Prevalência de dor lombar e fatores associados entre adultos de cidade média brasileira

Everton Alex Carvalho Zanuto Jamile Sanches Codogno Diego Giulliano Destro Christófaro Luiz Carlos Marques Vanderlei Jefferson Rosa Cardoso Romulo Araújo Fernandes Sobre os autores

Resumo

Objetivo:

Determinar a prevalência de dor lombar e algumas variáveis relacionadas entre adultos de ambos os sexos.

Métodos:

Estudo transversal de base populacional na zona urbana de Presidente Prudente, São Paulo. A amostra foi composta por 743 adultos, dor lombar, qualidade do sono e atividade física foram coletadas por meio de entrevista face a face na residência dos entrevistados. Utilizou-se o teste qui-quadrado para analisar a associação entre as variáveis, depois foram criados três modelos multivariados com inserção hierárquica dos fatores de confusão.

Resultados:

A prevalência de dor lombar relatada no último ano foi de 50,2% (IC95%: 46,6; 53,8), e na última semana 32,3% (IC95%: 28,9; 35,6). A dor lombar associou-se com sexo feminino, maior idade, menor escolaridade, sono alterado e excesso de peso, o modelo ajustado identificou que pessoas com idade superior a 45 anos (45-59,9 anos, OR= 13.1 [1.72-98.5] e ≥ 60 anos, OR= 9.10 [1.15-71.7]), com alguma alteração de sono (OR= 3.21 [1.84-5.61]) e obesos (OR= 2.33 [1.26-4.33]) parecem um grupo de risco para dor lombar.

Conclusão:

A prevalência de dor lombar é alta em pessoas obesas com idade superior a 45 anos que possuem alterações no sono, formando o grupo de maior risco para esse mal.

Dor lombar; Exercício; Sono; Índice de massa corporal


Introdução

Distúrbios músculo esqueléticos (DME) constituem um importante agravo à saúde, e podem afetar de forma significativa a qualidade de vida da pessoa acometida por este desfecho1Ferreira GD, Silva MC, Rombaldi AJ, Wrege ED, Siqueira FV, Hallal PC. Prevalência de dor nas costas e fatores associados em adultos do sul do Brasil: estudo de base populacional. Rev Bras Fisioter 2011; 15(1):31-36.. Dentre os DME a dor lombar possui maior ocorrência, relatado em algum momento por cerca de 80% da população em geral2Deyo RA, Mirza SK, Martin BI. Back pain prevalence and visit rates: estimates from U.S. national surveys, 2002. Spine (Phila Pa 1976) 2006; 31(23):2724-2727.. Ocorre em ambos os sexos, principalmente entre as idades de 30 a 50 anos, e está associada a grandes gastos com saúde2Deyo RA, Mirza SK, Martin BI. Back pain prevalence and visit rates: estimates from U.S. national surveys, 2002. Spine (Phila Pa 1976) 2006; 31(23):2724-2727. , 3Andersson G. Epidemiological features of chronic low-back pain. Lancet 1999; 354(9178):581-585., sendo uma das principais causas de atendimento médico no mundo4Srinivas SV, Deyo RA, Berger ZD. Application of "Less Is More" to Low Back Pain. Arch Intern Med 2012; 172(13):1016-1020., ficando atrás apenas da cefaleia2Deyo RA, Mirza SK, Martin BI. Back pain prevalence and visit rates: estimates from U.S. national surveys, 2002. Spine (Phila Pa 1976) 2006; 31(23):2724-2727..

