ARTIGOS ORIGINAIS

 

Estado nutricional de população adulta beneficiária do Programa Bolsa Família no município de Curitiba, PR

 

 

Flávia Emília Leite de LimaI; Estela Iraci RabitoII; Márcia Regina Messaggi Gomes DiasIII

INúcleo de Nutrição da Universidade Federal de Sergipe
IIDepartamento de Nutrição da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
IIICurso de Nutrição da Faculdade Evangélica do Paraná

Correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: O Programa Bolsa Família é o maior programa de transferência condicionada de renda do Brasil, e tem como um dos principais objetivos reverter o quadro atual de insegurança alimentar, porém ainda são escassos os estudos que mostram o estado nutricional de população dessa população.
OBJETIVO: O presente trabalho teve como objetivo descrever o estado nutricional da população adulta inscrita no Programa Bolsa Família, no Município de Curitiba, PR.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, aplicado nos distritos sanitários do município de Curitiba, Paraná, no período de julho de 2006 a julho de 2007. Foram entrevistados 747 adultos a partir dos 18 anos de idade, de ambos os sexos, residentes nas áreas de abrangência das unidades básicas de saúde do município. Para avaliação do estado nutricional dessa população foram aferidos peso (kg), altura (cm) e circunferência da cintura (cc), e calculado o índice de massa corpórea; foram questionados ainda quanto à idade, estado civil, ocupação, número de moradores no domicílio, procedência, escolaridade do entrevistado e do chefe da família. A associação entre excesso de peso, circunferência da cintura e as co-variáveis sociodemográficas foi avaliada por meio da técnica de regressão logística.
RESULTADOS: Cerca de 40% da população foi considerada eutrófica e 27,1% obesa, segundo padrões de IMC. Avaliando-se os dados de circunferência da cintura, 48,2% da população possuem medidas que denotam risco muito aumentado para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Houve uma associação estatisticamente significativa entre o aumento do IMC e a idade (OR = 2,16; IC 95%: 1,57-2,96), sexo (OR = 0,57; IC 95%: 0,33-0,97) e estado marital(OR = 1,40; IC 95% : 1,03-1,88). Para a circunferência da cintura observou-se uma associação significativa apenas com a idade (OR = 2,93; IC 95%: 2,13-4,02) e o sexo.
CONCLUSÃO: Grande parte dos beneficiários apresentou excesso de peso e gordura abdominal que denota risco. Os resultados ora apresentados mostram-se como subsídio para construção e implantação de políticas públicas regionais ligadas à alimentação.

Palavras-chave: Avaliação nutricional. Adultos. Programas governamentais. Sobrepeso. Circunferência abdominal. Obesidade.


 

 

Introdução

Os problemas alimentares e nutricionais da população tem sido discutidos como questão política no Brasil desde o início do século XX, e as políticas sociais nessa área tem se voltado principalmente para o monitoramento e recuperação do estado nutricional dos indivíduos,como também para o enfrentamento das questões relacionadas a fome1.

O Bolsa Família, programa de transferência condicionada de renda (PTCR) do Brasil, foi criado para beneficiar famílias em situação de fome e extrema pobreza. Sua operacionalização consiste no repasse mensal de benefícios em dinheiro para as famílias cadastradas2. Este programa beneficia cerca de 47 milhões de brasileiros e pode representar até 21% do orçamento familiar3, tendo um impacto sobre o consumo intrafamiliar. As parcelas destinadas a alimentos aumentaram4, porém a qualidade da alimentação não melhorou, havendo redução do consumo de arroz e feijão e aumento do consumo de alimentos industrializados e de alta densidade energética em populações de estratos de renda inferiores a um salário mínimo5.

Segall-Correa et al. (2008)6, ao analisarem os dados da PNAD 2004, constataram que a transferência de renda tem um impacto positivo na promoção da segurança alimentar. Os PTCR podem exercer um impacto relevante no estado nutricional de crianças e adultos7, pois promovem um aumento da renda e o acesso a serviços de saúde e educação.

