ARTIGOS ORIGINAIS

 

Fatores associados ao consumo de frutas e hortaliças no Brasil, 2006

 

Factores asociados al consumo de frutas y hortalizas en Brasil, 2006

 

 

Patricia Constante JaimeI; Iramaia Campos Ribeiro FigueiredoII; Erly Catarina de MouraI, III ; Deborah Carvalho MaltaIII, IV

INúcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
IIPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
IIICoordenação Geral de Doenças Crônicas não Transmissíveis. Secretaria de Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde. Brasília, DF, Brasil
IVDepartamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública. Escola de Enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Estimar a freqüência do consumo de frutas e hortaliças e fatores associados.
MÉTODOS: Foram estudados 54.369 indivíduos com idade >18 anos, entrevistados pelo sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) nas capitais brasileiras e Distrito Federal, em 2006. Os indicadores do consumo alimentar foram: consumo regular (>5 dias/semana) de frutas e hortaliças e consumo adequado (>5 vezes/dia). Calculou-se a prevalência dos indicadores e intervalos de confiança, estratificada por sexo. Para analisar a associação das variáveis sociodemográficas foram calculados odds ratio bruta e ajustada por sexo, idade, escolaridade e estado civil.
RESULTADOS: Menos da metade dos indivíduos referiu consumo regular de fruta (44,1%) ou hortaliças (43,8%), enquanto 23,9% referiram consumo regular de frutas e hortaliças em conjunto; o consumo adequado foi referido por 7,3% dos entrevistados. O consumo de frutas e hortaliças variou entre as cidades estudadas, foi maior entre as mulheres e aumentou com a idade e escolaridade.
CONCLUSÕES: Iniciativas de promoção do consumo de frutas e hortaliças devem atender a população como um todo, especialmente às cidades das regiões Norte e Nordeste, aos jovens, aos homens e aos estratos populacionais com baixa escolaridade.

Descritores: Consumo de Alimentos. Frutas. Hortaliças. Doença Crônica, prevenção & controle. Levantamentos Epidemiológicos. Brasil. Entrevista por telefone.


RESUMEN

OBJETIVO: Estimar la frecuencia de consumo de frutas y hortalizas y factores asociados.
MÉTODOS: Fueron estudiados 54.369 individuos con edad >18 años, entrevistados por el Sistema de Vigilancia de Factores de Riesgo y Protección para Enfermedades Crónicas por Pesquisa Telefónica (VIGITEL) en las capitales brasileras y Distrito Federal, en 2006. Los indicadores de consumo alimentario fueron: consumo regular (>5 días/semana) de frutas y hortalizas y consumo adecuado (>5 veces/día). Se calculó la prevalencia de los indicadores e intervalos de confianza, estratificada por sexo. Para analizar la asociación de las variables sociodemográficas fueron calculados odds ratio bruto y ajustado por sexo, edad, escolaridad y estado civil.
RESULTADOS: Menos de la mitad de los individuos refirió consumo regular de fruta (44,1%) u hortalizas (43,8%), mientras que 23,9% refirieron consumo regular de frutas y hortalizas en conjunto; el consumo adecuado fue referido por 7,3% de los entrevistados. El consumo de frutas y hortalizas varió entre las ciudades estudiadas, fue mayor entre las mujeres y aumentó con la edad y escolaridad.
CONCLUSIONES: Iniciativas de promoción de consumo de frutas y hortalizas deben atender la población como un todo, especialmente a las ciudades de las regiones Norte y Noreste, a los jóvenes, a los hombres y a los estratos poblacionales con baja escolaridad.