Nos Estados Unidos da América, cerca de 50% da população adulta já reportou episódio de dor4Srinivas SV, Deyo RA, Berger ZD. Application of "Less Is More" to Low Back Pain. Arch Intern Med 2012; 172(13):1016-1020.. No Reino Unido, oClinical Standards Advisory Group (CSAG), filiado ao Ministério da Saúde Inglês, encontrou que um total de 16,5 milhões pessoas eram acometidas por dor lombar5Clinical Standards Adivsory Group. Epidemiology review: the epidemiology and cost of back pain. Soc Sci Med 1996; 42(4):561-563,. Na Alemanha6Schneider S, Mohnen SM, Schiltenwolf SM, Rau C. Co morbidity of low back pain: representative outcome of a national health study in the Federal Republic of Germany. Eur J Pain 2007; 11(4):387-397., Turquia7 Altinel L, Kose KC, Ergan V, Işik C, Aksoy Y, Ozdemir A, Toprak D, Doğan N. The prevalence of low back pain and risk factors among adult population in Afyon region, Turkey. Acta Orthop Traumatol Turc. 2008; 42(5):328-333.e França8Leclerc A, Gourmelen J, Chastang JF, Plouvier S, Niedhammer I, Lanoë JL. Level of education and back pain in France: the role of demographic, lifestyle and physical work factors. Int Arch Occup Environ Health 2009; 82(5):643-652. foram encontradas prevalências de 59%, 51% e 55,4%, respectivamente.

No Brasil, estudos têm indicado elevada ocorrência de dor lombar na população adulta (63%)1Ferreira GD, Silva MC, Rombaldi AJ, Wrege ED, Siqueira FV, Hallal PC. Prevalência de dor nas costas e fatores associados em adultos do sul do Brasil: estudo de base populacional. Rev Bras Fisioter 2011; 15(1):31-36., com predominância no sexo feminino9Almeida ICGB, Sá KN, Silva M, Batista A, Matos MA, Lessa I. Prevalência de dor lombar crônica na população da cidade de Salvador. Rev Bras Ortop 2008; 43(3):96-102.

10 Matos MG, Hennington ÉA, Hoefe AL, Dias-da-Costa JS. Dor lombar em usuários de um plano de saúde: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2008; 24(9):2115-2122.
- 1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385. e a maioria destes distúrbios são de origem idiopática, estando atrelada principalmente a fatores como hábitos de vida e atividades ocupacionais1212 Deyo RA, Wheinstein JN. Low back pain. N Engl J Med 2001; 344(5):363-370..

Determinar não apenas a sua prevalência, mas também os principais agentes relacionados à presença de DME é uma tarefa importante, pois possibilita a elaboração de estratégias mais eficientes em seu combate e prevenção. Estudos têm evidenciado que algumas variáveis são importantes determinantes da presença de DME na população adulta brasileira, tais como sexo, idade cronológica, condição de trabalho, excesso de peso e sono9Almeida ICGB, Sá KN, Silva M, Batista A, Matos MA, Lessa I. Prevalência de dor lombar crônica na população da cidade de Salvador. Rev Bras Ortop 2008; 43(3):96-102.

10 Matos MG, Hennington ÉA, Hoefe AL, Dias-da-Costa JS. Dor lombar em usuários de um plano de saúde: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2008; 24(9):2115-2122.
- 1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385.. Quanto à prevenção, a prática de atividade física merece especial atenção1313 Ferreira MC, Penido H, Aun A, Ferreira P, Ferreira ML, Oliveira VC. Eficácia dos exercícios de controle motor na dor lombopélvica: uma revisão sistemática. Fisioter Pesqui 2009; 16(4):374-379. , 1414 Burton AK, Balagué F, Cardon G, Eriksen HR, Henrotin Y, Lahad A, Leclerc A, Müller G, van der Beek AJ. Chapter 2. European guidelines for prevention in low back pain: November 2004. Eur Spine J 2006; 15(Supl. 2):S136-168., pois ainda não está claro se está relacionada à menor ocorrência de dor lombar. Assim o objetivo deste estudo é determinar a prevalência de dor lombar e algumas variáveis relacionadas entre adultos de ambos os sexos residentes na cidade de Presidente Prudente (SP).

Métodos

Desenho

Após obter aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Presidente Prudente, foram entrevistados indivíduos adultos (idade superior a 18 anos) de ambos os sexos residentes por mais de dois anos na cidade de Presidente Prudente (localizada a oeste do Estado de São Paulo), a qual possui uma população com cerca de 208.000 habitantes e com um índice de desenvolvimento humano de 0,846 (considerado alto).

