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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Associação entre sobrecarga doméstica e transtornos mentais comuns em mulheres]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Feira de Santana  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION: Common mental disorders (CMD) are more frequent in women. Low reward and lack of visibility in performing housework are the determining factors for these psychological illnesses. OBJECTIVES: To evaluate the association between housework overload and the occurrence of common mental disorders in women living in the urban zone of the municipality of Feira de Santana, Bahia. METHODS: cross-sectional epidemiological study that included 2,057 women aged 15 years or over selected by random sampling in clusters. The housework overload indicator was created from the domestic activities of washing, ironing, cleaning and cooking, weighted according to the number of individuals living in the home. The common mental disorders were assessed using SRQ-20. RESULTS: Women with a high housework overload had a higher prevalence of CMD than women with a low overload (45.6% versus 36.2%). Multiple logistic regression analysis confirmed the association between housework overload and CMD (PR: 1.23; 95% CI: 1.05 - 1.44), adjusted for income, level of schooling and leisure activities. CONCLUSION: The findings support the hypothesis that high housework overload is associated with mental disorders.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Trabalho doméstico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Associa&ccedil;&atilde;o    entre sobrecarga dom&eacute;stica e transtornos mentais comuns em mulheres</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Paloma de Sousa    Pinho<sup>I</sup>; T&acirc;nia Maria de Ara&uacute;jo<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Universidade    Federal do Rec&ocirc;ncavo da Bahia    <br>   <sup>II</sup>Universidade Estadual de Feira de Santana</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O:</b>    Os Transtornos Mentais Comuns (TMC) acometem mais frequentemente as mulheres.    A baixa gratifica&ccedil;&atilde;o e a falta de visibilidade na realiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho dom&eacute;stico constituem quadro determinante para esse adoecimento    ps&iacute;quico.    <br>   <b>OBJETIVOS:</b> Avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre sobrecarga dom&eacute;stica    e a ocorr&ecirc;ncia de transtornos mentais comuns em mulheres da zona urbana    do munic&iacute;pio de Feira de Santana - BA.    <br>   <b>METODOLOGIA:</b> Estudo epidemiol&oacute;gico de corte transversal incluindo    2.057 mulheres com 15 anos ou mais de idade, selecionadas atrav&eacute;s de    amostragem aleat&oacute;ria por conglomerado. O indicador de sobrecarga dom&eacute;stica    foi criado a partir das atividades dom&eacute;sticas: lavar, passar, limpar    e cozinhar, ponderadas pelo n&uacute;mero de moradores do domic&iacute;lio.    Os transtornos mentais comuns foram avaliados atrav&eacute;s do SRQ-20.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> Mulheres com alta sobrecarga dom&eacute;stica apresentaram    preval&ecirc;ncia de TMC mais elevada do que as mulheres com baixa sobrecarga:    45,6% contra 36,2%. A an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla    confirmou associa&ccedil;&atilde;o entre sobrecarga dom&eacute;stica e TMC (RP:    1,23; IC95%: 1,05 - 1,44), ajustada pelas vari&aacute;veis renda, escolaridade    e atividades de lazer.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> Os achados sustentam a hip&oacute;tese de que o trabalho    dom&eacute;stico, em elevada sobrecarga, est&aacute; associado a transtornos    mentais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Trabalho dom&eacute;stico. Sobrecarga dom&eacute;stica. Mulher. Transtorno mental    comum. Sa&uacute;de mental. SRQ-20.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A literatura aponta    aumento da morbidade ps&iacute;quica entre as mais diversas popula&ccedil;&otilde;es    e, entre as doen&ccedil;as mentais, os Transtornos Mentais Comuns (TMC) v&ecirc;m    se destacando, principalmente entre as mulheres. Os Transtornos Mentais Comuns    s&atilde;o caracterizados por sintomas como fadiga, esquecimento, ins&ocirc;nia,    irritabilidade, dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o, dores de cabe&ccedil;a    e queixas psicossom&aacute;ticas<sup>1</sup>. Esses transtornos alteram o funcionamento    normal dos indiv&iacute;duos, prejudicando seu desempenho na vida familiar,    social, pessoal e no trabalho<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As mulheres t&ecirc;m    apresentado consideravelmente mais sintomas de ang&uacute;stia psicol&oacute;gica    e desordens depressivas do que os homens<sup>3-6</sup>. Os transtornos mais    frequentes entre as mulheres s&atilde;o aqueles relacionados aos sintomas de    ansiedade, humor depressivo, ins&ocirc;nia, anorexia nervosa e sintomas psicofisiol&oacute;gicos;    enquanto os homens apresentam maiores taxas de dist&uacute;rbios de conduta,    tais como comportamento antissocial, uso de drogas e abuso de &aacute;lcool.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inser&ccedil;&atilde;o    feminina no mercado produtivo, ao contr&aacute;rio dos homens, &eacute; limitada    por responsabilidades dom&eacute;sticas e familiares, tendo o emprego que ser    adaptado &agrave;s suas outras fun&ccedil;&otilde;es<sup>7</sup>. Assim, estando    ou n&atilde;o inseridas no mercado de trabalho, em geral as mulheres s&atilde;o    donas-de-casa e realizam tarefas que, mesmo sendo indispens&aacute;veis para    a sobreviv&ecirc;ncia e o bem-estar de todos os indiv&iacute;duos, s&atilde;o    socialmente desvalorizadas e desconsideradas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos para a    identifica&ccedil;&atilde;o das atividades realizadas no ambiente domiciliar    come&ccedil;aram a ser feitos a partir das d&eacute;cadas de 70 e 80, com o    intuito de se caracterizar o volume de trabalho dom&eacute;stico, principalmente    das mulheres<sup>8</sup>. Nesse