TEMAS LIVRES

 

O estado da arte sobre cuidado ao idoso: diagnóstico da produção científica em enfermagem

 

The state of the art in the elderly care: diagnosis of scientific production in nursing

 

 

Magda Ribeiro de CastroI; Nébia Maria Almeida de FigueiredoII

IMestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Enfermeira do Trabalho pela UFRJ. Docente do Centro Universitário da Cidade (RJ). Endereço eletrônico: magdarcastro@ig.com.br
IIDoutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; livre-docente em Administração de Enfermagem pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; professora titular de Fundamentos de Enfermagem da UNIRIO

 

 


RESUMO

Este artigo tem como objetivos: identificar, nos resumos de pesquisas científicas, como o cuidado ao idoso foi abordado; e discutir o cuidado retratado nessas pesquisas. Trata-se de estudo bibliográfico, quantitativo, realizado através de 53 resumos científicos abordando o cuidado ao idoso, publicados no período de 1993 a 2005 nas bases de dados Lilacs, Medline, BDENF e Capes. Como resultado, foi possível identificar que o cuidado ao idoso foi abordado sob várias vertentes, com destaque para o "cuidador familiar no domicílio", a necessidade de investir na "formação/qualificação profissional", a importância da "atuação do enfermeiro" e a aplicabilidade da "teoria transcultural" no cuidado ao idoso. As evidências deste estudo apontam medidas necessárias e adequadas para o momento de transição que vivemos, envolvendo a necessidade premente de investimento na qualificação profissional de trabalhadores que cuidam dessa clientela e no conhecimento e esclarecimento da população em geral sobre questões pertinentes ao envelhecimento.

Palavras-chave: cuidado, idoso, enfermagem.


ABSTRACT

This paper aims to identify in the summaries of scientific research woks, how the elderly care has been addressed, and to discuss the care portrayed in these studies. This is a bibliographical, quantitative study conducted in 53 abstracts addressing elderly care, published between 1993 to 2005 and indexed Lilacs, MEDLINE, and Capes. As a result, we observed that elderly care is addressed from various aspects, especially the "family caregiver at home," the need to invest in "professional training / qualification", the importance of the "nurse's role" and the applicability the "trans-cultural theory" in elderly care. Evidence from this study suggests measures necessary and appropriate to the moment of transition which we live, involving the pressing need for investment in the professional qualification of workers who care for these clients and the knowledge and enlightenment of the general population on issues related to aging.

Key words: care, elderly, nursing.


 

 

Introdução

O interesse em estudar o cuidado ao idoso sucedeu de diversas experiências, reflexões e estudos acerca dessa temática. O empenho em traçar um diagnóstico da produção científica sobre o cuidado na terceira idade pauta-se no fato de pensar modos e maneiras de entendê-lo a partir de ações de enfermagem e, também, pela necessidade de produção científica na enfermagem acerca do cuidado a esse grupo etário. Assim, o objeto deste estudo1 é conhecer como o cuidado ao idoso tem sido abordado em publicações científicas da enfermagem, sendo, portanto, implementados os seguintes objetivos: identificar nos resumos de pesquisas científicas como o cuidado ao idoso foi abordado; discutir sobre o cuidado ao idoso retratado nessas pesquisas.

O estudo justifica-se pela existência do fenômeno denominado "transição demográfica", responsável pelo aumento significativo da população idosa e a necessidade de produção na área do cuidado ao idoso, visando a gerar um conhecimento que se reflita de forma satisfatória na assistência à saúde desses indivíduos.

Associado ao crescimento populacional, torna-se necessário que as instituições de ensino superior brasileiras estejam sintonizadas com o atual processo de transição demográfica e suas consequências médico-sociais. De acordo com a Política Nacional de Saúde do Idoso (PNSI):

há uma escassez de recursos técnicos e humanos para enfrentar a explosão desse grupo populacional. O crescimento demográfico da população idosa brasileira exige a preparação adequada do país para atender às demandas das pessoas na faixa etária de mais de sessenta anos de idade. Essa preparação envolve diferentes aspectos que dizem respeito desde a adequação ambiental e o provimento de recursos materiais e humanos capacitados, até a definição e a implementação de ações de saúde específicas (BRASIL, 1999).

Em virtude desse crescimento etário, acreditamos ser relevante ampliar as pesquisas científicas na área gerontológica, visando a preparar melhor os profissionais de saúde envolvidos na assistência multidisciplinar ao idoso, em particular, o enfermeiro - profissional que cuida.