O cálculo para o tamanho amostral mínimo foi efetuado utilizando a prevalência relatada por dois grandes estudos epidemiológicos prévios envolvendo a presença de dor lombar1Ferreira GD, Silva MC, Rombaldi AJ, Wrege ED, Siqueira FV, Hallal PC. Prevalência de dor nas costas e fatores associados em adultos do sul do Brasil: estudo de base populacional. Rev Bras Fisioter 2011; 15(1):31-36. , 1010 Matos MG, Hennington ÉA, Hoefe AL, Dias-da-Costa JS. Dor lombar em usuários de um plano de saúde: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2008; 24(9):2115-2122. . Calculou-se a prevalência média (57,9%) e o seu erro-padrão (5%) e os inseriu em uma equação para parâmetros populacionais. Adicionalmente, considerou-se uma população de 208.000 habitantes, intervalo de confiança de 95% (z = 1,96) e efeito de delineamento de 30% (por utilizar as ruas como unidade amostral). Com a configuração acima descrita, a equação em questão indicou a necessidade de se entrevistar ao menos 486 adultos de ambos os sexos. Por fim, somando-se 20% de possíveis perdas durante a análise dos dados, optou-se por entrevistar ao menos 583 adultos.

Para selecionar a amostra, a cidade foi dividida em cinco regiões geográficas (leste, oeste, norte, sul e centro) por meio da lista telefônica do município e em cada uma destas regiões, todos os bairros presentes nas mesmas foram elencados. Dentro destes bairros, 20 ruas/avenidas foram também selecionados aleatoriamente. Em cada uma dessas ruas, todos os domicílios foram elencados e seis foram selecionados aleatoriamente. Todos os indivíduos moradores destas residências foram convidados a participar, respeitando as características da amostra. Quando não era encontrado o morador em uma única visita, a casa ao lado passava a ser elegível, este procedimento era repetido até que se encontrasse alguém em casa, ampliando o universo da pesquisa para além dos proprietários de telefones.

Uma vez que um entrevistado elegível era encontrado e aceitava participar do estudo, dava-se inicio a entrevista face-a-face no próprio domicílio. Durante a entrevista, indagou-se sobre dor lombar, prática de atividade física no lazer e sono, buscando estabelecer assim relação entre o desfecho deste estudo, dor lombar, e as variáveis que o possam afetar tidas aqui como independentes. Após o trabalho de campo, a amostra final foi composta por 743 adultos de ambos os sexos que atenderam aos critérios de inclusão e aceitaram participar do estudo, assinando um termo de consentimento livre e esclarecido.

Variável dependente: Dor lombar

Foi utilizado o questionário desenvolvido por Kuorinka et al.1515 Kuorinka I, Jonsson B, Kilbom A, Vinterberg H, Biering-Sørensen F, Andersson G, Jorgensen K. Standardised Nordic questionnaires for the analysis of musculoskeletal symptoms. Appl Ergon 1987; 18(3):233-237. e previamente validado para a população brasileira1616 Pinheiro FA, Troccoli BT, Carvalho CV. Validação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares como medida de morbidade. Rev Saude Publica 2002; 36(3):307-312. , 1717 De Barros EN, Alexandre NM. Cross-cultural adaptation of the Nordic musculoskeletal questionnaire. Int Nurs Rev 2003; 50(2):101-108. , que avalia a ocorrência de sintomas musculoesqueléticos (dor, formigamento ou dormência) em diferentes regiões do corpo (pescoço, ombro, parte superior das costas, cotovelos, punhos/mãos, parte inferior das costas, quadril/coxa, joelhos e tornozelos/pés). Para cada região corporal existem quatro perguntas dicotômicas (sim ou não) referentes à: (i) presença de distúrbios musculo esqueléticos nos últimos 12 meses; (ii) comprometimento das atividades diárias nos últimos 12 meses por conta destes distúrbios; (iii) consulta de algum profissional da área da saúde por conta destes distúrbios; (iv) sentir estes distúrbios na última semana antes da entrevista. No presente estudo, por se tratar de variáveis de origem categórica, o desfecho analisado foi considerado quando o indivíduo respondia afirmativamente as quatro questões correspondentes à região lombar (Figura 1).

Figura 1.
Número de respostas afirmativas para distúrbios musculoesqueléticos entre adultos.

