• How do we live with chronic disease? A rights-based approach promoting the wellbeing of children with chronic disease Article

    Pais, Sofia Castanheira; Menezes, Isabel

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Este artigo foca-se nas experiências de vida de crianças com doenças crônica, cuja invisibilidade envolve desafios particulares no que respeita à sua relação com profissionais, em importantes contextos de vida, como sejam a família, a escola e o hospital. Este estudo inclui duas fases complementares: i) Fase 1, composta por 15 entrevistas com pais, profissionais de educação e de saúde, e dois grupos de discussão focalizada com crianças e com crianças e suas mães; e ii) Fase 2, a qual inclui questionários autoadministrados a pais (n = 152) e a crianças com doença crônica (n = 176). Baseado numa metodologia mista, este estudo combina métodos qualitativos e quantitativos, assumindo que abordagens plurais permitem um conhecimento mais aprofundado das condições de vida das crianças com doença crônica e suas famílias. Os resultados reforçam a reprodução de estereótipos sociais e a tendência para enfatizar a capacidade individual para resolver problemas, a qual parece estar ainda circunscrita à esfera das pessoas com doença crônica. Para além disso, este artigo revela o papel central que os contextos inclusivos têm no bem-estar das crianças.

    Abstract in English:

    Abstract This paper focuses on the life experiences of children with chronic disease, a group whose invisibility involves particular challenges in their relationship with professionals in important life contexts, such as family, school and hospital. The study includes two complementary phases: i) Phase 1, composed of 15 interviews with parents, education and health professionals and two focus group discussions with children, and children and their mothers; and ii) Phase 2, which included self-report questionnaires administered to parents (n = 152) and children with chronic disease (n = 176). Based on a mixed methodology, this study combines quantitative and qualitative methods assuming that plural approaches allow for a deeper understanding of the life conditions of children with chronic disease and their families. The results reinforce the reproduction of social stereotypes and the tendency to focus on the individual ability to solve problems, which still remain to be circumscribed to the people’s chronic disease sphere. Moreover, this paper reveals the central role that inclusive contexts have on children’s wellbeing.
  • How diseases became “genetic” Article

    Löwy, Ilana

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O presente artigo tem o objetivo de examinar as origens do termo “doença genética. No final do século XIX e início do XX, a vaga ideia que a doença manifesta entre familiares refletia uma “predisposição” familiar, foi substituída pela visão que essas doenças possuem causas específicas, enquanto a genética mendeliana forneceu as pistas para os padrões de transmissão da doença. A genética das patologias congênitas deu uma guinada decisiva, em 1959, com a redefinição da Síndrome de Down como uma anomalia cromossômica e, depois, com o desenvolvimento de testes para o diagnóstico de outras patologias hereditárias. Naquela época, os geneticistas distinguiam doenças “hereditárias” como aquelas que acometiam os elementos de uma família, de condições “genéticas” que são o resultado de novas mutações ocorridas durante a produção dos óvulos e espermatozoides. Neste último caso, a deficiência inata é causada por uma anomalia do material genético da célula, porque não é transmitida por qualquer um ou ambos os pais. No final do século XX e início do XXI, as novas tecnologias genômicas obscureceram a distinção entre deficiências hereditária e a genética, estenderam o conceito da doença genética e modificaram a experiência das pessoas que vivem com esse tipo de doença.

    Abstract in English:

    Abstract This article examines the origins of the term “genetic disease.” In the late 19 and early 20th century, an earlier idea that diseases that occur in families reflect a vague familiar “predisposition” was replaced by the view that such diseases have specific causes, while Mendelian genetics provided then clues to the patterns of their transmission. The genetictisation of inborn pathologies took a decisive turn with the redefinition, in 1959, of Down syndrome as a chromosomal anomaly, then the development of tests for the diagnosis of other hereditary pathologies. At that time, geneticists distinguished “hereditary” diseases that run in families, from “genetic” conditions that are the result of new mutations during the production of egg and sperm cells. In the latter case, the inborn impairment is produced by an anomaly in the genetic material of the cell, but is not hereditary, because it is not transmitted from one or both parents. In the late 20th and early 21st century, new genomic technologies blurred the distinction between hereditary and genetic impairments, extended the concept of genetic disease, and modified the experience of people living with such a disease.
  • Diagnosis: a critical social reflection in the genomic era Article

    Jutel, Annemarie

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O diagnóstico é uma ferramenta essencial para o trabalho da medicina, uma vez que categoriza e classifica o padecimento do indivíduo por meio de um esquema genérico. No entanto, o diagnóstico também é um profundo ato social, o qual reflete a sociedade, seus valores e como dá sentido para o sofrimento e a doença. Considerar o diagnóstico de maneira crítica, assim como prática, é um trabalho importante dos sociólogos. Este artigo analisa como um modelo social pode fornecer uma ferramenta crítica para vermos o diagnóstico na era genômica. Explora como a formulação do diagnóstico, seja através de explicações genéticas ou microbiológicas, é o produto da descoberta social, negociação e consenso.

    Abstract in English:

    Abstract Diagnosis is a pivotal tool for the work of medicine as they categorise and classify individual ailments via a generalised schema. However diagnosis is also a profoundly social act, which reflects society, its values and how it makes sense of illness and disease. Considering diagnosis critically, as well as practically, is an important job of the sociologist. This paper reviews how a social model can provide a critical tool for viewing diagnosis in the genomic era. It explores how the formulation of diagnosis, be it via genetic explanations or microbiological ones, are the product of social discovery, negotiation, and consensus.
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