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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência da hepatite viral C em adultos usuários de serviço público de saúde do município de São José dos Pinhais - Paraná]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of hepatitis C in adult users of the public health service of São José dos Pinhais - Paraná]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVES: We aimed to investigate the prevalence of Hepatitis C in adult users of the Public Health Services of São José dos Pinhais - Paraná. METHODS: We performed an epidemiological survey with a probabilistic sample of 5,017 volunteers who answered a questionnaire and were submitted to an anti-HCV quick test. Data were organized using Epi-info 3.5.1. The association between the presence of the disease and the factors of interest in the study were evaluated by the Chi-square test. We used a Logistic Regression Adjusted Model for risk factor analysis and the Wald test for decision making on the importance of the risk factors. RESULTS: The absolute frequency of positive anti-HCV was 13, with a prevalence of 0.30%, (IC = 0.12% - 0.40%). A higher probability of the disease was reported in males (p = 0.008) and in single, separated and widowed subjects (p = 0.045); in subjects with prior HCV symptoms (p < 0.001) and a previous blood transfusion (p < 0.001); and with the presence of a tattoo (p = 0.033). Drug abuse, blood transfusion and age &gt; 40 years increased the risk for disease, regardless of sex, age and marital status. CONCLUSION: We found a low prevalence of Hepatitis C, albeit expected for Southern Brazil. Our results did not differ from other studies as to contamination risks. The study may contribute to highlight the importance of Hepatitis C, the need to implement strategies to cope with it, and stimulate better understanding of Hepatitis C.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hepatite C]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Preval&ecirc;ncia    da hepatite viral C em adultos usu&aacute;rios de servi&ccedil;o p&uacute;blico    de sa&uacute;de do munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais -    Paran&aacute;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jo&atilde;o    Rodrigues Neto<sup>I</sup>; Marcia Regina Cubas<sup>II</sup>; Solena Ziemer    Kusma<sup>III</sup>; Marcia Olandoski<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Secretaria    Municipal da Sa&uacute;de de S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais    <br>   <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Tecnologia em    Sa&uacute;de da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute;    <br>   <sup>III</sup>Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute;    <br>   <sup>IV</sup>Departamento de Bioestat&iacute;stica da Pontif&iacute;cia Universidade    Cat&oacute;lica do Paran&aacute;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVOS:</b>    Investigar a preval&ecirc;ncia da Hepatite Viral C em adultos usu&aacute;rios    de servi&ccedil;o p&uacute;blico de sa&uacute;de do munic&iacute;pio de S&atilde;o    Jos&eacute; dos Pinhais, Paran&aacute;.    <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> Inqu&eacute;rito epidemiol&oacute;gico com amostra probabil&iacute;stica    e estratificada de 5.017 pessoas volunt&aacute;rias, submetidas a question&aacute;rio    e teste r&aacute;pido anti-HCV. Os dados foram organizados no programa Epi-info    3.5.1. A associa&ccedil;&atilde;o entre a presen&ccedil;a ou n&atilde;o da doen&ccedil;a    e os fatores de interesse foram avaliados pelo teste Qui-quadrado. Para an&aacute;lise    conjunta dos fatores de risco ajustou-se um modelo de Regress&atilde;o Log&iacute;stica    e considerou-se o teste de Wald para a tomada de decis&atilde;o sobre a import&acirc;ncia    dos fatores.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> A frequ&ecirc;ncia absoluta foi de 13 positivos, com preval&ecirc;ncia    de 0,30%, (IC = 0,12% - 0,40%). A maior probabilidade da doen&ccedil;a foi no    sexo masculino (p = 0,008) e no estado civil solteiros, separados ou vi&uacute;vos    (p = 0,045); com hist&oacute;ria de manifesta&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via    de sintomas (p &lt; 0,001) e de hemotransfus&atilde;o (p &lt; 0,001); e com    presen&ccedil;a de tatuagem (p = 0,033). Independente de sexo, idade e estado    civil, uso de drogas, hemotransfus&atilde;o e idade superior a 40 anos aumentou    o risco &agrave; doen&ccedil;a.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> Encontrou-se baixa preval&ecirc;ncia, entretanto, esperada    para a regi&atilde;o sul do pa&iacute;s. Os resultados n&atilde;o diferiram    de outros estudos quanto aos riscos de contamina&ccedil;&atilde;o. Este estudo    poder&aacute; contribuir para alertar sobre a import&acirc;ncia do agravo, a    necessidade de implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de enfrentamento    e o est&iacute;mulo para melhor compreens&atilde;o da Hepatite C.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:    Hepatite C. Preval&ecirc;ncia. Fatores de risco.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As hepatites virais    s&atilde;o doen&ccedil;as infecciosas de transmissibilidade inter-humana, evolu&ccedil;&atilde;o    aguda ou cr&ocirc;nica, que por sua alta morbidade universal constituem importante    problema de sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>1</sup>. Dentre elas, a hepatite    C representa um dos maiores problemas para a sa&uacute;de p&uacute;blica mundial    devido &agrave; sua gravidade, sendo hoje a causa mais comum de indica&ccedil;&atilde;o    de transplante hep&aacute;tico<sup>1,2</sup>. Sua evolu&ccedil;&atilde;o &eacute;    lenta, possui elevada taxa de cronicidade e &eacute; potencialmente fatal, caracterizando-se    como a maior causadora de &oacute;bitos entre todos os tipos de hepatite<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O v&iacute;rus    foi identificado em 1989, a partir de um "<i>pool</i>" de plasmas de chimpanz&eacute;s    infectados experimentalmente com soros de pacientes com hepatite n&atilde;o-A,    n&atilde;o-B (HNANB) cr&ocirc;nica, e visualizado &agrave; imunoeletromicroscopia    com part&iacute;culas de 30 a 38 nm de di&acirc;metro. Proje&ccedil;&otilde;es    espiculares e morfologia o classificaram como pertencente &agrave; fam&iacute;lia    "<i>Flaviviridae"</i> e g&ecirc;nero "<i>Hepacivirus</i><sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conhecimento    do comportamento viral e a introdu&ccedil;&atilde;o de testes diagn&oacute;sticos    de maior sensibilidade e especificidade na d&eacute;cada de 1990 possibilitou    conhecer melhor a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica da hepatite C.    