Consideramos o "cuidado" o fundamento da ciência Enfermagem, estando em concordância com Waldow (1995, p. 30), que afirma que "cuidar significa empreender comportamentos e ações que envolvam conhecimentos, valores, habilidades e atitudes, no sentido de favorecer as potencialidades das pessoas para manter ou melhorar a condição humana no processo de viver e morrer".

Concordamos com Veras et al. (1994, p. 7), ao destacarem que é necessário "assegurar serviços de qualidade para os idosos, desenvolvendo, concomitantemente, recursos humanos de excelência para lidar com o grupo etário que mais cresce em nosso país". E continuam, afirmando que

dentre as instituições públicas, a Universidade é, no momento, a mais equipada para responder a esta necessidade. A estruturação de microuniversidades temáticas voltadas para a terceira idade pode ser o ponto de partida. Lá, os idosos, além da assistência que podem receber, podem também propiciar uma coorte inestimável para pesquisas em várias áreas do conhecimento, além de ajudar na formação de profissionais de alta qualificação e alavancar a produção de conhecimento sobre Terceira Idade (VERAS et al., 1994, p. 7).

No que tange à Política Nacional de Saúde do Idoso, destaca-se que esta apresenta como propósito basilar a promoção do envelhecimento saudável, a manutenção e a melhoria, ao máximo, da capacidade funcional dos idosos, a prevenção de doenças, a recuperação da saúde dos que adoecem e a reabilitação daqueles que venham a ter sua capacidade funcional restringida, de modo a lhes garantir permanência no meio em que vivem, exercendo de forma independente suas funções na sociedade (BRASIL, 1999). O grande desafio, porém, é a operacionalização deste propósito e de suas diretrizes dentro do contexto atual, as quais devem nortear as ações do setor saúde. Dentre as diretrizes, destacamos a assistência às necessidades de saúde do idoso e a capacitação de recursos humanos especializados, já que acreditamos que, por meio da capacitação dos profissionais, a assistência às necessidades da população tende a ser ofertada de modo eficiente e adequado.

Uma vez que essas necessidades são atendidas de modo satisfatório, acredita-se haver uma cooperação para o alcance do propósito basilar desta política. Assim, torna-se necessária a atuação dos órgãos e entidades públicas que têm como uma das competências "promover a capacitação de recursos para atendimento ao idoso", além de "inserir nos currículos mínimos, nos diversos níveis de ensino formal, conteúdos voltados para o processo de envelhecimento, de forma a eliminar preconceitos e a produzir conhecimentos sobre o assunto" (BRASIL, 1994, p. 14).

 

Metodologia

Estudo bibliográfico realizado através de publicações científicas acerca do cuidado ao idoso. Segundo Gil (2002, p. 44), esse tipo de estudo "é desenvolvido com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos", sendo a principal vantagem o fato de permitir ao investigador cobrir uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente. Dessa forma, apropriamo-nos de 53 resumos de publicações científicas nas bases de dados internacionais LILACS e MEDLINE e na base de dados brasileira BDENF (Base de Dados de Enfermagem), além de utilizar o Banco de Teses (CAPES), servindo-nos da ampla disseminação de materiais bibliográficos disponíveis nessas bases. Assim, foi possível identificar várias pesquisas acerca do cuidado de enfermagem ao idoso (ver apêndice).

Cabe ressaltar que a abordagem deste estudo corresponde à natureza quantitativa, e os resumos científicos utilizados compreendem o período de 1993 a 2005, sendo aplicados os seguintes critérios de inclusão para os resumos que compuseram o presente estudo:

■ resumos completos contendo objeto ou objetivo, metodologia, resultado(s) e/ou conclusão, sendo priorizado esses dois últimos itens;

■ resumos em língua portuguesa;

■ resumos com os seguintes tipos de publicação: artigo, relato de caso, projeto, tese para obtenção do grau de especialista, mestre e doutor.

Para o desenvolvimento do estudo em tela, os resumos selecionados foram catalogados, destacando-se a ideia central do(s) resultado(s) e/ou conclusão. Em seguida, os achados: conclusão, resultado(s), resultado(s) e conclusão foram listados e sintetizados, visando à confecção de categorias. Assim, as categorias do estudo foram alocadas em três seções: "O estado da arte nos resumos com conclusão, com resultado(s) e com resultado(s) e conclusão".

 

Resultados e discussão dos dados

O estado da arte nos resumos com conclusão

Dos nove resumos (100%) que apresentaram conclusão, dois (22,2%) mencionaram a Teoria Transcultural como proposta assistencial viável e o uso desta teoria em consonância com as concepções culturais do idoso e da família cuidadora.