 

 

INTRODUÇÃO

Frutas e hortaliças são importantes componentes de uma dieta saudável e seu consumo em quantidade adequada pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.8 Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo inadequado de frutas e hortaliças está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo.18 Considera-se suficiente o consumo mínimo de 400 g de frutas e hortaliças diariamente, o que equivale a cinco porções desses alimentos.17

Frutas e hortaliças são alimentos importantes, pois são fontes de micronutrientes, fibras e de outros componentes com propriedades funcionais.15 Ademais, são alimentos de baixa densidade energética, isto é, com poucas calorias em relação ao volume da alimentação consumida, o que favorece a manutenção do peso corporal saudável.11

A promoção do consumo de frutas e hortaliças é indicada pela OMS como prioridade nas políticas nutricionais, alimentares e agrícolas.19 Para tanto, o governo brasileiro, no início dos anos 2000, incluiu o assunto na sua agenda política e técnica, tornou-se signatário da Estratégia Global para a Promoção da Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde20 e instituiu o incentivo ao consumo de frutas e hortaliças, legitimado no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Esse incentivo objetivou aumentar o consumo, a produção e a comercialização desses alimentos na perspectiva de promoção da saúde e da segurança alimentar e nutricional como um direito humano.16

O conhecimento da freqüência e da distribuição do consumo de frutas e hortaliças na população, assim como de seus determinantes, é necessário para direcionar estratégias nacionais e locais de incentivo ao consumo desses alimentos. O objetivo do presente estudo foi estimar a freqüência do consumo de frutas e hortaliças e os fatores associados.

 

MÉTODOS

Trata-se de estudo transversal que apresenta estimativas para indicadores de consumo de frutas e hortaliças, segundo dados do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL).

O VIGITEL é um sistema de monitoramento implantado pelo Ministério da Saúde em 2006, cujo objetivo principal é o monitoramento contínuo da freqüência e distribuição de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis na população brasileira. Foram estudadas amostras probabilísticas da população com 18 anos ou mais de idade residente em domicílios com pelo menos uma linha telefônica fixa que possuíam telefone fixo nas capitais brasileiras e Distrito Federal. A amostragem de pelo menos 2.000 indivíduos por cidade foi realizada a partir de cadastros eletrônicos completos das linhas residenciais fixas de cada cidade envolvendo sorteio de linhas (domicílios) e sorteio de um morador por linha para ser entrevistado. Maiores detalhes sobre os procedimentos de amostragem estão descritos em outra publicação.10

O consumo de frutas e hortaliças por 54.369 indivíduos foi investigado a partir das questões: "Quantos dias na semana o(a) sr(a) costuma comer fruta?"; "Num dia comum, quantas vezes o(a) sr(a) come fruta?"; "Quantos dias na semana o(a) sr(a) costuma comer saladas cruas, como alface, tomate e pepino?"; "Num dia comum, o(a) sr(a) come salada crua no almoço, no jantar ou no almoço e no jantar?"; "Quantos dias na semana o(a) sr(a) costuma comer verdura e legume cozidos, como couve, cenoura, chuchu, berinjela, abobrinha, sem contar batata ou mandioca?"; e, "Num dia comum, o(a) sr(a) come verdura e legume cozidos no almoço, no jantar ou no almoço e no jantar?".

A partir das respostas fornecidas, foram criados quatro indicadores alimentares: consumo regular de frutas e consumo regular de hortaliças, para freqüência de consumo em cinco ou mais dias na semana; consumo regular de frutas e hortaliças, a partir da combinação dos dois indicadores iniciais; e, consumo adequado de frutas e hortaliças, quando o consumo desses alimentos fosse cinco ou mais vezes por dia.

As variáveis sociodemográficas estudadas foram: sexo, faixa etária (18-24, 25-34, 35-44, 45-54, 55-64 e >65 anos), escolaridade (0-8, 9-11 e >12 anos de estudo) e estado civil (solteiro, casado ou juntado, viúvo, separado ou divorciado).

