ARTIGOS ORIGINAIS

 

Anemia em catadores de material reciclável que utilizam carrinho de propulsão humana no município de Santos

 

 

Mauro Abrahão RozmanI, II; Cezar Henrique de AzevedoI, II; Rafaella Rodrigues Carvalho de JesusI; Rubens Moldero FilhoI; Valmir Perez JuniorII

ICentro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Católica de Santos
IINúcleo de Estudos Epidemiológicos (NEEPID) da Universidade Católica de Santos

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Estimar a prevalência de anemia e analisar os fatores de risco a ela associados nos catadores de material reciclável que utilizam carrinho de propulsão humana do município de Santos - São Paulo.
MÉTODO: Estudo transversal com 253 catadores foi realizado em julho de 2005. A coleta de informações foi feita por meio de questionário com informações sobre características individuais, ocupacionais e dietéticas. Foi realizada avaliação antropométrica e coletado sangue venoso para hemograma completo e sorologias de HIV, HCV, HBV e sífilis. A análise estatística foi feita por análise uni e multivariada (regressão logística), relacionando a anemia aos fatores de risco.
RESULTADOS: A prevalência de anemia foi de 38,3%. As variáveis que mostraram associação independente com anemia no modelo multivariado foram: sexo (OR 4,11; IC95%: 1,56-10,87), infecção pelo HIV (OR 9,23; IC95%: 2,93-29,1), IMC (OR 0,21; IC95%: 0,07-0,64), anos de trabalho como catador (OR 4,54; IC95%: 1,29-16,0), consumo de leite (OR 0,36; IC95%: 0,16-0,81) e de proteína animal (OR 0,39; IC95%: 0,15-0,97).
CONCLUSÃO: A prevalência de anemia entre catadores de material reciclável é elevada mesmo após a obrigatoriedade de adição de ferro nas farinhas de trigo e milho. Os catadores são excluídos das ações de proteção à saúde do trabalhador, previstas na legislação. Ações de saúde dirigidas a essa categoria profissional devem ser implementadas, garantindo a acessibilidade aos serviços de saúde.

Palavras-chave: Anemia. Dieta. Catadores de material reciclável.


 

 

Introdução

A anemia é uma das doenças mais freqüentes no mundo, atingindo aproximadamente 2 bilhões de pessoas, 1/3 da população mundial1. A diminuição na concentração de hemoglobina aumenta o risco de mortalidade materna e infantil, interfere no desenvolvimento físico e cognitivo das crianças e pode provocar, nos adultos, diminuição da capacidade de trabalho2,3.

Mais de 50% dos casos de anemia se devem à deficiência na ingestão de ferro, o que torna esse tipo de anemia a principal doença carencial do mundo4.

A maioria dos estudos encontrados na literatura sobre anemia carencial se relaciona à prevalência, tratamento e estratégias preventivas5 nos grupos populacionais mais vulneráveis, que são as crianças6,7 e as gestantes8. Estudos envolvendo homens adultos são escassos no Brasil.

Em estudo da população Xavante da aldeia de São José, Terra Indígena Sangradouro - Volta Grande, Mato Grosso, encontrou-se uma prevalência de anemia de 28,6% nos adultos com 20 anos ou mais, sendo esta de 50,0% entre as mulheres e 8,3% entre os homens9. Em exame pré-admissional de trabalhadores do sexo masculino de Salvador encontrou-se uma prevalência de anemia em 12,8%10. Estudo de base populacional em mulheres de 20 a 60 anos, realizado em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, mostrou uma prevalência de 19,2%11.

Os estudos anteriormente citados mostram prevalências encontradas antes da implantação, por parte do Ministério da Saúde, de uma política que visa à redução da prevalência de anemia: o Compromisso Social para Redução da Anemia por Carência de Ferro no Brasil12. Uma das principais ações dessa política foi a obrigatoriedade da adição de ferro (30% da ingestão diária recomendada - IDR 4,2mg/100g) e ácido fólico (70% IDR ou 150μg/100g) nas farinhas de milho e trigo. Essa medida teve como objetivo aumentar a disponibilidade de alimentos ricos nesses micronutrientes para todos os segmentos populacionais. A partir de junho de 2004, todas as farinhas de trigo e milho fabricadas no Brasil ou importadas deveriam estar fortificadas13.