Variáveis independentes

Prática de atividades físicas no lazer

A prática habitual de atividades físicas no lazer foi levantada com a utilização do questionário desenvolvido por Baecke et al.1818 Baecke JA, Burema J, Frijters JE. A short questionnaire for the measurement of habitual physical activity in epidemiological studies. Am J Clin Nutr 1982; 36(5):936-942., validado para a população brasileira por Florindo et al.1919 Florindo AA, Latorre Mdo R, Jaime PC, Tanaka T, Zerbini CA. Methodology to evaluation the habitual physical activity in men aged 50 years or more. Rev Saude Publica 2004; 38(2):307-314., que avalia atividades esportivas. Também foram computadas outras atividades que não as de cunho esportivo (treinamento com pesos, ginástica, modalidades de lutas e caminhada). Foram analisados três construtos dessa prática de atividades físicas durante horários de lazer: intensidade (baixa, moderada e vigorosa), tempo semanal de prática (< 1h/sem; 1-2h/sem; 2-3h/sem; 3-4h/sem; > 4h/sem) e tempo prévio de engajamento (< 1 mês; 1-3 meses; 4-6 meses; 7-9 meses; > 9 meses). Assim, foram considerados fisicamente ativos os indivíduos que relataram um mínimo de 180 minutos por semana (3-4h/sem) de atividades físicas de intensidade moderada ou vigorosa, nos últimos quatro meses (4-6 meses), este ponto de corte foi adotado assim como em estudos anteriores2020 Fernandes RA, Zanesco A. Early physical activity promotes lower prevalence of chronic diseases in adulthood. Hypertens Res 2010; 33(9):926-931.

21 Fernandes RA, Christofaro DG, Casonatto J, Codogno JS, Rodrigues EQ, Cardoso ML, Kawaguti SS, Zanesco A. Prevalence of dyslipidemia in individuals physically active during childhood, adolescence and adult age. Arq Bras Cardiol 2011; 97(4):317-323.
- 2222 Fernandes RA. Prática da atividade física e prevalência de doenças cardio-metabólicas no estado de São Paulo [tese]. Rio Claro: UNESP; 2011.. Três categorias foram criadas: (escore zero) indivíduos que não relataram prática alguma de atividades físicas; (escore um) indivíduos que relataram menos que 180 minutos por semana/ou intensidade abaixo da estabelecida/ou menor tempo prévio de engajamento; (escore dois) indivíduos que alcançaram o ponto de corte proposto.

Excesso de peso e qualidade do sono

O peso corporal (kg) e a estatura (m) foram autorreferidos pelos entrevistados e, com base nessas informações, foi calculado o índice de massa corporal (IMC) por meio da divisão do peso corporal pelo quadrado da estatura (kg/m2), e criado três categorias: normal, sobrepeso e obesidade. A qualidade do sono foi analisada pelo questionárioMini-sleep Questionnaire 2323 Zomer J, Peled AH, Rubin E, Lavie P. Mini-sleep Questionnaire (MSQ) for screening large populations for EDS complaints. In: Koella WP, Rüther E, Schulz H, editors. Sleep 84. Stuttgart: Gustave Fisher Verlag; 1985. p. 467-470., validado para a população brasileira por Falavigna et al.2424 Falavigna A, Souza Bezerra ML, Teles AR, Kleber FD, Velho MC, Silva RC, Mazzochin T, Santin JT, Mosena G, Braga GL, Petry FL, Lessa Medina MF. Consistency and reliability of the Brazilian Portuguese version of the Mini-Sleep Questionnaire in undergraduate students. Sleep Breath 2011; 15(3):351-355., o qual é composto por 10 questões com sete possibilidades de respostas (nunca = 1, muito raramente = 2, raramente = 3, às vezes = 4, frequentemente = 5, muito frequentemente = 6 e sempre = 7) e fornece um escore adimensional (maior escore, pior a qualidade do sono). O escore final gerado pelo instrumento pode ser classificado como: sono bom (escore entre 10 e 24 pontos), sono levemente alterado (escore entre 25 e 27 pontos), sono moderadamente alterado (escore entre 28 e 30 pontos) e sono muito alterado (escore acima de 30 pontos). Neste estudo foi adotado escore ≥ 25 para sono alterado.