Nas estimativas sobre a freqüência de consumo de frutas e hortaliças para a população com 18 anos e mais de cada cidade, empregou-se fator de ponderação que iguala a composição sociodemográfica da amostra àquela observada no Censo Demográfico de 2000 nas capitais estaduais e Distrito Federal.10

O consumo de frutas e hortaliças foi descrito como freqüência relativa (%) e intervalo de confiança, estratificada por sexo. Na análise da associação entre sexo e indicadores de consumo de frutas e hortaliças, empregou-se o teste de associação qui-quadrado. Modelos de regressão logística foram desenvolvidos para estimar a razão de chances, bruta e ajustada, para consumo regular de frutas e hortaliças segundo sexo, idade, escolaridade e estado civil. Utilizou-se o programa SPSS (versão 13), considerando nível de significância de 5% e intervalo com 95% de confiança.

Por se tratar de entrevista por telefone, o consentimento livre e esclarecido foi substituído pelo consentimento verbal obtido por ocasião dos contatos telefônicos com os entrevistados. O projeto de implantação do VIGITEL foi aprovado pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa para Seres Humanos do Ministério da Saúde.

 

RESULTADOS

Os indicadores de consumo de frutas e hortaliças foram avaliados em 54.369 indivíduos com idade >18 anos, residentes nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, 60,8% mulheres e 39,2% homens. Menos da metade dos indivíduos consumiu frutas (44,1%) ou hortaliças (43,8%) em cinco ou mais dias por semana, e menos de um quarto (23,9%) referiu o consumo regular de frutas e hortaliças em conjunto. O consumo adequado, ou seja, em cinco ou mais vezes por dia foi referido por 7,3% dos entrevistados. Embora a freqüência do consumo desses grupos de alimentos tenha sido significativamente maior entre mulheres do que entre homens, os indicadores mostraram consumo insuficiente de frutas e hortaliças por ambos os sexos (Tabela 1).

O consumo regular de frutas e hortaliças variou bastante entre as regiões do País, sendo maior nas capitais da região Sul (36,5%) e menor nas capitais da região Norte (11,9%). A cidade com a menor freqüência de consumo foi Macapá (AM) (7,8%), enquanto Porto Alegre (RS) apresentou a maior freqüência (38,6%) (Tabela 2).

Apesar das diferenças regionais, apenas uma pequena parcela da população residente nas capitais brasileiras relatou consumo adequado de frutas e hortaliças, variando de 2,4% em Rio Branco (AC) a 10,5% em Porto Alegre (RS). O padrão de maior consumo entre as mulheres foi observado na maioria das capitais brasileiras, em especial para o consumo regular de frutas e hortaliças (Tabela 2).

A Tabela 3 mostra a associação observada entre variáveis sociodemográficas e o indicador de consumo regular de frutas e hortaliças em conjunto. A freqüência de consumo regular foi maior entre as mulheres (29,2% versus 17,8% nos homens), aumentou com a idade, e foi significativamente maior entre os indivíduos com idade >65 anos em relação aos jovens com 18 a 24 anos (odds ratio ajustada = 3,11). O aumento na freqüência de consumo mostrou-se diretamente associado à escolaridade. Na análise das associações ajustadas, a freqüência de consumo regular de frutas e hortaliças aumentou com a idade e escolaridade dos indivíduos. Adicionalmente, o estado civil casado apresentou-se como fator independente associado à maior freqüência de consumo desses alimentos.

A associação entre as variáveis sociodemográficas e o consumo adequado de frutas e hortaliças (cinco ou mais vezes por dia) não diferiu do padrão observado para o indicador de consumo regular (Tabela 4).

 

DISCUSSÃO

A minoria dos indivíduos seguiu as recomendações nutricionais estabelecidas pela OMS para o consumo de frutas e hortaliças, o que coloca o Brasil em situação bastante desfavorável quanto às comparações com estimativas para países desenvolvidos.2,4,12 Dados do Behavior Risk Factor Surveillance System mostram que nos Estados Unidos o consumo adequado de frutas e hortaliças atingiu aproximadamente 25% da população com idade >18 anos em 2007, variando de 16,3% no estado de Oklahoma a 32,5% no Distrito de Columbia.3 Desta forma, se o incentivo ao consumo é uma das ações prioritárias na agenda temática de promoção da saúde, sua execução é um grande desafio diante da baixa freqüência de consumo de frutas e hortaliças pela população brasileira.