O número de catadores de material reciclável vem crescendo nos últimos anos; o Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) estima que o número de catadores aumentou abruptamente entre 1999 e 2004, passando de 150.000 para 500.00014.

Estudos têm apontado as péssimas condições de vida e trabalho desse grupo15,16. Estudo realizado com catadores do aterro metropolitano do Rio de Janeiro avaliou a morbidade referida e concluiu que existe elevada insalubridade e periculosidade nesse grupo de trabalhadores17.

São escassos os trabalhos na literatura que avaliem a situação de saúde dos catadores de materiais recicláveis que utilizam carrinhos de propulsão humana.

 

Objetivo

Estimar a prevalência de anemia e analisar os fatores de risco associados dos catadores de material reciclável do município de Santos que utilizam carrinho de propulsão humana.

 

Método

Os catadores foram abordados em julho de 2005, quando participaram do licenciamento obrigatório dos veículos realizado anualmente pela Prefeitura Municipal de Santos, sob pena de ter o seu veículo apreendido. Nessa ocasião, eles foram entrevistados, após consentimento informado, por profissionais com curso universitário completo, da Secretaria Municipal de Serviço Social, treinados por docentes da Universidade. O questionário aplicado incluiu questões relacionadas às condições de vida, trabalho e freqüência de consumo qualitativo18 de alimentos, baseada nos grupos da pirâmide alimentar adaptada à população brasileira19. Foi realizada avaliação antropométrica por alunos do curso de nutrição, treinados e supervisionados por professor do curso, com medição de peso, em balança mecânica adulto Welmy®, capacidade 150 kg e divisão 100 g, e altura, com a régua antropométrica do equipamento com capacidade 200 cm e divisão de 0,5 cm, para cálculo do índice de massa corpórea (IMC) e classificação segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)20. Foi coletado sangue venoso dos participantes para hemograma completo, sorologia HIV, hepatites B e C e sífilis. As amostras de sangue foram obtidas por punção venosa com utilização do Sistema Vacutainer®. De cada participante foram coletados aproximadamente 14 ml de sangue, sendo 10 ml em tubo para sorologia sem anticoagulante e 4 ml em tubo com EDTA, para realização de hemograma.

Anemia foi definida segundo o critério estabelecido pela OMS: concentração de hemoglobina inferior a 13g/dL e 12 g/dL21, respectivamente, para sexo masculino e feminino.

Para avaliar a existência de associação entre variáveis selecionadas e anemia, foi calculado o odds ratio (OR) com intervalo de 95% de confiança, considerando a anemia como variável dependente e as várias exposições como variáveis independentes. Para variáveis agrupadas em mais de duas categorias, foi calculado o χ2 de tendência.

As variáveis que, na análise univariada mostraram valor de "p < 0,3" foram testadas em modelo multivariado, realizado pela regressão logística não condicional. O modelo explicativo final contém as variáveis independentemente associadas à anemia.

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Católica de Santos.

 

Resultados

Participaram do presente estudo 253 indivíduos de ambos os sexos. A população de catadores foi constituída, na sua maioria, por indivíduos do sexo masculino (86,2%), com idade superior a 35 anos (70,0%), baixo nível de escolaridade e baixa renda (Tabela 1). A média de horas trabalhadas foi de 8,32/dia com 78,7% deles trabalhando 6 ou 7 dias na semana. A prevalência de anemia nesta população foi de 38,3%. Entre as variáveis apresentadas nesta tabela, o sexo e o tempo de trabalho como catador mostraram associação estatisticamente significante com a anemia.

 

 

Os dados apresentados na Tabela 2 mostram que os catadores apresentaram elevada prevalência de infecção pelo HIV, hepatites B e C (8,9%, 34,4% e 12,4%, respectivamente). Entre os participantes do estudo, 22,4% declararam ingerir bebidas alcoólicas diariamente e 50,6% fumam regularmente. A infecção pelo HIV foi a única variável desse grupo de variáveis que mostrou associação estatisticamente significante com a anemia (OR 6,45; IC 95%: 2, 11-21,06).

 

 

Os indivíduos com sobrepeso ou obesidade representam 29,5% da população estudada, sendo pequeno o percentual de indivíduos com IMC abaixo do normal (Tabela 3). Quando o IMC é reagrupado de forma que o número de indivíduos entre os estratos seja mais próximo se observa tendência estatisticamente significativa de diminuição da prevalência de anemia com aumento do IMC (p < 0,01).

