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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência e fatores determinantes da anemia em crianças assistidas em creches de Belo Horizonte - MG]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To evaluate the prevalence and risk factors of anemia in children attending daycare centers in the city of Belo Horizonte. METHODS: Cross-sectional study that evaluated 312 children aged 7 to 59 months attending daycare centers of the East Sanitary District of Belo Horizonte. The diagnosis of anemia was determined by finger stick blood samples, using the HemocueTM portable photometer, considering hemoglobin levels below 11.0 g/dL. Weight and height were measured and nutritional status of children was classified according to WHO 2006 criteria. Variables were collected through a questionnaire answered by children´s parents or guardians, containing socioeconomic aspects, in addition to information on maternal and children's health. Multiple logistic regression was performed to assess the association between variables and anemia, with control for confounding variables. RESULTS: The prevalence of anemia in the population studied was 30.8%, with a higher prevalence in children &#8804; 24 months of age (71.1%). Risk factors for anemia were age &#8804; 24 months (OR: 9.08 CI: 3.96 to 20.83), and height-for-age < &#8722;1 z-score (OR: 2.1, CI: 1.20 to 3.62). CONCLUSIONS: The high prevalence of anemia in children attending day care centers in Belo Horizonte, especially those younger than 24 months and in children with height-for-age < &#8722; 1 z-score, demonstrates the importance of nutritional care to infants and strengthens the need for commitment of child care institutions in reducing this deficiency.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Anemia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Fatores de risco]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Children's health]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Preval&ecirc;ncia    e fatores determinantes da anemia em crian&ccedil;as assistidas em creches de    Belo Horizonte - MG</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Daniela da Silva    Rocha<sup>I</sup>; Fl&aacute;vio Diniz Capanema<sup>II</sup>; Michele Pereira    Netto<sup>III</sup>; Sylvia do Carmo Castro Franceschini<sup>IV</sup>; Joel    Alves Lamounier<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Instituto    Multidisciplinar em Sa&uacute;de do Campus An&iacute;sio Teixeira da Universidade    Federal da Bahia - UFBA, Vit&oacute;ria da Conquista - Bahia    <br>   <sup>II</sup>Faculdade de Sa&uacute;de e Ecologia Humana - FASEH, Minas Gerais;    Ger&ecirc;ncia de Pesquisa e Inova&ccedil;&otilde;es Tecnol&oacute;gicas em    Sa&uacute;de - Diretoria de Desenvolvimento Estrat&eacute;gico e Pesquisa FHEMIG    - Funda&ccedil;&atilde;o Hospitalar do Estado de Minas Gerais - FHEMIG    <br>   <sup>III</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal    de Juiz de Fora - UFJF, Minas Gerais    <br>   <sup>IV</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de da Universidade    Federal de Vi&ccedil;osa - UFV, Minas Gerais    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>V</sup>Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais -    UFMG, Minas Gerais</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>    Avaliar a preval&ecirc;ncia e fatores determinantes da anemia em crian&ccedil;as    assistidas em creches de Belo Horizonte.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS:</b> Trata-se de estudo transversal com 312 crian&ccedil;as,    entre 7 e 59 meses, assistidas em creches de um Distrito Sanit&aacute;rio de    Belo Horizonte. O diagn&oacute;stico de anemia foi realizado por pun&ccedil;&atilde;o    digital e leitura em b-hemoglobin&ocirc;metro port&aacute;til, considerando-se    anemia n&iacute;veis de hemoglobina inferiores a 11,0g/dL. Foram aferidos peso    e altura das crian&ccedil;as, sendo o estado nutricional classificado segundo    crit&eacute;rio OMS (2006). As vari&aacute;veis foram coletadas por meio de    question&aacute;rio aplicado aos pais ou respons&aacute;veis pelas crian&ccedil;as,    contendo informa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, maternas e relacionadas    &agrave; sa&uacute;de das crian&ccedil;as. Foi realizada a regress&atilde;o    log&iacute;stica m&uacute;ltipla para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre    as vari&aacute;veis e a anemia, com o controle das vari&aacute;veis de confus&atilde;o.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> A preval&ecirc;ncia de anemia na popula&ccedil;&atilde;o    estudada foi de 30,8%, sendo esta superior nas crian&ccedil;as com idade </font><font  size="2">&#8804;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    24 meses (71,1%). Os fatores determinantes da anemia na an&aacute;lise ajustada    foram: idade menor ou igual a 24 meses (OR: 9,08; IC: 3,96 </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    20,83) e altura/idade &lt; </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    1 z escore (OR: 2,1; IC: 1,20 - 3,62).    <br>   <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> A elevada preval&ecirc;ncia de anemia em crian&ccedil;as    atendidas em creches de Belo Horizonte, especialmente naquelas menores de 24    meses e nas crian&ccedil;as com altura/idade &lt; </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    1 z escore demonstra a import&acirc;ncia do cuidado nutricional com os lactentes,    e refor&ccedil;a a necessidade de comprometimento das institui&ccedil;&otilde;es    de atendimento infantil no combate a esta defici&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:    Anemia. Fatores de risco. Creches. Pr&eacute;-escolares. Epidemiologia. Sa&uacute;de    da crian&ccedil;a.</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A anemia &eacute;    um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica global e est&aacute; associada a    um risco aumentado de morbidade e mortalidade, especialmente em gestantes e    crian&ccedil;as menores de cinco anos. Dentre as anemias, as carenciais constituem    o maior problema nutricional da atualidade, apresentando como resultado final    a redu&ccedil;&atilde;o na concentra&ccedil;&atilde;o de hemoglobina. Em rela&ccedil;&atilde;o    aos nutrientes respons&aacute;veis por esse processo, a defici&ecirc;ncia de    ferro &eacute;, isoladamente, a mais comum das defici&ecirc;ncias nutricionais<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas, o Brasil passou por um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o    nutricional, com importante redu&ccedil;&atilde;o na preval&ecirc;ncia da desnutri&ccedil;&atilde;o    infantil. Entretanto, esta redu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi verificada com    a anemia carencial. De fato, no contexto atual, pode-se dizer que o pa&iacute;s    apresenta uma grande endemia, confirmada pela elevada preval&ecirc;ncia de anemia    em pr&eacute;-escolares. Estimativas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da    Sa&uacute;de (OMS) mostram que a anemia afeta 54,9% das crian&ccedil;as nessa    faixa et&aacute;ria, no Brasil<sup>2</sup>. Al&eacute;m disso, a maioria dos    estudos regionais aponta para taxas superiores a 40%<sup>3-6</sup>, caracterizando    a anemia como um grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no pa&iacute;s<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; fundamental    a compreens&atilde;o dos fatores de risco em cada popula&ccedil;&atilde;o para    que se possam oferecer medidas eficazes de preven&ccedil;&atilde;o e controle.    Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as assistidas em creches, estudos    t&ecirc;m demonstrado que os fatores determinantes da anemia nessa popula&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o a idade precoce, presen&ccedil;a de irm&atilde;os menores de cinco    anos, assist&ecirc;ncia das creches de administra&ccedil;&atilde;o exclusivamente    p&uacute;blica, desmame precoce, baixa escolaridade dos pais, baixa renda familiar    e d&eacute;ficits nutricionais<sup>3,4,8-10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse contexto,    o objetivo do presente estudo foi avaliar a preval&ecirc;ncia e os fatores determinantes    da anemia em crian&ccedil;as assistidas em creches da cidade de Belo Horizonte,    Minas Gerais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Popula&ccedil;&atilde;o    e m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados analisados    no presente estudo originam-se de um corte transversal sobre a caracteriza&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de e nutri&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as atendidas em creches    do Distrito Sanit&aacute;rio Leste de Belo Horizonte, no m&ecirc;s de julho    de 2005, distribu&iacute;das em 26 creches, das quais 24 conveniadas e duas    pertencentes &agrave; prefeitura de Belo Horizonte. Deste universo, apenas duas    creches conveniadas decidiram pela n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o, totalizando    24 creches integrantes. O estudo segue as recomenda&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas    da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 e foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica    em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (Parecer N&deg; ETIC 273/04)    e pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    de Belo Horizonte (Protocolo 0072004), n&atilde;o havendo conflito de interesses    por parte dos autores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A amostra foi calculada    a partir do n&uacute;mero total de crian&ccedil;as assistidas em per&iacute;odo    integral nas creches participantes, num total de 2.344 crian&ccedil;as. Para    o c&aacute;lculo da amostra, utilizou-se a preval&ecirc;ncia de anemia estimada    em 40%<sup>11</sup>, com precis&atilde;o de 5% e intervalo de confian&ccedil;a    de 95%, resultando em 319 crian&ccedil;as. Neste estudo foram inclu&iacute;das    crian&ccedil;as menores de 60 meses, por representarem o grupo mais vulner&aacute;vel    para anemia, totalizando 312 participantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Realizou-se entrevista    com as m&atilde;es ou respons&aacute;veis pelas crian&ccedil;as, ap&oacute;s    assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, utilizando um question&aacute;rio    contendo informa&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;s crian&ccedil;as, dados    maternos, al&eacute;m das caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas. As vari&aacute;veis    estudadas apresentam tamanho amostral diferente, pois o entrevistado nem sempre    sabia informar algumas quest&otilde;es, ou devido a aus&ecirc;ncia da m&atilde;e    e/ou respons&aacute;vel da crian&ccedil;a para aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.    