Vale ressaltar que Madeleine Leininger, na década de 50, desenvolveu a Teoria Transcultural do cuidado, na qual considera que o cuidado ao ser humano é universal, isto é, o ser humano, para nascer, crescer, manter sua vida e morrer, precisa ser cuidado, porém cada cultura, de acordo com seu ambiente e estrutura social, terá sua própria visão de saúde, doença e cuidado. A saúde, para essa autora, é o estado percebido ou cognitivo de bem-estar, que capacita o indivíduo ou grupo a efetuar as atividades segundo os padrões desejados em determinada cultura. Cultura são os valores, crenças e práticas compartilhadas, apreendidas ao longo das gerações (BOEHS, 2002).

As conclusões seguintes surgiram uma única vez, representando 11,1% cada:

■ a família predomina como suporte informal no cuidado ao idoso;

■ medidas de proteção precisam ser elaboradas para o cuidador;

■ cuidado contemplado numa perspectiva de totalidade em busca da cidadania do idoso asilado;

■ o marco baseado no processo interacional de King e a relação de ajuda de Travelbee, propiciando vislumbrar o idoso de forma integral;

■ necessidade de implantação de programas de cuidado domiciliar que assistam à família e o idoso de forma integral;

■ o processo de ação educativa participativa vislumbrando uma forma renovada da prática de enfermagem que contempla a especificidade do ser humano idoso;

■ os benefícios da assistência de enfermagem utilizando como referencial o conceito de Saúde de Margaret Newman.

O estado da arte nos resumos com resultado(s)2

Dos 20 resumos (100%) que apresentaram resultado(s), quatro (20%) apontaram o "cuidador familiar no domicílio", mostrando que familiares assumem papel de cuidador desempenhado essencialmente pelo sexo feminino; cuidadores cuidam de seus idosos com respeito e dignidade; comprometimento dos cuidadores no domicílio e desenvolvimento de uma rede de apoio para suprir as necessidades das famílias cuidadoras.

De acordo com a Política Nacional de Saúde do Idoso (BRASIL, 1999), "o apoio informal e familiar constitui um dos aspectos fundamentais na atenção à saúde desse grupo populacional". Conforme visto na prática e na literatura, esse cuidado é desempenhado principalmente por mulheres.

Fialho e Soares (2001) assinalam que as exigências terapêuticas impostas pela doença alteram o cotidiano, as necessidades da família, os costumes e as atividades domésticas, geralmente realizadas pelas mulheres, até pelo fato de, por uma questão cultural, essas atribuições terem uma característica feminina. Veras et al. (1994, p. 11) recomendam, dentre outras ações, a necessidade de "incentivar o Estado a apoiar a estrutura e a dinâmica familiar, pois, em países como o nosso, os encargos do cuidado com a pessoa idosa ficam por conta quase que exclusivamente da família, a única fonte de apoio emocional, afetivo e econômico para a pessoa idosa". Desse modo, torna-se nítida a importância de uma rede de apoio para suprir as necessidades das famílias cuidadoras de idosos, visto que esse apoio no Brasil, de acordo com a política supracitada, ainda é bastante precário.

Três (15%) resumos apontaram a necessidade da qualificação profissional através da revisão na formação acadêmica voltada para a assistência ao idoso; necessidade desta qualificação e treinamento e necessidade de transformar a maneira de ensinar e cuidar por parte das escolas. Dois (10%) resumos abordaram o "familiar cuidando do idoso hospitalizado" através da participação do familiar no cuidado e o atendimento das necessidades fisiológicas do paciente. Dois (10%) resumos apresentaram a necessidade básica psicoespiritual, apontando a fé religiosa do paciente idoso e a necessidade de informação com ênfase nas necessidades psicoespirituais. Dois (10%) resumos apontaram também a ação/intervenção da enfermagem, constituída da supervisão dos cuidados assumidos pela família e orientação aos idosos para enfrentar a situação no domicílio após a cirurgia.