per&iacute;odo, o movimento feminista, por sua    vez, fortalecido como movimento social, forjou a discuss&atilde;o sobre a inser&ccedil;&atilde;o    da mulher nos processos de reprodu&ccedil;&atilde;o, dando visibilidade ao seu    papel social. Assim, o trabalho dom&eacute;stico, at&eacute; ent&atilde;o considerado    como algo "naturalizado", passa a ser compreendido como decorrente de um processo    de qualifica&ccedil;&atilde;o produzido no &acirc;mbito privado. Contesta-se,    nesse debate, o estatuto dos afazeres dom&eacute;sticos como inatividade econ&ocirc;mica    e como atribui&ccedil;&atilde;o e responsabilidade exclusiva das mulheres, uma    sobrecarga inevit&aacute;vel<sup>9</sup>. Neste sentido, s&atilde;o tamb&eacute;m    discutidos os pilares de sustenta&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o sexual    do trabalho, por meio da qual se destina ao homem o trabalho produtivo, em que    se recebe sal&aacute;rio, e &agrave; mulher o trabalho reprodutivo, cuja fun&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica &eacute; omitida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O debate efervescente    nas d&eacute;cadas de 70/80 praticamente se manteve ausente da produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica dos anos 90 e, apesar de estar sendo retomado em anos recentes,    &eacute; ainda pouco estudado, especialmente no que se refere &agrave;s repercuss&otilde;es    na sa&uacute;de das mulheres - que permanecem as principais respons&aacute;veis    pelo trabalho dom&eacute;stico<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os estudos    sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre trabalho dom&eacute;stico e profissional    e sa&uacute;de mental, destacam-se os estudos na literatura<sup>3,11</sup>.    Em estudo comparando mulheres empregadas e donas-de-casa observou-se que fatores    distintos produziam adoecimento ps&iacute;quico e recompensa entre esses dois    tipos de ocupa&ccedil;&atilde;o, embora ambos os grupos experimentassem, em    m&eacute;dia, n&iacute;veis similares de sintomas depressivos<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os aspectos    referentes ao trabalho dom&eacute;stico associado a sintomas depressivos, ansiosos    ou psicossom&aacute;ticos destacaram-se a rotiniza&ccedil;&atilde;o das tarefas,    a desvaloriza&ccedil;&atilde;o e interrup&ccedil;&otilde;es constantes das mesmas<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Salienta-se tamb&eacute;m    que fatores do ciclo da vida, tais como idade, situa&ccedil;&atilde;o conjugal,    n&uacute;mero de filhos, chefia da fam&iacute;lia e lazer, assim como o elevado    volume de trabalho n&atilde;o pago realizado pelas mulheres, como a dupla jornada    e o trabalho de cuidar da fam&iacute;lia, associados aos componentes emocionais,    podem intensificar o sofrimento ps&iacute;quico entre a popula&ccedil;&atilde;o    feminina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    dos transtornos mentais entre as mulheres &eacute; importante para o seu adequado    dimensionamento e a compreens&atilde;o dos fatores associados &agrave; sua ocorr&ecirc;ncia,    com foco no trabalho dom&eacute;stico. Este estudo objetivou avaliar a associa&ccedil;&atilde;o    entre sobrecarga dom&eacute;stica e a ocorr&ecirc;ncia de transtornos mentais    comuns em mulheres residentes em &aacute;reas urbanas na Bahia, Brasil. O diagn&oacute;stico    proveniente dessa avalia&ccedil;&atilde;o poder&aacute; fornecer informa&ccedil;&otilde;es    relevantes para nortear as pol&iacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o em    sa&uacute;de mental, contribuindo para diminuir ou prevenir tais agravos, al&eacute;m    de dar visibilidade aos fatores que, no trabalho dom&eacute;stico, podem contribuir    para o adoecimento ps&iacute;quico das mulheres.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Materiais e    m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um estudo epidemiol&oacute;gico    de corte transversal foi conduzido na zona urbana do munic&iacute;pio de Feira    de Santana, Bahia, Brasil, incluindo uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o    feminina, com 15 anos ou mais de idade, selecionada atrav&eacute;s de amostragem    aleat&oacute;ria por conglomerado, estratificada por subdistrito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Feira de Santana    est&aacute; subdividida em cinco subdistritos; e cada subdistrito encontra-se    dividido em setores censit&aacute;rios que incluem agrupamentos de ruas. Inicialmente    foi realizado um levantamento dos dados populacionais de cada subdistrito e    a delimita&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de cada &aacute;rea<sup>13</sup>.    Em seguida, por procedimento aleat&oacute;rio, foi feita a sele&ccedil;&atilde;o    dos setores censit&aacute;rios em cada subdistrito. Em cada setor censit&aacute;rio    selecionaram-se as ruas. Todos os domic&iacute;lios das ruas sorteadas foram    visitados e todas as mulheres com 15 anos ou mais de idade foram consideradas    eleg&iacute;veis para o estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para c&aacute;lculo    do tamanho da amostra assumiu-se a preval&ecirc;ncia estimada de transtornos    mentais de 24% na literatura<sup>14</sup>, erro amostral de 3%, com 95% de confian&ccedil;a.    A partir destes par&acirc;metros chegou-se a uma amostra de 774 mulheres. Para    corre&ccedil;&atilde;o do efeito do desenho de estudo (amostragem por conglomerado),    dobrou-se o tamanho da amostra (N = 1.548). Admitindo-se recusas e perdas em    torno de 20%, definiu-se n amostral de 1.857 mulheres. No entanto, para verificar    se o estudo tinha poder para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre sobrecarga    dom&eacute;stica e transtorno mental comum entre as mulheres, j&aacute; que    a amostra inicial n&atilde;o foi desenhada para esse fim, foi recalculado o    n amostral. Para este c&aacute;lculo assumiram-se os seguintes par&acirc;metros:    frequ&ecirc;ncia esperada de TMC no grupo n&atilde;o exposto de 35,2%, frequ&ecirc;ncia    de TMC entre expostos de 45,6%, intervalo de confian&ccedil;a de 95% e poder    de 90%, chegando-se a um n amostral de 1.086 mulheres.