As estimativas do presente estudo são consistentes com estudos prévios que mostraram consumo insuficiente de frutas e hortaliças pela população brasileira. Os resultados da Pesquisa de Orçamento Familiar de 2002-03, cujos dados permitem conhecer a disponibilidade média de alimentos no domicílio, e não o consumo individual de alimentos, indicam que a disponibilidade média de frutas e hortaliças nos domicílios brasileiros corresponde a cerca de um terço das recomendações para o consumo desses alimentos.7 Estudo com base nos dados brasileiros da Pesquisa Mundial de Saúde identificou que 41% dos indivíduos adultos referiu consumo diário de frutas e 30% de hortaliças.5

O padrão de consumo de frutas e hortaliças foi diferente entre cidades brasileiras e em subgrupos populacionais segundo sexo, idade e outras de variáveis sociodemográficas. Desigualdades regionais também foram identificadas em relação à disponibilidade domiciliar de frutas e hortaliças na Pesquisa de Orçamento Familiar,7 sendo menor nas regiões Norte e Nordeste do País.

Observou-se também que homens e indivíduos mais jovens consumiam menos frutas e hortaliças, confirmando dados da Pesquisa Mundial de Saúde.5 Ainda no Brasil, inquérito domiciliar sobre comportamento de risco e morbidade referida de doenças e agravos não transmissíveis, realizado em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, mostrou tendência de aumento do consumo de frutas e hortaliças com a idade.ª A associação do consumo desses alimentos e sexo também foi observada em estudos em outros países.1,4,13,14 O mesmo achado tem sido observado em relação à idade: o consumo estimado de frutas e hortaliças foi maior nos indivíduos mais velhos em 14 regiões, incluindo África, América, Europa e Ásia.8

A associação positiva entre idade e consumo de frutas e hortaliças pode ser interpretada como reflexo de diferenças na formação do hábito alimentar entre gerações. Indivíduos mais velhos formaram seu hábito alimentar em um período no País em que era menos marcante o consumo de alimentos processados e de alto teor de gorduras, de açúcar e de sal e pela escassez de carboidratos complexos, fibras e micronutrientes. O maior consumo de frutas e hortaliças nas idades mais avançadas pode também estar relacionado aos cuidados com a saúde e seguimento das orientações recebidas nos serviços de saúde, mais procurados devido ao aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis com o aumento da idade.

O indicador sociodemográfico utilizado para estimar diferenças sociais foi a escolaridade dos indivíduos, o qual se associou de forma positiva e independente ao consumo de frutas e hortaliças. Dados sobre renda e poder de compra dos indivíduos não estão disponíveis no sistema VIGITEL. Jaime & Monteiro5 identificaram efeito independente da escolaridade sobre o consumo de frutas e hortaliças em análise com controle para bens no domicílio (indicador de renda utilizado). Dessa maneira, ações que ampliem o conhecimento da população sobre a importância do consumo desses alimentos para a saúde poderiam aumentar seu consumo, como mostrado em ensaio comunitário de avaliação do impacto imediato de uma intervenção nutricional educativa para aumentar a participação de frutas e hortaliças na alimentação de famílias residentes em um bairro pobre do município de São Paulo.6

Uma das limitações do presente estudo é um possível viés de aferição, uma vez que o VIGITEL não incluiu indivíduos residentes em domicílios sem telefone fixo. Visando a atenuar este viés foram adotadas ponderações para igualar a composição sociodemográfica da amostra estudada no VIGITEL àquela observada no Censo Demográfico de 2000 nas 27 cidades estudadas.