Estudos epidemiol&oacute;gicos sobre a doen&ccedil;a est&atilde;o em constru&ccedil;&atilde;o,    deparando-se com algumas limita&ccedil;&otilde;es, como as de ordem econ&ocirc;mica,    que impedem a disponibiliza&ccedil;&atilde;o adequada de testes; o fato de a    maioria das infec&ccedil;&otilde;es evolu&iacute;rem de forma assintom&aacute;tica,    o que limita a detec&ccedil;&atilde;o precoce de casos cl&iacute;nicos; e o    sistema de notifica&ccedil;&atilde;o de casos ainda ser bastante falho na maioria    dos sistemas de sa&uacute;de<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (OMS), aproximadamente 170 milh&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o    mundial est&atilde;o infectados pela forma cr&ocirc;nica da hepatite C<sup>5</sup>.    No Brasil, a doen&ccedil;a hep&aacute;tica cr&ocirc;nica &eacute; a maior respons&aacute;vel    por cirrose e transplante hep&aacute;tico no mundo ocidental<sup>3</sup> e a    infec&ccedil;&atilde;o atinge aproximadamente dois a tr&ecirc;s milh&otilde;es    da popula&ccedil;&atilde;o, sendo que dos novos casos, apenas 50% s&atilde;o    sintom&aacute;ticos e cerca de 18.000 a 30.000 novas infec&ccedil;&otilde;es    cr&ocirc;nicas ser&atilde;o produzidas anualmente<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Poucos estudos    epidemiol&oacute;gicos foram realizados em base populacional, sendo que a maior    parte das pesquisas &eacute; relacionada &agrave; preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    em grupos espec&iacute;ficos ou de maior risco de cont&aacute;gio, n&atilde;o    permitindo que os resultados sejam generalizados para a popula&ccedil;&atilde;o    em geral<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, um estudo    publicado em 1998 relata um inqu&eacute;rito soroepidemiol&oacute;gico realizado    no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo<sup>3</sup>, em que foi encontrada uma    preval&ecirc;ncia de 1,42% de positividade para o anti-HCV. As maiores preval&ecirc;ncias    foram observadas nos indiv&iacute;duos acima de 30 anos, com 2,7%, sendo o pico    de 3,8% na faixa et&aacute;ria entre 50 e 59 anos. Outro estudo de base populacional    foi realizado em Salvador, obteve preval&ecirc;ncia de 3,2% por meio do teste    ELISA (<i>Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay</i>) e de 1,5% com teste confirmat&oacute;rio,    o RIBA 3.0 (<i>Recombinant Immunobloot Assay</i>)<sup>6</sup>. Ressalta-se um    estudo de base populacional no interior do Estado de S&atilde;o Paulo, que relata    uma preval&ecirc;ncia de 8,8%, com concentra&ccedil;&atilde;o acentuada na faixa    et&aacute;ria acima de 55 anos (20,2%) e nos indiv&iacute;duos do sexo masculino    (13,1%)<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Investiga&ccedil;&otilde;es    com base em bancos de sangue, apresentaram preval&ecirc;ncias entre 1,4% e 2,3%,    empregando o m&eacute;todo ELISA de segunda gera&ccedil;&atilde;o para triagem,    com redu&ccedil;&atilde;o de 10% a 30% ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o de    testes confirmat&oacute;rios, como o m&eacute;todo <i>"Imunoblot"</i> e/ou <i>Polimerase    Chain Reactive</i><sup>3</sup>. Entretanto, um estudo multic&ecirc;ntrico realizado    em S&atilde;o Paulo, Salvador e Manaus apresentou preval&ecirc;ncia de 0,97%    em mulheres e 0,38% em homens, com um Odds Ratio de 2,49<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em grupos espec&iacute;ficos,    pesquisas com gestantes em Mato Grosso do Sul apresentaram preval&ecirc;ncias    diferenciadas de 0,2%, no per&iacute;odo de 2002-2005<sup>9</sup> e de 1,7%    no per&iacute;odo de 2005-2007<sup>10</sup>. J&aacute; em indiv&iacute;duos    submetidos &agrave; hemodi&aacute;lise em uma cl&iacute;nica em Minas Gerais,    a preval&ecirc;ncia de hepatite cr&ocirc;nica foi de 10,6%<sup>11</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hepatite C enseja    consider&aacute;veis preju&iacute;zos financeiros para a Administra&ccedil;&atilde;o    P&uacute;blica, a exemplo do gasto com medicamentos. &Eacute; uma das condi&ccedil;&otilde;es    que mais demandam gastos com f&aacute;rmacos do Programa de Medicamentos de    Dispensa&ccedil;&atilde;o em Car&aacute;ter Excepcional, do Minist&eacute;rio    de Sa&uacute;de do Brasil, junto com a Insufici&ecirc;ncia Renal Cr&ocirc;nica    e os transplantes<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No cen&aacute;rio    relacionado &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de reconhece a problem&aacute;tica e, desde 2002, articula um Programa    Nacional para Preven&ccedil;&atilde;o e Controle das Hepatites Virais, desenvolvido    de forma integrada com as Secretarias de Sa&uacute;de dos Estados, Mun&iacute;cipios    e Distrito Federal. Este programa, oficializado pela Portaria Nº 2.080, de 31    de outubro de 2003, prop&otilde;e o envolvimento de atividades relacionadas    &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, vigil&acirc;ncia e assist&ecirc;ncia a portadores    de hepatites virais, em todos os n&iacute;veis de assist&ecirc;ncia<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante deste contexto,    acrescido do aumento da busca, por parte dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, do conhecimento da sua sorologia para a hepatite C, este estudo    teve por objetivo geral investigar a preval&ecirc;ncia da Hepatite Viral C na    popula&ccedil;&atilde;o de adultos usu&aacute;rios do servi&ccedil;o p&uacute;blico    de sa&uacute;de de S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais - Paran&aacute;. Seus    objetivos espec&iacute;ficos foram identificar fatores de risco dos portadores    de Hepatite C, especificar a hist&oacute;ria de contato com o v&iacute;rus e    verificar a associa&ccedil;&atilde;o entre fatores de risco biol&oacute;gicos,    socioecon&ocirc;micos e epidemiol&oacute;gicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de um    estudo epidemiol&oacute;gico, observacional, transversal, caracterizado como    inqu&eacute;rito, cujo universo de pesquisa foi a popula&ccedil;&atilde;o do    munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais-PR, que em 2007, segundo    proje&ccedil;&otilde;es do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE), era de aproximadamente 270 mil habitantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O motivo da escolha    deste munic&iacute;pio foi que, a partir de 2000, houve um processo de industrializa&ccedil;&atilde;o    com a instala&ccedil;&atilde;o de grandes ind&uacute;strias, principalmente    do setor automobil&iacute;stico, provocando a migra&ccedil;&atilde;o de pessoas    em busca de trabalho, o que resultou em aumento quase duplicado de seus habitantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se, por um lado,    este crescimento trouxe aspectos positivos, como o aumento na arrecada&ccedil;&atilde;o    de impostos, colocando-o na terceira posi&ccedil;&atilde;o do Estado, a melhoria    das institui&ccedil;&otilde;es de ensino, o desenvolvimento do com&eacute;rcio    e servi&ccedil;os, acarretou tamb&eacute;m v&aacute;rios problemas, como o aumento    da criminalidade, da viol&ecirc;ncia domiciliar, do desemprego, de assaltos,    homic&iacute;dios, acidentes de tr&acirc;nsito, acidentes de trabalho, uso abusivo    de &aacute;lcool e drogas, e determinou maior procura pelos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, com consequente aumento nos atendimentos e no diagn&oacute;stico    de