Revista Brasileira de Epidemiologia, Volume: 12, Issue: 1, Published: 2009
  • Does leisure-time physical activity in early adulthood predict later physical activity? Pro-Saude Study Original Articles

    Nogueira, Danielle; Faerstein, Eduardo; Rugani, Inês; Chor, Dora; Lopes, Claudia S.; Werneck, Guilherme L.

    Abstract in Portuguese:

    INTRODUÇÃO: Atividade física é um comportamento de saúde relativamente estável, em geral determinado no início da vida adulta. Atividade física de lazer (AFL) é um dos poucos comportamentos benéficos à saúde mais prevalente entre homens que entre mulheres. MÉTODOS: Foram analisados dados de 3.199 participantes do Estudo Pró-Saúde - coorte de funcionários de universidade no Rio de Janeiro, coletados por meio de questionário multidimensional e autopreenchível. A associação entre AFL no início da vida adulta e posteriormente foi analisada com uso de regressão logística multinomial, com estimativas de razões de chance (odds ratio) e seus respectivos intervalos de 95% de confiança considerando três categorias de desfecho: sedentários, insuficientemente ativos e ativos. AFL pregressa foi agrupada em 3 categorias: nunca/raramente (categoria de referência), às vezes, quase sempre/sempre. Estimativas foram ajustadas por idade, escolaridade, escolaridade dos pais e cor/raça. RESULTADOS:Homens que se engajavam em AFL às vezes e quase sempre/sempre no início da vida adulta tiveram, respectivamente, OR = 1,42 (IC 95%: 0,70-2,89) e OR = 3,33 (IC 95%: 1,82-6,10) de ser fisicamente ativos em idade posterior do que os sedentários. Entre as mulheres, os odds ratios foram menores: OR = 1,19 (IC 95%: 0,79-1,79) e OR =1,42 (IC 95%: 1,00-2,04). CONCLUSÃO:A prática de AFL durante o início da vida adulta apresentou associação com atividade física posterior, e essa associação foi mais expressiva em homens do que em mulheres. Políticas públicas que encorajem a AFL entre os jovens, com esforços específicos direcionados às mulheres, poderiam aumentar a proporção de adultos fisicamente ativos.

    Abstract in English:

    INTRODUCTION: Leisure-Time Physical Activity (LTPA) is a health behavior that is considered relatively stable over the course of life; this life-long habit seems to be shaped during youth and early adulthood. LTPA is one of the few healthy behaviors more prevalent among men than among women. METHODS:Data from 3,199 participants of the Pro-Saude Study were analyzed - a cohort of employees of a university in Rio de Janeiro, collected with a self-reported multidimensional questionnaire. The association between LTPA in early adulthood and later was investigated using multinomial logistic regression, with estimated odds ratios (OR), considering three outcome categories: inactive, insufficiently active, and active. Past LTPA was grouped into three categories: never/rarely (reference category), sometimes and frequently/always. Estimates were adjusted for: age; participants' schooling, their father's and mother's schooling, and color/race. RESULTS:Analysis shows men who engaged in LTPA sometimes and almost always/always in early adulthood had an OR= 1.42 (95% CI: 0.70-2.89) and OR= 3.33 (95% CI: 1.82-6.10), respectively, of being physically active in later adulthood than those who did not engage in LTPA. Among women, the corresponding odds ratios were lower: OR = 1.19 (95% CI: 0.79-1.79) and OR =1.42 (95% CI: 1.00-2.04). CONCLUSION:LTPA during early adulthood is associated with physical activity later in adulthood, and this association is stronger in men than in women. Public policies that encourage LTPA among youth, with specific efforts directed at women, could increase the proportion of physically active adults.
  • Trend in mortality due to external causes in the State of Espírito Santo, Brazil, from 1994 to 2005 Original Articles

    Jacobson, Ludmilla da Silva Viana; Andrade, Carla Lourenço Tavares de; Carmo, Cleber Nascimento do; Mourão, Dennys de Souza; Hacon, Sandra de Souza

    Abstract in Portuguese:

    O presente estudo tem como objetivo analisar a tendência da mortalidade por causas externas no estado do Espírito Santo, Brasil, durante o período de 1994 a 2005, por seus grupos específicos (acidentes de transporte, envenenamento e intoxicação, lesões autoprovocadas voluntariamente, agressões), faixa etária e sexo. A análise da tendência foi realizada através de modelos de regressão polinomial, com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. As causas externas de mortalidade não apresentaram tendência significativa, porém quando estratificados por faixa etária e sexo os resultados mostraram tendência decrescente em alguns estratos. Em todas as faixas etárias, a taxa de mortalidade foi maior nos homens. Entre o grupo de acidentes de transporte houve um decréscimo na taxa de mortalidade, principalmente nos homens. Houve redução nos óbitos referentes a envenenamento e intoxicação, tanto para o sexo feminino quanto para o masculino. As lesões autoprovocadas voluntariamente apresentaram tendência crescente principalmente para a faixa etária de 50 anos e mais. O grupo específico das agressões apresentou tendência de crescimento significativa para a faixa etária até 34 anos e para os homens.

    Abstract in English:

    The aim of this study was to analyze the trend in mortality due to external causes in the State of Espírito Santo, Brazil, from 1994 to 2005, according to specific groups (traffic injuries, poisoning, intentional self-harm, assault), age group and gender. The trend analysis was performed with polynomial regression models, based on data from the Brazilian Ministry of Health's Mortality Information System. For all external causes, the trend was not statistically significant, but when it was stratified by gender and age group the results showed a downward trend in some strata. According to gender, the yearly increase in mortality rate was higher for men. In general, this increase was observed in all age groups. For traffic injuries, there was a decrease in the mortality rate, mainly for men. There was a decrease in deaths from poisoning for both men and women. Intentional self-harm showed an upward trend, especially for 50 and over age group. As a specific group, assault also showed a significant upward trend for under-34 age groups and for men.
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