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o estudo da    sobrecarga dom&eacute;stica e sa&uacute;de mental, foram avaliadas todas as    2.057 mulheres residentes nos 1.479 domic&iacute;lios selecionados para o estudo    dos cinco subdistritos da zona urbana de Feira de Santana. A taxa de resposta    obtida foi de 72%.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na coleta de dados    foram utilizados dois instrumentos: ficha domiciliar (incluindo informa&ccedil;&otilde;es    gerais sobre o domic&iacute;lio) e question&aacute;rio individual (contendo    informa&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas, condi&ccedil;&otilde;es    de vida, trabalho dom&eacute;stico, trabalho profissional e sa&uacute;de mental).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sobrecarga dom&eacute;stica    (vari&aacute;vel independente) foi avaliada a partir do somat&oacute;rio das    tarefas dom&eacute;sticas b&aacute;sicas (lavar, passar, limpar, cozinhar),    ponderado pelo n&uacute;mero de moradores, exceto a pr&oacute;pria entrevistada,    atrav&eacute;s da f&oacute;rmula: SD = (S lavar + passar + limpar + cozinhar)    x (M-1)<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A vari&aacute;vel    sobrecarga dom&eacute;stica foi analisada, inicialmente, em tercis: alta, m&eacute;dia    e baixa sobrecarga. Em seguida, foi dicotomizada em alta sobrecarga dom&eacute;stica    e baixa sobrecarga dom&eacute;stica (incluiu mulheres que n&atilde;o realizavam    atividades dom&eacute;sticas ou as que as realizavam moderadamente).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os Transtornos    Mentais Comuns (TMC) (vari&aacute;vel dependente) foram avaliados utilizando-se    o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20). O SRQ-20 &eacute; um instrumento recomendado    pela OMS<sup>16</sup>) para uso em pa&iacute;ses em desenvolvimento e tem se    mostrado eficaz no rastreamento e detec&ccedil;&atilde;o de transtornos mentais    comuns.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um estudo de valida&ccedil;&atilde;o    do SRQ-20 foi conduzido na popula&ccedil;&atilde;o deste estudo, encontrando-se    o ponto de corte de melhor desempenho para as mulheres em 7 ou mais respostas    positivas, que apresentou sensibilidade de 68,0% e especificidade de 70,7%.    A &aacute;rea sob a curva ROC apresentou um valor de 0,789 com um desvio padr&atilde;o    de 0,48 e intervalo de 95% de confian&ccedil;a, variando de 0,696 a 0,882, apontando    assim um n&iacute;vel razo&aacute;vel de discrimina&ccedil;&atilde;o entre casos    e n&atilde;o casos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As covari&aacute;veis    analisadas foram: caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas (bairro, idade,    escolaridade, migra&ccedil;&atilde;o, cor da pele/ra&ccedil;a, situa&ccedil;&atilde;o    conjugal), trabalho profissional (ocupa&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o    de dupla jornada de trabalho) e condi&ccedil;&otilde;es de vida (renda, chefia    de fam&iacute;lia, atividades de lazer, condi&ccedil;&otilde;es de moradia,    infraestrutura e posse de bens dur&aacute;veis).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A vari&aacute;vel    condi&ccedil;&atilde;o de moradia foi avaliada atrav&eacute;s do indicador que    incluiu quantidade de c&ocirc;modos da casa, quantidade de c&ocirc;modos usados    como dormit&oacute;rio e n&uacute;mero de pessoas por domic&iacute;lio. A infraestrutura    foi estudada considerando-se acesso a &aacute;gua encanada e luz el&eacute;trica    e posse de bens dur&aacute;veis segundo o indicador constru&iacute;do a partir    do somat&oacute;rio da posse de som, r&aacute;dio, TV, geladeira e m&aacute;quina    de lavar. Esses indicadores foram agrupados segundo tercis nas categorias: boa,    m&eacute;dia e prec&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O banco de dados    foi constru&iacute;do utilizando-se o programa estat&iacute;stico "Social Package    for the Social Sciences - SPSS", na vers&atilde;o 10.0. Na an&aacute;lise dos    dados tamb&eacute;m foram utilizados o Epi Info, vers&atilde;o 6.0, e o "R"    The R Foundation for Statistical Computing vers&atilde;o 2.2.1.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na an&aacute;lise    foi feita, inicialmente, a caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    estudada. Em seguida, realizou-se an&aacute;lise estratificada para identificar    poss&iacute;veis modificadores de efeito e confundidores. Quando confirmada    a exist&ecirc;ncia de confundimento, as medidas de efeito foram ajustadas pelo    m&eacute;todo de Mantel-Haenszel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em seguida, realizou-se    an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla (ARLM) para    avalia&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea das vari&aacute;veis estudadas, pois    este m&eacute;todo &eacute; apropriado para encontrar o modelo mais adequado,    parcimonioso e biologicamente razo&aacute;vel para descrever as rela&ccedil;&otilde;es    entre uma vari&aacute;vel dependente e um conjunto de vari&aacute;veis independentes<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A ARLM foi conduzida    segundo os procedimentos recomendados na literatura<sup>18</sup>, e incluiu    as seguintes etapas:</font></p> <ul>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sele&ccedil;&atilde;o      das vari&aacute;veis a partir dos objetivos do estudo e revis&atilde;o de      literatura;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verifica&ccedil;&atilde;o      de pressupostos do modelo;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pr&eacute;-sele&ccedil;&atilde;o      das vari&aacute;veis para inclus&atilde;o na an&aacute;lise atrav&eacute;s      do teste de raz&atilde;o de verossimilhan&ccedil;a, adotando valor de p &pound;      0,25;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">An&aacute;lise      de modifica&ccedil;&atilde;o de efeito, com introdu&ccedil;&atilde;o dos termos      produtos, usando-se o teste de m&aacute;xima verossimilhan&ccedil;a para comparar      o modelo completo;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">An&aacute;lise      de confundimento das vari&aacute;veis (exceto aquelas confirmadas como modificadoras      de efeito no modelo principal), comparando-se as medidas de associa&ccedil;&atilde;o      e respectivos intervalos de confian&ccedil;a do modelo completo resultante      da retirada de cada potencial confundidor;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A ARLM propriamente      dita, utilizando procedimento <i>backward,</i> adotando o crit&eacute;rio      de signific&acirc;ncia de p &lt; 0,10 para perman&ecirc;ncia no modelo final.