agravos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O universo amostral    foi probabil&iacute;stico, estratificado, baseado em uma faixa de preval&ecirc;ncia    de 1,42% a 3.8% das popula&ccedil;&otilde;es<sup>2,3,6,8,</sup>. Usou-se a preval&ecirc;ncia    de 3%, pr&oacute;xima da preval&ecirc;ncia m&aacute;xima, o que resultou, primeiramente,    em 8.090 pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O crit&eacute;rio    para inclus&atilde;o foi a idade entre 19 e 69 anos. Foram exclu&iacute;dos    da pesquisa todos os indiv&iacute;duos sabidamente portadores do v&iacute;rus    da Hepatite C (por estarem, teoricamente, monitorados por servi&ccedil;os de    sa&uacute;de e contabilizados nos c&aacute;lculos oficiais de preval&ecirc;ncia    do munic&iacute;pio) e aqueles com HIV positivo (por serem previamente testados    para Hepatite C no Programa municipal de HIV/AIDS e, portanto, tamb&eacute;m    contabilizados na preval&ecirc;ncia municipal). Desta forma, o total de amostra    foi de 5.017 participantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para sele&ccedil;&atilde;o    da amostra, a cidade foi dividida em regi&otilde;es que acompanham a divis&atilde;o    urbana dos bairros e a distribui&ccedil;&atilde;o das 28 Unidades de Sa&uacute;de.    Deste montante, duas foram exclu&iacute;das por sua caracter&iacute;stica de    especialidade odontol&oacute;gica e infantil. Desta forma a amostra foi dividida    entre 26 Unidades de Sa&uacute;de, de forma a preservar a preval&ecirc;ncia    de 3% em cada divis&atilde;o territorial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O total da amostra    foi distribu&iacute;do, inicialmente, entre as Unidades que trabalham com territ&oacute;rio    adscrito e, para completar o quantitativo amostral, a diferen&ccedil;a populacional    foi dividida, igualmente, entre Unidades de abrang&ecirc;ncia municipal, que    n&atilde;o possu&iacute;am base territorial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os participantes    do estudo foram recrutados, por convite aberto, na sala de espera das Unidades    de Sa&uacute;de, de forma aleat&oacute;ria e volunt&aacute;ria, at&eacute; que    se completasse a amostra de cada local de coleta. Selecionaram-se os indiv&iacute;duos,    de ambos os sexos, que acessaram as Unidades de Sa&uacute;de por qualquer motivo,    no per&iacute;odo de segunda a sexta. O tempo total de coleta foi de sete meses.    Ap&oacute;s a sele&ccedil;&atilde;o , os participantes foram submetidos aos    seguintes passos:</font></p> <ul>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">abordagem, denominada      de pr&eacute;-teste, na qual se utilizou das premissas do aconselhamento constantes      no Manual de Aconselhamento em Hepatites Virais do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>13</sup>;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">explica&ccedil;&atilde;o      da pesquisa e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">teste sorol&oacute;gico      r&aacute;pido anti-HVC, por meio de coleta de sangue capilar por pun&ccedil;&atilde;o      digital, cujo processamento do resultado se deu entre cinco e 20 minutos.      Os anticorpos de HCV foram avaliados como positivos ou negativos, utilizando-se      o HCV <i>Rapid Teste Bioeasy</i> (Fabricado para Bioeasy Diagn&oacute;stica      Ltda. por S. D., Inc - Korea), sendo este um imunoensaio qualitativo para      detec&ccedil;&atilde;o de anticorpos Anti HCV, com 100% de sensibilidade e      99,4% de especificidade;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">resposta a um      formul&aacute;rio, adaptado do Estudo de Preval&ecirc;ncia de Base Populacional      das Infec&ccedil;&otilde;es pelos V&iacute;rus das Hepatites A, B e C nas      Capitais do Brasil<sup>14</sup>;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">resultado do      exame, denominado de p&oacute;s-teste, momento em que tiveram a oportunidade      de esclarecer d&uacute;vidas;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">diante de resultado      negativo, o mesmo foi anotado no formul&aacute;rio preenchido e os participantes      foram liberados de posse de laudo impresso;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">na ocorr&ecirc;ncia      de resultado positivo foram agendados, imediatamente, para o Programa Municipal      de DST/AIDS e Hepatites para confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica      e a tratamento subsequente obedecendo aos crit&eacute;rios cl&iacute;nicos      propostos pelos Protocolo Cl&iacute;nico e Diretrizes Terap&ecirc;uticas para      Hepatite Viral C, disposto na Portaria nº 34 de 28 de setembro de 2007, da      Secretaria de Vigil&acirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de, do Minist&eacute;rio      da Sa&uacute;de<sup>15</sup>. Este &uacute;ltimo t&oacute;pico se justifica      pelo fato de que testes r&aacute;pidos s&atilde;o testes de triagem, sendo      necess&aacute;ria a confirma&ccedil;&atilde;o<sup>16</sup>. Neste estudo,      a confirma&ccedil;&atilde;o se deu por meio do teste enzimaimunoensaio (EIA)      de terceira gera&ccedil;&atilde;o, ou ELISA-III, que detecta anticorpos dirigidos      contra v&aacute;rios epitopos do v&iacute;rus C localizados no caps&iacute;deo      (<i>core</i>).</font></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A coleta foi realizada    por profissionais de sa&uacute;de das referidas Unidades ou por alunos da Liga    de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica (LINC) do curso de Medicina da    Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute; (PUCPR), previamente    selecionados e capacitados. Todo o processo foi realizado em ambiente de consult&oacute;rio    garantindo a confidencialidade e as pessoas foram identificadas de forma codificada,    a fim de manter o anonimato.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram utilizadas    cinco vari&aacute;veis para a coleta de dados pessoais, tr&ecirc;s vari&aacute;veis    para conhecimento da condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e 25 vari&aacute;veis    agrupadas para a an&aacute;lise de dados da hist&oacute;ria de contato.