 

 

A Tabela 4 mostra a análise de associação entre hábitos dietéticos e anemia. As variáveis que mostraram associação estatisticamente significante com anemia foram o consumo de proteína animal (OR 0,30; IC 95%: 0,13 - 0,68) e o consumo de leite (p=0,01). Quanto maior o consumo desses alimentos, menor a prevalência de anemia.

 

 

Análise multivariada

As variáveis que mostraram associação com nível de significância menor que 0,30 foram: sexo, renda, tempo de trabalho como catador, infecção pelo HIV, infecção pelo HCV, IMC, consumo de proteína animal, consumo de ovos, leite, café e chá. Essas variáveis foram testadas em modelos multivariados.

A Tabela 5 mostra os OR e os Intervalos de 95% de confiança para as variáveis testadas no modelo multivariado.

 

 

Discussão

O presente estudo mostrou elevada prevalência de anemia nos catadores de material reciclável no ano de 2005. A OMS considera a anemia um severo problema de saúde pública quando a prevalência é maior ou igual a 40%1,4. Dessa forma, nesse grupo, a anemia pode ser considerada como problema de moderada intensidade, mas severa no sexo feminino.

Analisando os dados relacionados aos hábitos pessoais e condição de vida dos catadores, verificou-se associação estatisticamente significante entre anemia e sexo (OR 4,11; IC 95%: 1,56-10,87). Este achado é concordante com os dados da literatura que apresentam as mulheres como segundo grupo de maior risco de anemia, depois das crianças1,21. Nas mulheres em idade fértil, não grávidas, o excesso menstrual (hipermenorréia), não notado ou não tratado, é a maior causa dos casos de anemia ferropênica21,22.

A associação entre escolaridade e renda com anemia não pôde ser verificada, pois a população de catadores é bastante homogênea, sendo poucos os indivíduos com maior nível de renda ou escolaridade, o que dificulta a detecção de diferenças. No entanto, o tempo de trabalho como catador foi associado à ocorrência de anemia: quanto maior o tempo de catador (OR 4,54; IC 95%: 1,29-16,0), que representa maior vivência com baixo nível de renda e más condições de moradia, vida e trabalho, maior o risco de anemia.

É conhecida também a associação entre hábito de consumir bebida alcoólica e anemia23-25. Diversas hipóteses explicam essa associação, como a queda na contagem de hemoglobina por perdas hemorrágicas; a hemólise, geralmente associada a doenças hepáticas e a carência de ácido fólico ocasionada por uma dieta inadequada resultante do suprimento energético proporcionado pelo álcool23. No presente estudo, essa associação não foi verificada.

A maioria dos indivíduos trabalha há pelo menos cinco anos na atividade. Muitos têm jornada de trabalho que varia de 8 horas a mais de 12 horas por dia e nem sempre tem descanso semanal. A atividade física exercida por esse grupo requer a ingestão de quantidade calórica, protéica e de micronutrientes considerável, uma vez que percorrem grandes distâncias conduzindo seus carrinhos carregados de materiais.

A carência de ferro depende não só da quantidade ingerida, mas também da sua biodisponibilidade, que está condicionada a fatores interferentes dietéticos: o consumo de ácido ascórbico, carnes em geral, peixe e produtos fermentados podem favorecer a absorção de ferro26,27; enquanto os feijões (fitatos)28,29, vegetais (fitatos e oxalatos)30, chás e café (polifenóis), produtos lácteos (cálcio)27 e os ovos (albumina)31 podem inibir a absorção de ferro26,32.

O estudo mostrou associação entre menor freqüência de consumo de carne e anemia. A relação inversa entre consumo de proteína animal e anemia se justifica pela proteína de alto valor biológico e pela oferta de ferro de alta biodisponibilidade, presente na mioglobina e hemoglobina das carnes, principalmente nas vermelhas26,27.

Não se encontrou associação entre consumo de arroz, feijão, ovo, vegetais e frutas e anemia. Apesar da qualidade protéica elevada do ovo e da mistura arroz/feijão estes não são considerados boas fontes de ferro biodisponível por conterem os fatores inibitórios citados28,29.

