EDITORIAL

 

 

Interface - Comunicação, Saúde, Educação encerra 2010 completando, com esta edição, seu 35º número. Final de um ano e início de novo, é sempre momento propício para um balanço das atividades, compartilhando com leitores e colaboradores nossas conquistas e novos desafios.

É notório em todo o campo da Saúde Coletiva - o que também se reflete não apenas em nosso periódico, mas em diversos outros - o crescimento dos programas de pós-graduação, das pesquisas e, consequentemente, da demanda por publicação. Encerraremos o ano com cerca de setecentas submissões, quando há quatro anos, em 2006, estávamos com 195. Para esse enorme incremento muito contribuiu a maior agilidade oferecida, desde fevereiro de 2008, pelas submissões realizadas on-line, mediante sistema desenvolvido pela Biblioteca Virtual Scielo (Scielo Submission), com o que, também, modernizamos todo o processo de publicação, aprimorando igualmente o trabalho da equipe da revista. Não obstante, foi na esfera comunicacional a mais relevante conquista nessa direção, tal como autores, avaliadores e editores de seção devem ter sentido no andamento cotidiano dos processos: uma forma não só rápida, mas direta de acompanhá-los, propiciando um intenso diálogo entre avaliadores e editores e editores e autores.

Por outro lado, esse conjunto de novas conquistas gerou grandes desafios. Nesse sentido é que gostaríamos de compartilhar com leitores e colaboradores algumas preocupações, visando manter a boa qualidade da revista e melhorar ainda mais o seu mérito como periódico científico. Destacamos, assim, alguns dos principais aspectos que são considerados no modo pelo qual Interface é avaliada pelos pares e editores de outros periódicos e pelos indexadores de publicações científicas. São eles: a fidelidade ao escopo da revista; a fidelidade à proposta editorial, mantendo desenho e proporção das seções definidos; um corpo de consultores de abrangência internacional; a autoria dos artigos de abrangência internacional; a qualidade dos artigos quanto à produção de conhecimento; a conquista de bases de indexação relevantes; a adequada triagem inicial das submissões, expressa por taxa significativa de rejeições; a manutenção da periodicidade proposta; e, por fim, é claro, a manutenção do tempo decorrido entre a submissão e a publicação de um artigo, que não pode ser muito longo e, sobretudo, sofrer grandes variações.

Este último aspecto, particularmente, merece comentários adicionais, pois, mesmo com o volume de processos bastante aumentado, temos buscado manter a qualidade da comunicação e o tempo médio entre a submissão e a publicação, na marca dos 14 a 16 meses. É preciso levar em conta, porém, que apenas parte desse sucesso liga-se a questões internas à revista, tais como a rápida pré-avaliação dos manuscritos, que é a fase em que basicamente identificamos a pertinência das submissões ao escopo da revista, ou a rapidez da edição final. Outra parte, substantiva para a existência de uma revista e para o seu mérito científico, diz respeito à participação da própria comunidade científica no julgamento de pares, como avaliadores dos processos de julgamento em curso. Esta participação é, hoje, sem dúvida um grande desafio, a que exortamos todos de nossa comunidade de pares a fazerem frente. E tornou-se uma questão emblemática das dificuldades mais atuais das publicações, seja pelo leque ampliado de temáticas abordadas pelos pesquisadores do campo, seja pelo intenso volume de atividades que tomou conta do campo dentro dos parâmetros que criamos para nossa própria avaliação de qualidade cientifica.

As exigências para um bom periódico, portanto, são muitas e de diversas ordens. São, como apontamos, tanto nossas quanto de nossos colaboradores, daí a relevância de serem conhecidas por todos. Espaços e oportunidades de comunicação devem ser sempre usados e estimulados, tal como temos feito, em conjunto com outros editores de periódicos do campo, participando de mesas, colóquios ou sessões de debates nos diversos eventos científicos do campo, criando encontros diretos com nossos colaboradores. Este editorial soma-se a essa perspectiva de mantermos sempre abertos nossos canais de comunicação, nossa Interface, com a comunidade científica que nos estimula e nos desafia.

 

Antonio Pithon Cyrino
Lilia Blima Schraiber
Miriam Celi Porto Foresti,
Editores

UNESP Botucatu - SP - Brazil
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