Variáveis sociodemográficas

Outras variáveis também foram elencadas como possíveis fatores de confusão, como sexo (1 = masculino e 2 = feminino), idade (1 = 18-29, 2 = 30-44.9, 3 = 45-59.9, 4 ≥ 60 anos), etnia (1 = branca, 2 = negra, 3 = oriental e 4 = outras) e escolaridade (1 ≤ 4 anos, 2 = 5-8 anos, 3= Ens. Médio/Técnico, 4 = Superior completo).

Análise estatística

As variáveis numéricas foram expressas como média de desvio-padrão (DP). Em decorrência do tipo de algumas variáveis envolvidas (numérica discreta) utilizou-se o teste qui-quadrado para analisar a associação entre as variáveis, assim como a correção de Yates quando necessário. Utilizando as variáveis independentes que apresentaram significância estatística no teste qui-quadrado, foi criada uma regressão logística e formados três modelos multivariados adotando uma entrada hierárquica de variáveis, no qual as correlações significativas (dor lombar e variáveis independentes) foram ajustadas por fatores de confusão: primeira entrada, variáveis socioeconômicas (sexo, idade e escolaridade); segunda entrada, modelo ajustado por variáveis socioeconômicas e comportamentais (atividade física no lazer e qualidade do sono); terceira entrada, modelo ajustado por variáveis socioeconômicas, comportamentais e excesso peso. Este processo gerou razão de chance com intervalos de confiança de 95% (ORIC95%) demonstrando associações independentes. Valores com significância inferiores a 5% foram considerados significantes e todas as análises foram realizadas no programa estatístico BioEstat (versão 5.0).

Resultados

Houve um predomínio na amostra de pessoas do sexo feminino (n = 453, 60,9%), brancas (n = 616, 82,9%), praticantes insuficientes de atividade física (n = 452, 60,8%), com excesso de peso (sobrepeso [n = 260; 35%] e obesidade [n = 173; 23,3%]), bem como, elevado percentual de pessoas com, ao menos, o ensino médio/técnico completo (61,8%). A média de idade foi 49,9 ± 17,3 anos (IC 95%: 48,6; 51,1 anos), e 30,6% dos entrevistados apresentaram 60 anos ou mais (18-29 anos: 14,8%; 30-44,9 anos: 25,9%; 45-60 anos: 28,6%; > 60 anos: 30,6%).

A ocorrência do desfecho analisado foi de 11,3% (IC 95%: 9,1; 13,5%) (Figura 1). Quando analisados os quatro componentes utilizados para a construção do desfecho, observa-se que a prevalência de dor lombar reportada no último ano foi de 50,2% (IC95%: 46,6; 53,8) na última semana 32,3% (IC95%: 28,9; 35,6), enquanto que 21,1% (IC95%: 18,2; 24,1) dos entrevistados foram impedidos de realizar suas atividades de vida diária no último ano por causa da dor lombar e 23,2% (IC95%: 20,2; 26,3) procuraram um profissional da saúde devido a esse problema.

Houve associação da dor lombar com sexo feminino, maior idade, menor escolaridade, sono alterado e excesso de peso. A atividade física de lazer não esteve associada com dor lombar devido à correção de Yates alterar o p-valor, porém o teste qui-quadrado aponta razão de chance aumentada (OR 2.35 [1.00-5.54]) dos que praticam atividade física de forma insuficiente apresentarem dor lombar. (Tabela 1).

Tabela 1.
Fatores associados à dor lombar entre adultos de Presidente Prudente/SP.

Utilizando as variáveis independentes que apresentaram associação com dor lombar (significância de até 20%) no teste qui-quadrado, foi construído um modelo multivariado com entrada hierárquica de variáveis socioeconômicas, comportamentais e de excesso de peso. O último modelo gerado não apresentou saturação excessiva (teste de Hosmer e Lemeshow com p-valor= (0,464)) e identificou que pessoas com idades superior a 45 anos (45-59,9 anos, OR= 13.1 [1.72-98.5] e ≥ 60 anos, OR= 9.10 [1.15-71.7]), com alguma alteração de sono (OR= 3.21 [1.84-5.61]) e obesos (OR= 2.33 [1.26-4.33]) parecem um grupo de risco para dor lombar como demonstrado na (Tabela 2 ).

Tabela 2.
Modelo ajustado para a associação entre ocorrência de dor lombar e variáveis independentes.