Os resultados seguintes surgiram uma única vez, representando 5% cada:

■ identificou-se um grupo de profissionais que não excluem o idoso e o cuidado, mas se excluem de estar neste espaço;

■ o processo de educação conscientizadora das idosas e cuidadores como ferramenta importante;

■ as situações adversas mais significativas para os idosos: morte e separação de familiares e situações favoráveis para os idosos: família, sabedoria, experiência, aposentadoria e a vida em si;

■ não-realização de uma assistência diferenciada na admissão dos idosos no centro cirúrgico; os serviços na sala de operação relacionavam-se, em sua maioria, com o cuidado físico específico;

■ os cuidados vivenciados em casa foram percebidos (pelos idosos) como humanizados;

■ a utilização da Teoria de Madeleine Leininger resultou num cuidado humanizado;

■ a relação de ajuda de Peplau contribuiu para a melhoria da qualidade de vida;

■ os sujeitos residentes na instituição estão expostos a problemas potenciais devido a lacunas no processo de terapia farmacológica.

O estado da arte nos resumos com resultado(s) e conclusão

Analisamos os 24 resumos (100%) que apresentaram resultado(s) e conclusão, inferindo que, dentre os resultados, quatro (16,6%) destacaram o "cuidador familiar no domicílio", apontando que cuidar do idoso dependente é uma obrigação da mulher; ao adoecerem, 64,4% dos homens são cuidados pelas esposas e 34,9% das mulheres são cuidadas por seus esposos; o cuidado está sob a responsabilidade de uma única pessoa da família, a maioria mulheres, e a prática do cuidado em úlceras por pressão pelos familiares.

Quatro resumos (16,6%) enfatizaram a orientação profissional e atuação do enfermeiro, tais como: a orientação de um profissional contribuindo para o fortalecimento do familiar cuidador; a atuação do enfermeiro na educação de idosos diabéticos aumentando a realização de atividades diárias; a descoberta do enfermeiro através da consulta de enfermagem e a ação educativa indissociável da atuação profissional em enfermagem.

No que se refere à atuação do enfermeiro, nos apoiamos em Caldas (1998), ao afirmar que compete à Enfermagem Gerontológica a implementação de ações voltadas à saúde, assim como a orientação ao idoso, à família e à comunidade, visando à compreensão do processo de envelhecimento. Dessa forma, a atuação do enfermeiro junto ao grupo populacional estudado ocorre de modo amplo e complexo, devendo, portanto, atentar para a orientação e educação dos familiares e idosos com vistas a uma assistência mais adequada.

Para Figueiredo et al. (2003, p. 297, grifo da autora), cabe aos profissionais de enfermagem:

atuar de forma decisiva junto ao idoso e sua família. A assistência de enfermagem ao idoso deve ter como objetivo a manutenção e valorização da autonomia. Para tanto, é necessário avaliar o grau de dependência e instituir medidas voltadas para o alcance do maior grau possível de independência funcional e autonomia. A comunicação exerce um papel de destaque nessa tarefa. A comunicação efetiva deve romper as barreiras impostas por limitações de fala, audição, confusão mental e diferenças culturais. Uma única palavra pode resumir este esforço: cuidado. Essa é a nossa tarefa.

Três resumos (12,5%) abordaram a institucionalização asilar, entendida (para alguns cuidadores) como maléfica; fatores que causam sofrimento para os cuidadores de uma instituição asilar e a necessidade de compreender e entender o idoso asilado em sua totalidade. Dois resumos (8,3%) mencionaram o preconceito e opinião negativa quanto ao envelhecimento por parte das agentes comunitárias de saúde e como concepções de idosos e auxiliares de enfermagem. Dois resumos (8,3%) citaram o conforto físico e bem-estar proporcionado pelo cuidado e os temas desenvolvidos (no estudo utilizado) proporcionaram valorização cultural do idoso, gerando bem-estar físico e social. Dois resumos (8,3%) apontaram a opinião de alunos de graduação em enfermagem, assinalando que discussões sobre envelhecimento e velhice são relevantes e "cuidar de velhos" foi representado como TER um preparo teórico-científico específico.

Os resultados seguintes surgiram uma única vez, representando 4,1% cada:

■ a dinâmica de trabalho na UTI promove um cuidado de enfermagem direcionado à visão biológica;

■ deficiência na articulação entre o conhecimento profissional e a realização de um cuidado de enfermagem qualificado;

■ falta de formação gerontológica dos docentes responsáveis pelo ensino do cuidado a idosos, bem como pouco destaque ao ensino do cuidado a idosos integrado às diversas disciplinas e campos da prática profissional;

■ importância de desenvolver uma pesquisa norteada por uma teoria gerontológica para orientar o cuidado;

■ o Serviço de Assistência Domiciliar atendeu, em sua maioria, a mulheres;

■ incontinência urinária: considerada pelas mulheres como condição normal e resultante do envelhecimento;

■ velho (para os usuários do Núcleo de Atenção à Saúde do Idoso) é o outro.