Segundo Burlandy (2007)8, os PTCR têm um impacto pouco significativo no estado nutricional da população, uma vez que, para a melhora deste não é suficiente apenas ter maior acesso a compra de alimentos. Há que se considerar todos os outros aspectos sociais e de saúde envolvidos.

Dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares realizada em 2008-2009 mostram um aumento da prevalência de sobrepeso na população adulta feminina, variando entre 44 e 48% nos menores estratos de renda9.

Estudo realizado com beneficiários do PTCR Oportunidades no México mostrou que o aumento do benefício está relacionado com o aumento do IMC e com a prevalência de sobrepeso e obesidade em adultos10.

Diante do quadro nutricional ora apresentado no Brasil, e tendo em vista a escassez de estudos com população de tal expressividade, o presente trabalho investigou o estado nutricional da população beneficiária do Programa Bolsa Família no Município de Curitiba, PR.

 

Métodos

Trata-se de um estudo transversal realizado entre os anos de 2006 e 2007, sendo parte do projeto "Diagnóstico Alimentar e nutricional das famílias inscritas no programa bolsa-família no município de Curitiba - PR", financiado pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CNPq). Este município está dividido em Distritos Sanitários cuja demarcação territorial corresponde à divisão do espaço geográfico em administrações regionais.

A rede municipal de saúde era composta em 2006 por 105 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, referentes a março de 2005, existiam em Curitiba 31.323 famílias inscritas no programa Bolsa Família, configurando um repasse mensal de R$ 1.409.571,0011.

Seleção da amostra

Para o cálculo do tamanho da amostra foi considerado o número de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família no ano de 2005, residentes na área de adscrição do Município de Curitiba. O dimensionamento dessa população por distrito sanitário e por unidade de saúde foi disponibilizado pelo setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde do município12.

O cálculo da amostra considerou a população composta de 31.323 famílias, 3% de erro tolerável e 5% de significância, obtendo para este n amostral um valor de 1.073 domicílios. Os distritos de Bairro Novo e Cajuru foram excluídos da amostra, uma vez que estudo semelhante havia sido realizado no ano anterior à coleta de dados deste estudo, totalizando 747 domicílios.

O plano amostral até a escolha do indivíduo a ser entrevistado foi elaborado com base em técnicas de processos probabilísticos, utilizando-se amostra estratificada proporcional, em etapas. Inicialmente considerou-se o distrito sanitário (DS) como estrato, a fim de garantir que, de forma irrestrita, representantes de toda a população beneficiária fossem entrevistados.

Para garantir a representatividade da população no estudo foram selecionadas famílias adscritas em todas as unidades de saúde do município de Curitiba. Para tanto, após a divisão do n amostral por distrito sanitário, procedeu-se à distribuição proporcional do número de famílias a serem visitadas, por unidade de saúde.

Para a seleção dos domicílios que seriam entrevistados, foi realizado um sorteio a partir de uma listagem numerada das famílias.

Foi definido que, prioritariamente, o chefe da família seria o indivíduo a participar do estudo e, na ausência deste, outro adulto maior de 18 anos, integrante do domicílio e presente no momento da visita. Se por ocasião da visita não houvesse ninguém no domicílio sorteado ou se todos os integrantes selecionados se recusassem a participar, o próximo domicílio da lista seria abordado. Foram excluídos da amostra: gestantes, pessoas imobilizadas ou com limitações para realização das medidas antropométricas.

Coleta de dados

A coleta de dados foi desenvolvida com equipes de entrevistadores selecionados através de processo seletivo. Participaram das equipes alunos do curso de nutrição de diversas universidades de Curitiba, bem como nutricionistas recém-formados. Todos os entrevistadores foram previamente treinados.

