• Anthropology and Epidemiology: learning epistemological lessons through a collaborative venture Debate

    Béhague, Dominique Pareja; Gonçalves, Helen; Victora, Cesar Gomes

    Abstract in Portuguese:

    A colaboração entre Antropologia e Epidemiologia tem uma longa e confusa história. Baseado em exemplos empíricos, o artigo descreve lições epistemológicas aprendidas ao longo da nossa trajetória de colaboração transdisciplinar. Apesar de críticos da Epidemiologia e da Antropologia Médica tradicional e crermos que ambas possuem o objetivo de adotar uma abordagem social à promoção da saúde populacional, enfocamos as implicações de confrontar suas principais diferenças epistemológicas. É importante avaliar os limites da colaboração padrão ("multidisciplinaridade") e destacar a relevância de adotar a "interdisciplinaridade." Quanto mais profissionais de diversas disciplinas convergir e modificar seus modos de saber e desafiar suas posturas epistemológicas, mais poderão dar explicações aprofundadas aos padrões de doenças e solucionar problemas concretos. Em nossa experiência, ambos o suporte institucional e a adoção de uma abordagem realista das limitações epistemológicas das disciplinas são necessários à manutenção do grupo e interdisciplinaridade teórica. Até que se perceba que a metodologia é uma ferramenta humana criada para interpretar a realidade, a desnecessária hiperespecialização metodológica das disciplinas continuará a alienar um campo do conhecimento do outro.

    Abstract in English:

    Collaboration between anthropology and epidemiology has a long and tumultuous history. Based on empirical examples, this paper describes a number of epistemological lessons we have learned through our experience of cross disciplinary collaboration. Although critical of both mainstream epidemiology and medical anthropology, our analysis focuses on the implications of addressing each discipline's main epistemological differences, while addressing the goal of adopting a broader social approach to health improvement. We believe it is important to push the boundaries of research collaborations from the more standard forms of "multidisciplinarity," to the adoption of theoretically imbued "interdisciplinarity." The more we challenge epistemological limitations and modify ways of knowing, the more we will be able to provide in-depth explanations for the emergence of disease-patterns and thus, to problem-solve. In our experience, both institutional support and the adoption of a relativistic attitude are necessary conditions for sustained theoretical interdisciplinarity. Until researchers acknowledge that methodology is merely a human-designed tool to interpret reality, unnecessary methodological hyper-specialization will continue to alienate one field of knowledge from the other.
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