Discussão

A alta prevalência de dor lombar encontrada no último ano 50,2% foi semelhante à relatada em diversos países como Alemanha (59%)6Schneider S, Mohnen SM, Schiltenwolf SM, Rau C. Co morbidity of low back pain: representative outcome of a national health study in the Federal Republic of Germany. Eur J Pain 2007; 11(4):387-397., Turquia (51%)7Altinel L, Kose KC, Ergan V, Işik C, Aksoy Y, Ozdemir A, Toprak D, Doğan N. The prevalence of low back pain and risk factors among adult population in Afyon region, Turkey. Acta Orthop Traumatol Turc. 2008; 42(5):328-333., França (55,4%)8Leclerc A, Gourmelen J, Chastang JF, Plouvier S, Niedhammer I, Lanoë JL. Level of education and back pain in France: the role of demographic, lifestyle and physical work factors. Int Arch Occup Environ Health 2009; 82(5):643-652. e mesmo no Brasil (63%)1Ferreira GD, Silva MC, Rombaldi AJ, Wrege ED, Siqueira FV, Hallal PC. Prevalência de dor nas costas e fatores associados em adultos do sul do Brasil: estudo de base populacional. Rev Bras Fisioter 2011; 15(1):31-36., demonstrando a importância mundial deste agravo à saúde. Outro fato encontrado neste estudo foi o impedimento em se realizar atividades de vida diária de 21,1% (IC95%: 18,2; 24,1), a qual é elevada em uma parcela da população em plena idade produtiva, situação que pode identificar uma contribuição da dor lombar nos prejuízos econômicos relacionados à perda de produtividade e absenteísmo2Deyo RA, Mirza SK, Martin BI. Back pain prevalence and visit rates: estimates from U.S. national surveys, 2002. Spine (Phila Pa 1976) 2006; 31(23):2724-2727.

Andersson G. Epidemiological features of chronic low-back pain. Lancet 1999; 354(9178):581-585.
- 4Srinivas SV, Deyo RA, Berger ZD. Application of "Less Is More" to Low Back Pain. Arch Intern Med 2012; 172(13):1016-1020.. Outro demonstrativo do impacto econômico deste distúrbio foi que 32,3% dos entrevistados relataram episódio de dor lombar na última semana. Deyo et al.2Deyo RA, Mirza SK, Martin BI. Back pain prevalence and visit rates: estimates from U.S. national surveys, 2002. Spine (Phila Pa 1976) 2006; 31(23):2724-2727.demonstraram que dor lombar aguda é a segunda maior razão para se procurar um profissional da Área da Saúde nos Estados Unidos. Este dado ajudaria a explicar a alta parcela dos entrevistados que procuraram um profissional da saúde devido à dor lombar, corroborando com estudos anteriores que indicam grande gasto direto com o tratamento deste desfecho2Deyo RA, Mirza SK, Martin BI. Back pain prevalence and visit rates: estimates from U.S. national surveys, 2002. Spine (Phila Pa 1976) 2006; 31(23):2724-2727.

Andersson G. Epidemiological features of chronic low-back pain. Lancet 1999; 354(9178):581-585.
- 4Srinivas SV, Deyo RA, Berger ZD. Application of "Less Is More" to Low Back Pain. Arch Intern Med 2012; 172(13):1016-1020..

A associação encontrada entre dor lombar e sexo feminino foi semelhante ao reportado por Silva et al.1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385., a qual pode ser justificada por fatores como a dupla jornada de trabalho da mulher moderna e diferenças anatomo-funcionais9Almeida ICGB, Sá KN, Silva M, Batista A, Matos MA, Lessa I. Prevalência de dor lombar crônica na população da cidade de Salvador. Rev Bras Ortop 2008; 43(3):96-102.

10 Matos MG, Hennington ÉA, Hoefe AL, Dias-da-Costa JS. Dor lombar em usuários de um plano de saúde: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2008; 24(9):2115-2122.
- 1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385.. Porém, ao inserir no primeiro modelo multivariado o sexo feminino perdeu-se significância, pela influência de menor escolaridade e maior idade. Similarmente com a literatura2Deyo RA, Mirza SK, Martin BI. Back pain prevalence and visit rates: estimates from U.S. national surveys, 2002. Spine (Phila Pa 1976) 2006; 31(23):2724-2727.