Dos 24 resumos que apresentaram resultado(s) e conclusão, verificou-se que nas conclusões, oito (33,3%) abordaram o tema "investir na formação/qualificação profissional", apontando a necessidade de investir na formação de agentes comunitários de saúde; os cursos de graduação em Enfermagem buscam despertar interesse pelo conhecimento do envelhecimento; cuidadores de instituição asilar não capacitados em Gerontologia; necessidade de formação de recursos humanos qualificados para trabalhar com idosos; importância da inclusão de conteúdos geronto-geriátricos durante a graduação do enfermeiro; vasto campo a ser reconhecido e estudado sobre o cuidado de enfermagem ao idoso hospitalizado; envidar esforços na capacitação docente para formar enfermeiros competentes para enfrentar o envelhecimento mundial e apelo para a qualificação profissional.

Segundo a Política Nacional de Saúde do Idoso (BRASIL, 1999):

o crescimento demográfico brasileiro tem características particulares, que precisam ser apreendidas mediante estudos e desenhos de investigação que dêem conta dessa especificidade. O cuidado de saúde destinado ao idoso é bastante caro e a pesquisa corretamente orientada pode propiciar os instrumentos mais adequados para uma maior eficiência na adoção de prioridades e na alocação de recursos, além de subsidiar a implantação de medidas apropriadas à realidade brasileira.

Vale ressaltar que a Política Nacional do Idoso (BRASIL, 1994), em suas diretrizes, também aborda a importância de apoiar estudos e pesquisas sobre as questões relativas ao envelhecimento e a capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de Geriatria e Gerontologia e na prestação de serviços. Menciona, ainda, quanto às ações governamentais, a necessidade de promover a capacitação de recursos para atendimento ao idoso.

Nota-se que a necessidade de qualificação profissional na assistência aos idosos é um fator percebido e discutido em nível legal e científico. Entretanto, na prática, há muito que prosperar. Veras et al. (1994, p. 8) afirmam:

a Gerontologia e a Geriatria são raramente oferecidas como disciplinas nas faculdades da área da Saúde e afins e, mesmo quando ocorrem, acabam ficando em situação marginal. Embora de caráter eletivo, deve-se estimular a criação de disciplinas gerontológicas e geriátricas nos cursos de graduação e pós-graduação.

Os autores supracitados (1994, p. 11) recomendam, dentre outras ações, a necessidade de "criar um programa de treinamento voltado para o pessoal da assistência, cujo conteúdo de conhecimentos contemple os problemas do envelhecimento".

Considerando o aumento de idosos nos últimos anos, acreditamos que o conhecimento pertinente ao envelhecimento deve ser expandido para toda a população brasileira, estando em conformidade com os princípios da Política Nacional do Idoso (BRASIL, 1994) ao referir que "o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral, devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos". Nesse sentido, compreendemos que o conhecimento deve estar direcionado, em especial, para os cuidadores de idosos.

Cunha e Bruns (2000), apud Fialho e Soares (2001, p. 292), apontam para a necessidade de preparar o cuidador, ensiná-lo a cuidar do paciente no domicílio, seja ele um membro da família ou pessoa contratada, encarregado das atividades elementares de atenção ao paciente. Para isso, no entanto, ele precisa receber orientações e ensinamentos básicos, com vistas ao desempenho de suas atividades. Rodrigues et al. (2004, p. 11) apoiam a opinião anterior, ao afirmarem que "o cuidador, quer seja no asilo quer no domicílio, é uma pessoa que deve ter um preparo para o cuidado com o idoso".

Três (12,5%) resumos abordaram o "cuidador familiar no domicílio", apontando a necessidade da sistematização do cuidado domiciliário; necessidade de manter os familiares cuidadores unidos às ações do enfermeiro, sendo mister que o sistema de saúde reconheça os cuidadores como pessoas que precisam de atenção. Dois resumos (8,3%) apontaram a "orientação/atuação da enfermagem", através do engajamento da enfermagem na orientação ao familiar e o programa de enfermagem que serviu para despertar o conhecimento e motivação à prática de ações favoráveis à saúde. Dois resumos (8,3%) apontaram a "institucionalização/idoso asilado", mostrando que a institucionalização (para outros cuidadores) configura uma possibilidade caso o cuidado não possa ser executado e o envolvimento familiar é essencial para melhor aceitação e permanência do idoso no asilo.

