa&iacute;ses. Embora existam questionamentos quanto    &agrave; validade dos m&eacute;todos empregados na mensura&ccedil;&atilde;o    de EAs, os m&eacute;todos retrospectivos continuam sendo os mais utilizados    na fase diagn&oacute;stica ou na mensura&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncia    de EAs<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses estudos retrospectivos    utilizaram duas fases para avaliar a frequ&ecirc;ncia dos EAs. A primeira fase    de rastreamento foi realizada por enfermeiros, que separaram prontu&aacute;rios    com poss&iacute;veis EAs, utilizando crit&eacute;rios expl&iacute;citos. A segunda    fase realizada por m&eacute;dicos, que definiram a exist&ecirc;ncia de um EA    e suas caracter&iacute;sticas, inclusive se o EA era evit&aacute;vel ou n&atilde;o.    Esse m&eacute;todo se baseia no julgamento do m&eacute;dico e, portanto tem    um grau de subjetividade. Em alguns estudos internacionais utilizou-se um m&eacute;dico    revisor e, em outros, 2 m&eacute;dicos buscando um consenso. Os estudos que    utilizaram 2 m&eacute;dicos revisores tiveram, em geral, uma baixa confiabilidade.    Um estudo<sup>19</sup> sobre confiabilidade da auditoria m&eacute;dica na avalia&ccedil;&atilde;o    de qualidade da aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica encontrou uma concord&acirc;ncia    corrigida para o acaso (Kappa) dos itens considerados mais relevantes do processo    e do resultado do cuidado m&eacute;dico que variaram de baixo a moderado (0,2    a 0,6). Um recente estudo sueco<sup>20</sup> utilizando a metodologia de revis&atilde;o    retrospectiva de prontu&aacute;rios criou uma inst&acirc;ncia m&eacute;dica    para validar os resultados encontrados pelos m&eacute;dicos revisores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A disponibilidade    de contar com m&eacute;dicos, com experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica para participar    de pesquisas n&atilde;o &eacute; grande, entretanto, a import&acirc;ncia de    medir o dano e compreender suas causas &eacute; uma quest&atilde;o central para    sensibilizar tomadores de decis&atilde;o para criar pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o    da ocorr&ecirc;ncia de EAs, ou mesmo para mitigar os riscos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aus&ecirc;ncia    de uma taxonomia bem estabelecida de classifica&ccedil;&atilde;o de EAs cir&uacute;rgicos    e a natureza subjetiva de determinar EA e erro, al&eacute;m da aus&ecirc;ncia    de um padr&atilde;o<sup>21</sup> e m&eacute;todos consistentes para rastrear,    reconhecer, julgar e relatar, s&atilde;o limita&ccedil;&otilde;es do estudo<sup>16</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Complica&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o admitidas na literatura cir&uacute;rgica<sup>14</sup> como uma importante    medida de resultado e s&atilde;o usadas como indicadores de qualidade dos cuidados    cir&uacute;rgicos, sendo a base para melhoria da qualidade. M&eacute;todos inconsistentes    de registro de complica&ccedil;&otilde;es<sup>18</sup> tornam o seu uso como    medida de qualidade n&atilde;o confi&aacute;vel, devido &agrave; grande variabilidade    de defini&ccedil;&otilde;es<sup>10,13,14-18</sup> e sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o<sup>10-18,21,22</sup>,    sendo o ponto fr&aacute;gil do uso de complica&ccedil;&atilde;o com esse objetivo    a confiabilidade do processo de registro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A incid&ecirc;ncia    de complica&ccedil;&otilde;es registradas depende da validade das defini&ccedil;&otilde;es    e do sistema de registro utilizados<sup>18</sup>. Complica&ccedil;&otilde;es    podem ser classificadas de acordo com diferentes sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o.    Um sistema &oacute;timo de classifica&ccedil;&atilde;o deveria ser claro e permitir    uniformidade na classifica&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A compara&ccedil;&atilde;o    de incid&ecirc;ncias &eacute; dificultada, principalmente de complica&ccedil;&otilde;es    de diferentes institui&ccedil;&otilde;es, por n&atilde;o haver defini&ccedil;&otilde;es    e popula&ccedil;&otilde;es de pacientes uniformes<sup>14</sup>. Nenhuma cirurgia    &eacute; isenta de riscos; assim, uma complica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica    n&atilde;o &eacute; necessariamente resultante de um erro. A uniformidade dos    sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas    &eacute; necess&aacute;ria para permitir a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados    entre diferentes institui&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o muitas as dificuldades    para ser alcan&ccedil;ada a uniformidade de registro e de classifica&ccedil;&atilde;o,    devido &agrave;s diferen&ccedil;as entre os pacientes, a dificuldades no diagn&oacute;stico    das complica&ccedil;&otilde;es e &agrave; falta de consenso e clareza das defini&ccedil;&otilde;es    sobre as complica&ccedil;&otilde;es<sup>19</sup> e EAs cir&uacute;rgicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cirurgia<sup>2</sup>    &eacute; um dos servi&ccedil;os mais complexos e mais caros prestados pelos    sistemas de sa&uacute;de. Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento<sup>2</sup>,    o mau estado da infraestrutura e dos equipamentos; os problemas quanto ao suprimento    e &agrave; qualidade de medicamentos e de material m&eacute;dico-cir&uacute;rgico;    as falhas na gest&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o e no controle de infec&ccedil;&atilde;o;    o desempenho insatisfat&oacute;rio dos profissionais devido &agrave; baixa motiva&ccedil;&atilde;o    ou &agrave; defici&ecirc;ncia na capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica; as    falhas no correto diagn&oacute;stico pr&eacute;-operat&oacute;rio; as defici&ecirc;ncias    na consulta pr&eacute;-anest&eacute;sica, e o subfinanciamento dos custos operacionais    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, tornam a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia    de eventos adversos muito maior do que em pa&iacute;ses desenvolvidos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A relev&acirc;ncia    da quest&atilde;o da seguran&ccedil;a em cirurgia no Brasil pode ser evidenciada    se considerarmos o volume de interna&ccedil;&otilde;es relacionadas com cirurgia    ocorridas no pa&iacute;s no ano de 2003<sup>23</sup> (ano de refer&ecirc;ncia    desse estudo): cerca de tr&ecirc;s milh&otilde;es,.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A elevada taxa    de incid&ecirc;ncia de EAs cir&uacute;rgicos indica a necessidade de monitoramento    e estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o<sup>11</sup>. As complica&ccedil;&otilde;es    de cirurgia s&atilde;o fatores potencialmente control&aacute;veis<sup>14</sup>,    que contribuem para os altos custos da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de,    assim como para a morbidade e mortalidade dos pacientes. Embora complica&ccedil;&otilde;es    possam refletir os riscos associados com a moderna assist&ecirc;ncia &agrave;    sa&uacute;de, os erros s&atilde;o evit&aacute;veis, sendo uma importante tarefa    na melhoria da qualidade dos cuidados com o paciente a identifica&ccedil;&atilde;o,    o monitoramento e registro da incid&ecirc;ncia e natureza das complica&ccedil;&otilde;es,    e o desenvolvimento de m&eacute;todos para a sua preven&ccedil;&atilde;o<sup>14,21</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na literatura cient&iacute;fica<sup>22</sup>    h&aacute; descri&ccedil;&atilde;o de uma ampla variedade de fatores organizacionais    e humanos que contribuem para resultados cir&uacute;rgicos desfavor&aacute;veis,    incluindo inexperi&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o, pequeno volume hospitalar    de cirurgias, excessiva carga de trabalho, fadiga, tecnologia desfavor&aacute;vel,    insuficiente supervis&atilde;o de estagi&aacute;rios, sistemas hospitalares    inadequados, comunica&ccedil;&atilde;o entre profissionais do quadro desfavor&aacute;vel,    hora do dia e falhas administrativas ou burocr&aacute;ticas. A identifica&ccedil;&atilde;o    de quais desses fatores est&atilde;o implicados mais frequentemente em erros    cir&uacute;rgicos deve ser alvo de interven&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas    cl&iacute;nicas, administrativas e regulat&oacute;rias<sup>22</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. World Health    Organization: World Alliance for Patient Safety, Taxonomy. <i>The Conceptual    Framework for the International Classification for Patient Safety. Final Technical    Report</i>. January 2009, version 1,1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957791&pid=S1415-790X201200030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. World Health    Organization. World Alliance for patient safety. <i>The Second Global Patient    Safety Challenge: Safe Surgery Saves Lives.</i> Genebra; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957793&pid=S1415-790X201200030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. World Health    Organization. <i>World Alliance for Patient Safety: Forward Programme</i>. Genebra,    2005</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957795&pid=S1415-790X201200030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4 . World Health    Organization. <i>Guidelines for Safe Surgery</i>. Genebra; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957796&pid=S1415-790X201200030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Bruce J, Russell    EM, Mollison J, Krukowski ZH. The measurement and monitoring of surgical adverse    events. <i>Health Technol Assess</i> 2001; 5(22): 1-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957798&pid=S1415-790X201200030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Mendes W, Travassos    C, Martins M, Noronha JC. Revis&atilde;o dos estudos de avalia&ccedil;&atilde;o    da ocorr&ecirc;ncia de eventos adversos em hospitais. <i>Rev Bras Epidemiol</i>    2005; 8(4): 393-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957800&pid=S1415-790X201200030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Mendes W, Martins    M, Rozenfeld S, Travassos C. The assessment of adverse events in Brazilian hospitals.    <i>Int J Qual Health Care</i> 2009; 21(4): 279-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957802&pid=S1415-790X201200030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Mendes W, Travassos    C, Martins M, Marques P. Adapta&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o    de eventos adversos para uso em hospitais brasileiros. <i>Rev Bras Epidemiol</i>    2008; 11: 55-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957804&pid=S1415-790X201200030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Baker GR, Norton    PG, Flintoft V, Blais R, Brown A, Cox J et al. The Canadian Adverse Events Study:    the incidence of adverse events among hospital patients in Canad&aacute;. <i>CMAJ</i>    2004; 170: 1678-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957806&pid=S1415-790X201200030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Gawandee AA,    Thomas EJ, Zinner MJ, Brennan TA. The incidence and nature of surgical adverse    events in Colorado and Utah en 1992. <i>Surgery</i> 1999; 126: 66-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957808&pid=S1415-790X201200030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Kable AK, Gibberd    RW, Spigelman AD. Adverse event in surgical patients in Australia. <i>Int J    Qual Heath Care</i> 2002; 14 (4): 269-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957810&pid=S1415-790X201200030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Aguil&oacute;    J, Peir&oacute; S, Ca&ntilde;o JG, Mu&ntilde;oz C, Garay M, Viciano V. Experi&ecirc;ncia    em El est&uacute;dio de efectos adversos em um servicio de cirurgia general.    <i>Rev Calidad Assistencial</i> 2005; 20(4): 185-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957812&pid=S1415-790X201200030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Veen MR, Lardenoye    JWHP, Kastelein GW, Breslau PJ. Recording and classification of complications    in a surgical practice. <i>Eur J Surg</i> 1999; 165: 421-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957814&pid=S1415-790X201200030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Wanzel KR,    Jamieson CG, Bohnen JMA. Complications on a general surgery service: incidence    and reporting. <i>Can J Surg</i> 2000; 43: 113-17</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957816&pid=S1415-790X201200030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Bellomo R,    Goldsmith D, Russell S, Uchino S. Postoperative serious adverse events in a    teaching hospital: a prospective study. <i>MJA</i> 2002; 176: 216-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957817&pid=S1415-790X201200030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Healey MA,    Shackford SR, Osler TM, Rogers FB, Burns E. Complications in surgical patients.    <i>Arch Surg</i> 2002; 137: 611-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957819&pid=S1415-790X201200030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Dindo D, Demartines    N, Clavien PA. Classification of surgical complications: a new proposal with    evaluation in a cohort of 6336 patients and results of a survey. <i>Ann Surg</i>    2004; 240: 205-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957821&pid=S1415-790X201200030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Veen EJ, Steenbruggen    J, Roukema JA. Classifying surgical complications: a critical appraisal. <i>    Arch Surg</i> 2005; 140: 1078-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957823&pid=S1415-790X201200030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Camacho LAB,    Rubin HR. Reliability of medical audit in quality assessment of medical care.    <i>Cad Saude Publica</i> 1996; 12: 85-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957825&pid=S1415-790X201200030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Soop M, Fryksmark    U, K&ouml;ster M, Haglund B. The incidence of adverse events in Swedish hospitals:    a retrospective medical record review study. <i>Int J Qual Health Care</i> 2009;    21: 285-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957827&pid=S1415-790X201200030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Calland JF,    Adams RB, Benjamin DK, O'Connor MJ, Chandrasekhara V, Guerlain S et al. Thirty-day    postoperative death rate at an academic medical center. <i>Ann Surg</i> 2002;    235: 690-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957829&pid=S1415-790X201200030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Gawande AA,    Zinner MJ, Studdert DM, Brennan TA. Analysis of errors reported by surgeons    at three teaching hospitals. <i>Surgery</i> 2003; 133: 614-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957831&pid=S1415-790X201200030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Porto SM, Santos    IS, Ug&aacute; MAD. <i>A utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de    por sistema de financiamento</i>. <i>Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva</i> 2006;    11(4): 895-910.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1957833&pid=S1415-790X201200030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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