Uma outra limitação refere-se às diferenças entre os métodos para avaliar dieta, definir e categorizar frutas e hortaliças, que prejudicam a comparação entre estudos sobre consumo populacional desses alimentos. Finalmente, o indicador de adequação do consumo de frutas e hortaliças foi definido como o consumo diário desses alimentos em ao menos cinco vezes, partindo-se das questões sobre quantas vezes em um dia comum a pessoa comia e, no caso das hortaliças, com referência direta às principais refeições (almoço e jantar). As recomendações de consumo de frutas e hortaliças da OMS17 e reproduzidas no Guia Alimentar para População Brasileirab são expressas em gramas e porções. No sistema VIGITEL, as perguntas referiam-se ao número de vezes ao dia e não à quantidade (gramas ou porções) de frutas e hortaliças consumida no dia. Esta diferença na medida do consumo pode ter levado a sub ou superestimação de classificação dos indivíduos para este indicador. Isso decorreria da desconsideração do consumo de mais de uma porção de frutas e hortaliças na mesma refeição e do consumo de hortaliças fora das principais refeições, o que, apesar de não fazer parte do hábito alimentar brasileiro, pode ocorrer entre pessoas com outras influências alimentares ou com hábitos alimentares diversos.

Estudo prévio sobre a validade dos indicadores de consumo de alimentos e bebidas com dados obtidos pelo VIGITEL identificou para consumo de frutas e hortaliças reprodutibilidade moderada (coeficiente Kappa = 0,57), sensibilidade de 46,4% e especificidade de 71,6%, tendo como referência a classificação dos indivíduos a partir de três recordatórios alimentares de 24 horas.9 Esses dados sustentam a necessidade de aprofundamento do estudo destas questões, considerando diferenças regionais e sazonalidade. Apesar das limitações identificadas, os resultados obtidos no presente estudo são, de modo geral, consistentes com a literatura.

A coleta contínua e comparável de informações sobre consumo de frutas e hortaliças, como previsto no sistema VIGITEL, possibilitará a avaliação de impacto de programas e iniciativas para promoção do consumo desses alimentos na população brasileira. Neste sentido, têm sido avaliados programas de promoção do consumo de frutas e hortaliças com base nas informações oferecidas pelo sistema de monitoramento de fatores de risco por telefone (Behavioural Risk Factor Surveillance System), nos Estados Unidos, indicando fracasso das iniciativas desenvolvidas desde início da década de 1990 visando ao aumento do consumo de frutas e hortaliças.2,13

Conclui-se que são necessárias iniciativas de promoção do consumo de frutas e hortaliças no Brasil voltadas à população geral, visto que o consumo esteve aquém das recomendações atuais. Entretanto, deve ser dada atenção especial às cidades da região Norte e Nordeste, aos indivíduos jovens, ao sexo masculino e aos estratos populacionais com baixa escolaridade.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência | Correspondence:
Patricia Constante Jaime
Departamento de Nutrição
Faculdade de Saúde Pública - USP
Av. Dr. Arnaldo, 715
01246-904 São Paulo, SP Brasil
E-mail: constant@usp.br

Recebido: 28/11/2008
Revisado: 25/7/2009
Aprovado: 27/8/2009

 

 

Artigo submetido ao processo de julgamento por pares adotado para qualquer outro manuscrito submetido a este periódico, com anonimato garantido entre autores e revisores. Editores e revisores declaram não haver conflito de interesses que pudesse afetar o processo de julgamento do artigo.
Os autores declaram não haver conflito de interesses.
a Instituto Nacional de Câncer. Inquérito domiciliar sobre comportamento de risco e morbidade referida de doenças e agravos não transmissíveis: Brasil, 15 capitais e Distrito Federal, 2002-2003. Rio de Janeiro; 2004.
b Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Coordenação Geral da Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Guia Alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília; 2006[citado 2007 dez 21]. (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em: http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/guia_alimentar_conteudo.pdf

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