A coleta de dados ocorreu simultaneamente em dois distritos sanitários, sendo que, para cada distrito, cinco duplas foram selecionadas. Para facilitar o acesso dos entrevistadores aos domicílios contou-se com a colaboração de agentes comunitários de saúde, que os acompanhavam como representantes da unidade de saúde em que a família estava adscrita.

Os entrevistados foram convidados a participar do estudo, a fim de responder voluntariamente a questionário socioeconômico. Mediante assinatura de um termo de consentimento livre e esclarecido, segundo resolução nº196, de 10 de outubro de 1996, do Conselho Nacional de Saúde, procedeu-se à entrevista.

Foram coletadas informações para descrição do perfil socioeconômico da população, tais como idade, estado civil, ocupação, número de moradores no domicílio, procedência, escolaridade do entrevistado e do chefe da família.

Para a obtenção dos dados sobre estado nutricional, foram coletadas, no domicílio, as medidas de peso, altura e circunferência da cintura. A classificação do estado nutricional foi realizada a partir dos indicadores de Índice de Massa Corporal (IMC), a partir dos pontos de corte utilizados pelo Ministério da Saúde13, e Circunferência de Cintura (CC), de acordo com parâmetros da OMS14 (menor que 94 cm e 80 cm para homens e mulheres, respectivamente).

Para a aferição do peso foi utilizada balança digital (portátil) com capacidade para 150 Kg (com precisão de 0,1 Kg); para a altura utilizou-se estadiômetro (portátil) com capacidade máxima para 212cm e mínimo de 0,1 cm; e fita métrica (precisão de 0,1 cm) para a medida de circunferência da cintura. A padronização e o controle de qualidade das medidas antropométricas foram executados mediante a recomendação do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN)13.

Estatística descritiva foi utilizada para a caracterização da população. A associação entre excesso de peso, circunferência da cintura e as co-variáveis sociodemográficas foi avaliada por meio da técnica de regressão logística não condicional. O presente trabalho foi aprovado pelo comitê de ética da Faculdade Evangélica do Paraná.

 

Resultados

Foram entrevistados 747 indivíduos. Dentre estes, 88% eram mulheres e 12% homens. A média de idade foi de 36,4 ± 13,3 anos, com cerca de 75% possuindo ensino fundamental incompleto, 35,1% casados, e tendo como ocupação principal a função de dona de casa (55%).

O Gráfico 1 descreve a prevalência de sobrepeso e obesidade nesta população. A média do Índice de Massa Corporal da população estudada foi de 27,3kg/m2, sendo 41,1% eutróficos e 27% obesos. Em relação à circunferência da cintura, 46,2% da população apresentou risco aumentado para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

 

 

Observou-se uma maior prevalência de excesso de peso em pessoas com mais de 40 anos (66,9%), procedentes de Curitiba (59%), donas de casa (57,4%), e com mais de 4 anos de estudo (58,1%). A Tabela 1 descreve a associação bruta e ajustada entre o IMC e as variáveis socioeconômicas da população. Houve uma associação estatisticamente significativa entre o aumento do IMC e a idade (OR = 2,16; IC 95%: 1,57-2,96), o sexo (OR = 0,57; IC 95%: 0,33-0,97) e estado marital (OR = 1,40; IC 95% : 1,03-1,88), após ajustes das variáveis de confundimento.

Em relação à circunferência da cintura, observou-se uma maior prevalência de risco aumentado para o desenvolvimento de doenças crônicas em pessoas acima dos 40 anos (63,2%), procedentes do interior do estado (50,4%) e com menos de 4 anos de estudo (49,4%). A Tabela 2 mostra o resultado da análise bruta e ajustada entre as variáveis socioeconômicas e a circunferência da cintura. Após o ajuste das variáveis observou-se uma associação significativa apenas com a idade (OR = 2,93; IC 95%: 2,13-4,02)

 

Discussão

O presente estudo teve como objetivo verificar o estado nutricional da população adulta beneficiária do programa bolsa-família no Município de Curitiba, relacionando-o às variáveis socioeconômicas. É importante salientar que para a classificação do estado nutricional foram considerados os pontos de corte para cada sexo.

