ARTIGO ORIGINAL

 

Estudo comparativo da susceptibilidade de linhagens de células diplóides humanas ao vírus da citomegalia (VCM)

 

Comparative study of the susceptibility of human diploid cell strains to the cytomegalovirus

 

 

Klaus Eberhard Stewien

Do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP – Av. Dr. Arnaldo, 715, São Paulo, SP – Brasil

 

 


RESUMO

São apresentados os resultados de um estudo comparativo da susceptibilidade de diversas linhagens de células diplóides humanas (FH1, FH3, FH4, FH11 , FH13, FH14, FH16) ao vírus da citomegalia (VCM). Das linhagens referidas, tôdas se mostraram sensíveis aos vírus estudados, com exceção das linhagens FH3 e FH16; estas vieram mostrar o mesmo grau de susceptibilidade depois de várias sub-culturas, no momento em que o aspecto morfológico da camada celular passou de heterogêneo – células fibroblásticas e epiteliais – a homogêneo – células fibroblásticas.

Unitermos: Vírus citomegálico *; Células diplóides humanas *; Corpúsculos de inclusão *.


SUMMARY

A comparative study of the susceptibility of different strains of human diploid cells (FH1, FH3, FH4, FH11, FH13, FH14, FH15) to cytomegalovirus disclosed a relation between the capacity of growing and producing a consistent cytophatic effect of human cytomegalovirus strains and the homogeneous characteristics of the tissue cultures. The cell strains FH3 and FH16 were insusceptible when fibroblasts and epithelial cells were present in the same culture. After a certain number of passages, when the fibroblastic characteristics of cells in the cultures was established, the cytophatic effect could be consistently observed.

Uniterms: Cytomegalovirus*; Human diploid strains*; Bodies, inclusion*.


 

 

INTRODUÇÃO

Com o desenvolvimento de métodos de diagnóstico, baseados em estudos citológicos4, 10e21 e de técnicas de isolamento do agente etiológico, a partir de diferentes materiais 12, 14e18, era de se esperar um progresso rápido para um conhecimento melhor da citomegalia, a exemplo do que ocorreu com a maioria das demais viroses humanas. Entretanto, os estudos de investigação sobre a citomegalia tiveram um desenvolvimento moderado, isto certamente devido aos atributos peculiares do seu agente etiológico e das relações dêste com o hospedeiro. Assim, somente uma série de estudos sôbre as propriedades incomuns do vírus da citobegalia (VCM) e das suas relações suigeneris com as células hospedeiras, permitirá avaliar com segurança cada vez maior os resultados dos diagnósticos clínico-laboratoriais, bem como eliminar dificuldades práticas na elucidação do seu comportamento como agente etiológico. Êstes estudos são revestidos de importância, pois, ao contrário do que anteriormente se pensava, as infecções com o vírus da citomegalia são freqüentes, tanto em crianças, quanto em adultos.

Uma das características mais peculiares do vírus da citomegalia, também denominado vírus das glândulas salivares (VGS), refere-se à sua proliferação que, in vitro, ocorre em células fibroblásticas e in vivo, preferencialmente em células epiteliais 15e18. Em conseqüência, o isolamento dêste agente infeccioso está limitado às culturas de fibroblastos. Assim, tanto para o isolamento e a multiplicação, quanto para as provas de neutralização 1, 2, 6, 12, 15, 16, 19 e 20, têm sido utilizadas, quase que exclusivamente, culturas de células diplóides de feto humano, que oferecem diversas vantagens sôbre as demais culturas de fibroblastos conhecidas 7e8. As culturas de células diplóides humanas, além de serem essencialmente constituidas de fibroblastos, mantêm inalterado o número de cromossomas durante cerca de 50 passagens 10).