</font></li>     </ul>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando que    a preval&ecirc;ncia de TMC na popula&ccedil;&atilde;o investigada foi elevada,    distanciando-se dos par&acirc;metros estimados para OR (odds ratio), procedeu-se    ao c&aacute;lculo das estimativas de RP (raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia)    e de seus respectivos intervalos de confian&ccedil;a de 95%, utilizando-se os    procedimentos do m&eacute;todo Delta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa foi    submetida ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Hospital S&atilde;o    Rafael - Salvador, tendo sido aprovada (Projeto de Pesquisa de nº 17/01).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre as mulheres    estudadas (N = 2.057), predominaram as mais jovens, de 15 a 30 anos de idade    (44,0%), as casadas ou em uni&atilde;o est&aacute;vel (46,7%), baixo n&iacute;vel    de escolaridade (13,0% eram analfabetas e 44,2% tinham apenas o ensino fundamental)    e baixa renda (18,6% ganhavam at&eacute; &frac12; sal&aacute;rio m&iacute;nimo    e 39,2% ganhavam at&eacute; um sal&aacute;rio m&iacute;nimo). Segundo a ocupa&ccedil;&atilde;o,    28,9% eram donas-de-casa, 11,6% estavam desempregadas e cerca de 30% referiram    trabalhar. Destas, 67,6% tinham v&iacute;nculo de trabalho informal (portanto,    sem qualquer tipo de seguridade social ou direito trabalhista). Aproximadamente    90,0% realizavam trabalho dom&eacute;stico todos os dias; um percentual expressivo    das mulheres n&atilde;o mantinha atividade regular de lazer (45,1%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o    da sobrecarga dom&eacute;stica entre as mulheres</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alta sobrecarga    dom&eacute;stica foi observada para 34,3% das mulheres (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t01.jpg">Tabela1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sobrecarga dom&eacute;stica    alta foi expressivamente maior entre as mulheres que estavam na faixa et&aacute;ria    de 21-30 anos e 31-40 anos de idade (43,4% e 41,4%, respectivamente), com n&iacute;vel    de escolaridade fundamental (41,2%), entre as casadas ou em uni&atilde;o est&aacute;vel    (41,6%) e entre aquelas de cor preta (39,5%). Entre as mulheres com filhos,    39,8% apresentaram sobrecarga dom&eacute;stica alta contra 22,4% para aquelas    que n&atilde;o tinham filhos. Esse percentual aumentava com a eleva&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de filhos: 35,0% para mulheres com at&eacute; dois filhos e    45,8% com tr&ecirc;s ou quatro filhos (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t01.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sobrecarga dom&eacute;stica    aumentou com a precariza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de moradia:    entre as mulheres que referiram ter boa condi&ccedil;&atilde;o de moradia, 56,0%    apresentaram baixa sobrecarga dom&eacute;stica e entre as que tinham prec&aacute;rias    condi&ccedil;&otilde;es, 17,1% apresentaram baixa sobrecarga dom&eacute;stica    contra 51,5% das mulheres com alta sobrecarga de trabalho. Entre as mulheres    residentes em domic&iacute;lios com infraestrutura m&eacute;dia/prec&aacute;ria,    43,8% referiram ter alta sobrecarga dom&eacute;stica contra 32,9% entre aquelas    com boa infraestrutura.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m se    observou rela&ccedil;&atilde;o linear entre rendimento pr&oacute;prio no &uacute;ltimo    m&ecirc;s e a sobrecarga dom&eacute;stica: quanto menor a renda, maior a sobrecarga    dom&eacute;stica. Para aquelas que recebiam at&eacute; &frac12; sal&aacute;rio    m&iacute;nimo, 48,4% tinham alta sobrecarga, esse percentual caiu para 21,2%    quando as mulheres recebiam mais de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo por m&ecirc;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A realiza&ccedil;&atilde;o    de atividade de lazer foi inversamente proporcional &agrave; sobrecarga dom&eacute;stica:    entre as mulheres que mantinham regularmente atividades de lazer, 36,6% tinham    baixa sobrecarga, contra 28,5% entre aquelas que n&atilde;o realizavam qualquer    atividade. A situa&ccedil;&atilde;o se inverteu quando se considerou as mulheres    sem atividades regulares de lazer: 29,2% entre aquelas com baixa sobrecarga    e 41,2% entre as mulheres com alta sobrecarga, revelando comprometimento das    atividades de lazer na medida em que se eleva as responsabilidades com os afazeres    dom&eacute;sticos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como esperado,    o fato de ter empregada dom&eacute;stica diminuiu a sobrecarga dom&eacute;stica:    entre as mulheres que tinham o aux&iacute;lio, apenas 19,1% tinham alta sobrecarga    dom&eacute;stica; j&aacute; entre aquelas que n&atilde;o tinham empregada dom&eacute;stica,    esse percentual elevou-se para 37,1% (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t02.jpg">Tabela&nbsp;2</a>).    Observou-se coer&ecirc;ncia entre alta sobrecarga dom&eacute;stica e o fato    de receber ou n&atilde;o apoio para desenvolver as atividades e os dias que    disponibiliza para desenvolv&ecirc;-las: 45,5% das mulheres que n&atilde;o recebiam    qualquer apoio referiram alta sobrecarga contra 32,7% entre aquelas que recebiam    algum tipo de apoio; entre as mulheres que realizavam atividades dom&eacute;sticas    todos os dias esse percentual chegou a 39,0% contra 13,7% entre aquelas que    s&oacute; realizavam essas atividades nos finais de semana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fato de a mulher    ter um trabalho remunerado, fora de casa, alterou o percentual de alta sobrecarga    dom&eacute;stica quando comparado com mulheres que n&atilde;o tinham um trabalho    remunerado, 30,4% e 36,0%.