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para cada uma delas,    testou-se a hip&oacute;tese nula de que a probabilidade de sorologia positiva    &eacute; igual para as duas classifica&ccedil;&otilde;es da vari&aacute;vel    <i>versus</i> a hip&oacute;tese alternativa de probabilidades diferentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s a coleta,    os dados foram processados e organizados no programa Epi-info vers&atilde;o    3.5.1. Foram realizadas duas revis&otilde;es em busca de inconsist&ecirc;ncias,    sendo que somente ap&oacute;s esta verifica&ccedil;&atilde;o &eacute; que a    base de dados foi utilizada para an&aacute;lise. Considerando-se o pequeno n&uacute;mero    de casos positivos na sorologia, para as an&aacute;lises estat&iacute;sticas,    foi necess&aacute;rio agrupar as classifica&ccedil;&otilde;es das vari&aacute;veis:    idade (at&eacute; 40 anos e mais de 40 anos); ra&ccedil;a (branca e n&atilde;o    branca); escolaridade (at&eacute; quatro anos e mais de quatro anos); estado    civil (casado/amigado e solteiro/separado/vi&uacute;vo); compartilha objetos    cortantes (sim em casa/sal&atilde;o e n&atilde;o); uso de preservativo (n&atilde;o    usa/usa esporadicamente e usa regularmente). Os resultados obtidos foram descritos    por frequ&ecirc;ncias e percentuais. Na an&aacute;lise bivariada, a associa&ccedil;&atilde;o    entre os diversos fatores e o resultado da sorologia para hepatite C foi avaliada    pelo teste de Qui-quadrado. Para a an&aacute;lise multivariada das vari&aacute;veis    do estudo, foi ajustado um modelo de Regress&atilde;o Log&iacute;stica e aplicado    o teste de Wald para a tomada de decis&atilde;o sobre a import&acirc;ncia de    cada vari&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; probabilidade de resultado    positivo para Hepatite C. A partir do ajuste foram estimados os valores de OR    (<i>odds ratio</i>) e respectivos IC de 95%. Valores de p &lt; 0,05 indicaram    signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Os dados foram analisados com o programa    computacional SPSS v.14.0.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa que    originou este artigo foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa    da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica (CEP/PUCPR), com parecer nº3543/2009.    Os pesquisadores atestam a inexist&ecirc;ncia de conflito de interesses.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A amostra do estudo    foi composta por 5.017 indiv&iacute;duos, inclu&iacute;dos 472 (9,4%) usu&aacute;rios    de drogas e 287 (5,7%) profissionais da &aacute;rea de sa&uacute;de. Foram avaliadas    1.586 (31,6%) pessoas do sexo masculino e 3.431 (68,4%) do sexo feminino. A    m&eacute;dia de idade foi de 40 anos, variando de 18 a 70 anos. Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; ra&ccedil;a, 4.012 (80,0%) se referiram como sendo brancos. Indiv&iacute;duos    casados, em uni&atilde;o est&aacute;vel ou consensual foram 3.320 (66,2%) e    1.973 (39%) indiv&iacute;duos tinham escolaridade entre 8 e 11 anos. Empregados    registrados ou aut&ocirc;nomos foram 2.864 (57,10%) e 2.903 (57,9%) tinham rendimentos    de at&eacute; um sal&aacute;rio m&iacute;nimo. Dos 5.017 participantes do estudo,    13 apresentaram resultado positivo na sorologia, correspondendo a 0,3% (IC95%:    0,12% - 0,40%). Destes, a maioria era composta por indiv&iacute;duos do sexo    masculino (69,2%), idade maior do que 40 anos (69,2%), brancos (76,9%), solteiros,    separados ou vi&uacute;vos (61,6%), sem rendimento ou com at&eacute; um sal&aacute;rio    m&iacute;nimo de renda (61,9%) e com mais de 4 anos de escolaridade (61,5%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao comparar os    sexos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; probabilidade de positividade para hepatite    C, os resultados indicaram que os indiv&iacute;duos do sexo masculino t&ecirc;m    maior probabilidade de ter a doen&ccedil;a (p = 0,008; OR: 4,9 com IC95%: 1,5    - 16,0). Outro fator que apresentou associa&ccedil;&atilde;o significativa com    resultado positivo para hepatite C foi o estado civil. Indiv&iacute;duos solteiros,    separados ou vi&uacute;vos t&ecirc;m probabilidade maior de ter hepatite do    que indiv&iacute;duos casados ou que vivem em uni&atilde;o consensual (p = 0,045;    OR: 3,1 com IC95%: 1,03 - 9,6). Para os demais fatores sociodemogr&aacute;ficos    analisados, n&atilde;o foi encontrada associa&ccedil;&atilde;o significativa    com a infec&ccedil;&atilde;o por HCV (<a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/16t01.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m dos    fatores sociodemogr&aacute;ficos foram consideradas as vari&aacute;veis ambientais,    de h&aacute;bitos, de exposi&ccedil;&atilde;o a procedimentos m&eacute;dicos    e odontol&oacute;gicos, e aquelas relacionadas &agrave; hist&oacute;ria de contato    do indiv&iacute;duo com a hepatite C. A grande maioria dos indiv&iacute;duos    (92,3%) relatou nunca ter manifestado nenhum sintoma relacionado a hepatites    em geral. Sobre tratamento dent&aacute;rio, 95,5% j&aacute; haviam sido submetidos    a algum tipo de tratamento dent&aacute;rio na vida e 56,2% nos &uacute;ltimos    12 meses. Quanto &agrave;s vari&aacute;veis cl&iacute;nicas, 63% dos indiv&iacute;duos    j&aacute; foram submetidos a algum tipo de interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica,    9,4% receberam hemotransfus&atilde;o e 0,2% eram transplantados. Indiv&iacute;duos    dial&iacute;ticos representaram 0,1% dos casos e 33,9% j&aacute; foram submetidos    a endoscopia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presen&ccedil;a    de <i>piercing</i> e de tatuagem foi observada, respectivamente, em 8,8% e 11,8%    dos indiv&iacute;duo,s e o compartilhamento de escovas de dente foi relatado    por 15,3% dos participantes. O uso de drogas foi registrado em 11,7% dos casos.    A droga mais utilizada foi o &aacute;lcool (46,2%), seguida por maconha e <i>crack</i>    (38,5%), coca&iacute;na (30,8%), coca&iacute;na injetada (15,4%) e anfetaminas    (7,7%). A grande maioria tem (ou j&aacute; teve) atividade sexual (96,2%) e    13,4% afirmaram usar preservativo. Apenas 11% dos indiv&iacute;duos avaliados    trabalham em servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na an&aacute;lise    bivariada de fatores relacionados &agrave; hist&oacute;ria de contato e h&aacute;bitos,    foi verificada associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a hepatite pr&eacute;via    e o resultado positivo no teste realizado (p &lt; 0,001). Indiv&iacute;duos    que t&ecirc;m hist&oacute;ria de manifesta&ccedil;&atilde;o de sintomas de hepatite    t&ecirc;m probabilidade significativamente maior de ter resultado positivo (OR:    7,57; IC95%: 2,46 - 23,24). Da mesma forma, indiv&iacute;duos com hist&oacute;ria    de hemotransfus&atilde;o t&ecirc;m maior probabilidade de resultado positivo    para hepatite C (p &lt; 0,001; OR: 6,10; IC95%: 1,99 -18,73). A presen&ccedil;a    de tatuagem e uso de drogas tamb&eacute;m est&atilde;o significativamente associados    a maior probabilidade de resultado positivo do HCV (p = 0,033 e p &lt; 0,001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados referentes    &agrave; hist&oacute;ria de contato, condi&ccedil;&otilde;es ambientais, h&aacute;bitos,    exposi&ccedil;&atilde;o a tratamentos m&eacute;dicos/odontol&oacute;gicos e    comportamentos adversos que, por hip&oacute;tese, poderiam aumentar a probabilidade    de ocorr&ecirc;ncia da hepatite C, est&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/16t02.jpg">Tabela    2</a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a an&aacute;lise    multivariada foi ajustado um modelo de Regress&atilde;o Log&iacute;stica incluindo    idade (</font><font  size="2">&#8804;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    40 ou &gt; 40 anos), sexo, estado civil, uso de drogas e hemotransfus&atilde;o.    