RESUMO DE TESES THESIS ABSTRACTS

 

 

SPÍNOLA, Aracy Witt. Aspectos sociais do comportamento alimentar de adultos. São Paulo, 1974. Tese de Livre-Docência – Faculdade de Saúde Pública da USP.

Trabalho planejado com o objetivo de verificar a influência de características sociais no consumo de alimentos disponíveis, componentes de um cardápio balanceado. Constatou-se que: a) o consumo de alimento independe, parcialmente, de sua disponibilidade; b) que há associação entre procedência e consumo de oito alimentos; entre instrução e onze alimentos; entre idade e quatro alimentos; entre renda e nove alimentos; entre status social e 5 alimentos; c) que o alimento menos consumido do grupo dos plásticos é o peixe (22,22%); d) que há relação entre consumo e opinião favorável acerca de alimentação balanceada, estando esta variável associada, positivamente, à instrução, renda e status social elevado.

A transformação da eficiência potencial dos restaurantes que fornecem refeições balanceadas depende da estrutura social, sendo o comportamento alimentar efeito de uma inteiração sísmica, multi-factorial.

 


 

 

WESTPHAL, Marcia Faria. Uma escala de atitudes em relação a Centros de Saúde. São Paulo, 1974. Dissertação. Faculdade de Saúde Pública da USP.

Com o objetivo de quantificar o evento psico-social "Atitude em relação a Centros de Saúde", foi construída e apresentada uma escala Thurstone dos "Intervalos equi-aparenciais". Inicialmente montou-se um quadro teórico, onde foi inserido o conceito a ser mensurado e a partir do qual construíram-se duzentos e sete estímulos-afirmações. Quatro áreas de conteúdo foram abrangidas: atitude em relação aos médicos, atitude em relação a serviços oferecidos, atitude em relação a funcionários e atitude em relação ao ambiente psico-social dos Centros de Saúde. As afirmações foram submetidas a quatro grupos de juízes compostos de médicos, enfermeiros, educadores de saúde pública e sociólogos que trabalham na área da saúde. Os valores escalares e índices de ambigüidade foram calculados para cada grupo profissional e para o grupo como um todo. As afirmações definitivas foram selecionadas através dos seguintes critérios: valor escalar, índice de ambigüidade e área de conteúdo. Foram escolhidas 57 afirmações: 19 na primeira área de conteúdo, 13 na segunda, 15 na terceira e 10 na quarta. Esta pesquisa foi somente uma primeira abordagem ao problema de mensuração de atitudes. Um pré-teste será necessário para testar validade e fidedignidade do instrumento construído, para que depois seja empregado em pesquisas ligadas à educação em saúde pública.

 


 

 

TASCHNER, Suzana Pasternak. Espaço e população: contribuição ao estudo da habitação e da família no município de Rio Claro. São Paulo, 1975. Dissertação. Faculdade de Saúde Pública da USP.

A idéia do trabalho veio da constatação de um impasse: de um lado, alguns técnicos achavam que a casa forçaria a população a habitá-la de certa forma. Essa postura deu origem a colocações bastante radicais, propondo alterações no espaço interno domiciliar visando mudar o comportamento populacional, inclusive no que se refere à sua fecundidade; de outro lado, outros teóricos passaram desse modelo mais ou menos idealizado para uma tentativa de tipificação de tipologias habitacionais baseadas no conhecimento da população, seus hábitos, necessidades e valores. Chegou-se a um impasse: percebeu-se a relativa impossibilidade da "adaptação" da população à casa "ótima". Da mesma forma era extremamente difícil "ajustar" as habitações à variedade e diversidade das maneiras de viver. A pergunta básica que surgiu, originando o estudo, é sobre que dados seriam necessários para reinventar a morada do homem. Ora, para reinventá-la temos que reaprender-lhe o significado, entender-lhe o uso, reconhecer-lhe a simbologia. Tentou-se testar uma metodologia compreensiva dos estudos habitacionais a partir de quatro dimensões: status institucional, produção, forma e qualidade. A técnica de pesquisa escolhida foi o "survey", realizado na zona urbana do município de Rio Claro em 1970/1971, em amostra probabilística de domicílios. Ao proceder-se o estudo das quatro dimensões verificou-se que: a) em relação ao status institucional percebeu-se que a maioria dos entrevistados privilegia a propriedade do imóvel, embora dificuldades metodológicas limitem a conclusão; b) em relação à produção percebeu-se que a maioria dos domicílios são construídos sem assistência técnica especializada em grande percentagem dos casos nas camadas de renda mais baixa pela própria família em horas livres; c) em relação à forma, a habitação individual é preferida pela população. Não se evidenciaram relações de causa e efeito entre tipos e tamanho de habitação e fecundidade; d) em relação à qualidade foram discutidos os conceitos de déficit habitacional e habitação adequada. Constatou-se que a discussão do padrão mínimo é condicionada por condições locais e historicamente determinadas. A relação entre mortalidade, morbidade e qualidade habitacional não ficou explicitada na sua totalidade. Conclui-se que as quatro dimensões estudadas não são suficientes para um entendimento global do problema habitacional, mesmo que tivessem sido exploradas exaustivamente, já que: as relações entre elas não ficaram claras; a análise limitou-se ao nível da unidade habitacional, não tipificando a da inserção da habitação no solo.

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