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando avaliamos    a sobrecarga dom&eacute;stica segundo a ocupa&ccedil;&atilde;o, confirmou-se    o dado anteriormente observado, pois entre as donas-de-casa, 49,1% apresentaram    alta sobrecarga dom&eacute;stica, contra 39,9% para as desempregadas e 30,4%    para as trabalhadoras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Associa&ccedil;&atilde;o    entre Sobrecarga Dom&eacute;stica e Transtornos Mentais Comuns</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observou-se associa&ccedil;&atilde;o    positiva linear estatisticamente significante entre sobrecarga dom&eacute;stica    e transtornos mentais comuns (c<sup>2</sup> = 15,909; p &lt; 0,0001): quando    aumentava a sobrecarga dom&eacute;stica, aumentava a preval&ecirc;ncia de TMC.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas analisadas (idade, escolaridade, migra&ccedil;&atilde;o,    cor da pele, situa&ccedil;&atilde;o conjugal e ter filhos) n&atilde;o revelaram    intera&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica com a associa&ccedil;&atilde;o principal    aqui avaliada (SD e TMC). No entanto, algumas caracter&iacute;sticas das condi&ccedil;&otilde;es    de vida, do trabalho dom&eacute;stico e do trabalho profissional apresentaram    intera&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre as vari&aacute;veis    analisadas referente &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de vida, apenas posse    de bens dur&aacute;veis foi modificador de efeito da associa&ccedil;&atilde;o    principal investigada (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas caracter&iacute;sticas    do trabalho dom&eacute;stico acentuaram o efeito da sobrecarga dom&eacute;stica    sobre os transtornos mentais: n&atilde;o receber ajuda na realiza&ccedil;&atilde;o    das tarefas dom&eacute;sticas e realizar essas atividades de segunda a sexta    ou todos os dias, sendo modificadores de efeito da associa&ccedil;&atilde;o    principal (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t04.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que se refere    ao trabalho profissional, a ocupa&ccedil;&atilde;o no momento da pesquisa foi    uma vari&aacute;vel modificadora da associa&ccedil;&atilde;o entre sobrecarga    dom&eacute;stica e TMC.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em s&iacute;ntese,    os fatores que revelaram intera&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, na an&aacute;lise    estratificada, foram: prec&aacute;ria posse de bens dur&aacute;veis, aus&ecirc;ncia    de ajuda na realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho dom&eacute;stico, realiza&ccedil;&atilde;o    de atividades dom&eacute;sticas de 5 a 7 dias por semana e tipo de ocupa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta forma, ap&oacute;s    se afastar a possibilidade de intera&ccedil;&atilde;o, as demais vari&aacute;veis    foram analisadas para presen&ccedil;a de confundimento na associa&ccedil;&atilde;o    principal. Foram confirmados como potenciais confundidores: escolaridade, lazer,    renda, servi&ccedil;o dom&eacute;stico remunerado e presen&ccedil;a de filhos    (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t05.jpg">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ajuste por escolaridade,    lazer, renda, servi&ccedil;o dom&eacute;stico remunerado e ter filhos, co-vari&aacute;veis    identificadas como confundidoras, n&atilde;o modificou a dire&ccedil;&atilde;o    da associa&ccedil;&atilde;o sob estudo: a associa&ccedil;&atilde;o entre sobrecarga    dom&eacute;stica e transtornos mentais comuns manteve-se positiva em n&iacute;veis    estatisticamente significantes (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t05.jpg">Tabela 5</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n3/10g01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    de regress&atilde;o log&iacute;stica permitiu avaliar simultaneamente os modificadores    de efeito sobre a associa&ccedil;&atilde;o entre sobrecarga dom&eacute;stica    e transtornos mentais comuns entre as mulheres. No entanto, a modelagem n&atilde;o    confirmou a presen&ccedil;a de intera&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica: os    termos-produtos avaliados n&atilde;o permaneceram no modelo final obtido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para an&aacute;lise    de confundimento, com a retirada de cada covari&aacute;vel selecionada, avaliou-se    o efeito na associa&ccedil;&atilde;o principal investigada. Assim, as vari&aacute;veis    escolaridade, renda mensal e lazer foram potenciais confundidores para a associa&ccedil;&atilde;o    entre sobrecarga dom&eacute;stica e transtornos mentais comuns entre as mulheres.    A associa&ccedil;&atilde;o principal investigada se manteve em n&iacute;veis    estatisticamente significantes, mesmo ap&oacute;s ajustamento por todas as covari&aacute;veis    confundidoras (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t05.jpg">Tabela 5</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Posteriormente    procedeu-se ao c&aacute;lculo das raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia (RP) das    vari&aacute;veis do modelo. No final, a an&aacute;lise revelou que as mulheres    expostas a alta sobrecarga dom&eacute;stica apresentaram maior preval&ecirc;ncia    de transtornos mentais comuns (1,23 vezes) do que as mulheres em situa&ccedil;&otilde;es    de baixa a m&eacute;dia sobrecarga dom&eacute;stica (<a href="#t6">Tabela 6</a>).</font></p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n3/10t06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A medida de associa&ccedil;&atilde;o    e o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, obtidos depois do    ajuste simult&acirc;neo por todas as co-vari&aacute;veis confundidoras, na an&aacute;lise    de regress&atilde;o log&iacute;stica, n&atilde;o alteraram substancialmente    os achados da associa&ccedil;&atilde;o principal quando comparados &agrave;    an&aacute;lise sem ajuste.