As conclusões seguintes surgiram uma única vez, representando 4,1% cada:

■ devem-se considerar valores (história de vida, sentimentos, medos) durante o cuidado de enfermagem;

■ necessidade de os profissionais de enfermagem contribuírem para uma vida mais ativa, autorrealização e um viver mais pleno;

■ necessidade de iniciativas educativas para melhorar as informações dos pacientes, família e comunidade;

■ idosos investem na sociabilidade, no cuidado com a saúde, no prazer de viver;

■ foi elaborada uma proposta de intervenção de enfermagem baseada no referencial de prática de enfermagem gerontológica de Mc Connel;

■ o estudo contemplou a atitude do enfermeiro como instrumento de ação no cuidar do idoso;

■ o estudo tem implicações e desdobramentos para o ensino e a pesquisa de enfermagem;

■ a Teoria de Leininger foi considerada adequada no cuidado ao idoso;

■ a equipe interprofissional realiza desde procedimentos até internação domiciliar.

 

Considerações finais

A realização do presente estudo contribuiu para ampliar o conhecimento acerca da temática cuidado ao idoso possibilitando vislumbrar o estado da arte sobre esse cuidado. Através da produção científica utilizada no estudo em tela, foi possível conhecer e assinalar os assuntos abordados de forma mais expressiva, destacando o "cuidador familiar no domicílio", a necessidade de investir na "formação/qualificação do profissional" que cuida do indivíduo idoso, além da importância da atuação da enfermagem nesse cuidado.

Em face da expansão da população idosa, tais achados nos levam a refletir sobre a forma em que "cuidamos" dessa grande parcela populacional e, principalmente, como "ensinamos" esse cuidado ao futuro profissional de enfermagem, ao familiar e à comunidade em geral. Acreditamos que o investimento na qualificação profissional e no conhecimento e esclarecimento da população, acerca das questões pertinentes ao envelhecimento, torna-se mais que necessário e adequado para o momento de transição que vivemos.

Esperamos que este estudo contribua nas áreas de ensino e pesquisa, através da reflexão e construção de conhecimento, assim como na assistência ao idoso desempenhada por todo o tipo de cuidador (informal ou não), principalmente na assistência de enfermagem, sendo a atuação do enfermeiro necessária sobretudo na assistência, orientação e supervisão dos cuidados dispensados a esse grupo nos mais diversos cenários e ambientes do cuidado.

 

Referências

BIREME. Base de dados. Disponível em: <http://www.bireme.br>. Acesso em: 17 jan. 2006.         

BOEHS, Astrid E. Análise dos conceitos de negociação/acomodação da Teoria de M. Leininger. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 10, n. 1, jan. 2002.         

BRASIL. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Política Nacional do Idoso. Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994. Dispõe sobre a Política Nacional do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8842.htm. Acesso em: 17 jan. 2006.         

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde do Idoso. Portaria nº 1395/GM, de 10 de dezembro de 1999. Disponível em: http://www.ufrgs.br/3idade/Legisla%C3%A7%C3%A3o/portaria1395gm.html Acesso em: 17 jan. 2006.         

CALDAS, Célia P. A saúde do idoso: a arte de cuidar. Rio de Janeiro: UNATI/UERJ, 1998.         

CAPES. Base de teses. Disponível em: <http://www.capes.gov.br>. Acesso em: 17 jan. 2006.         

FIALHO, Ana V. M; SOARES, Enedina. Refletindo sobre o cuidado domiciliar, a partir da prática. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, Rio de Janeiro, v. 5, n. 3, p. 289-294, dez. 2001.         

FIGUEIREDO, N. M. A. et al. Programas de Atenção à Saúde. In: FIGUEIREDO, N. M. A. (Org.). Ensinando a cuidar em saúde pública: práticas de enfermagem. São Paulo: Difusão Enfermagem, 2003.         

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.         

RODRIGUES, Rosalina A. P.; DIOGO, Maria José D. (Org.). Como cuidar dos idosos. 4.ed. São Paulo: Papirus, 2004 (Coleção Vivaidade).         

VERAS, Renato P. et al. Políticas de Atenção à Saúde na Terceira Idade. Rio de Janeiro: IMS-UERJ, 1994. 16 p. (Série Estudos em Saúde Coletiva, 92).         

WALDOW, V. R. Maneiras de cuidar/maneiras de ensinar: a enfermagem entre a escola e a prática assistencial. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.         

APÊNDICE - Estudos utilizados neste artigo         

ALVAREZ, Ângela M. Tendo que cuidar: a vivência do idoso e de sua família cuidadora no processo de cuidar e ser cuidado em contexto domiciliar. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.         