O presente trabalho apresenta os resultados de um estudo comparativo da susceptibilidade de diversas linhagens de células diplóides humanas a 3 estirpes do vírus da citomegalia e a outros vírus, para efeito de comparação.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Culturas de células diplóides. Para a multiplicação dos vírus estudados, foram utilizadas sub-culturas de linhagens de células diplóides humanas. Cada linhagem provém de um feto (pele e músculos), submetido a tripsinizações sucessivas, segundo a técnica de FERNANDES 3. As células eram cultivadas em garrafas de Roux, sendo em cada semana realizada uma passagem, utilizando-se como meio dispersante uma solução de tripsina a 0,2%, em salina tamponada, sem ions de Ca e Mg. A partir destas passagens, foram preparadas, para as devidas inoculações, sub-culturas em garrafas, em tubos e sôbre lamínulas contidas em tubos de cultivo. Estas últimas, após um período estacionário de incubação de cêrca de 18 h, eram colocadas num tambor de posição vertical, com movimento giratório, permanecendo ali até a confluência das células em camada unicelular. Antes da inoculação, o meio de crescimento (Eagle MEM + 10% de sôro de vitelo) era eliminado e após uma lavagem com êste meio, mas destituído do sôro, adicionava-se o meio de manutenção (Eagle MEM + 1% de sôro fetal de vitelo). As garrafas, os tubos e as culturas sôbre lamínulas recebiam, respectivamente, 15, 1 e 4 ml de meio de manutenção. Todos os meios continham 5 microgramas de Gentamycin (Merck).

Vírus. Foram utilizadas 3 estirpes do vírus da citomegalia, das quais 2 eram procedentes de Hamburgo (Rep. Fed. da Alemanha), HH-2568 (4.a pass.) e HH-3087 (2.a pass.), e uma era procedente de St. Gallen (Suiça), SG-424 (19.a pass.). Foram também incluídos no presente estudo o vírus Herpes simplex, os Adenovírus dos tipos 1 e 4 e as estirpes atenuadas de Sabin dos tipos 1, 2 e 3. Os inóculos dêstes vírus consistiam de suspensões de culturas de células diplóides da linhagem FH1 mostrando um efeito citopático generalizado (4+). Antes de sua inoculação em sub-culturas das diferentes linhagens, as estirpes do vírus da citomegalia, mantidas em estoque a -70°C, eram prèviamente passadas em uma cultura da linhagem FH1. A suspensão e a inoculação dos vírus da citomegalia eram feitas mediante a utilização de seringas de 10 ml, para uma remoção melhor das células aderentes e a ruptura de tôdas as células infectadas. Após um período de 3 h de incubação, o meio de manutenção era uma vez trocado, evitando-se com isto o aparecimento de efeitos citotóxicos, ocasionados pela presença de fragmentos celulares nos inóculos.

Preparação das culturas para os estudos histológicos. As culturas destinadas ao estudo histológico foram fixadas em solução de Carnoy e coradas com hematoxilina e eosina. As culturas (lamínulas) eram fixadas e coradas nos próprios tubos, sendo, a seguir, montadas sôbre lâminas, para o exame microscópico. Culturas não inoculadas foram paralelamente preparadas, como contrôles.

 

RESULTADOS

Na Tabela estão contidos, em resumo, os resultados das experiências sôbre a multiplicação dos vírus da citomegalia (VCM) e dos outros vírus estudados, em diversas sub-culturas das 7 linhagens de células diplóides humanas examinadas. Nota-se na Tabela, que as sub-culturas de baixa passagem das linhagens FH3 e FH16, inoculadas com as estirpes HH-2568 e HH-3087, não acusaram efeito citopático. O período de observação foi de 5 a 6 semanas. Culturas fixadas e coradas com hematoxilina e eosina não revelaram corpúsculos de inclusão, ao exame microscópico. Entretanto, sub-culturas das mesmas linhagens evidenciaram um efeito citopático característico ao vírus da citomegalia, quando inoculadas com a estirpe SG-424 (19.a pass.). Êste efeito foi observado no terceiro dia de incubação, apenas um dia após o aparecimento de efeito citopático nas sub-culturas das outras linhagens estudadas.