A presen&ccedil;a de tatuagem esteve significativamente associada ao uso de    drogas e, por isso, apesar de ter apresentado associa&ccedil;&atilde;o como    resultado do teste na an&aacute;lise bivariada, n&atilde;o foi inclu&iacute;da    no modelo. Os resultados indicaram que, independente da idade, do sexo e do    estado civil do indiv&iacute;duo, o uso de drogas aumenta significativamente    a probabilidade de resultado positivo para hepatite C (p = 0,001; OR: 9,34;    IC95%: 2,57 - 34,03). Ter hist&oacute;ria de hemotransfus&atilde;o tamb&eacute;m    est&aacute; significativamente associado a resultado positivo (p = 0,003; OR:    5,62; IC95%: 1,77 - 17,79). Indiv&iacute;duos com mais de 40 anos de idade tendem    a ter maior probabilidade de resultado positivo (p = 0,055) e, na presen&ccedil;a    das demais vari&aacute;veis inclu&iacute;das no modelo multivariado, sexo n&atilde;o    apresentou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p = 0,179).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preval&ecirc;ncia    0.3% de Hepatite C na popula&ccedil;&atilde;o estudada &eacute; inferior &agrave;    prevista para o Estado do Paran&aacute;, que &eacute; de 0,7<sup>17</sup>. Ela    se diferencia dos resultados encontrados em estudos de base populacional<sup>3,6,7</sup>e    se distancia de forma significativa dos estudos com usu&aacute;rios de hemodi&aacute;lise<sup>11</sup>    e da popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria<sup>18</sup>. Entretanto, se    aproxima dos resultados apresentados em estudo multic&ecirc;ntrico<sup>8</sup>    e com popula&ccedil;&otilde;es de gestantes<sup>9,10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de a maioria    das pessoas testadas no estudo pertencerem ao sexo feminino, fato relacionado    &agrave; presen&ccedil;a de um maior n&uacute;mero de mulheres usu&aacute;rias    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>19</sup>, a incid&ecirc;ncia de hepatite    C foi maior no sexo masculino (69,2%), n&atilde;o existindo evid&ecirc;ncias    que comprovem maior suscetibilidade desse sexo &agrave; infec&ccedil;&atilde;o.    Esta vari&aacute;vel comportou-se de forma diferenciada na an&aacute;lise multivariada,    pois n&atilde;o demonstrou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto &agrave;    distribui&ccedil;&atilde;o racial dos pacientes infectados com o v&iacute;rus    da hepatite C, poucas s&atilde;o as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis    na literatura. O que pode explicar, em parte, a aus&ecirc;ncia desta vari&aacute;vel    nas pesquisas &eacute; a limita&ccedil;&atilde;o de indicadores capazes de classificar    ou nortear o indiv&iacute;duo quanto &agrave; ra&ccedil;a, considerando o processo    de miscigena&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s<sup>20</sup>, acrescido do fato    de ser uma informa&ccedil;&atilde;o autorreferenciada. Neste estudo os brancos    constituem a maioria dos infectados, embora sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica,    o que se op&otilde;e a outros estudos<sup>21,22</sup>, que apontam para as maiores    taxas de incid&ecirc;ncia e preval&ecirc;ncia em grupos &eacute;tnicos n&atilde;o    brancos. A discord&acirc;ncia com os resultados encontrados na literatura pode    ser relacionada &agrave; coloniza&ccedil;&atilde;o europeia do munic&iacute;pio    de S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maior preval&ecirc;ncia    de casos positivos se encontra nas faixas et&aacute;rias intermedi&aacute;rias,    corroborando com estudos que afirmam que a hepatite C afeta pessoas de todas    as idades, mas apresenta um pico de incid&ecirc;ncia entre os 20 e 39 anos de    idade e maior taxa de preval&ecirc;ncia entre as idades de 30 a 49 anos<sup>23</sup>.    A an&aacute;lise multivariada aponta a idade superior a 40 anos como uma vari&aacute;vel    de risco, o que merece maior investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No tocante &agrave;    escolaridade, discute-se se o acesso ao estudo formal, com consequente conhecimento    sobre riscos de infec&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as, atuaria na preven&ccedil;&atilde;o    de riscos. Estudo direcionado &agrave; infec&ccedil;&atilde;o por HIV, aponta    uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre a escolaridade e o conhecimento; no entanto,    esta rela&ccedil;&atilde;o se verifica nos casos do conhecimento sobre as formas    de transmiss&atilde;o e n&atilde;o se verifica nos casos de conhecimento das    formas de n&atilde;o-transmiss&atilde;o<sup>24</sup>. Analisando o papel da    forma&ccedil;&atilde;o educacional na preven&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HCV e considerando que a maioria da popula&ccedil;&atilde;o soropositiva    tem mais de quatro anos de estudo, percebe-se que, mesmo tendo acesso &agrave;    educa&ccedil;&atilde;o formal, ela n&atilde;o foi um fator impeditivo da infec&ccedil;&atilde;o;    entretanto, esta vari&aacute;vel n&atilde;o demonstrou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre o estado    civil dos soropositivos para o HCV, os estudos apontam para uma reduzida transmiss&atilde;o    intradomiciliar e entre casais monog&acirc;micos, apontando para o baixo risco    de adquirir o v&iacute;rus de portadores infectados em parceiros sexuais est&aacute;veis,    cujo risco se encontra entre 0% e 0,6% durante o ano, enquanto na presen&ccedil;a    de m&uacute;ltiplos parceiros aumenta para 0,4 a 1,8%<sup>25,26</sup>. Este    dado corrobora com os achados do presente estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste estudo foi    encontrado pessoas com baixo poder aquisitivo acometidas pelo v&iacute;rus da    Hepatite C, concordando com investiga&ccedil;&atilde;o realizada nos Estados    Unidos<sup>27</sup>. Entretanto, deve-se considerar poss&iacute;vel interfer&ecirc;ncia    nesta vari&aacute;vel, pois a popula&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o &eacute;    usu&aacute;ria de Unidades de Sa&uacute;de ligadas diretamente ao Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a presen&ccedil;a    de sintomas autorreferenciados relativos &agrave; hepatite, houve concord&acirc;ncia    com estudos que afirmam que, na grande maioria dos pacientes, a infec&ccedil;&atilde;o    cursa de forma assintom&aacute;tica, sendo detectada de forma ocasional<sup>2,28</sup>,    muito embora na presente investiga&ccedil;&atilde;o haja ind&iacute;cio de que    o indicativo de sinais e sintomas anteriores de qualquer forma de hepatite pode    estar ligado &agrave; positividade para Hepatite C. A maioria dos soropositivos    j&aacute; se submeteu a algum tipo de tratamento dent&aacute;rio na vida. Cabe    ressaltar que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria    - ANVISA, desde 2006, indica procedimentos de controle de infec&ccedil;&otilde;es    para consult&oacute;rios odontol&oacute;gicos, constantes no Manual de Preven&ccedil;&atilde;o    e Controle de Riscos nos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de<sup>29</sup>, o que    deve reduzir a liga&ccedil;&atilde;o da contamina&ccedil;&atilde;o com o tratamento    dent&aacute;rio. Entretanto, &eacute; alto o risco de transmiss&atilde;o parenteral,    considerada como a principal via de contamina&ccedil;&atilde;o do HCV. V&aacute;rios    estudos demonstram uma significativa associa&ccedil;&atilde;o entre a infec&ccedil;&atilde;o    e a hist&oacute;ria de transfus&atilde;o sangu&iacute;nea, principalmente antes    de 1992, quando n&atilde;o havia controle governamental sobre os bancos de sangue<sup>30</sup>.    