Andersson G. Epidemiological features of chronic low-back pain. Lancet 1999; 354(9178):581-585.
- 4Srinivas SV, Deyo RA, Berger ZD. Application of "Less Is More" to Low Back Pain. Arch Intern Med 2012; 172(13):1016-1020. , 1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385., foi identificado que os grupos de maior idade apresentaram maior ocorrência do desfecho e houve maior número de mulheres em todos os grupos etários da amostra, mas principalmente a partir dos 45 anos. Assim, dada a maior expectativa de vida da mulher, esta maior concentração das mesmas nos grupos etários mais avançados pode ter contribuído para o fator sexo não ter se mantido associado significativamente com a dor lombar neste modelo.

No que se refere à associação com a menor escolaridade, foi semelhante ao estudo de Silva et al.1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385.; a explicação pode ser baseada no ambiente de trabalho, pois pessoas com menor grau de escolaridade tendem a ficar expostas a maiores cargas de trabalho2Deyo RA, Mirza SK, Martin BI. Back pain prevalence and visit rates: estimates from U.S. national surveys, 2002. Spine (Phila Pa 1976) 2006; 31(23):2724-2727. , 4Srinivas SV, Deyo RA, Berger ZD. Application of "Less Is More" to Low Back Pain. Arch Intern Med 2012; 172(13):1016-1020., ao passo que pessoas com maior grau de escolaridade possuem maior qualificação profissional e são, essencialmente, sedentárias nesse ambiente. A associação perdeu significância no segundo modelo, com a inserção da atividade física no lazer e alteração de sono. Sabe-se que pessoas com menor escolaridade reportam menor prática de atividade física no lazer, ao passo que pessoas de maior escolaridade, embora com profissões sedentárias, parecem possuir maior tempo livre para o lazer2020 Fernandes RA, Zanesco A. Early physical activity promotes lower prevalence of chronic diseases in adulthood. Hypertens Res 2010; 33(9):926-931..

O sono alterado associou-se com dor lombar independente dos fatores de confusão (OR = 3.21 [1.84-5.61]). A associação do sono com dor lombar apresentada neste estudo é condizente com o de Pereira et al.2525 Pereira EF, Teixeira CS, Kothe F, Merino EAD, Daronco LSE. Percepção de qualidade do sono e da qualidade de vida de músicos de orquestra. Rev Psiquiatria Clínica 2010; 37(2):48-51., que após avaliarem a percepção sobre a qualidade do sono de 1.111 músicos profissionais observaram uma relação entre pior qualidade de sono e dor. Em revisão sistemática realizada por Kelly et al.2626 Kelly GA, Blake C, Power CK, O'keeffe D, Fullen BM. The association between chronic low back pain and sleep: a systematic review. Clin J Pain. 2011; 27(2):169-181., a dor lombar foi associada a perturbação e poucas horas de sono, bem como, pior qualidade do mesmo. Estes achados referentes a tais efeitos adversos podem, ao menos em parte, ser atribuídos a uma dificuldade de relaxar e conseguir adormecer entre pessoas acometidas por dor lombar, bem como dificuldades de movimentação na cama ao longo da noite de sono2525 Pereira EF, Teixeira CS, Kothe F, Merino EAD, Daronco LSE. Percepção de qualidade do sono e da qualidade de vida de músicos de orquestra. Rev Psiquiatria Clínica 2010; 37(2):48-51. , 2626 Kelly GA, Blake C, Power CK, O'keeffe D, Fullen BM. The association between chronic low back pain and sleep: a systematic review. Clin J Pain. 2011; 27(2):169-181..

A obesidade também associou-se com dor lombar. De fato, pessoas obesas têm maior chance de reportar dor lombar do que pessoas com índice de massa corporal normal9Almeida ICGB, Sá KN, Silva M, Batista A, Matos MA, Lessa I. Prevalência de dor lombar crônica na população da cidade de Salvador. Rev Bras Ortop 2008; 43(3):96-102.