BENTO, Maria de L. de F. Avaliação da capacidade funcional de idosos institucionalizados. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 1999.         

BEZERRA, Adriana F. B.; SANTO, Antônio Carlos G. do E.; BATISTA FILHO, Malaquias. Concepções e práticas do agente comunitário na atenção à saúde do idoso. Rev. Saúde Pública, v. 39, n. 5, 2005.         

BRITO, Oswaldina A. da S. Atenção à saúde do idoso hospitalizado: ações dos profissionais de nível médio de enfermagem. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2002.         

BRUM, Ana Karine R. O enfermeiro como instrumento de ação no cuidar do idoso: uma relação social na perspectiva de Alfred Schutz. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2001.         

CAMACHO, Alessandra C. L. F. O cuidado de enfermagem ao cliente idoso hospitalizado: um estudo exploratório das representações dos profissionais de enfermagem. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2001.         

CREUTZBERG, Marion. "...Tratar mais a pessoa idosa, sobretudo a que está acamada". Subsídios para o cuidado domiciliar. Rev. Mundo Saúde, v. 24. n. 4, jul./ago., 2000.         

CREUTZBERG, Marion. Vivências de famílias de classe popular cuidadoras de pessoas idosas fragilizadas: subsídios para o cuidado de enfermagem domiciliar. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 21, n. 2, 2000.         

DIOGO, Maria J. E. O arranjo familiar no cuidado do idoso com amputação de membros inferiores. Acta Paul. Enfermagem, v. 10, n. 2, maio/ago, 1997.         

FABRÍCIO, Suzele C. C. et al. Assistência domiciliar: a experiência de um hospital privado no interior paulista. Rev. Latinoam. Enfermagem, v. 12, n. 5, set./out., 2004.         

FLORIANI, Ciro A. Cuidados do idoso com câncer avançado: uma abordagem bioética. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Escola Nacional de Saúde Pública, Fiocruz, Rio de Janeiro, 2004.         

FREITAS, Maria C. de; MENDES, Maria M. R. O ensino sobre o processo de envelhecimento e velhice nos cursos de graduação em enfermagem. Rev. Brasileira Enfermagem, v. 56, n. 5, set./out., 2003.         

GANDOLPHO, Maria A. O cuidar do idoso hospitalizado: representações dos profissionais de enfermagem. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.         

GIACOMIN, Karla C.; UCHOA, Elizabeth; COSTA, Maria Fernanda F. L. Projeto Bambuí: a experiência do cuidado domiciliário por esposas de idosos dependentes. Cad. Saúde Pública, v. 21, n. 5, set./out., 2005.         

JAHN, Alice do C. Incontinência urinária: a dimensão do problema na visão de mulheres idosas. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.         

KERTZMAN, Olga F. Velho é o outro! A experiência de envelhecimento de usuários do Núcleo de Atenção à Saúde do Idoso. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Ciências, Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, São Paulo, 2004.         

LAVINSKY, Andéa E.; VIEIRA, Therezinha T. O cuidar de idosos com Acidente Vascular Encefálico: representações de familiares cuidadores. Revista Baiana Enferm; v. 15, n. 1, jan./ago., 2002.         

LEITE, Rita de Cássia B. de O.; BIANCHI, Estela R. F. Assistência em enfermagem ao paciente idoso em centro cirúrgico. Rev. SOBECC, v. 8, n. 4, out./dez., 2003.         

LIMA, Cláudia F. da M. O cuidado domiciliar ao idoso com doença de Alzheimer: representações de familiares cuidadores, membro de uma Associação de Apoio, na cidade de Salvador BA. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2002.         

MADJAROF, Solange. A atuação do enfermeiro na educação de pacientes idosos diabéticos... Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2001.         

MARTINEZ, Silvia H. L.; BRÊTAS, Ana Cristina P. O significado do cuidado para quem cuida do idoso em uma instituição asilar. Acta Paul. Enfermagem, v. 17, n.2, abr./jun., 2004.         

MAZZA, Márcia M. P. R.; LEFRÉVE, Fernando. A instituição asilar segundo o cuidador familiar do idoso. Saúde Soc. [online], v. 13, n. 3, 2004.         

MAZZA, Márcia M. P. R.; LEFRÉVE, Fernando. Cuidar em família: análise da representação social da relação do cuidador familiar com o idoso. Rev. Bras. Crescimento Desenvolv. Hum., v. 15, n. 1, jan./abr., 2005.         

MENDES, Maria M. R. Formação gerontológica em um curso de graduação em enfermagem: análise curricular mediante novas diretrizes da educação. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.         