Verificada a ausência de susceptibilidade nas linhagens FH3 e FH16, levantou-se a hipótese de que as células dos fetos e, conseqüentemente, as das linhagens, estivessem infectadas de modo latente com o vírus da citomegalia. Com a finalidade de confirmar esta hipótese, sub-culturas das mesmas linhagens foram tripsinizadas, as células suspensas em pequena quantidade de meio de manutenção e destruídas num homogeneizador a 16.000 r.p.m. Após centrifugados os fragmentos celulares, o sobrenadante foi então inoculado em sub-culturas FH1 e FH4, conhecidas como sensíveis ao vírus da citomegalia. As garrafas receberam uma quantidade de 10 ml do inóculo e os tubos (com as culturas em lamínulas), receberam um total de 4 ml. As culturas foram incubadas a 36°C, durante um período de 5 a 6 semanas, com trocas semanais do meio de manutenção. Nêste período, entretanto, não houve manifestação de efeito citopático nas culturas inoculadas, nem foi possível encontrar corpúsculos de inclusão no interior das células fixadas e coradas, ao exame microscópico (Figura 1).

 

Figura 2

 

Foi, então, realizado um estudo sôbre o caráter morfológico das linhagens de células diplóides humanas. Sub-culturas de uma série de passagens (ver Tabela) foram fixadas e coradas para o exame microscópico. De um modo geral, as linhagens examinadas apresentaram um aspecto morfológico uniforme, com camadas celulares formadas essencialmente por fibroblastos, exceto as linhagens FH3 e FH16, cujas primeiras sub-culturas mostraram camadas heterogêneas de células fibroblásticas e epiteliais. Se bem que a proporção de fibroblastos fosse predominante, a quantidade de células epiteliais nas camadas era considerável. Entretanto, alterou-se o aspecto morfológico das camadas celulares na linhagem FH3, a partir da 8.a sub-cultura, e na linhagem FH16, a partir da 4.a sub-cultura, tornando-se homogêneo, como nas outras linhagens examinadas. Simultâneamente, as duas linhagens manifestaram um efeito citopático característico ao vírus da citomegalia, quando inoculadas com as estirpes de baixa passagem HH-2568 e HH-3087. O aparecimento dos primeiros focos de infecção se deu nas culturas inoculadas com a estirpe HH-2568 no 4.° dia de incubação e nas culturas inoculadas com a estirpe HH-3087, no 6.° dia de incubação. Observou-se um aumento gradativo do número e do tamanho dos focos de infecção até a sua confluência total, que se deu, respectivamente, no 12.° e no 14.° dia de incubação. Preparações das culturas revelaram, ao microscópio, nos núcleos das células infectadas as inclusões características do vírus da citomegalia (Figura 3). Inoculadas com a estirpe SG-424 e com os outros vírus (Tabela), as linhagens FH3 e FH16 manifestaram efeito citopático após 24 horas de incubação, a exemplo das demais linhagens examinadas.

 

Figura 4

 

Foi determinado o título infeccioso da estirpe HH-2568 nas linhagens FH3 (8.a sub-cultura) e FH1 (27.a sub-cultura). O inóculo consistiu de uma suspensão de células infectadas com HH-2568, obtida de uma sub-cultura FH3 (8.a pass.) apresentando um efeito citopático total. Culturas em tubos foram inoculadas com quantidades de 0,2 ml do inóculo não diluído e das diluições 10-1 até 10-5, empregando-se 3 tubos por diluição. Um efeito citopático foi verificado nos 3 tubos das diluições 10°, 10-1 e 10-2, no quarto dia de incubação, sendo que na diluição 10-3, a última diluição positiva, o efeito citopático apareceu no oitavo dia de incubação. Segundo a técnica de Reed e Muench, o título final da estirpe HH-2568 foi de 103, 5 e 103, 25, respectivamente, nas culturas FH1 e FH3.