Este fato foi verificado tamb&eacute;m pelos resultados aqui apresentados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora com valor    lim&iacute;trofe, n&atilde;o se pode desconsiderar a vari&aacute;vel tatuagem,    principalmente quando associada a outras, tais como o uso de drogas e os intracarceragem<sup>31</sup>.    O compartilhamento de l&acirc;minas de barbear, materiais de manicure e pedicure,    al&eacute;m de procedimentos feitos em centros est&eacute;ticos, t&ecirc;m sido    apontados como formas de transmiss&atilde;o do v&iacute;rus<sup>32,33</sup>;    no entanto, o presente estudo n&atilde;o encontrou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica    para estas vari&aacute;veis. Elas s&atilde;o potenciais fatores de risco emergentes    sob investiga&ccedil;&atilde;o, que se denomina de transmiss&atilde;o de forma    parenteral inaparente, j&aacute; que existe uma porcentagem significativa de    soropositivos para o HCV que n&atilde;o referem ou apresentam risco aparente.    Incluem-se nestes fatores o compartilhamento de itens de cuidados pessoais potencialmente    contaminados, como barbeadores ou outro material cortante ou perfurante de uso    compartilhado e n&atilde;o-descart&aacute;vel; alicates de cut&iacute;culas;    agulhas para tatuagens e para acupuntura; "<i>piercings</i>"; material dent&aacute;rio    n&atilde;o devidamente esterilizado; escovas de dente; e instrumentos contaminados    para exames m&eacute;dicos invasivos, como endoscopias ass&eacute;pticas<sup>34</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os profissionais    que trabalham em servi&ccedil;os de sa&uacute;de s&atilde;o considerados um    grupo de risco acrescido para a infec&ccedil;&atilde;o pelo HCV pela possibilidade    de acidentes com materiais p&eacute;rfuro-cortantes. Os cirurgi&otilde;es dentistas,    auxiliares e t&eacute;cnicos de enfermagem, enfermeiros, m&eacute;dicos, bioqu&iacute;micos,    aqueles que trabalham com coleta de sangue e funcion&aacute;rios da limpeza    s&atilde;o pessoas que est&atilde;o expostas a riscos de acidentes com materiais    contaminados<sup>35-37</sup>. A ocorr&ecirc;ncia de HCV entre os profissionais    da sa&uacute;de varia de 2% a 10%, associando-se o risco de cont&aacute;gio    com o tempo de servi&ccedil;o, realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos invasivos    e ocorr&ecirc;ncia de acidentes percut&acirc;neos. Essa varia&ccedil;&atilde;o    na incid&ecirc;ncia pode estar relacionada ao m&eacute;todo empregado para o    diagn&oacute;stico, principalmente em acidentes com pacientes-fonte HCV-positivos<sup>38</sup>.    Nos resultados deste estudo n&atilde;o se encontrou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica    entre os trabalhadores de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rios estudos    mostram que o uso de drogas &eacute; um dos mais importantes fatores de risco    de transmiss&atilde;o do HCV, sendo respons&aacute;vel por grande n&uacute;mero    de novos casos. Altas preval&ecirc;ncias s&atilde;o atribu&iacute;das ao compartilhamento    de agulhas e seringas contaminadas<sup>21</sup>. Entretanto, o risco do uso    de drogas il&iacute;citas n&atilde;o injet&aacute;veis tamb&eacute;m vem chamando    a aten&ccedil;&atilde;o. O compartilhamento de outros objetos como cachimbos    para o uso do <i>crack</i> ou os canudos para aspira&ccedil;&atilde;o da coca&iacute;na,    podem ferir tanto a mucosa labial ou nasal, e desta forma mesmo uma pequena    quantidade de sangue, vis&iacute;vel ou n&atilde;o, pode conter quantidade de    v&iacute;rus suficientemente capaz de provocar a infec&ccedil;&atilde;o<sup>39-41</sup>.Os    resultados deste estudo apontam o uso de drogas como o fator de maior signific&acirc;ncia,    tanto na an&aacute;lise bivariada quanto na presen&ccedil;a de outras vari&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os soropositivos,    30,8% referem ter tido alguma doen&ccedil;a sexualmente transmiss&iacute;vel    e 7,7% dizem que seus parceiros sexuais apresentaram algum tipo de Doen&ccedil;a    Sexualmente Transmiss&iacute;vel (DST), exceto qualquer tipo de hepatite. Muito    embora n&atilde;o se apresente signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, h&aacute;    refer&ecirc;ncia da presen&ccedil;a do RNA do v&iacute;rus em flu&iacute;dos    corporais como a saliva e o s&ecirc;men, embora com pouca infectividade<sup>42</sup>.    Entretanto, levam-se em considera&ccedil;&atilde;o alguns comportamentos sexuais    considerados de alto risco como a multiplicidade de parcerias sexuais, presen&ccedil;a    de alguma DST, como s&iacute;filis e AIDS, e feridas ou traumas ocorridos na    genit&aacute;lia por ocasi&atilde;o do ato sexual que podem ser solu&ccedil;&atilde;o    de continuidade na pele<sup>25</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo evidenciou    baixa preval&ecirc;ncia da hepatite C na popula&ccedil;&atilde;o estudada, com    predom&iacute;nio em indiv&iacute;duos do sexo masculino; solteiros, separados    ou vi&uacute;vos; com hist&oacute;ria de manifesta&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via    de sintomas; com hist&oacute;ria de hemotransfus&atilde;o; presen&ccedil;a de    tatuagem; e utiliza&ccedil;&atilde;o de drogas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na an&aacute;lise    multivariada sugere-se que ter idade superior a 40 anos aumenta o risco &agrave;    infec&ccedil;&atilde;o; entretanto, a vari&aacute;vel sexo n&atilde;o apresentou    signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Verifica-se que, independente da idade,    do sexo e do estado civil do indiv&iacute;duo, o uso de drogas aumentou a probabilidade    de resultado positivo, assim como o hist&oacute;rico de hemotransfus&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O resultado n&atilde;o    diferiu de outros estudos epidemiol&oacute;gicos quanto aos riscos de contamina&ccedil;&atilde;o,    que apontaram o uso de drogas e a transfus&atilde;o de sangue e hemoderivados    como os principais fatores para a infec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste sentido,    este estudo contribui para alertar as autoridades de sa&uacute;de sobre a import&acirc;ncia    do agravo e da necessidade de implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    de enfrentamento, ao mesmo tempo em que estimula a realiza&ccedil;&atilde;o    de outros estudos para melhor compreens&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Focaccia R.    <i>Hepatites virais</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Atheneu; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959644&pid=S1415-790X201200030001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Brasil, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. <i>Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica: HIV/AIDS,    Hepatites e Outras DST.