MORAES, Ilzimar de A. L.; DUARTE, Maria J. R. S. Desinstitucionalizando o cuidar: uma reflexão voltada para as necessidades do idoso asilado. Rev Enfermagem UERJ, v. 10, n. 3, set./dez., 2002.         

NOVAES, Márcia R. V. As representações sociais dos alunos de graduação em enfermagem sobre "ser velho" e "cuidar de velhos". Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.         

OLIVEIRA, Rosângela S. O significado do estar asilado para o idoso. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2001.         

PASKULIN, Lisiane M. G.; DIAS, Vilma R. F. G. Como é ser cuidado em casa: as percepções dos clientes. Rev. Brasileira Enfermagem, v. 55, n. 2, mar./abr., 2002.         

PELZER, Marlene T. O enfermeiro cuidando do idoso com Alzheimer em família... Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1993.         

PENA, Silvana B.; DIOGO, Maria J. E. Fatores que favorecem a participação do acompanhante no cuidado do idoso hospitalizado. Rev.latinoam.Enfermagem, v. 13, n. 5, set./out., 2005.         

POSSATTI, Dalva M. Cultivo de um viver criativo e pleno na Terceira Idade: uma prática de cuidado cultural na enfermagem... Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1998.         

RIBEIRO, Ivonizete P. O cliente idoso frente à cirurgia ocular: o cuidar da enfermagem... Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2000.         

RODRIGUES, Márcia R.; BRÊTAS, Ana Cristina P. As relações entre as concepções dos idosos e dos auxiliares de enfermagem sobre o cuidado em ambiente hospitalar. Acta Paul. Enfermagem, v. 16, n. 4, 2003.         

RODRIGUES, Rosalina A. P.; CASAGRANDE, Lisete D. R. Atividade educativa com as idosas que tiveram queda e seus cuidadores: atuação da enfermeira geriátrica no domicílio. Acta Paul. Enfermagem, v. 9, n.1, jan./abr., 1996.         

SALDANHA, Assuero L.; CALDAS, Célia P. Cuidado familiar: a importância da família na atenção à saúde do idoso. Interciência, 2004.         

SANTOS, Silvana S. C. O cuidar da pessoa idosa no âmbito domiciliar: uma relação de ajuda na enfermagem. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 1997.         

SCHIER, Jordelina. O idoso hospitalizado e seu familiar acompanhante: uma proposta de assistência de enfermagem para o autocuidado por meio da educação participativa. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.         

SILVA, Emília N. F. da. A enfermeira e a família cuidadora: unindo saberes no cuidado ao idoso. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.         

SILVA, Maria J. da. O idoso submetido à cirurgia de próstata: intervenção do enfermeiro para o auto-cuidado. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2000.         

SILVIA, Emília N. F. da; GONÇALVES, Lúcia H. T.; LEMOS, Denildes de O. O cuidar/cuidado do doente idoso fragilizado com o seu familiar cuidador fundamentado na Teoria de Madeleine Leininger. Texto & Contexto Enfermagem, v. 9, n. 2, maio/ago., 2000.         

SOUZA, Maria A. de. O cuidar da auto-imagem e auto-estima em mulheres idosas, visando a promoção da qualidade de vida com enfoque cultural... Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002.         

TEIXEIRA, Jorge J. V.; LEFRÉVE, Fernando. O capelão e o paciente idoso com câncer: a busca do conforto e da esperança na religião. Rev. Mundo da Saúde, v. 27, n. 1, jan./mar., 2003.         

TRENTINI, Mercedes et al. Enfrentamento de situações adversas e favoráveis por pessoas idosas em condições crônicas de saúde. Rev. Latinoam. Enfermagem, v. 13, n. 1, jan./fev., 2005.         

VIANA, Ricardo D. Peregrinação do discente de enfermagem rumo ao cristalino lago do ser. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1998.         

WANDERBROOCKE, Ana Cláudia N. S. Perfil do cuidador do paciente idoso com câncer. Rev. Psico, Porto Alegre, v. 33, n. 2, jul./dez., 2002.         

 

Notas

1 O presente estudo foi realizado como requisito para conclusão do Curso de Pós-Graduação nos moldes de Residência em Enfermagem da UNIRIO, conveniado ao Ministério da Saúde.

2 Houve resumos com mais de um resultado.

 

 

Recebido em: 15/09/2008.
Aprovado em: 07/04/2009.

IMS-UERJ RJ - Brazil
E-mail: publicacoes@ims.uerj.br