Observou-se uma prevalência de baixo peso de 3% nessa população, e 56% de sobrepeso/obesidade, o que demonstra claramente o processo de transição nutricional vivenciado no país, independente de nível de renda, como observado por Monteiro et al. (2004)15.

Drenowsky (2009)16 relata que a pobreza e a obesidade estão intimamente ligadas. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-20099 mostram que a prevalência de obesidade aumentou nos menores estratos de renda, tanto em homens quanto em mulheres, tendo esse aumento ocorrido mais no Nordeste do que na região Sul.

Estudo realizado com famílias de baixa renda no Nordeste verificou uma prevalência de sobrepeso/obesidade de 41,2%17. Os resultados encontrados no presente estudo mostram maior prevalência de obesidade nesta população em relação ao encontrado pela POF 2008-20099.

Na Tabela 1 está evidenciada a associação entre idade e excesso de peso verificada através do IMC. Dados da literatura mostram que o aumento da idade aumenta as chances de excesso de peso5,17-20. Quando ajustados por idade e sexo, a variável estado marital também demonstrou associação significativa. A presença de um parceiro pode conduzir a mudanças na dieta e atividade física, favorecendo o ganho de peso21.

Não foi observada uma associação estatisticamente significativa entre escolaridade e excesso de peso medido pelo IMC. Esse resultado corrobora com Peixoto et al. (2007)21 em seu estudo com população adulta em Goiás. Monteiro et al. (2001)22, avaliando os efeitos da renda e da escolaridade no ganho de peso, observaram que os anos de estudo podem ser fator protetor para a obesidade em ambos os gêneros. No entanto, o excesso de peso está presente em 30% das mulheres cuja renda per capta é menor ou igual a meio salário mínimo23.

No presente estudo, a obesidade abdominal esteve positivamente associada ao aumento da idade. Esta medida está associada com o acúmulo de adiposidade visceral, que leva ao aumento de risco à saúde devido às alterações hormonais que ocorrem no indivíduo com a idade24. Novamente a escolaridade não esteve associada à medida antropométrica aferida, corroborando com estudo realizado no Nordeste20, porém contrariando os resultados de outros estudos realizados com população adulta em outras regiões do país18,19,25.

Um fato que deve ser considerado especificamente para essa variável é a homogeneidade da população. Embora haja uma diferença mínima no tamanho amostral em relação à categorização da variável escolaridade, os indivíduos categorizados com mais de 4 anos de estudo possuem em sua maioria até ensino fundamental completo, sendo um número muito pequeno de beneficiários com mais de 8 anos de estudo.

O presente estudo aponta informações fundamentais para o planejamento de políticas voltadas a nutrição, mostrando uma alta prevalência de obesidade e sobrepeso na população beneficiária, sendo que tal condição está associada ao maior risco de doenças crônicas não-transmissíveis. Neste sentido observa-se a necessidade de trabalhar com esses indivíduos por meio de ações de educação em saúde e nutrição, a fim de que sejam sensibilizados para a tomada de atitudes que podem modificar seu estado nutricional. Os resultados ora apresentados mostram-se como subsídio para construção e implantação de políticas públicas regionais ligadas à alimentação.

 

Referências

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Correspondência:
Flávia Emília Leite de Lima
Universidade Federal de Sergipe
Núcleo de Nutrição
Av Marechal Rondon, s/n - Bairro Rosa Elze
49100-000 São Cristóvão, SE
E-mail: flavia_emilia@yahoo.com.br

Recebido em: 25/02/10
Versão final reapresentada em: 14/09/10
Aprovado em: 06/10/10

 

 

Subvencionado pelo CNPq, processo no. 401992/2005-5.

Associação Brasileira de Pós -Graduação em Saúde Coletiva São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revbrepi@usp.br