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Obtido o modelo    final, analisou-se a sua adequa&ccedil;&atilde;o aos dados. A bondade do ajuste    do modelo foi analisada atrav&eacute;s do teste de Hosmer e Lemeshow, Curva    ROC e an&aacute;lise dos padr&otilde;es das covari&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hip&oacute;tese    de que o modelo n&atilde;o se adequava aos dados foi rejeitada (o teste de Hosmer    e Lemeshow revelou p = 0,497). A Curva ROC revelou uma &aacute;rea = 0,697.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta forma, o    modelo obtido revelou estar bem ajustado aos dados. Em seguida foi feita an&aacute;lise    do padr&atilde;o das covari&aacute;veis, avaliando-se se as observa&ccedil;&otilde;es    extremas encontradas eram influentes. A compara&ccedil;&atilde;o dos modelos    com e sem as observa&ccedil;&otilde;es demonstrou pouca influ&ecirc;ncia, n&atilde;o    havendo mudan&ccedil;a significante nos coeficientes obtidos. Portanto, o modelo    se revelou adequadamente adaptado aos dados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presente investiga&ccedil;&atilde;o    revelou elevada preval&ecirc;ncia global de TMC entre as mulheres (propor&ccedil;&atilde;o    aproximada de 4 mulheres acometidas para cada 10 mulheres estudadas), o que    revela um grave problema de sa&uacute;de na popula&ccedil;&atilde;o estudada,    principalmente quando comparada &agrave; estimativa da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (2000), que refere uma preval&ecirc;ncia m&eacute;dia    de 24% na popula&ccedil;&atilde;o. Outros estudos brasileiros tamb&eacute;m    encontraram altas preval&ecirc;ncias de transtornos mentais entre as mulheres,    variando de 24,9% a 45,0%<sup>4,10,19-22</sup>. Da mesma forma, internacionalmente,    as preval&ecirc;ncias variaram de 27,0% em Santiago (Chile) a 18,0% na Gr&atilde;    Bretanha<sup>23</sup>. Tais dados sinalizam que as mulheres necessitam de aten&ccedil;&atilde;o    especial no que se refere &agrave; promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o    de sua sa&uacute;de mental, fomentando a discuss&atilde;o em torno da inclus&atilde;o    nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e sociais das quest&otilde;es relativas    ao g&ecirc;nero.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s a modelagem    estat&iacute;stica, baixa escolaridade, baixa renda e aus&ecirc;ncia de atividades    regulares de lazer se configuraram como potenciais confundidores na associa&ccedil;&atilde;o    entre sobrecarga dom&eacute;stica e transtornos mentais comuns. Vale destacar    que o cuidado com as crian&ccedil;as, empiricamente considerado como um agravante    para sobrecarga dom&eacute;stica, nesta investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    revelou diferen&ccedil;as significantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para explicar esses    achados, uma quest&atilde;o emerge como fundamental: a pobreza e as quest&otilde;es    &agrave; ela associadas. Existe uma rela&ccedil;&atilde;o complexa e multidimensional    entre pobreza e sa&uacute;de mental. A literatura<sup>14</sup> discute essa    rela&ccedil;&atilde;o e retrata que a pobreza, juntamente com fatores associados,    tais como falta de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, baixa instru&ccedil;&atilde;o,    desemprego e desigualdades sociais, podem criar barreiras insuper&aacute;veis    para aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, visto que o desn&iacute;vel    de tratamento para a maioria dos transtornos mentais, que j&aacute; &eacute;    alto, mostra-se efetivamente enorme para a popula&ccedil;&atilde;o mais carente.    Os recursos para a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de mental muitas    vezes n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis para os setores mais pobres    da sociedade, e poucos profissionais s&atilde;o capacitados e preparados para    receber, reconhecer e tratar estes transtornos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os achados desta    investiga&ccedil;&atilde;o revelaram que as mulheres com alta sobrecarga dom&eacute;stica    e que recebiam at&eacute; um sal&aacute;rio m&iacute;nimo apresentaram maior    preval&ecirc;ncia de TMC quando comparadas &agrave;quelas que recebiam mais    de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo. Indiv&iacute;duos de baixa renda acabam    por ter mais preocupa&ccedil;&otilde;es com os problemas financeiros do que    os que t&ecirc;m maior renda per capta, levando ao desenvolvimento da ansiedade    e da depress&atilde;o. A falta de dinheiro pode levar ao estresse e &agrave;    inseguran&ccedil;a; a posse de bens dur&aacute;veis como geladeira, telefone,    m&aacute;quina de lavar e televis&atilde;o ilustram as diferen&ccedil;as de    condi&ccedil;&otilde;es de vida proporcionadas pela renda mensal<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na literatura<sup>24</sup>,    o sal&aacute;rio cont&eacute;m in&uacute;meros significados para o indiv&iacute;duo:    sustento da fam&iacute;lia, pagamento de d&iacute;vidas, al&eacute;m de ser    fonte de realiza&ccedil;&atilde;o de projetos, sonhos e fantasias. Diversos    estudos sobre sa&uacute;de mental refor&ccedil;am a teoria de que as condi&ccedil;&otilde;es    de vida das classes menos favorecidas seriam determinantes do aparecimento dos    transtornos mentais; dessa forma, a rela&ccedil;&atilde;o inversa entre transtorno    mental e classe econ&ocirc;mica tem sido um dos resultados mais consistentes    dos estudos epidemiol&oacute;gicos populacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A baixa escolaridade,    pelo fato de estar associada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas,    tamb&eacute;m &eacute; um importante fator de exposi&ccedil;&atilde;o para associa&ccedil;&atilde;o    em an&aacute;lise. O acesso &agrave; escola tem um efeito direto na sa&uacute;de    psicol&oacute;gica, pois aumenta a possibilidade de escolhas na vida e influencia    a autoestima, a possibilidade de aumento da renda familiar, com consequente    melhoria na qualidade de vida pessoal e familiar<sup>6</sup>. A principal consequ&ecirc;ncia    social desta situa&ccedil;&atilde;o tem sido a falta de oportunidade para as    pessoas nessas situa&ccedil;&otilde;es, assim como a dif&iacute;cil inclus&atilde;o    para a melhoria da sua situa&ccedil;&atilde;o tanto educacional como social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os transtornos    mentais comuns estavam associados &agrave; aus&ecirc;ncia de atividades de lazer.    