Os dados antropom&eacute;tricos de peso e altura foram coletados segundo as    t&eacute;cnicas estabelecidas pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de<sup>12</sup>.    O peso foi verificado em balan&ccedil;a digital, eletr&ocirc;nica, com capacidade    de 150 kg e divis&atilde;o de 100 g (marca Filizola<sup>TM</sup>). O comprimento    das crian&ccedil;as menores de 24 meses foi medido em antrop&ocirc;metro. As    crian&ccedil;as com idade superior a 24 meses foram medidas em p&eacute;, descal&ccedil;as,    ap&oacute;s adapta&ccedil;&atilde;o do antrop&ocirc;metro para estadi&ocirc;metro    (marca Altura Exata<sup>TM</sup>). O estado nutricional foi avaliado por meio    dos &iacute;ndices peso/idade, altura/idade, peso/altura e IMC/idade, expressos    em z escore. Os &iacute;ndices antropom&eacute;tricos foram categorizados em    dois intervalos: menor que </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    1 e maior ou igual a </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    1, devido ao reduzido tamanho amostral de crian&ccedil;as com z escore inferior    a </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    2. Como refer&ecirc;ncia, foram adotadas curvas de crescimento da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de, com o uso do programa WHO Anthro vers&atilde;o 3.0.1<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A amostra de sangue    foi coletada em microcuvetas descart&aacute;veis, por pun&ccedil;&atilde;o capilar,    e a concentra&ccedil;&atilde;o de hemoglobina medida atrav&eacute;s do fot&ocirc;metro    port&aacute;til (hemoglobin&ocirc;metro) da marca Hemocue&Ograve;. Foram consideradas    como an&ecirc;micas as crian&ccedil;as com hemoglobina inferior a 11,0 g/dL<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As an&aacute;lises    estat&iacute;sticas foram realizadas utilizando os programas <i>Epi-info</i>    6.04<sup>14</sup> e <i>Statistical Package for the Social Science</i> - SPSS    (2000)<sup>15</sup>. Realizou-se teste de normalidade de Kolmogorov Smirnov    para avalia&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o dos dados num&eacute;ricos.    Para avalia&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre a anemia e seus    poss&iacute;veis fatores de risco procedeu-se, inicialmente, &agrave; an&aacute;lise    univariada, seguida de regress&atilde;o log&iacute;stica multivariada. Na an&aacute;lise    de regress&atilde;o, ajustou-se o modelo multivariado com todas as vari&aacute;veis    significativas ao n&iacute;vel de 0,20 sobrevivendo ao modelo final somente    aquelas vari&aacute;veis com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia menor que 0,05.    Para verificar a adequa&ccedil;&atilde;o do modelo log&iacute;stico realizou-se    o teste de Hosmer e Lemeshow, que apresentou um valor de p igual a 0,995. Utilizou-se    o teste de Mann-Whitney para comparar a mediana de z escore dos &iacute;ndices    antropom&eacute;tricos no grupo de crian&ccedil;as an&ecirc;micas em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s n&atilde;o-an&ecirc;micas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No presente estudo    foram avaliadas 312 crian&ccedil;as com idade entre 7 e 59 meses, sendo a m&eacute;dia    de 39,1 &plusmn; 12,9 meses. A maioria das crian&ccedil;as tinha entre 24 e    48 meses (57,1%), 14,4% delas com 24 meses ou menos e 28,5% maiores de 48 meses.    Houve ligeira predomin&acirc;ncia de crian&ccedil;as do sexo masculino (51,6%).    A frequ&ecirc;ncia de baixo peso ao nascer e prematuridade foi de 13% e 10,3%,    respectivamente. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as de baixo    peso, 52,9% nasceram a termo. A maioria das crian&ccedil;as recebeu leite materno    (95,5%), com mediana de sete meses de dura&ccedil;&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o    ao aleitamento materno exclusivo, a frequ&ecirc;ncia foi menor (65,8%), com    mediana de 3 meses. A presen&ccedil;a de doen&ccedil;a nos &uacute;ltimos 15    dias anteriores ao exame foi de 42,4% das crian&ccedil;as, sendo as mais frequentes    relacionadas &agrave;s vias a&eacute;reas (gripe e bronquite). Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; interna&ccedil;&atilde;o, 48,9% das crian&ccedil;as j&aacute; haviam    sido internadas, sendo as principais causas relacionadas com bronquite e pneumonia.    