</i> Bras&iacute;lia: Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica, Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de: 18;    2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959646&pid=S1415-790X201200030001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Focaccia R.    <i>Hepatites virais</i>. 2ª ed.S&atilde;o Paulo: Editora Atheneu; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959648&pid=S1415-790X201200030001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Choo Q-L, Kou    G, Weiner AJ, Overby LR, Houghton M. Isolation of small cDNA clone derived from    a blood-borne non-A, non-B viral hepatitis genome. <i>Science</i> 1989; 244(4902):    359-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959650&pid=S1415-790X201200030001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. World Health    Organization. <i>World Hepatitis Day</i>. &#91;internet&#93; 28 jul 2012. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://http://www.who.int/mediacentre/events/annual/world_hepatitis_day/en/" target="_blank">http://www.who.int/mediacentre/events/annual/worldhepatitis_day/en/</a>    &#91;acessado em 23 de fevereiro de 2012&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959652&pid=S1415-790X201200030001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Zarife MA, Silva    LK, Silva MB, Lopes GB, Barreto ML, Teixeira MG et al. Prevalence of hepatitis    C virus infection in north-eastern Brazil: a population-based study. <i>Trans    R Soc Trop Med Hyg</i> 2006; 100: 663-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959654&pid=S1415-790X201200030001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Ferr&atilde;o    SBR, Figueiredo JFC, Yoshida CFT, Passos ADV. Preval&ecirc;ncia elevada de hepatite    C no distrito de Botafogo, cidade de Bebedouro, interior do Estado de S&atilde;o    Paulo, 2007. <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2009 Fev; 25(2): 460-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959656&pid=S1415-790X201200030001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Nascimento MC,    Mayaud P, Sabino EC, Torres KL, Franceschi S. Prevalence of hepatitis B and    C serological markers among first-time blood donors in Brazil: a multi-center    serosurvey. <i>J Med Virol</i> 2008; 80: 53-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959658&pid=S1415-790X201200030001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Pinto CS, Martins    RMB, Andrade SMO, Stief ACF, Oliveira RD, Castro ARCM. Infec&ccedil;&atilde;o    pelo v&iacute;rus da hepatite C em gestantes em Mato Grosso do Sul, 2005-2007.    <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2011; 45(5): 974-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959660&pid=S1415-790X201200030001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Gardenal RVC    et al . Hepatite C e gesta&ccedil;&atilde;o: an&aacute;lise de fatores associados    &agrave; transmiss&atilde;o vertical. <i>Rev Soc Bras Med Trop</i> &#91;internet&#93;.    2011; 44(1):43-7. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sciarttext&pid=S0037-86822011000100011&%20lng=en&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sciarttext&amp;pid=S0037-86822011000100011&amp;    lng=en&amp;nrm=iso</a> &#91;Acessado em 23 de fevereiro de 2012&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959662&pid=S1415-790X201200030001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Le&atilde;o    JR, Pace FHL, Chebli JMF. Infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da hepatite    C em pacientes em hemodi&aacute;lise: preval&ecirc;ncia e fatores de risco.    <i>Arq Gastroenterol</i> 2010; 47(1): 28-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959664&pid=S1415-790X201200030001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Carias CM,    Vieira FS, Giordano CV, Zucchi P. Medicamentos de dispensa&ccedil;&atilde;o    excepcional: hist&oacute;rico e gastos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    do Brasil. <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2011; 45(2): 233-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959666&pid=S1415-790X201200030001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria GM nº 2080, de 31 de outubro de 2003. <i>Programa    nacional para preven&ccedil;&atilde;o e controle das hepatites virais.</i> Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959668&pid=S1415-790X201200030001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Doen&ccedil;as Sexualmente Transmiss&iacute;veis. &#91;internet&#93;    28 de out de 2012. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.aids.gov.br/publicacao/2010/estudo_de_prevalenciade_base_populacional_das_infeccoes_pelos_virus_das_hepatites_b" target="_blank">http://www.aids.gov.br/publicacao/2010/estudo_de_prevalenciade_base_populacional_das_infeccoes_pelos_virus_das_hepatites_b</a>    &#91;Acessado em 23 de fevereiro de 2012&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959670&pid=S1415-790X201200030001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria GM nº 34, de 28 de setembro de 2007. <i>Protocolo    cl&iacute;nico e diretrizes terap&ecirc;uticas para hepatite viral C.</i> Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959672&pid=S1415-790X201200030001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Garcia FB,    Gomide GPM, Pereira GA, Moraes-Souza H. Import&acirc;ncia dos testes sorol&oacute;gicos    de triagem e confirmat&oacute;rios na detec&ccedil;&atilde;o de doadores de    sangue infectados pelo v&iacute;rus da hepatite C. <i>Rev Bras Hematol Hemoter</i>&nbsp;&#91;internet&#93;    2008;&nbsp;30(3): 218-22. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842008000300011&lng=en" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-84842008000300011&amp;lng=en</a>    &#91;Acessado em 23 de fevereiro de 2012&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959674&pid=S1415-790X201200030001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Martins T,    Narciso-Schiavon JL, Schiavon LL. Epidemiologia da infec&ccedil;&atilde;o pelo    v&iacute;rus da hepatite C. Rev Assoc Med Bras &#91;internet&#93; 2011; 57(1):    107-112. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302011000100024&%20lng=en">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-42302011000100024&amp;    lng=en</a> &#91;Acessado em 23 de fevereiro de 2012&#93;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Strazza L,    Massad E, Azevedo RS, Carvalho HB. Estudo de comportamento associado &agrave;    infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e HCV em detentas de um pres&iacute;dio de S&atilde;o    Paulo, Brasil. <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> &#91;internet&#93; 2007;&nbsp;23(1):    197-205. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2007000100021&lng=en" target="_blank">http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-311X2007000100021&amp;lng=en</a>    &#91;Acessado em 23 de fevereiro de 2012&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959677&pid=S1415-790X201200030001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Travassos C,    Viacava F, Pinheiro R, Brito A. Utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de no Brasil: sexo, caracter&iacute;sticas familiares e condi&ccedil;&atilde;o    social. Rev Panam Salud P&uacute;blica 2002;&nbsp;11(5-6): 365-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959679&pid=S1415-790X201200030001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Azevedo EES.    