 

DISCUSSÃO

A identificação sorológica do vírus da citomegalia enfrenta dois problemas fundamentais. O primeiro refere-se a diversas dificuldades no preparo dos soros hiperimunes de referência e, o segundo, diz respeito à obtenção de quantidades suficientes de vírus para as provas sorológicas, que sòmente são obtidas após uma série de passagens em culturas de fibroblastos. Devido a estas dificuldades, o isolamento do vírus, seguida da pesquisa ao microscópio dos corpúsculos de inclusão, é para o diagnóstico da citomegalia o método da escôlha. Considerando que os doentes apresentam viremia de período relativamente longo 5, 9e13, o isolamento a partir de amostras de urina oferece, na prática, boa margem de êxito11, 17.

Diversos estudos mostraram que in vitro as células susceptíveis são os fibroblastos, ao contrário do que foi verificado in vivo, onde o vírus da citomegalia prefere multiplicar-se nas células epiteliais. Tentativas no sentido de propagar êste, vírus em culturas primárias de rim de macaco rhesus (RMK) e de âmnio humano, bem como em células HeLa, deram resultados negativos15e18.

Neste estudo foram observadas duas linhagens de células diplóides humanas que não foram sensíveis a duas estirpes recém-isoladas (HH-2568 e HH-3087) do vírus da citomegalia. Estas linhagens (FH3 e FH16), entretanto, foram susceptíveis a uma estirpe do vírus da citomegalia de número elevado de passagens (SG-424, 19 pass.) e aos demais vírus inoculados (ver Tabela). Com o intuito de elucidar êste fenômeno, uma série sucessiva de sub-culturas das duas linhagens e das outras linhagens estudadas, foi preparada e inoculada com as 3 estirpes do vírus da citomegalia e com outros vírus. A suspeita inicial de que a ausência de susceptibilidade das linhagens FH3 e FH16 pudesse ser devida a uma infecção latente com um vírus da citomegalia, não teve confirmação, pois os inóculos preparados a partir de suas células não produziram efeito citopático nas culturas de células diplóides, conhecidas como sensíveis ao vírus da citomegalia.

Um exame microscópico da série de sub-culturas preparadas, entretanto, permitiu descobrir diferenças significativas quanto ao aspecto morfológico das camadas unicelulares. As linhagens FH3 e FH16 mostraram, em suas primeiras sub-culturas, um aspecto morfológico heterogêneo, com células fibroblásticas e epiteliais, ao contrário das demais linhagens, que desde a primeira passagem apresentaram um aspecto homogêneo de fibroblastos. A partir do momento em que as linhagens FH3 e FH16 deixaram de mostrar camadas unicelulares de aspecto heterogêneo, passando para homogêneo, evidenciaram susceptibilidade também aos vírus de baixa passagem, HH-2568 e HH-3087.

Os resultados deste trabalho permitem concluir, pois, que somente culturas mostrando camadas celulares de aspecto essencialmente fibroblástico se prestam para o isolamento do vírus da citomegalia.

 

AGRADECIMENTOS

Ao chefe do Departamento de Virilogia do Instituto de Higiene de Hamburgo, República Federal da Alemanha, Prof. Dr. H. Lennartz, que nos possibilitou realizar êste trabalho em seus laboratórios; á Dra. K. Fischer pelas proveitosas sugestões prestadas durante a elaboração da parte experimental da pesquisa; aos Profs. Drs. Dacio de Almeida Christovão e José Alberto Neves Candeias pelas valiosas sugestões oferecidas na revisão do texto; ao Dr. Dino G. B. Patolli, pelas excelentes microfotografias.

 

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Recebido para publicação em 16-3-1971
Trabalho realizado no Departamento de Virologia do Instituto de Higiene, da Universidade de Hamburgo, República Federal da Alemanha

Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo São Paulo - SP - Brazil
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