O consumo excessivo de chá e café, ricos em polifenóis, e de leite, rico em cálcio e fosfopeptídeos da caseína27 podem influenciar negativamente na absorção de ferro, por formação de complexos insolúveis e competição pelos sítios de absorção intestinal, comum ao ferro e cálcio, contribuindo assim para a ocorrência de anemia33,34. Esse estudo não mostrou associação entre consumo de chá, café e anemia. Paradoxalmente, o consumo de leite mostrou efeito protetor contra a anemia. Uma das possíveis explicações para o fato seria a maior ingestão de proteína animal, de alto valor biológico, como fonte de substrato para síntese de hemoglobina, e o fato de que o poder inibidor da absorção do ferro em adultos não deve ser importante, visto que as refeições que garantem maior aporte de ferro (almoço e jantar) em adultos não coincidem com aquelas em que há ingestão de leite (desjejum).

Avaliando o estado nutricional pelo IMC, parâmetro mais utilizado para verificar a prevalência de sobrepeso e obesidade dentro de uma população, e os riscos a ela associados35, a maioria dos indivíduos apresentou eutrofia. Houve tendência estatisticamente significativa de aumento da prevalência de anemia com a diminuição do IMC, sugerindo possível relação entre fatores nutricionais e anemia.

A alimentação, para ser considerada adequada, tem de ser satisfatória em relação às quantidades, à harmonia e à adequação dos nutrientes, e não apenas à qualidade, conforme as leis de Pedro Escudero defendidas desde 193736. É possível que a ingestão dos alimentos necessários à produção de glóbulos vermelhos dos catadores esteja relacionada à maior quantidade de alimentos em geral.

Existe associação estatisticamente significante entre infecção por HIV e anemia. Essa associação já foi demonstrada em estudos anteriores37,38-40.

Os catadores de materiais recicláveis do Município de Santos, por possuírem baixa renda e baixa escolaridade, podem ter dificuldades no acesso ao alimento mais saudável e na compreensão dos aspectos higiênico-sanitários da alimentação, favorecendo o aparecimento de enteroparasitas41,42 que prejudicam o aproveitamento dos nutrientes e/ou causam doenças.

Limitações do estudo

Além das limitações inerentes ao tipo de desenho utilizado, este estudo mostra outras dificuldades na identificação dos fatores de risco das anemias.

Por se tratar de uma população muito homogênea, as diferenças entre os grupos são muito pequenas e de difícil identificação. Assim, por exemplo, com relação ao nível de escolaridade e de renda, são poucos os indivíduos que se diferenciam de uma média de baixa escolaridade e nível de renda.

Não foi feito o cálculo do tamanho da amostra necessária para identificar os fatores explicativos da anemia em virtude do fato de que toda a população foi incluída no estudo. Para identificar algumas associações seria necessário o estudo de um número maior de catadores.

As anemias se dividem em diferentes tipos, com fatores de risco diferentes, podendo ser consideradas, do ponto de vista etiológico, como doenças diferentes. Ao analisar as anemias na sua totalidade, diminui-se a força de associação entre algumas variáveis e a doença, podendo explicar alguns casos em que a associação não foi estatisticamente significativa.

 

Conclusão

A despeito das limitações do estudo, pode-se demonstrar uma associação entre anemia e condições de vida, que incluem hábitos alimentares, infecção pelo HIV e tempo de trabalho como catador. A anemia agrava uma situação de trabalho já sabidamente penosa.

Ao contrário da grande maioria dos trabalhadores do país, os catadores de material reciclável não se beneficiam das ações de proteção à saúde do trabalhador prevista na legislação, não sendo realizados exames admissional e periódicos.

Esse estudo foi realizado após a implantação da suplementação de ferro em farinhas de milho e trigo. A suplementação de ferro, isoladamente, não conseguiu prevenir a anemia nesse grupo, indicando a necessidade de garantia da acessibilidade aos serviços de saúde. A inclusão dos catadores de material reciclável em programa de saúde dos trabalhadores deve ser considerada.

 

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Correspondência:
Valmir Perez Junior
Núcleo de Estudos Epidemiológicos
Universidade Católica de Santos
R. Carvalho de Mendonça, 144, sala 103
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E-mail: valmir.perez.junior@hotmail.com

Recebido em: 16/06/09
Versão final reapresentada em: 11/03/10
Aprovado em: 19/04/10
Conflito de Interesses: Não há.

Associação Brasileira de Pós -Graduação em Saúde Coletiva São Paulo - SP - Brazil
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