A presen&ccedil;a de anemia nas crian&ccedil;as anterior ao estudo foi relatada    por 32,8% dos entrevistados e 78,3% da amostra j&aacute; haviam tomado algum    composto de ferro antes da pesquisa. A m&eacute;dia de tempo de frequ&ecirc;ncia    em creche foi de 14,8 &plusmn; 11,1 meses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, aproximadamente a metade    (51,5%) das fam&iacute;lias recebia entre um e tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos    vigente na &eacute;poca do estudo, e 29% recebiam valores inferiores a um sal&aacute;rio    m&iacute;nimo, sendo a m&eacute;dia da renda familiar de R$ 595,40 &plusmn;    380,20. A maioria das m&atilde;es (56%) e dos pais (68,3%) tinha menos de oito    anos de estudo, sendo a maior parte das fam&iacute;lias composta por dois a    quatro filhos (54,2%), prevalecendo um n&uacute;mero de dependentes igual ou    inferior a quatro (67,3%). A maior parte dos pais (89,0%) e das m&atilde;es    (76,8%) trabalhava no momento da pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A m&eacute;dia    de idade materna era de 28,3 &plusmn; 5,9 anos, com apenas 3% de adolescentes.    A maioria das m&atilde;es era casada (55,4%), apenas duas (0,7%) n&atilde;o    realizaram o pr&eacute;-natal e 64,9% tiveram parto normal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preval&ecirc;ncia    global de anemia na popula&ccedil;&atilde;o estudada menor de cinco anos foi    de 30,8%, sendo que nas crian&ccedil;as com idade </font><font  size="2">&#8804;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    24 meses, a preval&ecirc;ncia foi de 71,1%. J&aacute; para aquelas entre 24    e 48 meses a preval&ecirc;ncia foi de 25,3%, e de 21,3% para crian&ccedil;as    com idade superior a 48 meses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/20t01.jpg">Tabela    1</a> apresenta a preval&ecirc;ncia de anemia nas crian&ccedil;as segundo as    condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas das fam&iacute;lias e as vari&aacute;veis    maternas, sendo a escolaridade materna a &uacute;nica vari&aacute;vel deste    grupo inclu&iacute;da na an&aacute;lise multivariada (p </font><font  size="2">&#8804;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    0,20). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis maternas, o tempo    de gesta&ccedil;&atilde;o, escolaridade materna, n&uacute;mero de filhos e utiliza&ccedil;&atilde;o    de sulfato ferroso durante a gesta&ccedil;&atilde;o (p </font><font  size="2">&#8804;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    0,20) foram eleitos para a an&aacute;lise multivariada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/20t02.jpg">Tabela    2</a> apresenta a an&aacute;lise univariada das caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as    relacionadas &agrave; anemia. As vari&aacute;veis inclu&iacute;das na regress&atilde;o    log&iacute;stica m&uacute;ltipla foram: tempo de perman&ecirc;ncia na creche,    idade, &iacute;ndice altura/idade (HAZ), frequ&ecirc;ncia de aleitamento materno    exclusivo, hist&oacute;ria de interna&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via ou presen&ccedil;a    de anemia em fase anterior &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do estudo (p </font><font  size="2">&#8804;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    0,20).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/20t03.jpg">Tabela    3</a> apresenta o modelo final da an&aacute;lise multivariada. As vari&aacute;veis    determinantes da anemia foram: indicador altura/idade inferior a </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1    z escore e a idade menor ou igual a 24 meses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/rbepid/v15n3/20t04.jpg">Tabela    4</a> apresenta a mediana de z escore nas crian&ccedil;as an&ecirc;micas e n&atilde;o-an&ecirc;micas.    Apenas o &iacute;ndice altura/idade apresentou diferen&ccedil;a estatisticamente    significante entre os grupos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preval&ecirc;ncia    de anemia no presente estudo foi de 30,8%, ou seja, aproximadamente um ter&ccedil;o    das crian&ccedil;as estava an&ecirc;mico. De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de, a preval&ecirc;ncia de anemia nesta popula&ccedil;&atilde;o    estudada &eacute; considerada como um problema moderado de sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>7</sup>,    sendo considerado mais grave nas crian&ccedil;as menores de dois anos, cuja    preval&ecirc;ncia foi de 71,1%. Encontrou-se um menor tamanho amostral de crian&ccedil;as    com menos de 24 meses, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    total (14,4%). Isso se deve &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o das creches    inclu&iacute;das no estudo, que em sua maioria n&atilde;o atendiam crian&ccedil;as    menores de um ano por n&atilde;o possu&iacute;rem estrutura f&iacute;sica adequada    ao atendimento das mesmas, no tocante a necessidade de implanta&ccedil;&atilde;o    de ber&ccedil;&aacute;rios e lact&aacute;rios. Al&eacute;m disso, deve-se enfatizar    que a escolha das crian&ccedil;as foi realizada ao acaso, atrav&eacute;s de    sorteio, n&atilde;o havendo sele&ccedil;&atilde;o de um grupo et&aacute;rio    espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se supor,    a partir desse quadro, que o problema da anemia nas creches pode ser ainda mais    grave do que o encontrado, considerando a pequena parcela de crian&ccedil;as    menores de dois anos que n&atilde;o foram avaliadas. Outros autores tamb&eacute;m    observaram que os programas de creches favorecem as crian&ccedil;as acima de    dois anos<sup>4,16,17</sup>. Apesar de as crian&ccedil;as menores de dois anos    serem mais vulner&aacute;veis, principalmente &agrave; defici&ecirc;ncia de    ferro, muitas vezes s&atilde;o aquelas com menor acesso a este tipo de benef&iacute;cio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preval&ecirc;ncia    de anemia nesse estudo foi semelhante &agrave; observada em estudo realizado    em creches de Fortaleza (29,8%)<sup>10</sup> e no estudo realizado no Centro    Educacional Unificado Cidade Dutra (31,6%), no munic&iacute;pio de S&atilde;o    Paulo<sup>18</sup>. Contudo, uma preval&ecirc;ncia superior foi encontrada em    creches do Rio de Janeiro (47,3%)<sup>4</sup> e S&atilde;o Paulo (68,8%)<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os fatores determinantes    da anemia no presente estudo foram idade inferior a 24 meses e crian&ccedil;as    com &iacute;ndice altura/idade abaixo de </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    1 z escore. Observou-se que as crian&ccedil;as menores de 24 meses apresentaram    uma chance nove vezes maior de ter anemia do que aquelas com idade superior    a 48 meses (p &lt; 0,01). Esse grupo et&aacute;rio tem sido extensivamente descrito    na literatura como fator de risco para anemia, sendo caracterizado um per&iacute;odo    com intensa velocidade de crescimento, levando ao aumento das necessidades de    ferro, aliado a uma dieta mon&oacute;tona, pobre em alimentos ricos em ferro    e fatores estimuladores da absor&ccedil;&atilde;o do mesmo, como a vitamina    C<sup>3,8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A rela&ccedil;&atilde;o    entre anemia e estado nutricional tem apresentado resultados conflitantes na    literatura. No presente estudo, crian&ccedil;as com altura/idade &lt; </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    1 z escore apresentaram duas vezes mais chance de ter anemia do que aquelas    crian&ccedil;as com z escore </font><font  size="2">&#8805;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    a </font><font  size="2">&#8722;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    1, sendo a mediana desse &iacute;ndice significantemente menor nas crian&ccedil;as    an&ecirc;micas (p &lt; 0,01). Brunken et al.<sup>19</sup>, ao avaliarem 271    crian&ccedil;as menores de 36 meses assistidas em creches p&uacute;blicas de    Cuiab&aacute;, observaram que nas crian&ccedil;as com d&eacute;ficit estatural    em compara&ccedil;&atilde;o com aquelas sem o d&eacute;ficit, a raz&atilde;o    de preval&ecirc;ncia de anemia, quando controlada para a idade, foi de 1,27.    Estudo realizado em crian&ccedil;as atendidas em creches no Rio de Janeiro encontrou    m&eacute;dias significantemente mais baixas de z escore para altura/idade e    peso/idade nas crian&ccedil;as an&ecirc;micas quando comparadas &agrave;s n&atilde;o-an&ecirc;micas<sup>4</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A renda familiar    tem sido descrita como fator causal para anemia, n&atilde;o s&oacute; pelo fornecimento    de uma alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada, tanto quantitativa como qualitativamente,    mas tamb&eacute;m por estar associada a saneamento b&aacute;sico inadequado,    acesso prec&aacute;rio aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, maior risco de doen&ccedil;as    que podem levar a redu&ccedil;&atilde;o do apetite e absor&ccedil;&atilde;o    de nutrientes. Estudo de base populacional em crian&ccedil;as menores de cinco    anos realizado em Pelotas (RS) encontrou associa&ccedil;&atilde;o inversa entre    renda familiar e anemia<sup>20</sup>. Entretanto, outros autores<sup>4,9</sup>    n&atilde;o encontraram essa associa&ccedil;&atilde;o, uma vez que a rela&ccedil;&atilde;o    entre anemia e renda familiar nem sempre &eacute; observada em popula&ccedil;&otilde;es    homog&ecirc;neas quanto ao n&iacute;vel de renda. Desta forma, justifica-se    a n&atilde;o associa&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas    com a anemia no presente estudo, uma vez que as crian&ccedil;as pertenciam a    fam&iacute;lias de baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s caracter&iacute;sticas maternas, aqueles que t&ecirc;m sido demonstrados    como fatores determinantes para anemia em crian&ccedil;as menores de cinco anos    s&atilde;o a idade e a escolaridade da m&atilde;e, uma vez que ambas influenciam    nas pr&aacute;ticas de cuidados com a crian&ccedil;a<sup>21</sup>. Entretanto,    o presente estudo e outros descritos na literatura n&atilde;o encontraram essa    associa&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>. O que pode ter interferido no presente    estudo &eacute; o reduzido tamanho amostral de m&atilde;es adolescentes (3%),    diminuindo, assim, o poder da associa&ccedil;&atilde;o entre idade materna e    anemia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre as caracter&iacute;sticas    das crian&ccedil;as participantes do estudo, o estado nutricional e a idade    foram as &uacute;nicas vari&aacute;veis associadas &agrave; anemia, como descrito    anteriormente. Mas v&aacute;rios outros fatores t&ecirc;m sido descritos, como    baixo peso ao nascer e prematuridade, devido &agrave;s baixas reservas de ferro    ao nascer, associado &agrave;s maiores demandas desse mineral para o crescimento<sup>21</sup>.    