Peculiaridades da distribui&ccedil;&atilde;o racial no Brasil. <i>Hiper Ativo</i>    1996; 3: 146-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959681&pid=S1415-790X201200030001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Alter MJ. Epidemiology    of Hepatitis C. <i>Eur J Gastroenterol Hepatol</i> 1996; 8:319-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959683&pid=S1415-790X201200030001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Alter MJ. Epidemiology    of Hepatitis C. <i>Hepatology</i>1997; 26: 62-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959685&pid=S1415-790X201200030001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Wang CS, Wang    ST, Yao WJ, Chang TT, Chou P. Hepatitis C virus infection and development of    type 2 diabetes in a community-based longitudinal study. <i>Am J Epidemiol</i>    2007; 166(2): 196-203</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959687&pid=S1415-790X201200030001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Lima MM, Carlos    J, Areal RB, Souza RJS, Lima SS, Campos LAO, et al. Conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o    de Vi&ccedil;osa, MG, sobre as formas de transmiss&atilde;o da aids. <i>Ci&ecirc;nc    Sa&uacute;de Coletiva</i> 2008; 13(6): 1879-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959688&pid=S1415-790X201200030001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Piazza M, Sagliocca    L, Tosone G, Guadagnino V, Stazi MA, Orlando R et al. Sexual transmission of    the hepatitis C virus and efficacy of prophylaxis with intramuscular immune    serum globulin: a randomized controlled trial. <i>Arch Intern Med</i> 1997;    157: 1537-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959690&pid=S1415-790X201200030001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Terrault NA.    Sexual activity as a risk factor for hepatitis C. <i>Hepatology</i> 2002; 36(S5):    99-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959692&pid=S1415-790X201200030001600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Armstrong GL,    Wasley A, Simard EP, McQuillan GM, Kuhnert WL, Alter MJ. 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Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de;    2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959698&pid=S1415-790X201200030001600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30. Ferreira CT,    Silveira TR. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da preven&ccedil;&atilde;o.    <i>Rev Bras Epidemiol</i> &#91;internet&#93; 2004; 7(4): 473-87. 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Tattoos, incarceration and hepatitis B and    C among street-recruited injection drug users in New Mexico, USA: update. <i>Epidemiol    Infect</i> 2005; 133(6): 1146-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959702&pid=S1415-790X201200030001600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">32. Mariano A,    Mele A, Toti ME, Paraltto A, Gallo G, Ragni P, et. al. Role of beauty treatment    in the spread of parenterally transmitted hepatitis viruses in Italy. 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Beauty treatment and risk    of parenterally transmitted hepatitis: results from the hepatitis surveillance    system in Italy. <i>J Infect Dis</i> 1995; 27: 441-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959706&pid=S1415-790X201200030001600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">34. Memom MI, Memom    MA. Hepatitis C: an epidemiological review. <i>J Viral Hepat</i> 2002; 9: 84-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959708&pid=S1415-790X201200030001600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">35. Klein RS, Freeman    K,Taylor PE, Stevens CE. Occupational for hepatitis C virus infection among    New York City dentists. <i>Lancet</i> 1991; 338: 1539-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959710&pid=S1415-790X201200030001600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">36. Tokars JI Miller    ER, Alter MJ, Ardduino MJ. National surveillance of dialysis associated diseases    in the United States, 1997. <i>Semin Dial</i> 2000; 13(2): 75-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959712&pid=S1415-790X201200030001600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">37. Fabrizi F,    Poordad FF, Martin P. Hepatitis C infection and the patient with end-stage renal    disease. <i>Hepatology</i> 2002; 36(1): 3-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959714&pid=S1415-790X201200030001600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">38. Proietti L,    Malaponte G, Libra M, Navolanic PM, Bevelacqua Y, Travali S, et al. Analysis    of hepatitis C virus infection among health-care workers: an observational study.    <i>Minerva Gastroenterol Dietol</i> 2005; 51: 255-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959716&pid=S1415-790X201200030001600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">39. Herrine SK,    Weinbergm DS. Epidemiology of Hepatitis C viral Infection. <i>Infect Med</i>    1999; 16(2): 111-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959718&pid=S1415-790X201200030001600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">40. Safdar K, Schiff    ER. Alcohol and Hepatitis C. <i>Seminars in Liver Disease</i> &#91;internet&#93;    2004; 24: 305-15. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.hepcure.ca/resources/alcohol_and_%20hepatitis_c.pdf" target="_blank">http://www.hepcure.ca/resources/alcohol_and_    hepatitis_c.pdf</a> &#91;Acessado em 22 de julho de 2010&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959720&pid=S1415-790X201200030001600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">41. Yen T, Keefe    EB, Ahmed A. 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Odontol Cl&iacute;n Cient 2011; Supl:    485-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1959724&pid=S1415-790X201200030001600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbepid/v15n3/seta.jpg" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia:</b> </font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">M&aacute;rcia Regina    Cubas    <br>   Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Tecnologia da Sa&uacute;de    <br>   Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica    <br>   Rua Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, 1155    <br>   CEP 80215-901 Curitiba, PR    <br>   E-mail: <a href="mailto:marciacubas@gmail.com">marciacubas@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 06/07/11    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em: 24/02/12    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aprovado em: 18/05/12</font></p>      ]]></body><back>
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