As repercuss&otilde;es negativas &agrave; sa&uacute;de, decorrentes da limita&ccedil;&atilde;o    do tempo para as atividades de lazer e descanso direcionadas &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de atividades prazerosas com promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica    e mental, v&ecirc;m sendo pouco descritas na literatura.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O lazer colabora    para o desaparecimento do estresse, da ang&uacute;stia, da depress&atilde;o;    contudo, o lazer n&atilde;o pode ser isolado, deve se situar no contexto social    envolvendo prazer, desejo, liberdade e criatividade, como uma atividade que    s&oacute; tem sentido e raz&atilde;o no tempo dispon&iacute;vel, diferente das    obriga&ccedil;&otilde;es profissionais, religiosas, dom&eacute;sticas e sociais<sup>25</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em s&iacute;ntese,    os achados deste estudo evidenciam associa&ccedil;&atilde;o positiva entre alta    sobrecarga dom&eacute;stica e os transtornos mentais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O trabalho dom&eacute;stico    &eacute; uma atividade fundamental &agrave; exist&ecirc;ncia humana; assim,    evidencia-se a necessidade de revis&aacute;-lo enquanto uma pr&aacute;tica social,    enquanto uma forma de trabalho essencial ao processo de reprodu&ccedil;&atilde;o/produ&ccedil;&atilde;o,    buscando-se formas mais saud&aacute;veis e mais igualit&aacute;rias para sua    realiza&ccedil;&atilde;o. Isto equivale incluir, na an&aacute;lise do trabalho    feminino, a rela&ccedil;&atilde;o entre as esferas da produ&ccedil;&atilde;o    e da reprodu&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que para as mulheres, como se observou    aqui, a experi&ecirc;ncia de vida implica no conv&iacute;vio dessas duas esferas,    seja pela via do entrosamento, seja pela via do conflito/superposi&ccedil;&atilde;o    de pap&eacute;is<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para isso, considera-se    como passo primordial torn&aacute;-lo vis&iacute;vel, desvinculado-o de sua    naturaliza&ccedil;&atilde;o e invisibilidade social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta dire&ccedil;&atilde;o,    fica evidente tamb&eacute;m a import&acirc;ncia de se investir em pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas e sociais voltadas para a cria&ccedil;&atilde;o de uma rede    de apoio &agrave; popula&ccedil;&atilde;o no que concerne ao trabalho dom&eacute;stico    e sua repercuss&atilde;o sobre a sa&uacute;de mental, pois os achados aqui obtidos    apontam para a necessidade de se discutir as rela&ccedil;&otilde;es e os pap&eacute;is    de g&ecirc;nero, enfatizando a import&acirc;ncia de mudan&ccedil;as culturais    que modifiquem a pr&oacute;pria divis&atilde;o sexual do trabalho dom&eacute;stico,    redefinindo o conceito do trabalho feminino, de trabalho produtivo e de inatividade    econ&ocirc;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presente investiga&ccedil;&atilde;o    tentou contribuir para a reflex&atilde;o de um novo olhar sobre a sa&uacute;de    e o trabalho, profissional e dom&eacute;stico, envolvido no cotidiano das mulheres,    no intuito de que esta realidade possa ser debatida, repensada e reconstru&iacute;da.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Goldberg D,    Huxley P. <i>Common mental disorders</i>: <i>a bio-social model</i>. London:    Tavistock; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958370&pid=S1415-790X201200030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. World Health    Organization. Expert Committee on Drug Dependence. 29th Report. Geneva; 1995.    (WHO - Technical Report Series, 856).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958372&pid=S1415-790X201200030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Lennon MC. Work    conditions as explanations for the relation between socioeconomic status, gender,    and psychological disorders. <i>Epidemiol Rev</i> 1995; 17: 120-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958374&pid=S1415-790X201200030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Costa JSD et    al. Preval&ecirc;ncia de dist&uacute;rbios psiqui&aacute;tricos menores na cidade    de Pelotas, RS. <i>Rev Bras Epidemiol</i> 2002; Falta inserir o n&uacute;mero    da revista: 164-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958376&pid=S1415-790X201200030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Ludermir AB,    Lewis G. Links between social class and common mental disorders in Northeast    Brazil. <i>Soc Psychiatry and Psychiatr Epidemiol</i> 2001; 36: 101-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958378&pid=S1415-790X201200030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Ludermir AB.    Melo Filho DA. Condi&ccedil;&otilde;es de vida e estrutura ocupacional associadas    a transtornos mentais comuns. <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2002; 36(2):    213-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958380&pid=S1415-790X201200030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Joshi HE. Changing    roles of women in the British labour market and the family. In: Deane P, <i>Frontiers    of Economic Research</i>, London: Macmillan; 1990. p. 101-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958382&pid=S1415-790X201200030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Bruschini C.    Trabalho dom&eacute;stico: inatividade econ&ocirc;mica ou trabalho n&atilde;o-remunerado?    <i>Rev Bras Est Pop</i> 2006; 23: 331-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958384&pid=S1415-790X201200030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Lima SCC. <i>Trabalho    dom&eacute;stico: uma trajet&oacute;ria silenciosa de mulheres</i>. Rio de Janeiro:    Virtual Cient&iacute;fica; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958386&pid=S1415-790X201200030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Ara&uacute;jo,    T.M., Aquino, E., Menezes, G., Santos, C.O., Aguiar, L. Aspectos psicossociais    do trabalho e dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos entre trabalhadoras de enfermagem.    <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2003; 37: 424-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958388&pid=S1415-790X201200030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Lennon MC.    Women, work and well-being: the importance of work conditions. <i>J Health Soc    Behav</i> 1994; 35: 235-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958390&pid=S1415-790X201200030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Castro MG,    Lavinas L. Do feminino ao g&ecirc;nero: a constru&ccedil;&atilde;o de um objeto.    In: Costa AO, Bruschini C. <i>Uma quest&atilde;o de g&ecirc;nero</i>. Rio de    Janeiro: Rosa dos Ventos, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958392&pid=S1415-790X201200030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;sticas (IBGE). <i>Anu&aacute;rio estat&iacute;stico    de Feira de Santana</i>; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958394&pid=S1415-790X201200030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. World Health    Organization. The World Health Report - Mental Health: New Understanding. 1th    Geneva: WHO; 2001. (WHO - Technical Report Series, 1211)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958396&pid=S1415-790X201200030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Aquino EML.    <i>G&ecirc;nero, trabalho e hipertens&atilde;o arterial: um estudo de trabalhadoras    de enfermagem em Salvador, Bahia</i> &#91;tese de Doutorado&#93;. Salvador:    Universidade Federal da Bahia; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958397&pid=S1415-790X201200030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Beusenberg    M, Orley JA. <i>Users Guide to the Self Reporting Questionnaire (SRQ)</i>. World    Health Organisation, Geneva Who/MNH/PSF/1994; 94.8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958399&pid=S1415-790X201200030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Hosmer DW.    Lemeshow S. <i>Applied Logistic Regression</i>. New York: John Wiley and Sons.    1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958401&pid=S1415-790X201200030001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Kleinbaum D.    <i>Logistic Regression. A Self-learning Text</i>. New York: Springer-Verlag;    1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958403&pid=S1415-790X201200030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Ludemir, A.    B. Inser&ccedil;&atilde;o Produtiva, G&ecirc;nero e Sa&uacute;de mental. <i>Cad    Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2000; 3: 647-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958405&pid=S1415-790X201200030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Lopes CS, Faerstein    E, Chor D. Eventos de vida produtores de estresse e transtornos mentais comuns:    resultados do estudo pr&oacute;-sa&uacute;de. <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>    2003; Falta inserir o n&uacute;mero da revista: 1713-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958407&pid=S1415-790X201200030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Ludemir AB.    Associa&ccedil;&atilde;o dos transtornos mentais comuns com a informalidade    das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho. <i>J Bras Psiquiatr</i> 2005; Falta    inserir o n&uacute;mero da revista:198-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958409&pid=S1415-790X201200030001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Maragno L,    Goldbaum M, Ginini RJ, Novaes HMD, C&eacute;sar CHG. Preval&ecirc;ncia de transtornos    mentais comuns em popula&ccedil;&otilde;es atendidas pelo programa Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia (QUALIS) no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Brasil.    <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2006; 22: 1639-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958411&pid=S1415-790X201200030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Araya R, Rojas    G, Fritsch R, Acu&ntilde;a J, Lewis G. Common mental disorders in Santiago,    Chile. <i>Br J Psychiatry</i> 2001; 178: 228-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958413&pid=S1415-790X201200030001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Dejour C. <i>A    loucura do trabalho - estudo de psicopatologia do trabalho</i>. S&atilde;o Paulo:    Obor&eacute;, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958415&pid=S1415-790X201200030001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Almeida MMG    et al. Atividades de lazer entre idosos, Feira de Santana, Bahia. <i>Rev Baiana    Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2005; 2: 339-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1958417&pid=S1415-790X201200030001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n3/seta.jpg" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia:</b> </font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">T&acirc;nia Maria    de Ara&uacute;jo    <br>   Universidade Estadual de Feira de Santana    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva    <br>   N&uacute;cleo de Epidemiologia, Km 03 - Br 116 - Campus Universit&aacute;rio    <br>   CEP 44031-460 Feira de Santana, Bahia, Brasil    <br>   E-mail: <a href="mailto:paloma@ufrb.br">paloma@ufrb.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 28/07/10    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em: 15/03/11    <br>   Aprovado em: 04/05/11    <br>   <b>Financiamento:</b> FAPESB - ET 71/ 2004 / Processo n. 1431040053314</font></p>      ]]></body><back>
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