Tamb&eacute;m o desmame precoce, a presen&ccedil;a de antecedentes de interna&ccedil;&atilde;o    ou de doen&ccedil;as no &uacute;ltimo m&ecirc;s da pesquisa t&ecirc;m sido associados    &agrave; maior frequ&ecirc;ncia de anemia<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; importante    ressaltar o papel das creches na sa&uacute;de das crian&ccedil;as. N&atilde;o    existe um consenso na literatura sobre o efeito protetor da creche na preven&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as carenciais, como a anemia e a desnutri&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tico-prot&eacute;ica.    Alguns estudos demonstram que as crian&ccedil;as que frequentam creches apresentam    maior risco de desenvolver diarr&eacute;ia e doen&ccedil;as infecciosas respirat&oacute;rias<sup>22,23</sup>.    Gurgel et al.<sup>22</sup>, ao avaliarem crian&ccedil;as de Aracaju (SE), encontraram    raz&atilde;o de chance 1,5 vez maior de infesta&ccedil;&atilde;o parasit&aacute;ria    entre crian&ccedil;as assistidas em creches do que entre aquelas que n&atilde;o    frequentavam creches. Essas doen&ccedil;as apresentam impacto negativo sobre    a ingest&atilde;o e/ou absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes. J&aacute; outros    estudos demonstram a import&acirc;ncia das creches na melhoria do estado nutricional    e na preven&ccedil;&atilde;o da anemia em crian&ccedil;as, principalmente aquelas    de baixa renda<sup>16,19</sup>. Nos demais estudos<sup>9,10</sup> observa-se    a n&atilde;o associa&ccedil;&atilde;o entre tempo de creche e menor risco de    anemia, como verificado no presente estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses dados apresentados    demonstram que a anemia em crian&ccedil;as assistidas em creches de Belo Horizonte    &eacute; considerada um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica,    sendo que naquelas menores de 24 meses esse problema se torna ainda mais grave.    Desse modo, a identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores de risco mostra-se de    grande relev&acirc;ncia, uma vez que seus resultados poder&atilde;o subsidiar    a implementa&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es voltadas para preven&ccedil;&atilde;o    e o controle da anemia. Tamb&eacute;m o acompanhamento do estado nutricional    destas crian&ccedil;as mostra-se relevante, pois observou-se associa&ccedil;&atilde;o    entre anemia e estado nutricional, fazendo-se necess&aacute;rio aumentar a cobertura    da assist&ecirc;ncia &agrave;s crian&ccedil;as menores de 24 meses, uma vez    que as mesmas s&atilde;o consideradas grupo de risco para anemia e para outras    doen&ccedil;as comuns na inf&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m dessas    medidas, o incentivo ao aleitamento materno, a orienta&ccedil;&atilde;o adequada    da alimenta&ccedil;&atilde;o complementar, suplementa&ccedil;&atilde;o profil&aacute;tica    com sulfato ferroso nos dois primeiros anos de vida e a fortifica&ccedil;&atilde;o    alimentar s&atilde;o importantes medidas para a preven&ccedil;&atilde;o e o    controle da anemia. Entretanto, para um resultado satisfat&oacute;rio, essas    medidas devem ser monitoradas permanentemente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. McLean E, Cogswell    M, Egli I, Wojdyla D, Benoist B. Worldwide prevalence of anemia in preschool    aged children, pregnant women and non-pregnant women of reproductive age. In:    Badham J, Zimmermann MB, Kraemer K. <i>The Guidebook Nutritional Anemia</i>.    Sight And Life: Switzerland; 2007. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sightandlife.org/pdf/NAguidebook.pdf" target="_blank">www.sightandlife.org/pdf/NAguidebook.pdf</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960439&pid=S1415-790X201200030002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. World Health    Organization. <i>Worldwide prevalence of anaemia 1993 - 2005: WHO global database    on anaemia.</i> Geneva: World Health Organization; 2008. Dispon&iacute;vel em    <a href="http://http://whqlibdoc.who.int/publications/2008/9789241596657_eng.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/publications/2008/9789241596657_eng.pdf</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960441&pid=S1415-790X201200030002000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Almeida CAN,    Ricco RG, Del Ciampo LA, Souza AM, Pinho AP, Dutra de Oliveira JE. Fatores associados    a anemia por defici&ecirc;ncia de ferro em crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares    brasileiras. <i>J Pediatr</i> 2004; 80(3): 229-34. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S002175572004000400012&script=sci_arttext&tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S002175572004000400012&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=pt</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960443&pid=S1415-790X201200030002000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Matta IEA, Veiga    GV, Bai&atilde;o MR, Santos MMAS, Luiz RR. Anemia em crian&ccedil;as menores    de cinco anos que frequentam creches p&uacute;blicas do munic&iacute;pio do    Rio de Janeiro, Brasil. <i>Rev Bras Sa&uacute;de Matern Infant</i> 2005; 5(3):    349-57. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292005000300011" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1519-38292005000300011</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960445&pid=S1415-790X201200030002000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Vieira ACF,    Diniz AS, Cabral PC, Oliveira RS, L&oacute;la MMF, Silva SMM, Kolsteren P. Nutritional    assessment of iron status and anemia in children under 5 years old at public    daycare centers. <i>J Pediatr</i> 2007; 83(4): 370-6. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S002175572007000500014&lng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S002175572007000500014&amp;lng=pt</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960447&pid=S1415-790X201200030002000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Hadler MCCM,    Sigulem DM, Alves MFC, Torres VM. Treament and prevention of anemia with ferrous    sulfate plus folic acid in children attending daycare centers in Goi&acirc;nia,    Goi&aacute;s State, Brazil: a randomized controlled trial. <i>Cad Sa&uacute;de    P&uacute;blica</i> 2008; 24(S2): 259-71. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102311X2008001400011&script=sci_%20arttext&tlng=en" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102311X2008001400011&amp;script=sci_    arttext&amp;tlng=en</a> &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960449&pid=S1415-790X201200030002000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. World Health    Organization. <i>Iron deficiency anaemia - assessment, prevention and control:    a guide for programme managers</i>. Geneva; 2001. <a href="http:www.who.int/nutrition/publications/.../%20ida_assessment_prevention_control" target="_blank">www.who.int/nutrition/publications/.../    ida_assessment_prevention_control</a> &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960451&pid=S1415-790X201200030002000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Bueno MB, Selem    SSC, Ar&ecirc;as JAG, Fisberg RM. Preval&ecirc;ncia e fatores associados &agrave;    anemia em crian&ccedil;as atendidas em creches p&uacute;blicas de S&atilde;o    Paulo. <i>Rev Bras Epidemiol</i> 2006; 9(4): 462-70. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1415790X2006000400007&script=sci_arttext&tlng=es" target="_blank">http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1415790X2006000400007&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=es</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960453&pid=S1415-790X201200030002000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Konstantyner    T, Taddei JAAC, Palma D. Fatores de risco de anemia em lactentes matriculados    em creches p&uacute;blicas ou filantr&oacute;picas de S&atilde;o Paulo. <i>Rev    Nutr</i> 2007; 20(4): 349-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960455&pid=S1415-790X201200030002000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Silveira SV,    Alburqueque LC. Rocha EJM, Martins MCV. Fatores de risco associados &agrave;    anemia ferropriva em crian&ccedil;as de 12 a 36 meses de creches p&uacute;blicas    em Fortaleza. Rev <i>Pediatr</i> 2008; 9(2): 70-6. <a href="http://http://www.socep.org.br/Rped/pdf/9.2%20Art%20Orig%2002%20-%20Resumo.pdf" target="_blank">http://www.socep.org.br/Rped/pdf/9.2%20Art%20Orig%2002%20-%20Resumo.pdf</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960457&pid=S1415-790X201200030002000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Capanema FD.    <i>Anemia em crian&ccedil;as de 0 a 6 anos m creches conveniadas da Prefeitura    de Belo Horizonte - MG: aspectos cl&iacute;nicos e laboratoriais</i> &#91;disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado&#93;. Belo Horizonte: Faculdade de Medicina da Universidade federal    de Minas Gerais; 2002. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://scholar.google.com.br/scholar?q=%20Anemia%20em%20Crian%C3%A7as%20de%200%20a%206%20Anos%20em%20Creches%20Conveniadas%20da%20Prefeitura%20de%20Belo%20Horizonte%20%20MG:%20aspectos%20cl%C3%ADnicos%20e%20laboratoriais" target="_blank">http://scholar.google.com.br/scholar?q=%20Anemia%20em%20Crian%C3%A7as%20de%200%20a%206%20Anos%20em%20Creches%20Conveniadas%20da%20Prefeitura%20de%20Belo%20Horizonte%20%20MG:%20aspectos%20cl%C3%ADnicos%20e%20laboratoriais</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960459&pid=S1415-790X201200030002000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. World Health    Organization. <i>Physical Status: the use and interpretation of anthropometry</i>.    Geneva: World Health Organization; 1995. <a href="http://http://scholar.google.com.br/scholar?%20q=%20Physical%20status:%20the%20use%20and%20interpretation%20of%20anthropometry" target="_blank">http://scholar.google.com.br/scholar?    q=%20Physical%20status:%20the%20use%20and%20interpretation%20of%20anthropometry</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960461&pid=S1415-790X201200030002000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. World Health    Organization. WHO Anthro 2005 for Personal Computers Manual. Software for assessing    growth and development of the world's children. World Health Organization; 2006.    Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.who.int/childgrowth/software/en/">http://www.who.int/childgrowth/software/en/</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960463&pid=S1415-790X201200030002000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Dean AG, Dean    JA, Coulombier D et al. <i>Epi Info, Version 6.04b, a word processing, database,    and statistics program for public health on IBM-compatible microcomputers.</i>    Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention; 1996. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://http://scholar.google.com.br/scholar?cluster=6800091674502974166&hl=pt-R&as_sdt=2000" target="_blank">http://scholar.google.com.br/scholar?cluster=6800091674502974166&amp;hl=pt-R&amp;as_sdt=2000</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960465&pid=S1415-790X201200030002000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Statistical    Package for the Social Sciences for Windows Student Version/SPSS. Release 12.0    Chicago: Marketing Department; 2000. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://scholar.google.com.br/scholar?q=%20Statistical%20package%20for%20the%20social%20science%20for%20windows%20student%20version/%20SPSS%20(computer%20program)%20release%2015.0%20" target="_blank">http://scholar.google.com.br/scholar?q=%20Statistical%20package%20for%20the%20social%20science%20for%20windows%20student%20version/%20SPSS%20(computer%20program)%20release%2015.0    </a> &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960467&pid=S1415-790X201200030002000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Silva MV, Ometto    AMH, Furtuoso COM, Pipitone MAP, Sturion GL. Acesso &agrave; creche e estado    nutricional das crian&ccedil;as brasileiras: diferen&ccedil;as regionais, por    faixa et&aacute;ria e classes de renda. <i>Rev Nutr</i> 2000; 13: 193-9. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732000000300006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-52732000000300006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Fisberg MR,    Marchioni DML, Cardoso MRA. Estado nutricional e fatores associados ao d&eacute;ficit    de crescimento de crian&ccedil;as freq&uuml;entadoras de creches p&uacute;blicas    do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Brasil. <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>    2004; 20: 812-7. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X2004000300018&script=sci_arttext&%20tlng=pt" target="_blank">http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X2004000300018&amp;script=sci_arttext&amp;    tlng=pt</a> &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960470&pid=S1415-790X201200030002000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Souto TS, Oliveira    MN, Casoy F, Machado EHS, Juliano Y, Gouv&ecirc;ia LC, Armond JE. Anemia e renda    per capita familiar de crian&ccedil;as frequentadoras da creche do Centro Educacional    Unificado Cidade Dutra, no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. <i>Rev Paul    Pediatria</i> 2007; 25(2): 161-6. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielo.br/pdf/rpp/v25n2/a11v25n2.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rpp/v25n2/a11v25n2.pdf</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960472&pid=S1415-790X201200030002000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Brunken GS,    Guimar&atilde;es LV, Fisberg M. Anemia em crian&ccedil;as menores de 3 anos    que frequentam creches p&uacute;blicas em per&iacute;odo integral. <i>J Pediatr</i>    2002; 78(1): 50-6. Dispon&iacute;vel em <a href="http://http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000100011" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0021-75572002000100011</a>    &#91;Acessado em 20 de agosto de 2009&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960474&pid=S1415-790X201200030002000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Assun&ccedil;&atilde;o    MCF, Santos IS, Barros AJD, Gigante DP, Victora CG. 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Fatores determinantes da anemia em crian&ccedil;as. <i>J Pediatr</i> 2002;    78(4): 269-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1960478&pid=S1415-790X201200030002000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Gurgel RQ,    Cardoso GS, Silva AM, Santos LN, Oliveira RCV. Creche:ambiente expositor ou    protetor nas infesta&ccedil;&otilde;es por parasitas intestinais em Aracaju,    SE. <i>Rev Soc Bras de Medic Tropical</i> 2005; 38: 267-9. 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Mortalidade de crian&ccedil;as usu&aacute;rias de creches no Munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo. <i>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 2004; 38: 38-44.    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<body><![CDATA[<br>   Candeias, Vit&oacute;ria da Conquista - BA - CEP 45029-094    <br>   E-mail: <a href="mailto:danisr_nutricao@yahoo.com.br">danisr_nutricao@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 05/12/10    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em: 20/02/11    <br>   Aprovado em: 15/03/11    <br>   Declara&ccedil;&atilde;o de conflito de interesses: nada a declarar.    <br>   <b>Fonte de financiamento:</b> FAPEMIG (PROCESSO N&deg;: CDS 135/04), Centrais    El&eacute;tricas de Furnas.</font></p>      ]]></body><back>
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