10 Matos MG, Hennington ÉA, Hoefe AL, Dias-da-Costa JS. Dor lombar em usuários de um plano de saúde: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2008; 24(9):2115-2122.
- 1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385.. Uma possível justificativa é baseada no aumento da sobrecarga articular, bem como uma mudança no eixo de gravidade com consequente sobrecarga na musculatura antigravitacional9Almeida ICGB, Sá KN, Silva M, Batista A, Matos MA, Lessa I. Prevalência de dor lombar crônica na população da cidade de Salvador. Rev Bras Ortop 2008; 43(3):96-102.

10 Matos MG, Hennington ÉA, Hoefe AL, Dias-da-Costa JS. Dor lombar em usuários de um plano de saúde: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2008; 24(9):2115-2122.
- 1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385..

Pessoas insuficientemente ativas apresentam uma maior chance de possuírem dor lombar, demonstrando o fator benéfico de ser fisicamente ativo neste distúrbio1Ferreira GD, Silva MC, Rombaldi AJ, Wrege ED, Siqueira FV, Hallal PC. Prevalência de dor nas costas e fatores associados em adultos do sul do Brasil: estudo de base populacional. Rev Bras Fisioter 2011; 15(1):31-36. , 3Andersson G. Epidemiological features of chronic low-back pain. Lancet 1999; 354(9178):581-585. , 6Schneider S, Mohnen SM, Schiltenwolf SM, Rau C. Co morbidity of low back pain: representative outcome of a national health study in the Federal Republic of Germany. Eur J Pain 2007; 11(4):387-397.. O fato da associação entre atividade física de lazer e dor lombar não apresentar significância estatística no modelo multivariado é semelhante aos estudos realizados no Brasil9Almeida ICGB, Sá KN, Silva M, Batista A, Matos MA, Lessa I. Prevalência de dor lombar crônica na população da cidade de Salvador. Rev Bras Ortop 2008; 43(3):96-102.

10 Matos MG, Hennington ÉA, Hoefe AL, Dias-da-Costa JS. Dor lombar em usuários de um plano de saúde: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2008; 24(9):2115-2122.
- 1111 Silva MC, Fassa ACG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica 2004; 20(2):377-385. e, possivelmente, acontece devido ao fato de atividade física de lazer envolver um conjunto de atividades que não necessariamente afetam o desfecho em questão2727 Silva MA, Gouvêa GR, Claro AF, Agondi Rde F, Cortellazzi KL, Pereira AC, Meneghim Mde C, Mialhe FL. Impact of the activation of intention to perform physical activity in type II diabetics: a randomized clinical trial. Cien Saude Colet 2015; 20(3):875-886. , 2828 Branco JC, Jansen K, Sobrinho JT, Carrapatoso S, Spessato B, Carvalho J, Mota J, Silva RA. Physical benefits and reduction of depressive symptoms among the elderly: Results from the Portuguese "National Walking Program". Cien Saude Colet 2015; 20(3):789-795. . Além disso, ainda existe o viés da causalidade reversa oriunda de estudos transversais, pois pessoas com dor lombar podem estar praticando atividade física em seu lazer como tratamento a este distúrbio. Nesse sentido, o delineamento transversal, juntamente com a ausência de um método mais sofisticado para diagnóstico da dor lombar devem ser considerados como principais limitações e direções para futuros estudos. Por fim, a impossibilidade técnica de revisitar os domicílios selecionados em que não foram encontradas pessoas, deve ser destacada.

Concluindo, identificou-se alta prevalência de dor lombar entre os adultos entrevistados, dos quais, pessoas com idade superior a 45 anos, com alguma alteração no sono e obesos parecem um grupo de especial risco para dor lombar. Assim, estratégias que estimulem a prática regular de atividade física para a diminuição do peso corporal27 27 Silva MA, Gouvêa GR, Claro AF, Agondi Rde F, Cortellazzi KL, Pereira AC, Meneghim Mde C, Mialhe FL. Impact of the activation of intention to perform physical activity in type II diabetics: a randomized clinical trial. Cien Saude Colet 2015; 20(3):875-886.e também para auxiliar na qualidade do sono parecem ser alternativas viáveis também para a redução de dores na região lombar.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Maio 2015

Histórico

  • Recebido
    21 Mar 2014
  • Aceito
    28 Set 2014
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